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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Foi dada a largada

Merval Pereira, O Globo

A campanha presidencial começou efetivamente com o lançamento do programa de combate à miséria extrema lançado pela presidente Dilma um dia antes da grande festa com que o PT comemorou ontem seus 33 anos de vida e os dez de exercício do poder federal.

Ao mesmo tempo, os principais possíveis adversários de sua reeleição atuaram no campo político de maneiras diversas nos últimos dias, mas todos deixando claros seus objetivos.

A ex-senadora Marina Silva, que lançara dias antes seu partido-rede, insinuou que seu movimento pode aderir a um partido já existente se não conseguir cumprir a tempo as exigências da legislação eleitoral.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deu mais um sinal de que está mesmo “costeando o alambrado”, metáfora oriunda das fazendas com a qual o ex-governador Leonel Brizola identificava o político que estava pensando em sair de seu grupo político, assim como o gado que “costeia o alambrado” está pensando em fugir.

Ele não compareceu à festa de aniversário do PT, onde o grande líder da coalizão que apoia a presidente Dilma, o ex-presidente Lula, pretendia reunir os aliados para dar início à campanha para a eleição de 2014.

Por fim, o PSDB afinal saiu ontem de sua letargia e deu passos importantes na direção de um combate mais forte contra o governo.

Numa ação política rápida e bem planejada, ofereceu abrigo à blogueira cubana Yoani Sánchez, que vem sendo hostilizada em sua passagem pelo Brasil por extremistas ligados ao PT e ao PCdoB, em ações orquestradas a partir da embaixada cubana em Brasília.

E o seu candidato potencial, o senador Aécio Neves, partiu para o ataque enumerando, num discurso até bem-humorado, contrapondo-se ao tom raivoso com que o PT faz política, os erros básicos destes dez anos de poder petista.

Dizendo-se convidado à festa pelo PT, que distribuiu uma cartilha com louvações aos governos Lula e Dilma e críticas aos governos de Fernando Henrique Cardoso, Aécio chamou a atenção para o fato de que o PT está esgotando os efeitos benéficos vindos dos governos do PSDB, que ele chamou ironicamente de “herança bendita” deixada pelos tucanos.

A passagem de Yoani pelo Brasil, coincidindo com os festejos do PT, serviu para ressaltar a face mais escura da coalizão de esquerda que governa o país há dez anos.

A truculência dos manifestantes, as acusações distribuídas pela blogosfera com as digitais de uma manipulação oficial, o espírito autoritário que tenta a todo custo impedir que o adversário se expresse, todos esses ingredientes típicos de regimes onde o pensamento único é imposto pela força do Estado estiveram presentes nas manifestações de extremistas contra a dissidente cubana.

Até mesmo no Congresso, onde as diversas linhas de pensamento devem estar representadas, houve tentativas, por parte de deputados e senadores esquerdistas, de impedir a circulação de Yoani, numa demonstração de que havia mesmo uma orquestração disposta a impedir que ela se manifestasse livremente no país.

O PSDB percebeu, num movimento rápido que tem sido raro nos últimos tempos, o nicho oposicionista e assumiu a defesa da liberdade de expressão, dando um tom político adequado aos seus interesses, sinalizando enfim que está se preparando para mais uma vez representar a oposição aos governos petistas.
O PT, como sempre, trabalhou muito bem na defesa de seus governos, no que dá lições de luta e unidade política aos demais partidos.

Convenhamos que 33 anos não é uma data a ser comemorada, a não ser, como agora, quando se tem o objetivo de iniciar em grande estilo uma campanha presidencial num momento que exige muito mais empenho e unidade, pois os sinais da economia não parecem guardar boas notícias para tão cedo, dando armas que os adversários não tiveram nas últimas eleições.

Não é à toa que um líder importante no esquema político governista até agora como Eduardo Campos vê oportunidades de voo solo em direção a novas práticas políticas e de gestão.

Fonte:http://oglobo.globo.com/

Rasgando o verbo do óbvio contra a conversa mole dos cretinos. Ou: Abaixo o fascismo com punhos de renda. Ou: Chute no traseiro moral dos vigaristas





Recebi de um cretino uma mensagem violentíssima, acusando-me de estar a serviço, deixem-me ver, de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. Que exótico! A tese é a seguinte: como foi a Avaaz que abrigou a petição contra Renan, se critico o chefão da Avaaz, então estou a favor do presidente do Senado. É juízo espelhado daqueles que sustentam que defender direitos humanos para presos é se alinhar com a bandidagem.

Venho de longe, bestalhão! Já superei essa fase. O PT chegou ao poder criando e malhando alguns judas para depois se aliar a eles. Ou não é assim? O próprio Renan é um desses “conquistados”. Os casos mais notórios são Delfim Netto e José Sarney.

A favor de Renan uma ova! O que penso sobre este senhor está no blog! Aliás, mais no meu do que em qualquer outro. O arquivo está aí. Mas o combate a Renan ou a outro qualquer não me fará condescender com práticas fascistoides. Até os nazistas podiam dizer uma coisa ou outra com as quais todos concordam. No seu “manifesto” de exigências ao estado alemão, constam coisas como estas:
11. A supressão dos rendimentos a que não corresponda trabalho ou esforço, o fim da escravidão do juro;
14. Exigimos participação nos lucros das grandes empresas;
15. Exigimos que se ampliem generosamente as aposentadorias;

Quem podia ser contrário? Quem é contrário ainda hoje? Mas saibam: a minha inteligência, havendo alguma, é especialmente talhada para perceber o mal que vem embrulhado no bem. Uma das tarefas que me impus na vida é desembrulhar e desembaralhar as coisas. A confusão sempre é útil às tiranias.

Não conheço o senhor Renan Calheiros. Nunca falei com o senhor Renan Calheiros. Por mim, o  sr. Renan Calheiros jamais seria presidente do Senado — quem o apoia, entre outros, é Dilma Rousseff, não eu. Por mim, o sr. Renan Calheiros não teria nem mesmo sido eleito senador.

Quem é quadro político e intelectual de um modelo de poder que depende de Renan para se sustentar é Pedro Abramovay. Ele foi secretário nacional de Justiça de Lula. Tivesse um pouco mais de coerência, teria dito: “Não! De governo que conta com o apoio de Renan e que depende do PMDB, Pedrinho não participa”. Ocorre que o poder era importante para Pedrinho usar o seu bodoque contra seus adversários. Pedrinho acha que os petistas devem usar os “Renans” a serviço da causa e depois jogá-los fora, como bagaço. Ocorre que os Renans também não são idiotas, não é? Lamento! Eu tenho mais legitimidade para combater Renan do que esse cara. A razão é simples: não me beneficiei de um arco de poder de que Renan faz parte. Abramovay sim!

A petição contra Renan ganhou a adesão de 1,6 milhão de pessoas, é verdade. Não depende da vontade do sr. Pedro Abramovay. As pessoas estavam e estão de boa-fé. Ele está é faturando politicamente com a causa, isto sim! O que dependeu de sua vontade foi manter no ar uma petição cobrando a cassação do registro profissional de alguém — no caso, Silas Malafaia — e retirar do ar uma petição contrária a essa demanda. Vale dizer: no site desse cara, é permitido esmagar pessoas, mas é proibido defendê-las — a menos, claro, que tanto massacre como defesa coincidam com as vontades do Juiz Supremo: o próprio Abramovay.

Não há Renan deste mundo que me faça condescender com isso! Eu me opus e me oponho a Renan Calheiros porque, entre outras coisas e por óbvio, rejeito coisas ainda piores do que ele. E esse fascismo ilustrado de que se mostra partidário o sr. Abramovay é pior do que Renan.

Falei? Falei. O segredo de aborrecer é dizer tudo, como escreveu Voltaire. Vejam vocês: eu sou um papa-missa que cita Voltaire, radicalmente anticlerical. Eu estou preparado para viver num mundo em que as pessoas divergem de mim e para tentar vencer as suas teses (e não as pessoas) com argumentos, não com gritaria, pancadaria e censura.

A imprensa brasileira, coalhada de petismo bocó, agora deu para flertar com práticas que, no limite, a destroem. Eles podem até obter a vitória final, mas não será com a minha conivência. Vamos ver quanto tempo vai demorar para que Avaaz e congêneres comecem a fazer petições contra jornalistas e veículos de comunicação. Eu não gosto de fascistas. Eu chuto a bunda — a bunda moral (não agrido ninguém) — de fascistas.

Espero que Malafaia processe Abramovay, como anunciou, e que ganhe. O juiz que estiver encarregado de julgar a causa certamente levará em conta que ele próprio, juiz, pode ser objeto de uma petição na Avaaz se não fizer o que “a comunidade” do site exige. Ou por outra: o próprio juiz terá de considerar que permitir a demonização de alguém, sem direito de defesa, corresponde a ele próprio, juiz, anular-se e se entregar ao tribunal de Pedro Abramovay.

Há alguma falha lógica no que escrevo?
Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

OS PETISTAS SÃO SUBSERVIENTES A FIDEL


Yoani critica silêncio do governo brasileiro sobre agressão a direitos humanos em Cuba. Finalmente, ela consegue falar sem ser atacada por vagabundos



Por Branca Nunes, na VEJA.com:

A blogueira Yoani Sánchez criticou o silêncio do governo brasileiro com relação à questão dos direitos humanos em Cuba. “Há muito silêncio”, disse a cubana. “Recomendaria uma posição mais enérgica”. A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira, quatro dias depois de Yoani desembarcar no país, durante um debate realizado na sede do jornal O Estado de S. Paulo. Com a voz levemente rouca e uma pulseira do Senhor do Bonfim no braço direito, esta foi a primeira vez que a blogueira crítica ao regime ditatorial dos irmãos Castro conseguiu expor suas opiniões sem ouvir gritos de protestos nem sofrer agressões verbais.

“Não me surpreenderam”, disse, ao comentar os protestos. “Os blogs oficiais do meu país já haviam avisado que eu teria uma ‘resposta contundente’ durante a viagem. Todos têm direito de manifestar sua opinião. O que me surpreendeu foi a violência física. Nunca imaginei que me impediriam de falar”.

A blogueira aproveitou o evento para responder parte das críticas que os defensores dos irmãos Castro fazem a ela. Ao ser questionada sobre quem está financiando sua viagem – Yoani percorrerá mais de dez países em 80 dias –, a cubana respondeu que o dinheiro vem de diversas instituições, como a Anistia Internacional, universidades e blogueiros. “Não tenho milhões de dólares, mas tenho milhões de amigos”. Um dos objetivos de Yoani é receber os prêmios (que somam mais de mais de 300 000 reais) que recebeu ao longo dos últimos anos pelo trabalho em Generación Y.

Yoani aproveitou para salientar que as pessoas que a ajudam com o blog (traduzido para 18 idiomas) são voluntários espalhados pelo mundo. “Quem traduz meus textos para o inglês, por exemplo, é uma motorista de ônibus de Nova York de 65 anos”, conta. “Mas o governo não acredita mais na espontaneidade. Quando eles querem algo, ordenam, pagam”.

Nesta quinta-feira, às 18h, Yoani participará de um evento com blogueiros na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, e, em seguida, autografará o livro De Cuba, com carinho. A blogueira permanece na capital paulista até sábado, quando embarcará para a Republica Checa.

Veja abaixo alguns dos temas comentados por Yoani Sánchez no debate desta quinta-feira:

Internet
A internet é para os cubanos uma plataforma de liberdade. Um campo de treinamento para o que algum dia pode se tornar realidade. Ela possibilita que mais pessoas possam se tornar o epicentro da informação. É um espaço democrático, com pessoas boas e más.

Fidel e Raúl Castro
O governo de Raúl nasceu de um pecado original: ele não foi eleito. As reformas econômicas que tem feito estão na direção correta, mas num ritmo absurdamente lento e sem profundidade. O governo de Fidel Castro, por sua vez, queria controlar cada aspecto da vida dos cubanos, desde o que vestíamos ao café que tomávamos. Sobre a repressão, Fidel fazia dela um espetáculo, com grandes julgamentos e punições exemplares. No governo de Raúl, a repressão é velada.

Comunismo e capitalismo
Tenho uma relação ruim com as ideologias. Sou uma pessoa pós-moderna, que cultua a liberdade. Não creio que em Cuba haja um socialismo e muito menos um comunismo. Classificaria o governo cubano como um capitalismo de estado. O patrão é o governo.

Educação e saúde
A estrutura física e a extensão da rede de ensino e de saúde em Cuba são aspectos positivos. Existem escolas e postos de saúde em cada bairro. Porém, existe um colapso material. Os professores ganham menos de trinta dólares por mês, o que diminui a qualidade. São pessoas despreparadas.

Economia
Cuba vive hoje uma esquizofrenia monetária. Existe o peso cubano e o peso conversível. O cubano acorda todos os dias com um objetivo: o que fazer para conseguir pesos conversíveis e alimentar sua família. Existem algumas alternativas. Caso ele seja um cozinheiro de um grande hotel, por exemplo, pode roubar um azeite ou um pedaço de queijo para vender no mercado negro. Também pode se prostituir, trabalhar clandestinamente ou pedir que parentes que emigraram enviem dinheiro. Quem não tem nenhum desses caminhos passa mal. O salário não é mais a principal fonte de renda.

Embargo econômico
Há uma teoria que diz que o embargo é uma caldeira. O fogo geraria precariedade econômica e material, o que levaria as pessoas à rua. Mas o embargo não resulta em rebeldia, mas na imigração dos cubanos. Outro motivo pelo qual sou contra o embargo é o fato de que ele embasa os argumentos do governo cubano que diz que não há batatas, não há tomates, não há comida por causa do império. Sem essa desculpa, quem eles vão culpar?

Protestos internos
Desde pequenos, os cubanos recebem uma série de informações e propagandas que fazem com que eles acreditem que o país não lhes pertence. Pertence a uma geração histórica, que foi a protagonista da revolução. Isso cria uma apatia grande. Além disso, tem uma paralisia provocada pelo medo. Não um medo da morte, mas um medo da delação. Você acha que será denunciado pelo seu vizinho. Isso leva muitas pessoas a tentarem resolver os seus problemas individualmente. Mas existe uma oposição hoje de jovens que se manifesta artisticamente, via internet, que procura divulgar as informações de forma ampla.

Manifestações no Brasil
Muitas dessas pessoas que protestaram contra mim nunca estiveram em Cuba. Outras estiveram por duas semanas fazendo turismo. É uma visão muito superficial. Para os mais velhos, acredito que seja difícil assumir que aquilo em que eles tanto acreditaram está morto, não seu certo. O governo cubano cria uma realidade distorcida. Eles propagam uma Cuba que não existe, uma cidade utópica, de esperança, onde todos têm chances. Quando meu filho era criança chegou em casa da escola dizendo que antes de Fidel Castro não havia universidades em Cuba. Isso é mentira.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Tucano faz primeiro discurso como candidato e aponta os 13 erros do PT.




No dia em que o PT fez um evento para comemorar dez anos à frente do governo federal, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi à tribuna do Senado para listar o que chamou de "13 fracassos" do partido da presidente Dilma Rousseff e para dizer que "quem governa hoje o país é a lógica da reeleição". Virtual candidato do PSDB à Presidência, Aécio deflagrou a campanha eleitoral da oposição para 2014 com ataques diretamente a Dilma. Segundo ele, "não é mais a presidente quem governa", mas "a lógica da reeleição".

Foi um das críticas mais duras dele à petista -num momento em que tucanos articulam oficializar seu nome ainda em 2013 para enfrentar Dilma no ano que vem. O senador também acusou a presidente de chegar à metade de seu mandato "longe de cumprir as promessas de 2010". "O Brasil parou. Os pilares da economia estão em deterioração", afirmou. Aécio aproveitou para criticar a cartilha editada pelo PT para o evento de ontem -ela classifica como "desastre neoliberal" a gestão FHC.

Em discurso lido, destacou entre os "fracassos" do PT o baixo crescimento do país sob Dilma -que pode ser ameaça à popularidade do governo, que mantém aprovação superior a 60%. O tucano disse que o "Brasil não foi descoberto em 2003", quando Lula tomou posse, e que o PT teve resultados positivos devido a contribuições anteriores. "A grande verdade é, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou".

Aécio listou como um dos "fracassos" do PT o que chamou de "conivência com maus exemplos". E relembrou o mensalão, fazendo referência à presença de condenados pelo escândalo na festa petista de ontem. "Qual o PT que celebra aniversário hoje? O que fez da ética sua principal bandeira eleitoral ou o que defende em praça pública os réus do mensalão?", questionou.

Aécio citou também o sucateamento de indústrias, a paralisia de obras e "colapsos" na educação, saúde e segurança. "Todas as vezes em que o PT teve que optar entre o Brasil e o PT, o PT ficou com o PT." O tucano acusou ainda o PT de estimular a "intolerância" e o "autoritarismo", inclusive nos atos contra a blogueira cubana Yoani Sánchez. "Tratam adversário como inimigo a ser abatido. Tentam, e já tentaram, cercear a liberdade de imprensa."

Os 13 erros do PT

1 - "Tivemos um biênio perdido com o PIB per capita avançando o minúsculo 1%."
2 - "[Tivemos] o PAC da propaganda e do marketing. O crítico problema da infraestrutura permanece absolutamente intocado."
3 - "A indústria [está] sucateada. O setor não tem gerado empregos e, agora, começa a desempregar."
4 - "O PT jamais valorizou a estabilidade da moeda. Na oposição, combateu ferozmente o Plano Real."
5 - "A má gestão econômica obrigou o PT a malabarismos contábeis que estão jogando por terra a credibilidade fiscal conquistada pelo país."
6 - "Destaco a destruição do patrimônio nacional, a derrocada da Petrobras e o desmonte das estatais."
7 - "Chamo a atenção para aquilo que chamo de o eterno país do futuro. Do mito da autossuficiência e a implosão do etanol."
8 - "[Destaco] a absoluta ausência de planejamento e o iminente risco de apagão."
9 - "Quero citar o desmantelamento da federação, os interesses do país subjugados a um projeto de poder."
10 - "Refiro-me à a insegurança pública e o flagelo das drogas."
11 - "[Destaco] o descaso na saúde e a frustração na educação."
12 - "Setores do PT estimulam a intolerância como instrumento de ação política."
13 - "[Setores do petismo têm] complacência com práticas que afrontam a consciência ética do país."

(Matérias da Folha de São Paulo)


Fonte:http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

O ESTADO MENOR É MELHOR PARA O POVO




A ameaça fascista

Rodrigo Constantino, O GLOBO

Os liberais defensores do livre mercado são comumente chamados de “reacionários” ou de “fascistas” pela esquerda. O que nem todos sabem é que o fascismo sempre foi um casamento entre nacionalistas, sindicatos e grandes empresários, em uma simbiose totalmente antiliberal.
Para Robert Paxton, em “A anatomia do fascismo”, o programa fascista era “uma curiosa mistura de patriotismo de veteranos e de experimento social radical, uma espécie de “nacional-socialismo’”.
Donald Sassoon, em “Mussolini e a ascensão do fascismo”, mostra como o clientelismo, a mentalidade antiparlamentar presente na tradição socialista italiana, e um dos mais altos índices de sindicalização da Europa ajudaram a levar os fascistas ao poder.
O próprio Mussolini foi socialista, gostava de se identificar como “homem do povo” e se dizia um defensor da classe operária. Sua visão era extremamente coletivista, bem sintetizada na máxima: "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado." Não existe nada menos liberal que isso!
Se há um “liberalismo” que realmente se assemelha ao fascismo, este é o dos “progressistas” modernos que usurparam o termo para pregar bandeiras estatizantes e coletivistas, como demonstra Johah Goldberg em “Fascismo de esquerda”. Mas este não guarda nenhuma relação com o liberalismo clássico, defensor do livre mercado e do indivíduo como um fim em si mesmo.
O capitalismo liberal defende a propriedade privada, a liberdade individual e a livre concorrência, inclusive universal (globalização). Se, por um lado, esse modelo é o melhor para a grande maioria dispersa, por outro ele gera desconforto em certos grupos organizados. Ninguém gosta de concorrência, ainda que ela seja essencial para o progresso.
É assim que algumas categorias se unem e, apesar de minoritárias, conseguem fazer um forte lobby para obter privilégios estatais. Suas vantagens são concentradas, e os custos são espalhados por toda a sociedade. Grandes empresários e sindicatos se juntam em busca de medidas que obstruem a livre concorrência, e tudo isso em nome dos “interesses nacionais”.
Tivemos recentemente um claro exemplo disso na questão dos portos. Qualquer um sabe que nossa infraestrutura é caótica, e impõe um pesado custo ao país em termos de competitividade. Mas, quando reformas tímidas para modernizar um pouco os portos foram propostas, a reação foi imediata. Modernizar os portos implica mais concorrência, e isso os sindicatos e os capitães da indústria nacional não aceitam.
Toda a retórica nacionalista serve somente para ocultar essa agenda de interesses que, no fundo, prejudica a população brasileira. Nossos portos, assim como estradas e aeroportos, estão em estado precário porque faltam investimentos e porque a gestão estatal é sempre terrível. Mas mexer nisso é comprar briga com as forças reacionárias.
O ideal, do ponto de vista liberal, seria privatizar de uma vez portos, estradas, ferrovias, bancos públicos, a Infraero e a Petrobras. A Companhia Docas do RJ, por exemplo, dá prejuízo acima de R$ 100 milhões por ano! Os escândalos de corrupção são frequentes. A reserva de mercado garante privilégios absurdos aos sindicatos. Os produtos chegam aos consumidores a preços maiores. A quem interessa isso tudo?
A Petrobras está em evidência também, pois o governo está destruindo a olhos nus a maior empresa brasileira. Seu uso político para fins partidários já fez com que dezenas de bilhões de reais evaporassem em seu valor de mercado. O país ainda precisa importar gasolina, e faltam recursos para os investimentos necessários. Quem ganha com isso?
Mas quando um liberal aponta esses fatos e apresenta seus argumentos em defesa das privatizações, ele é logo tachado de “reacionário” ou “fascista” pelos esquerdistas. Quem é reacionário: aquele que deseja modernizar a economia com mais concorrência ou aquele que luta pelo passado mercantilista? Quem é fascista: aquele que combate a nefasta aliança entre sindicatos e grandes empresários ou aquele que pede mais privilégios em nome do nacionalismo?
Um dos aspectos que facilitaram a ascensão fascista na Itália foi a total descrença na democracia, no Parlamento corrupto, envolto em escândalos de compra de votos dos deputados. Outro fator foi a inexistência de uma oposição organizada. Soa familiar?
Todo cuidado é pouco. O fascismo é uma ameaça real, como podemos ver na Venezuela e na Argentina. Antídotos contra ele são justamente a privatização e a concomitante redução do intervencionismo estatal na economia.

Fonte:http://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/

Isso é uma vergonha



(Osmar José de Barros Ribeiro, em 19 Fev 2013)

Infelizmente, para decepção dos brasileiros que não idolatram os irmãos Castro e prezam a nossa independência, para  mal dos nossos pecados o Brasil, sob a batuta petista, tornou-se caudatário de uma ilha caribenha que lidera  o “socialismo do século XXI”, modelo de política sectária que, inegável e infelizmente, encontrou guarida em terras da América do Sul e hoje é dominante na Venezuela, no Equador, na Bolívia, no Uruguai e, pasmem, na Argentina. Por  enquanto, entre nós, engatinha. Mas já começa a dar seus primeiros passos.

Na verdade, tudo começou quando Lula e Fidel, após a queda da então URSS e dando cumprimento aos desígnios da direção do Comunismo Internacional, deram vida ao Foro de São Paulo, organização cujo exame da escrituração financeira revelaria coisas muito interessantes, a começar pelos nomes dos seus reais patrocinadores. Por pertinente, vale assinalar que há ocasiões nas quais nos envergonhamos do comportamento de certa parcela da população brasileira que, embora mínima, conduz-se de forma extremamente barulhenta e agressiva, Ainda que não sejamos um modelo de comedimento em nossas manifestações quer de alegria quer de tristeza, é forçoso convir que sempre soubemos receber e respeitar quem nos visita.  Porém,  desde que o Partido dos Trabalhadores galgou o poder, as manifestações de desagrado contra os que não comungam das suas idéias ganharam extrema virulência, com grupos de baderneiros portando-se de forma agressiva, muitas vezes chegando à agressão física. E a força, sabe-se lá porque, nem sempre se faz presente. Os exemplos mais antigos, vindos ainda dos governos do PSDB, vamos encontrá-los entre os militantes do MST depredando instalações voltadas para a pesquisa agrícola, incendiando plantações e até assassinando proprietários rurais e seus empregados, sem uma reação firme dos poderes constituídos.  Datados de 2012, os fatos mais recentes foram marcados pela ação intempestiva do governador gaúcho, Tarso Dutra, incentivando a agressão aos sócios e convidados a evento promovido pelo Clube Militar, no Rio de Janeiro. Nos dias de hoje, a chegada ao Brasil da cubana Yoani Sanchez, crítica consentida do governo do seu país, tem sido exemplo gritante da “disciplinada e democrática” atuação petista, na defesa dos seus ideais totalitários.E a diplomacia, outrora tão ciosa dos nossos valores, tem sido conivente com uma série de fatos absurdos e injustificáveis.  Como explicar, se é que cabe alguma explicação para isso, a presença de um diplomata venezuelano em manifestação de solidariedade aos “mensaleiros”, sem qualquer reação pública do governo federal? E a ida de um funcionário da Secretaria Geral da Presidência da República a uma reunião, convocada pelo embaixador cubano, justamente para dar “orientações” para a vergonhosa recepção à blogueira Yoani?  A “calorosa” recepção a Yoani Sanchez, bem demonstrada pelas caratonhas ferozes dos manifestantes, é uma amostra do que nos espera se o PT continuar a mandar e desmandar no País, com suas políticas de racismo e de desconhecimento dos interesses nacionais, em jogo tanto na Região Norte quanto em outras áreas. Só mesmo repetindo, em alto e bom som, como dizia o Boris Casoy- Isso é uma vergonha!

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

INTOLERANTES E TOTALITÁRIOS


Intolerância Recepciona Yoani Sanchez



Não preocupa manifestação política . É parte da democracia. A situação, porém, é outra quando grupos antidemocráticos agem com apoio de dentro do Estado

 EDITORIAL  O Globo - 21/02/13

A denúncia publicada pela revista “Veja” de que o embaixador cubano no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez, patrocinara reunião em Brasília para abastecer grupos radicais de “informações” contra a blogueira Yoani Sánchez foi o sinal de que a viagem da cubana dissidente ao Brasil poderia não ser tranquila.

 Para tornar mais grave, participou do encontro Ricardo Poppi Martins, militante petista coordenador de Novas Mídias e Outras Linguagens de .Participação, da Secretaria Geral da Presidência, de Gilberto Carvalho. Entre os presentes à reunião, articulada pelo coordenador político da embaixada, Rafael Hidalgo, havia mais representantes do PT, além do PCdoB, da CUT, etc.  Impossível não estabelecer relação entre a reunião de “agitação e propaganda” patrocinada pelo senhor embaixador cubano em Brasília, na qual foi distribuído pelo menos um CD da ditadura cubana para ajudar a difamar Yoani, e ruidosas e agressivas manifestações feitas por grupelhos na passagem da blogueira principalmente por Recife (PE) e Feira de Santana (BA). Um dos símbolos da luta pela liberdade de expressão em Cuba, Yoani teve a melhor das reações diante da claque que avançou com violência contra ela no Recife: “Esta é uma expressão da democracia que espero ver em Cuba.” Mas, assim como em Cuba, ela teve limitada a liberdade, pois, na Bahia, não pôde ser exibido o filme “Conexão Cuba-Honduras”, um dos motivos de sua viagem, depois de cinco anos de tentativas de obter visto para ir ao exterior. Recebida ontem no Congresso, por iniciativa correta da oposição e apoio de pessoas sensatas da base do governo, como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Yoani, com a sua viagem, ajuda a sociedade brasileira a ter uma ideia de como se articulam, dentro e fora do governo, grupos radicais, antidemocratas, intolerantes. A tíbia reação do Itamaraty a uma reunião numa embaixada estrangeira para deflagrar uma ação política de sabotagem em território nacional já demonstra o poder dessa gente em Brasília. Ficou evidente, ainda, que se usa a mesma rede de militância existente na internet — a partir de perfis falsos, e-mails de “laranjas” — para disseminar acusações de toda ordem contra Yoani, deixando a impressão digital de uma operação orquestrada. Mais uma vez. Até os cartazes, como registrou a cubana em seu blog Generación Y, brandidos contra ela no desembarque, eram padronizados. Nada a estranhar quanto a manifestações. É parte da democracia — que não existe mesmo em Cuba. Lá, ativismo político só a favor. O preocupante é quando esquemas autoritários de militância têm raízes dentro do aparelho de Estado. A pressão sobre a blogueira no Brasil expõe algo bem mais grave do que a ação de minorias fanáticas.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

O GRITO DE LIBERDADE DE YOANI


Mais que mil palavras





 " Esbirros de fanfarra cooptados pelo esquema petista-
cutista-catrista " para tentar abafar as palavras da
blogueira Yoani.
Vejam o vídeo AQUI  e  conheçam as dificuldades com
que luta a blogueira para tentar mostrar ao mundo
a ditadura cubana.
 ‘A imagem de Yoani desembarcando no Recife vale mais que mil palavras que nunca foram ditas em Cuba’
Celso Arnaldo Araújo
Faltou destacar a pretensão imbecil desses esbirros de fanfarra cooptados pelo esquema petista-cutista-castrista para a desmoralização de Yoani Sánchez no Brasil. Imagine: eles tentaram intimidar uma moça que há mais de 15 anos não faz outra coisa além de arrostar, de cara lavada, e só munida de seu computador quase desconectado do mundo, uma das mais longas, impenetráveis, impermeáveis e sanguinárias ditaduras da história moderna.

Todo esse tempo, ela enfrentou burocratas suados e gorilas de verde oliva treinados para reprimir, calar, prender, torturar, arrancar e, em nome dos ideais do socialismo, castrar vozes e espíritos dissidentes – esta, a verdadeira especialidade dos Castros. Nunca cedeu, nunca esmoreceu. E, ironia da história: o governo de Cuba, ao finalmente autorizar a saída pacífica de Yoani, depois de dezenas de tentativas frustradas, pelo menos aparentemente demonstrou ser hoje mais tolerante à dissidência que esses cubanos falsificados que quase agrediram a moça na chegada ao Brasil.
Por isso, a imagem de Yoani Sánchez desembarcando no Recife vale mais que mil palavras que nunca foram ditas em Cuba. Para quem conhece a história de Yoani, não causou surpresa a indiferença altiva e serena com que ela reagiu às manifestações da turba mal ensaiada — que talvez tenha até contido sua agressividade natural, já que capaz de coisas muito piores, diante da revelação, na véspera, do complô contra ela. Escalados há tempos para a missão, não quiseram perder a viagem. Mal sabiam esses tipinhos à toa — ofensivos à nossa inteligência, mas inofensivos à ordem geral das coisas — que, aos ouvidos de Yoani, vozes discordantes, mesmo quando pífias e desafinadas, chegam a soar como uma cantata de Bach. Nesses 50 anos, quando ouvidas em Cuba, custaram aos donos das laringes emitentes uma longa temporada numa masmorra imunda e silenciosa.
A recepção vulgar e tacanha a uma jovem dissidente que luta pela liberdade de denunciar a falta de liberdade em Cuba não perturbou Yoani. Pelo contrário: com uma elegância democrática que chega a ser sensual, disse ter gostado até dos insultos que recebeu. E, assim que pisou aqui, mostrou-se deslumbrada com a rapidez da nossa banda larga. De seu celular, obteve conexão imediata. Tweet transmitido ontem de madrugada a seus 410 mil seguidores:
“Créanme que la experiencia de internet me tiene asombrada. Cómo es posible que mi país siga condenado a la desconexión?”.
Em seguida:
“Ahora ya entiendo mejor por qué tantos remilgos, demoras y censuras para abrir el acceso a internet para los cubanos”
Ok, algumas frases mais ressonantes impressionaram Yoani ao chegar ao Brasil — mas definitivamente não foram os xingamentos dos idiotas que tentaram esfregar notas falsas de dólar em sua cara e chegaram a puxar sua linda cabeleira. Tuitou Yoani, ao respirar e a escutar liberdade depois de tantos anos:
“Me asombró ver a varios empleados aeropuertarios de Brasil hablar en voz alta y francamente de política. Em Cuba hablan en un murmullo”.
O murmullo de Yoani finalmente ganhou corpo – a despeito dos sussurros trocados entre os prepostos dos Castros e dos Carvalhos, que tramaram contra ela, contra a liberdade, na Embaixada de Cuba em Brasília.


Fonte:http://www.averdadesufocada.com

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

QUE VENHA SÃO JOÃO...PARA A QUADRILHA DANÇAR!


Mensaleiros cada vez mais perto da cadeia.



O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão, comunicou aos demais ministros da Corte nesta segunda-feira (18) que encerrou sua parte no acórdão do processo. A comunicação foi feita por meio de ofício aos gabinetes e serve como uma forma de pressão para que os demais ministros também entreguem seus votos.
 
O acórdão reúne os votos dos magistrados no julgamento e oficializa as condenações, absolvições e penas. Ao ser publicado o acórdão, abre-se o prazo para as defesas apresentarem recursos. Apenas a parte de Barbosa tem mais de mil páginas. Os ministros que se aposentaram ao longo do processo --Cezar Peluso e Carlos Ayres Brito-- também já teriam entregue suas partes, disse à Reuters uma fonte que acompanha o processo.O prazo, segundo um dos ministros, é de 60 dias a partir da proclamação do resultado, sem contar o recesso do Judiciário, iniciado no final de dezembro e encerrado no início deste mês. O recesso começou logo após a conclusão do julgamento.
 
Os advogados de defesa têm, como regra geral, cinco dias para apresentar embargos após a publicação do acórdão. Neste caso, como o documento pode chegar a 20 mil páginas, as defesas pediram mais tempo --ou o acesso aos textos na medida em que os ministros fossem liberando. Barbosa, segundo uma fonte do STF, não dará acesso de sua parte às defesas antes do prazo legal.
 
Vinte e cinco réus foram condenados no julgamento do mensalão, que, segundo determinou o Supremo, foi um esquema de compra de apoio político durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os condenados estão o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério, apontado como operador do esquema. (Folha Poder)


OS TOTALITÁRIOS ``comunistas´´ NÃO ACEITAM CRÍTICAS


PT e PCdoB impedem exibição de filme de Yoani Sanchez. Onde foi parar a democracia do Brasil?

Grupos de manifestantes ligados a movimentos estudantis e sociais, ao PC do B e ao PT impediram nesta segunda-feira (18) a exibição de um filme em Feira de Santana, na Bahia, com a presença a blogueira cubana Yoani Sánchez. Aos gritos de "traidora", "Cuba sim, ianques não", os militantes tomaram o salão da Casa do Saber, um planetário cedido pela prefeitura para a exibição de "Conexão Cuba Honduras", do cineasta baiano Dado Galvão, que tem como uma das protagonistas a ativista cubana, que chegou ontem ao Brasil.
Quando Sánchez chegou ao local, os ânimos se exaltaram e a blogueira chegou a ser recolhida na sala de diretoria, enquanto o senador Eduardo Suplicy (PT) tentava uma negociação com os manifestantes. Com chapéu com estrela do Che Guevara, o ex-vereador do PT Angel Almeida negociou a mudança do evento: de exibição de documentário a debate, com participação dos militantes.
Quase uma hora depois, a blogueira que pode sair de Cuba após 20 tentativas frustradas, finalmente começou a falar, de pé, por 15 minutos: "Vivo numa sociedade onde opinião é traição", começou. As vaias tomaram mais uma vez o ambiente --o vereador paramentado de Che mais uma vez conteve os ânimos. E foi assim em vários momentos.
A exibição frustrada foi o auge de uma jornada já tumultuada por protestos, que começaram na primeira escala de Sánchez, em Recife --ela teve até o cabelo puxado-- , e seguiram em seu desembarque em Salvador. "Protesto faz parte da democracia, agressividade não", disse Dado Galvão. "É uma cidade pacata", queixou-se. "É o que a 'Veja' disse que ia acontecer",
"Acabou tensionando tudo", admite Jader Dourado, do movimento de bairros de Feira de Santana e que foi candidato a vereador pelo PT na cidade. Ele negou qualquer orientação nacional para a mobilização. "Soubemos da visita e fizemos uma reunião com as organizações na sexta-feira. Era um convite aberto e irrestrito." Na platéia, líderes do protesto no aeroporto de Salvador ajudavam a mobilização local. Entre eles, Caio Botelho, da UJS (União da Juventude Socialista), ligada ao PC do B.
Ambos prometem repetir os protestos na agenda de hoje de Sánchez, que inclui um debate em uma universidade de Feira de Santana. Em São Paulo, para onde Sánchez segue amanhã, os protestos também devem ser organizados, informamram os militantes. "Todo mundo está se organizando em todo o território", diz Dourado. (Folha Poder)


PT usa juros irreais diante da inflação, que mata a poupança e a aposentadoria do brasileiro, como arma de campanha. Está fácil, PSDB.


Se o discurso eleitoral do PT for o que está abaixo, atenção PSDB: calculem para um aposentado as suas perdas e ensinem o pequeno poupador a tirar a inflação do rendimento, mostrando a ele que, se pretende comprar alguma coisa ou viver dela no futuro, jamais conseguirá. Mas, tucanos: sejam safados como eles. Abaixo, matéria da Folha de São Paulo.
 
O PT começou a construir, em um documento a ser distribuído amanhã à militância da sigla, a narrativa que servirá de base para a campanha presidencial do ano que vem. Com forte tom ideológico e números de comparação entre a gestão petista e a administração tucana, o partido lançará na comemoração de seus 10 anos de governo uma cartilha que opõe o projeto de Lula e Dilma, que chama de "glorioso", ao modelo de Fernando Henrique Cardoso, que classifica como "desastroso".
 
Embora ninguém admita publicamente, os termos da cartilha serão usados como matriz da disputa pela reeleição em 2014. O texto foi produzido pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo e supervisionado pelo presidente da sigla, Rui Falcão. Ele exalta, por exemplo, a redução dos juros na gestão petista -um dos pilares da propaganda de Dilma Rousseff por mais um mandato.
 
Sobre o período de FHC, ataca: "Enquanto o salário médio dos trabalhadores caiu, aumentou a derrama contínua de recursos públicos para os segmentos mais ricos e enriquecidos por uma dívida em expansão e por taxas reais de juros incomparáveis internacionalmente". Na gestão tucana, a Selic chegou a ultrapassar a taxa de 40% ao ano. Hoje, está em 7,25%. Analistas apostam, porém, que o Banco Central terá que subir os juros neste ano para conter a inflação.
 
A cartilha não traz autocrítica nem faz menções ao mensalão, tampouco ao julgamento que condenou à prisão alguns de seus líderes. Dirigentes argumentam que também não fizeram menção a escândalos de tucanos. O livreto de 15 páginas, encapado com a imagem de Lula e Dilma, como se fossem rostos de um mesmo corpo, não economiza em adjetivos ideológicos. "Consenso de Washington" é um deles, adotado de forma pejorativa para identificar o receituário econômico de privatizações e de Estado mínimo.
 
"Foram anos de enaltecimento da 'economia política do bonsai'. Para qualquer broto de crescimento com possível distribuição menos ingrata da renda que ousasse aparecer no Brasil havia a tesoura dos delegados do Consenso de Washington a amputá-lo", afirma. Ao citar desemprego, salários, pobreza e distribuição de renda sob FHC, a cartilha diz que "o desastre do neoliberalismo é contundente"."Por meio de privatizações sem critérios e [sem] decência administrativa, cerca de meio milhão de trabalhadores foram demitidos", diz. Sob Dilma, o Executivo construiu uma agenda extensa de concessões públicas ao setor privado. Mas sempre renegou o termo "privatização" e exaltou exigir contrapartidas, como redução de tarifas. (Folha Poder)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ELITE ACIMA DO TRABALHADOR


18/02/2013 - 03h00
Editorial: Injustiça nas férias




A cúpula do Judiciário ensaia reduzir as férias dos magistrados dos atuais 60 dias para 30. Mais uma vez, pode-se antecipar forte reação corporativa contra o projeto. Pelo menos desde a Constituição de 1988 fala-se em acabar com o privilégio, mas há 25 anos os juízes resistem às investidas.

A benesse é difícil de sustentar, em termos econômicos como de igualdade republicana. Às férias dobradas se somam regalias como 12 dias de recesso no fim do ano e alguns feriados exclusivos --os dias da Justiça, do Advogado e do Servidor Público.

Resultado, nas contas de Joaquim Falcão, professor de direito constitucional da Fundação Getúlio Vargas (RJ): o magistrado trabalha, em geral, cerca de 20% a menos que um servidor público e cerca de 30% a menos que um trabalhador de carteira assinada na iniciativa privada.

O fim dos 30 dias sobressalentes produziria 2 milhões de sentenças adicionais por ano --incremento de quase 10% no total de decisões.

As associações de classe que vêm a público defender a vantagem costumam justificá-la afirmando que a categoria lida com questões complexas e de grande impacto na vida dos jurisdicionados, o que produz muito estresse. Dizem ainda que, frequentemente, levam trabalho para casa, o que torna suas jornadas reais muito maiores que as previstas em lei.

São argumentos pouco convincentes. Magistrados não são a única categoria profissional que toma decisões graves. Neurocirurgiões, por exemplo, também executam operações complexas e com enorme potencial de dano, mas nem por isso fazem jus a férias em dobro.

Raciocínio análogo vale para a extensão doméstica da jornada. No mundo contemporâneo, marcado pela hiperconcorrência e por novas tecnologias que levam o escritório à casa das pessoas, muitos dos que exercem cargos de comando ou executam tarefas criativas estão imersos no trabalho por períodos bem mais extensos do que está previsto na legislação.

É claro que apenas reduzir as férias dos magistrados não vai resolver o problema da morosidade e da ineficiência do Poder Judiciário, mas não há dúvida de que traria algum avanço.

Seria, além disso, uma demonstração importante de que a Justiça brasileira conseguiu superar o corporativismo e foi capaz de pôr fim a uma sinecura cara e antirrepublicana que a beneficiava.


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

COTAS OFENDE O MÉRITO DO SABER!!!




O impacto das cotas na qualidade do ensino



A nova política de cotas de São Paulo terá impacto negativo na qualidade dos alunos. O prejuízo para universidades pode ser irreparável

No momento em que projeto do governo paulista propõe novas regras para o acesso às universidades públicas estaduais, devemos analisar qual é a finalidade e o papel das mesmas em uma nação que pretende se inserir num mundo globalizado e competitivo.

Não há dúvida de que políticas de inclusão social são importantes. Mas devemos levar em conta que as universidades e as unidades que as compõem são diferentes em sua vocação. Em linhas gerais, temos as instituições técnicas, as corporativas, as abertas, as de pesquisa e as de formação.

No caso das universidades de formação, cujo foco é a graduação, a proposta de ampliação das cotas de acesso para 50% das vagas, com a criação paralela de cursos suplementares para melhorar a qualificação dos ingressantes, poderá se mostrar viável, uma vez que os recursos destinados a esses centros já são prioritariamente investidos na graduação.

No entanto, para as universidades de pesquisa, também conhecidas como de classe mundial, a situação é outra. Por serem instituições acadêmicas complexas, que geram grande parte da informação científica e alimentam o desenvolvimento de uma nação através da pesquisa de ponta, são estratégicas para o Estado e minoria dentro do quadro universitário.

Para alcançar o justo reconhecimento, necessitam de corpo docente altamente qualificado, de financiamento público e privado, de ampla autonomia nas suas questões acadêmicas e gerenciais e de um corpo discente apto.

A concentração de talentos tanto no corpo docente quanto discente é um dos ingredientes mais importantes de uma universidade de classe mundial. No Brasil, algumas universidades caminham para se enquadrar nessa categoria, como a Universidade de São Paulo, que já figura entre as cem melhores do mundo em alguns rankings, atingindo o seleto grupo das 50 melhores em determinadas áreas do conhecimento.

Nesse sentido, acreditamos que a nova política tenha um impacto negativo na qualidade dos alunos selecionados, forçando as instituições a uma mudança no seu foco principal, com a destinação de recursos e esforços para absorver estudantes ainda necessitando de reforço de conhecimento e habilidades. Os efeitos negativos serão sentidos após alguns anos, podendo acarretar prejuízos irreparáveis.

Atualmente, a porcentagem de matrículas dos oriundos da rede pública é diferente nas três universidades. Em 2012, a USP recebeu 3.048 alunos oriundos da rede pública, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2.843 e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 1.088. O número ainda varia de curso para curso. No caso da USP, em medicina, direito, odontologia, engenharia, arquitetura, jornalismo e audiovisual, a porcentagem desce a valores inferiores a 20%.

Paradoxalmente, existem cursos superiores tão precários que um terço deles foi reprovado pelo Ministério da Educação (MEC) e, portanto, não estaria teoricamente capacitado para atender a demanda de jovens que buscam uma formação universitária.

O ponto de partida para resolver o paradoxo é o investimento forte nos estágios iniciais do ensino público e nas universidades de formação. A flexibilização do acesso por parcela de cotas de acordo com sua missão, classificação e identidade institucional reforçaria essa mudança.

Com isso, teríamos a integração da excelência com diversidade, efetivando a inclusão social com que todos sonhamos, permitindo às universidades que estão se dedicando a ser de classe mundial obter essa conquista, tornando-se cada vez mais indispensáveis e estratégicas para o desenvolvimento do país.

JOSÉ OTÁVIO COSTA AULER JUNIOR é professor titular e diretor interino da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

Devolve, Lula!


Peço o apoio de todos os leitores deste blog e dos seguidores no twitter para a campanha acima, iniciada pelo vereador tucano e pauliustano Andrea Matarazzo. Ele quer que Lula devolva o terreno de 4.000 metros quadrados, no centro da cidade, doado por Kassab ao final do seu mandato, para que no local sejam construídas creches para crianças carentes. Assine a petição no Avaaz, clicando aqui.

Fonte:http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

OS PETISTAS SÃO ENGANADORES...


Resposta a dois patrulheiros petistas



Artigo no  – www.alertatotal.net


Por Maria Lucia Victor Barbosa-socióloga

Companheiros patrulheiros mais uma vez a boçalidade petista se manifesta com seu discurso primitivo.

Não pertenço a nenhum partido, portanto, aprendam os senhores, se é que é possível algo entrar em seus cérebros esclerosados por lavagem cerebral, que não ser do PT  não quer dizer ser tucano.

Não sou e abomino o apoio e o encantamento de FHC para com o boquirroto Lula da Silva, aliás,  tucanos costumam ser deslumbrados  com o dito cujo. Minha escola foi UFMG, com muito orgulho. Não dou mais aulas na UEL onde entrei por concurso e lecionei durante 20 anos sendo considerada uma das melhores professoras.

Recalcados são  petistas por serem medíocres e incompetentes, conseguem  apenas viver de boquinhas, de cargos onde se locupletam.

Petistas que são os que se diziam éticos, os que vinham para mudar e agora são campeões de corrupção em um país corrupto. Petistas são hipócritas que vivem  das delícias da burguesia dizendo-se defensores dos pobre e oprimidos. As notinhas lá em baixo são ridículas. Nada a ver com meu artigo.

E estudem um pouco de história. Em 1970, o governo era militar e não era eu quem nomeava reitores.  Mas essa do governador Ney Braga foi de doer. Os senhores não têm argumentos para se opor ao que escrevi e cospem as imbecilidades de sempre. Quero que contestem os dados econômicos que citei. São da FGV, do Banco Central, da SAE, enfim, do governo de vocês.

A comparação que fazem de Lula com FHC não tem nada a ver com os dados que apresentei.  Se o poste Rousseff vai ganhar ou se está só esquentando lugar para seu criador o tempo dirá. Nada a ver com tucanos que certamente, mais uma vez, estarão apoiando ou o poste que não sabe nem ler o discurso que escrevem para ela ou o Hitler subdesenvolvido dos trópicos. Se ganharem vão continuar o Programa Arrebenta Brasil.

Encerro bloqueando os senhores que pecam por indigência mental. Não tenho tempo para idiotices e mantras que se tonam tediosos nesses discursos únicos. Enquanto isso o artigo continua fazendo sucesso pela Internet. Gente inteligente, digna, competente, atributos dos quais os senhores passam longe, me escrevem e me apoiam.

Tem mais, vou continuar a escrever, se não querem se desesperar ou ter um ataque hidrófobo, não leiam. Despeço-me fazendo um pergunta que farei a outros, e que os senhores não precisam responder porque vão para o lixo eletrônico.

Será que Rosemary vai participar das caravanas do tio? Por mim, tudo bem, desde que ela não continue a nomear através do tio, salafrários para depois o povo pagar a conta da corrupção. Sim, porque corrupção é paga pelo povo. Ou não sabiam disso também.

Fonte: www.alertatotal.net

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O ESTADO NÃO SÃO ELES...SOMOS NÓS!


Pergunte ao eleitor


A tão propalada e sempre adiada reforma política, citada e recitada como a mãe de todas, ganhou novo alento na semana que passou. Foi estrela no lançamento da Campanha da Fraternidade 2013 da CNBB e aglutinadora de 35 entidades civis, capitaneadas pela Ordem dos Advogados do Brasil, que pretendem vê-la transformada em emenda popular.

A iniciativa é louvável em todos os sentidos. Pena que privilegie o financiamento das campanhas eleitorais deixando em segundo plano, ou em plano algum, questões como sistema eleitoral e o voto facultativo, ferramenta indispensável para o engajamento da sociedade na vida política.

O foco na proibição de que pessoas jurídicas possam financiar campanhas tem o apelo de coibir a corrupção, tema mobilizador, principalmente depois do julgamento do mensalão. Alguns se arvoram na defesa do financiamento público, assim como fez o ministro Gilberto Carvalho e faz o PT.







Na sexta-feira, o réu condenado José Dirceu lembrou que o PT já aprovou campanha para obtenção de assinaturas em prol do financiamento público.

Parte-se da tese de que as empresas que custeiam campanhas cobram a fatura do eleito. Pode ser. Mas não é a origem do dinheiro que inibe corruptos. O mensalão está aí para provar: fez-se muita negociata, desviou-se muito dinheiro – dinheiro público.

Rever o financiamento de campanhas é saudável. Mas custeá-las com impostos dos cidadãos já massacrados por um leão cada ano mais feroz seguramente não é a melhor ideia. Basta testá-la em plebiscito. Alternativas?

Há muitas: da alteração dos modelos milionários que transformaram campanhas em espetáculos de marqueteiros à doação nominal, por pessoas físicas. Da cobrança de mesadas pelos partidos à limitação de recursos aos distribuídos pelo fundo partidário que o cidadão já paga, a maioria sem saber disso.

A lista de urgências neste tema é enorme. Vai do fim dos senadores sem voto às regras para criação de partidos, passa pelo peso desigual da representação de cada Estado, pelo sistema eleitoral, se proporcional, distrital puro ou misto.

Mas nada mexeria tanto na política quanto o fim do voto obrigatório. De novo, é só perguntar ao eleitor. Mas, assim como a lei da ficha limpa, ou vem como emenda popular ou não virá nunca.

A maior parte dos políticos prefere correr desse debate. E não é à toa. A obrigação do voto desobriga os partidos e os seus candidatos de uma ação efetiva de convencimento, em que a história e a atuação de cada um teriam de valer mais do que a mera propaganda.

O voto compulsório age no sentido oposto da conscientização. E eleitor consciente é um perigo.

Mary Zaidan é jornalista,


Fonte:http://oglobo.globo.com/

A MENTIRA CONTINUA...


O fim da miséria?’


J. R. Guzzo, Revista Exame

O governo divulgou no início de fevereiro vitórias importantes contra a miséria e prometeu que a partir do mês que vem não existirá mais pobreza extrema no Brasil. Isso quer dizer que não haverá ninguém, já agora em março, com renda inferior a 70 reais por mês em todo o território nacional.

Segundo os critérios oficiais em vigor, geralmente avalizados por organismos internacionais, essa quantia é a marca que define quem é quem na escala social brasileira. O cidadão que tem uma renda mensal de 70 reais, ou menos, é um miserável oficial; quem consegue passar esse limite já não é mais.

“Tiramos, entre 2011 e 2012, mais de 19,5 milhões de pessoas da pobreza extrema”, afirmou a presidente Dilma Rousseff. “Até o mês de março vamos zerar o cadastro”.

Segundo o governo, há no momento 600.000 famílias nesse registro; não haverá mais ninguém dentro de um mês, salvo um número incerto de cidadãos que estão na miséria, mas não no cadastro.

Esses ainda terão de ser encontrados para receber do Tesouro Nacional, a cada mês, os reais que vão salvá-los.

Pode haver erros nessas contas, é claro, mas não se trata de números argentinos: basicamente, retratam a realidade aproximada da fossa social brasileira.

A dimensão numérica, portanto, está certa. O problema é que ela também está errada ─ pois leva o governo a concluir que a miséria está acabando no Brasil, quando é mais do que óbvio que ela continua existindo, e existindo à toda.

A primeira dificuldade com a postura oficial está na pessoa verbal utilizada pela presidente. “Tiramos” da miséria, disse ela ─ uma apropriação indébita da realidade, pois quem tirou aqueles milhões de brasileiros da linha inferior aos 70 reais não foi ela nem seu governo, e sim o contribuinte brasileiro.

Foi ele, e só ele, quem sacou o dinheiro de seu bolso, através dos impostos que paga até para comprar um palito de fósforo, e o entregou às coletorias fiscais; se não fosse assim, não haveria um único tostão a distribuir para pobre nenhum.

Trata-se de um vício incurável nos circuitos neurológicos dos governantes brasileiros. Acreditam na existência de uma coisa que não existe: “dinheiro do governo”. É como acreditar em disco voador. A diferença é que tiram proveito de sua crença; é o que lhes permite dizer “eu fiz” tantas escolas, tantos quilômetros de estrada e por aí afora, como se o dinheiro gasto em tudo isso tivesse saído de sua própria conta no banco.

O problema essencial, porém, está na lógica. Como nos ensina Mark Twain, que elevou o bom senso à categoria de arte em quase tudo o que escreveu, existem três tipos de mentira: a mentira, a desgraçada da mentira e as estatísticas. Esse anúncio do fim da pobreza extrema é um clássico do gênero.

A estatística precisa, obrigatoriamente, de um número fixo para definir qualquer coisa que pretende medir, assim como um metro precisa ter 100 centímetros. No caso, o número escolhido, e aceito por organizações imparciais mundo afora, foi 70 reais ─ mas não faz absolutamente nenhum nexo afirmar que uma pessoa que ganhe 71 reais por mês, ou 100, ou 150, tenha saído da miséria.

O resumo dessa ópera é claro. Daqui a alguns dias, não haverá mais miseráveis nas estatísticas do Brasil; só haverá miseráveis na vida real.

Além disso, seremos provavelmente o único país do mundo em que a miséria teve uma data certa para desaparecer. O governo poderá dizer: “O Brasil acabou com a miséria no dia 15 de março de 2013, às 18 horas, ao fim do expediente na administração federal”.

Praticamente nenhum cidadão brasileiro, ao sair todo dia de casa, leva mais do que 15 minutos para dar de cara com alguma prova física de miséria. Mas, do mês de março em diante, terá de achar que não viu nada. Se procurar alguma autoridade para relatar o fato, ouvirá o seguinte: “O senhor deve estar enganado. Não há mais nenhum miserável no Brasil”.

É assim, no fim das contas, que funciona o sistema cerebral do governo. A realidade não é o que se vê. É o que está no cadastro.


Fonte:http://oglobo.globo.com

NÃO HÁ PARTIDOS POLÍTICOS...HÁ ASSOCIAÇÃO DE INTERESSES


Cactos vicejam no deserto


Gaudêncio Torquato

Lembram-se do Tiririca, o palhaço eleito com a maior votação do pleito de 2010? Desiludido, anuncia que voltará a fazer graça nos palcos porque na política “não dá para fazer muita coisa”. O mote de sua campanha - “pior do que tá não fica” – parece dar razão ao deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, que recebeu mais de um milhão de votos do povo paulista.

Basta ver que mudanças na forma de fazer política ganharam passos muito tímidos nos últimos dois anos. Em algumas frentes, em vez de avançar, o país retrocedeu. Veja-se a seara partidária. A par de 30 partidos existentes, pelo menos mais 31 estão sendo criados, a denotar a proliferação abusiva de siglas e os desastrosos efeitos que acabarão mercantilizando cada vez mais a política e jogando-a na bolsa de negociação eleitoral.

Trata-se de mais uma demonstração da massa amorfa em que se transformou a estrutura partidária no país. Pior é anotar que isso ocorre num momento de intensa crítica social contra práticas e costumes da velha política.







Nunca se viu tanto alvoroço nas malhas da organização partidária como se observa hoje, haja vista o interesse de múltiplos atores em procurar janelas para sair de seus atuais abrigos partidários e, na pista do troca-troca de agremiações, barganhar condições de apoio às candidaturas em 2014, tanto na área federal quanto na esfera dos Estados.

As 500 mil assinaturas exigidas para registro de novas siglas ganham as ruas sob um regime de pressa com prazo de validade. Afinal, para participar do próximo pleito, os novos partidos deverão ser autorizados pelo TSE até outubro deste ano (um ano antes). O que chama a atenção é o foco de atuação das novas siglas. Os nomes sinalizam a especificidade de interesses grupais em detrimento de escopos mais abrangentes e coletivos.

Se levarmos em consideração um espectro partidário com, por exemplo, 6 posições – esquerda, direita, centro, centro-esquerda, centro-direita e extrema-esquerda – chegar-se-á a conclusão de que uma constelação com mais de 60 entidades atenta contra o bom senso. Partido é parte do todo, mas isso não significa inserir no arco do pensamento nacional interesses de corporações, núcleos, movimentos etc.

O rol das novas entidades corrobora a tese de que o corporativismo marca forte presença no espectro social. Um partido da mulher brasileira (PMB), que já conseguiu registro em três Estados, quer apostar na hipótese de segmentação do eleitorado por gênero; um tal de movimento negação da negação (MNN), autodefinido como trotskista, mostra interesse em se fixar na margem extrema com um discurso anulando tudo que emana do establishment; o partido de representação da vontade popular(PRVP), pelo visto, pretende apagar os outros, por não representarem a vontade coletiva; o partido novo(PN), claro, joga os outros no baú da senilidade; o partido cristão(PC) contrapõe-se a outros de viés religioso, como o atual PRB, sob a chancela da Igreja Universal; esboça-se uma ARENA, agregando um grupo de jovens de direita que intentam refundar um ente com o mesmo nome que deu apoio à ditadura militar; um partido militar brasileiro(PMB) elege como escopo a segurança pública e, por aí vai, até se chegar ao partido pirata do Brasil(PPB), cuja proposta é a defesa da pirataria nas redes sociais. Nessa moldura oportunista, a Rede, sigla que a ex-ministra Marina Silva lançou, ontem, em Brasília, ganhará até consistência.

Esvai-se, assim, o ideário voltado para o bem comum, conceito que implica a integração de fatores como a liberdade, a justiça, a paz, a utilidade social, a solidariedade e a igualdade. Não se distingue nessa nova modelagem algo que lembre expressões consagradas como o interesse social, a satisfação das demandas coletivas, enfim, “o bem que a todos apetece", como ensina São Tomás de Aquino.

Partido, mesmo querendo significar parcela social, abarca o conceito de comunidade, a “comum união” de pessoas que possuem a mesma natureza e sonham com um mesmo fim. Nesse caso, contrapõe-se ao interesse de corporações e conjuntos que se desdobram para fazer predominar pequena parte sobre o todo.

A facilidade para criar partidos é fruto de uma legislação extremamente liberal, produzida para se contrapor aos tempos em que a ditadura militar mantinha sob cabresto o bipartidarismo da Arena e do MDB, entre 1966 a 1969. Aliás, nossa vida partidária nunca se pautou pela linearidade.

No período monárquico, os partidos nacionais não agregavam a participação das bases; no primeiro ciclo da era republicana (1889/1930), em função das articulações entre o presidente e os chefes dos Estados membros, os partidos tinham uma identidade regional; entre 1930 e 1946, o autoritarismo restringiu a liberdade partidária.




Só a partir da CF de 1946, os partidos ganharam ares democráticos, passando a exprimir um ideário nacional. A Carta de 1988 abriu as comportas e os partidos se multiplicaram. Poucos, porém, atenderam aos preceitos que os qualificam: catalisar correntes de opinião; formar e selecionar quadros para a política; informar e educar o eleitorado.

Nos últimos anos, os pequenos gargalos foram afrouxados. No final de 2006, o STF derrubou a cláusula de barreira, que assim rezava: “tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas, para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados, obtenha o apoio de, no mínimo, 5% dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de cada um deles”.

Nesses tempos de intensa negociação de tempo de propaganda eleitoral (prática usual entre partidos), de coligações proporcionais (que mesclam siglas de visões opostas e elegem figurantes de parcos votos), de bandeiras rotas e assemelhadas, as fontes partidárias secaram. Em seu lugar, descortina-se um deserto, onde a vegetação tem dificuldades para brotar. Ai, apenas os cactos vicejam. Essa é a terra calcinada da qual pretende se afastar o palhaço Tiririca.



Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato


ALÉM DE CAROS , TEM DEMAIS!!! PRÁ QUE???


Caríssimos deputados e senadores.


O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países, mostram dados de um estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com a UIP (União Interparlamentar). Cada um dos 594 parlamentares do Brasil -513 deputados e 81 senadores- custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano.

Para permitir comparações, o estudo usa dados em dólares, ajustados pela paridade do poder de compra -um sistema adotado pelo Banco Mundial para corrigir discrepâncias no custo de vida em diferentes países. O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.

Com os dados extraídos do estudo da ONU e da UIP, a Folha dividiu o orçamento anual dos congressos pelo número de representantes - no caso de países bicamerais, como o Brasil e os EUA, os dados das duas Casas foram somados. O resultado não corresponde, portanto, apenas aos salários e benefícios recebidos pelos parlamentares. Mas as verbas a que cada congressista tem direito equivalem a boa parte do total. No Brasil, por exemplo, salários, auxílios e recursos para o exercício do mandato de um deputado representam 22% do orçamento da Câmara.

Entre outros benefícios, deputados brasileiros recebem uma verba de R$ 78 mil para contratar até 25 assessores. Na França -que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros- os deputados têm R$ 25 mil para pagar salários de no máximo cinco auxiliares. Assessores da presidência da Câmara ponderam que a Constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes -na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana.

No total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%. Em outra comparação, que leva em conta a divisão do orçamento do Congresso por habitante, o Brasil é o 21º no ranking, com um custo de cerca de US$ 22 por brasileiro. O líder nesse quesito é Andorra, cujo parlamento custa US$ 219 por habitante.

O estudo foi publicado em 2012, com dados de 2011. O Brasil não consta no documento final porque o Senado atrasou o envio dos dados, que foram padronizados nos modelos do relatório e repassados à Folha pela UIP. Ao todo, a organização recebeu informações de 110 dos 190 países que têm congresso. Alguns Estados com parlamentos numerosos, como a Itália, não enviaram dados. (Folha de São Paulo)

Fonte:http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO DAS PESSOAS



Estratégias da  Manipulação dos Princípios Econômicos, políticos e sociais , através da MÍDIA.




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SECA NO NORDESTE-LUCRAM OS POLÍTICOS!


Governos espetaculares fazem espetáculos


ELIO GASPARI

 A seca nordestina exibe a opção dos governos pelas marquetagens para empulhar quem paga imposto

Desde o ano passado o semiárido nordestino atravessa uma grave seca. Na Bahia, Sergipe, Alagoas e Maranhão, 75% dos municípios estão em estado de emergência. No Ceará, são 177 em 184. Lá, as chuvas do ano passado ficaram em metade da média habitual e neste ano estão abaixo do terço (55,1 milímetros contra 161,8). Há 136 municípios dependendo de carros-pipa para atender perto de um milhão de pessoas. Em algumas cidades as escolas dependem do socorro de vizinhos.

Os investimentos feitos na região mostraram-se insuficientes para enfrentar uma calamidade natural que, segundo os meteorologistas, tende a se agravar. Estima-se que as chuvas deste ano serão poucas.

A mais vistosa ação do governo federal tem sido um filme de um minuto que a Secom botou nas televisões da região. Nele, "Chambinho do Acordeon", feliz e sorridente, anda pela caatinga informando que "a seca sempre vai existir, mas o sertanejo vai poder se defender cada vez mais dela". Cantando louvores aos investimentos feitos pelo governo, informa que "o sertanejo é um cabra forte, só precisa de apoio, e vai ter cada vez mais".

Os sertanejos que estão sem o abastecimento de carros-pipa não precisam de propaganda. O que lhes falta é água. Esse tipo de marquetagem no meio de uma seca chega a ser deboche. Para falar sério, o aparelho de autoglorificação da doutora Dilma deveria anunciar, ao fim de cada clipe, quanto gastou na marquetagem e quantos carros-pipa ela pagaria.

Durante a seca de 1998, Lula visitou o interior do Ceará acompanhado de José Genoino, cuja família morava em Jaguaruana. Culpou a desatenção dos tucanos e prometeu rios de mel. Nas palavras de Nosso Guia: "O sofrimento do povo nordestino só vai acabar no dia que a gente tiver políticas de investimento para tornar esta terra produtiva. E essas políticas o PT tem". Qual era? "O Fernando Henrique veio ao Ceará na campanha de 1994 e prometeu transpor as águas do rio São Francisco. Mas até agora não trouxe sequer um copo de água. Ele foi mentiroso e vai mentir de novo prometendo a obra para ganhar voto". Em 2003, eleito, Lula prometeu: "Nesses quatro anos, 24 horas por dia serão dedicadas para fazer aquilo em que acredito: a transposição das águas do rio São Francisco". Ficou oito anos, a doutora Dilma juntou mais dois e depois de dez anos o "copo de água" ainda não apareceu.

A opção preferencial dos governos pela propaganda e pelos espetáculos criou um novo estilo de administração e nele o governador do Ceará, Cid Gomes, tem se revelado um talento à altura de Steven Spielberg. No ano passado, a Viúva entrou com boa parte do custo da festa de inauguração de um centro de convenções abrilhantado pelo tenor espanhol Plácido Domingo. A tertúlia custou R$ 3,1 milhões e alegrou 3.000 convidados.

Até aí tudo bem, pois de fato havia um centro de convenções. Em janeiro passado ele pagou um cachê de R$ 650 mil à cantora Ivete Sangalo para lustrar a inauguração do Hospital Regional Euclides Ferreira Gomes, em Sobral, berço político de sua família desde a Proclamação da República. Cadê o hospital? Houvera o show, o prédio estava pronto, mas não havia funcionários. Até hoje ele funciona como posto de saúde, só com consultas e raios-x. Hospital mesmo, só em maio.

Assim como a Secom poderia investir em carros-pipa o que gasta em propaganda, Cid Gomes poderia ao menos fazer a caridade de só patrocinar shows quanto tiver serviço para entregar.


Fonte:http://www.blogdomagno.com.br/