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sábado, 6 de setembro de 2014

A DEFESA DOS POLÍTICOS...DESQUALIFICAR O DELATOR !

06/09/2014
 às 6:37

Petrolão – A lista de Paulo Roberto: esquema corrupto lotado na Petrobras distribuiu propina durante os governos Lula e Dilma; compra de Pasadena foi fraudulenta; Lula sabia de tudo. Eduardo Campos era um dos beneficiários. E Dilma? Pois é…

Paulo Roberto conta como funcionava o propinoduto que atuava na Petrobras e dá os nomes
Paulo Roberto conta como funcionava o propinoduto que atuava na Petrobras e dá os nomes
Entre 2004 e 2012, Paulo Roberto Costa foi diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras. Ocupou, portanto, esse cargo, em sete dos oito anos do governo Lula e em quase dois do governo Dilma. Ao longo desse tempo, comandou o que pode ser chamado de “Petrolão” — ou o mensalão da Petrobras. As empreiteiras que faziam negócio com a estatal pagavam propina ao esquema e o dinheiro era repassado a políticos. A quais? Paulo Roberto já entregou à Polícia Federal e ao Ministério Público, num acordo de delação premiada, os nomes de três governadores, de um ministro de estado, de um ex-ministro, de seis senadores, de 25 deputados e de um secretário de finanças de um partido. Segundo o engenheiro, Lula sempre soube de tudo. E, até onde se pode perceber por seu depoimento, talvez a presidente Dilma — que era a chefona da área de energia do governo Lula e presidente do Conselho da Petrobras — não vivesse na ignorância. Paulo Roberto diz que a compra da refinaria de Pasadena foi, sim, fraudulenta e serviu para alimentar o esquema.
Paulo Roberto começou a prestar seu depoimento no dia 29 de agosto. Já gravou 42 horas de conversa. E, tudo indica, está apenas no começo. O Ministério Público Federal e o STF acompanham a operação, já que a denúncia envolve uma penca de autoridades com direito a foro especial. O esquema que ele denuncia é gigantesco. Ainda voltaremos muitas vezes a esse tema. Mas notem como é ridícula toda aquela conversa sobre financiamento público de campanha. Ainda que isso existisse, o mecanismo não serviria para impedir que máquinas criminosas se instalassem em estatais. Se o Brasil quer acabar com boa parte da roubalheira, deve começar privatizando as empresas públicas. Quais? Todas!
VEJA teve acesso a parte do depoimento de Paulo Roberto e traz reportagens exclusivas na edição desta semana, com a lista dos nomes citados por Paulo Roberto. Entre eles, estão cabeças coroadas da política brasileira, como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB). Paulo Roberto acusa ainda Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, e atinge o coração do Congresso: estão em sua lista os presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
PT, PMDB e PP seriam os três beneficiários do esquema, que teria também como contemplados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), e os deputados João Pizzolatti (PP-SC) e Candido Vaccarezza (PT-SP), que já havia aparecido como um dos políticos envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, que era quem viabilizava as operações de distribuição de dinheiro. Mas há muitos outros, como vocês poderão constatar nas reportagens de VEJA, como Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP da Bahia.
O esquema começou no governo dele, que, segundo Paulo Roberto, sabia de tudo...
O esquema começou no governo dele, que, segundo Paulo Roberto, sabia de tudo…
...e continuou no governo dela. Será que não sabia? O engenheiro está magoado a presidente...
…e continuou no governo dela. Será que não sabia? O engenheiro está magoado com a presidente…
Lula e Dilma não quiseram se pronunciar a respeito. Os demais negam envolvimento com Paulo Roberto. Alves, o presidente da Câmara, chega a dizer ao repudiar a acusação: “A Petrobras é petista”. Que o PT estivesse no centro do esquema, isso parece inegável. Um dos nomes da lista feita pelo engenheiro é João Vaccari Neto, o homem que cuida do dinheiro do PT. É secretário de Finanças do partido. Ele é, vejam a ironia da coisa, o substituto de Delúbio Soares. Não é a primeira vez que seu nome frequenta o rol de envolvidos em escândalos.
Paulo Roberto tem noção da gravidade de suas acusações. Tanto é que, quando ainda hesitava em fazer a delação premiada, cravou a frase: “Se eu falar, não vai ter eleição”.
E por que falou? A interlocutores, ele diz que não quer acabar como Marcos Valério, que ficará por muitos anos na cadeia, enquanto os chefões políticos do mensalão já se preparam para viver dias felizes fora do xadrez. O homem também está muito magoado com a presidente Dilma. Até agora, ele não fez nenhuma acusação direta à candidata do PT à reeleição — Lula não escapou —, mas deixa claro que ela foi, sim, politicamente beneficiada pelo propinoduto, que mantinha feliz a base aliada.
Qual vai ser o desdobramento político disso? Vamos ver. Uma coisa é certa: as revelações de Paulo Roberto atingem em cheio as duas candidatas que lideram a disputa pela Presidência da República: Dilma, por razões óbvias, e Marina, por razões menos óbvias, mas ainda assim evidentes. Ela é a atual candidata do PSB à Presidência. Confirmadas as acusações de Paulo Roberto, é de se supor que o esquema ajudou a financiar as ambições políticas de Campos, de que ela se tornou a herdeira.
A situação de Dilma, obviamente, é mais grave: afinal, ela era a czarina do setor energético, ao qual pertence a Petrobras. Presidia também o seu conselho. Deu um empregão para Nestor Cerveró, o homem que ajudou a viabilizar a compra de Pasadena, que Paulo Roberto agora diz ter sido fraudulenta. O chefão das finanças de seu partido é um dos implicados no esquema.
Paulo Roberto ainda está preso. Ele se comprometeu a abrir mão dos bens que acumulou em razão do esquema fraudulento e a pagar uma multa. As pessoas que atuam na investigação têm agora de confrontar suas informações com outras provas colhidas, com o objetivo de verificar se suas informações são procedentes. Se forem e se ele realmente ajudar a desbaratar um esquema de falcatruas bilionárias, pode até ganhar a liberdade.
A República treme.
Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

PRÉ SAL...A SALVAÇÃO ?

Como citado na matéria abaixo, o EXU DE NOVE DEDOS, e sua fiel seguidora, DILMA DOUCHEFE vivem a arrotar aos quatro cantos do pais que descobriram o “PRÉ SAL” e por isso são os salvadores da pátria economicamente...
Se, realmente, não for mesmo uma invenção dos PeTralhas LULA e DILMA essa história do “PRÉ SAL” para enganar a escumalha, conforme denunciam os Geólogos, que fique bem registrado:
- QUEM GARANTIU A ÁREA DO ‘PRÉ SAL’ BRASILEIRO FOI O GOVERNO DA CHAMADA DITADURA MILITAR, ATRAVÉS DO PRESIDENTE GARRASTAZU MÉDICI, QUE EM 1970, CRIOU A EXPANSÃO DAS 200 MILHAS DAS ÁGUAS TERRITORIAIS BRASILEIRAS NO OCEANO ATLÂNTICO, PORTANTO, ONDE ESTÁ O DECANTADO ‘PRÉ SAL’, QUANDO DECRETOU O DECRETO-LEI Nº 1.098, EM 25 DE MARÇO DE 1970.
Leia abaixo, a matéria publicada em 21 de junho de 2013 sobre:
"FRAUDE NO PRÉ-SAL"
Os Geólogos denunciam.
A Petrobras perdeu 208 bilhões de dólares.
O Pré-sal foi descoberto em 1974, no governo Geisel.
Foi mapeado no governo Itamar Franco.
Foi declarado, no governo Fernando Henrique, como exploração inviável.
No mundo inteiro não há tecnologia para extrair petróleo do Pré-sal.
Lula, com o governo em queda, resolveu enganar o povo, dizendo que descobriu o Pré-sal e que os problemas do Brasil estariam resolvidos.
O que surpreende é que os políticos e governadores "aliados", brigam por sua "divisão". Divisão de quê ?
O governo Distribuiu dinheiro da Petrobrás à rodo para Petistas e aliados, CUT, Sem-terra, UNE, etc, na compra de votos.
O povo não sabe nem quer saber. A ignorância é geral. O importante é o PT, LULA E Dilma.
O dinheiro acabou. A petrobras faliu, Agora importa gasolina, óleo, alcool de milho, etc.
Pré-sal - A grande cartada Fraudulenta de LULA
Carta à Revista Veja - São Paulo
Caro Diretor de Redação
Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a revista Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições, como de fato enganou e ganhou. Sua reeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros.
A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta...
Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela.
Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos:
a) falta de tecnologia adequada;
b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e,
c) falta de viabilidade econômica: mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraido em á¬guas profundas da Bacia de Campos.
Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um.
Relata a reportagem:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade.
As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram.
Os sinais de que os ventos mudaram vêem de longe.
Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção.
No segundo trimestre de 2012, contabilizou um “prejuízo de 1,3 bilhão de reais”. Foi o pior resultado desde 1999.
No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”.
Continua Veja:
“Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Ainda em seu primeiro mandato, o “Exu de Nove Dedos” anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo.
Hoje, o Brasil importa gasolina, óleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos.
E ninguém cobra isto dele?
Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das ações da Petrobrás desde aquela manobra de capitalizá¬-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres.
De lᬠpara cá a Petrobrá¬s perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares!
E ninguém cobra nada de ninguém?
Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetá¬ria, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta e os acionistas ficam a ver navios”.
A reportagem da Veja está primorosa. Pena não ter sido publicada há uns quatro anos atrás.
Cordialmente,
Engº Otacilio M. Guimarães -Presidente do CREA-Ceará
Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil:
Postado por KRUEGGER CONTRA ESQUERDOPATAS às 20:28

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RECADO OU RESPOSTA ?


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Defesa avalia reprimenda a Comandante Militar do Sul por incitar tropas a derrotarem “inimigos internos”




Edição do  www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Perto de ser tirada do poder, a comandanta-em-chefa Dilma Rousseff sofreu a primeira demonstração pública de descontentamento com a situação nacional feita por um Oficial General de quatro estrelas, em serviço ativo, e no comando de um dos mais importantes cargos do nosso Exército. O Comandante Militar do Sul, General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, aproveitou um comentário no final da ordem do Dia do Comandante do Exército em 25 de agosto (Dia do Soldado), em Porto Alegre, para mandar um recado:

"Eu não poderia deixar de complementar a Ordem do Dia do Exmo Sr. Gen Peri. Dirijo-me aos meus Oficiais, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados, da ativa e da reserva. Ainda temos muitos inimigos internos que impedem o nosso caminho rumo ao progresso e à democracia. Mas se enganam aqueles que nos imaginam desprevenidos ou     despreparados. ELES QUE VENHAM!". No que a tropa, devidamente treinada, respondeu de bate pronto: "SERÃO DERROTADOS".

O recado militar ganha repercussão, circulando nos e-mails de generais da ativa e da reserva, com o título “Atenção à manobra”. As palavras do General Mourão foram ouvidas, na solenidade, pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército De Nardi. Desde ontem, no Ministério da Defesa, já se especula sobre uma “reprimenda ao General crítico” que o ministro Celso Amorim encomendaria ao Comandante do Exército, General Enzo Peri. No Palácio do Planalto, a recomendação é não colocar lenha no episódio para não fomentar o ambiente para uma crise militar em final de governo.

A mensagem do General Mourão foi interpretada como uma advertência direta à Comissão da Verdade e ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pela recente manifestação em defesa de uma reinterpretação, na prática, da Lei de Anistia de 1979, para adequá-la aos tratados internacionais do Brasil sobre direitos humanos. O jogral do General, mandando os inimigos virem, com a tropa respondendo que serão derrotados é uma prova direta da desmoralização final do governo do PT.

Em conversas reservadas, os militares já se preocupam, seriamente, com o novo governo que se desenha pela via da indução das pesquisas eleitorais. Nas Forças Armadas, uma eventual vitória de Marina Silva é vista como “um grande atraso, um retrocesso institucional” – na visão de vários oficiais generais da ativa. Mesmo que Marina, cautelosamente, já tenha repetido em entrevistas que não mexerá na Lei de Anistia, os militares a consideram “uma incógnita radical que pode acelerar a marcha do Brasil a uma hegemonia de esquerda autoritária e populista, pela via de conselhos populares e grupos de protesto organizados”.

No meio militar, a previsão é de um ano de 2015 com “crises de vários tipos”.

OS FILHOS FENÔMENOS DE LULLA..

Os filhos empresários de Lula

Informam José Ernesto Credendio e Andreza Matais na Folha desta terça:

Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. AFolha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários. Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.
As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.
(…)
ComentoPois é… A classe operária foi ao paraíso numa espantosa velocidade. Também nesse caso se percebe que FHC e Lula são muito diferentes. Quando o tucano chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros de banco — o então Banco Nacional. Quando ele deixou o cargo, seus descendentes eram “sem-banco”. A instituição havia quebrado, e o governo não moveu uma palha para salvá-lo.
Com os Lula da Silva, a coisa é diferente. Lidam com a, digamos, “carreira” muito melhor do que o pai lidava com o torno. Lulinha era monitor de jardim zoológico quando o pai chegou ao poder. Oito anos depois, é esse potentado — certamente mais rico do que os netos de FHC!
Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/

O PROPÓSITO É DESQUALIFICAR A CANDIDATA...MARINA

Marina acusa Dilma de tentar incutir medo; petista rebate: “É a verdade”

Candidata do PSB diz que PT utiliza a estratégia do “medo” ao compará-la a Jânio e Collor; Dilma afirma que comparação é verdadeira

À frente nas últimas pesquisas de intenção de voto, as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) voltaram a trocar acusações nesta quarta-feira (3). Marina acusou Dilma de tentar ressuscitar o “medo” como estratégia eleitoral ao compará-la aos ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, que não conseguiram concluir seus mandatos.
A ex-senadora lembrou que esse discurso também foi utilizado em 2002 pelos tucanos contra o então candidato Lula. “Eu acredito profundamente que a esperança venceu o medo. A sociedade brasileira, quando faziam todo esse terrorismo contra o Lula, repetia essa frase. E eu acho que a população brasileira acredita e confia nisso, confia na nossa democracia. Infelizmente, quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma. E a pior forma de se fazer política é pelo medo. Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança”, afirmou a candidata do PSB na sabatina realizada pelo portal G1.
A resposta da presidenta veio no começo da tarde, em um encontro com empresários em Belo Horizonte. “Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto”, respondeu a petista a uma jornalista ao ser questionada sobre a comparação feita em seu horário eleitoral entre sua adversário e o ex-presidente, atual aliado de seu governo no Senado. “A necessidade de negociar é inexorável. É importante saber, ao negociar não ceder diante dos interesses do Brasil”, acrescentou.
No programa de Dilma exibido ontem, um locutor diz que o Brasil viu o que acontece quando se elegem presidentes que se apresentam como “salvadores da pátria” e “chefes do partido do eu sozinho”. Jânio renunciou ao mandato, e Collor foi o primeiro presidente da República a sofrer um processo de impeachment, em meio a denúncias de corrupção.

A REGRA É DESQUALIFICAR A TESTEMUNHA...

Ex-contadora de Youssef nega chantagem contra Luiz Argôlo


“Luiz Argôlo mentiu. Eu nunca o extorqui, nunca o chantageei. Nunca falei em dinheiro. Não tenho nenhuma dívida”, disse Meire Poza

A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, afirmou nesta quarta-feira (3), em entrevista à imprensa na Câmara dos Deputados, que não tentou extorquir dinheiro do deputado Luiz Argôlo (SD-BA), ao contrário do que disse o parlamentar ontem, em depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Argôlo afirmou que Meire Poza teria pedido R$ 250 mil ao seu advogado, alegando estar em dificuldades financeiras. No mês passado, Meire disse ao Conselho de Ética que Argôlo teria sido beneficiado com repasses de Youssef no valor de R$ 1 milhão a duas empresas cearenses. O deputado responde a processo por quebra de decoro parlamentar, em razão de suposta ligação com negócios ilegais do doleiro, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal.
“Luiz Argôlo mentiu. Eu nunca o extorqui, nunca o chantageei. Nunca falei em dinheiro. Não tenho nenhuma dívida”, disse Meire. “Eu lamento muito que o deputado Luiz Argôlo tenha preferido este caminho do que o caminho da dignidade. Ele poderia ter escolhido sair de cena”, completou.
Gravação da contadora
A contadora passou aos jornalistas trecho de dois minutos da suposta conversa que teve com o advogado de Argôlo, Aluisio Lundgren. “Eu toco a minha vida, tenho meu negócio, não preciso extorquir, não preciso pedir nada para ninguém. Acho isso humilhante, não tenho nenhuma intenção disso. Só quero resolver, só quero tentar sair desse imbróglio da melhor forma”, teria dito ela ao advogado. Na gravação, o advogado do deputado teria pedido para ela não falar para ninguém sobre o encontro dos dois e dito que os deputados sabem que Argôlo teve envolvimento com Youssef.
Poza não quis repassar a gravação completa à imprensa, com o argumento de que a conversa teria ficado “baixa” e constrangedora para ela, mas disse que vai apresentá-la em juízo. Segundo ela, a conversa durou quatro horas.
O deputado Marcos Rogério (PDT-RO), relator do processo contra Luiz Argôlo, disse que as declarações de Meire Poza à imprensa hoje não serão levadas em conta no processo: “A instrução já foi encerrada ontem, com o depoimento do deputado Argôlo. Qualquer documento ou testemunho que eu tomar a partir de agora é considerado uma prova ilícita, um documento inválido, que poderia inclusive acarretar a nulidade do processo. Então, eu não posso pedir a entrada nem de documentos nem de declarações que ela fez à imprensa hoje.”
Marcos Rogério disse que vai entregar em breve seu parecer. O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), informou que vai tentar marcar a votação do relatório para o dia 1º de outubro.
Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com o deputado Luiz Argôlo

PREVALECE A LEI DO SILENCIO...

CCJ da Câmara não realiza reunião e beneficia André Vargas

Presidente da comissão alegou baixo quórum para justificar o adiamento da apreciação de recurso contra decisão favorável à cassação do mandato de ex-petista

O processo contra o deputado federal André Vargas (sem partido/ ex-PT-PR), acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef em negócios ilícitos, só vai ser retomado depois das eleições de outubro. O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), não convocou para esta quarta-feira (3) reunião do colegiado, cuja pauta está trancada por um recurso apresentado pela defesa de Vargas contra decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Relator do recurso, o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) negou o pedido do deputado, mas o relatório só vai ser apreciado pela comissão após as eleições de outubro, já que o Congresso suspendeu as atividades no período eleitoral porque os parlamentares estão se dedicando a campanhas, com exceção do “esforço concentrado” em uma semana de agosto e nesta semana.
André Vargas quer que a CCJ anule o processo conduzido pelo Conselho de Ética, cujo parecer é favorável à cassação do seu mandato. Vicente Cândido alegou que o quórum na Casa está muito baixo e que o relatório e processo em questão são extensos. Com isso, a comissão não fez nenhuma reunião no “esforço concentrado” desta semana.
André Vargas não está concorrendo nas eleições deste ano. Mas ele poderá disputar um cargo no próximo pleito se conseguir evitar a cassação do mandato atual, já que não seria enquadrado por isso na lei da Ficha Limpa. Ele também é alvo de uma ação movida pelo PT por infidelidade partidária – se a Justiça decidir que o mandato pertence ao partido, Vargas se livrará de cassação porque o processo na Câmara perderia o sentido.

Fonte:http://congressoemfoco.uol.com.br/

DEMONSTRAÇÃO DE DESPREZO AO POVO BRASILEIRO

Dilma se recusa a dar entrevista ao Jornal da Globo

Sem apresentar justificativa, segundo a emissora, candidata à reeleição não compareceu à sabatina com os presidenciáveis. É a primeira vez que um candidato deixa de dar entrevista ao telejornal desde 2002. Em agosto, petistas reclamaram do tratamento dado a ela pelo Jornal Nacional

A presidenta Dilma Rousseff (PT) não compareceu à sabatina promovida pelo Jornal da Globo com os presidenciáveis. A participação de Dilma estava prevista para ontem (2), mas a candidata preferiu não participar da entrevista, que seria conduzida pelos âncoras William Waack e Christiane Pelajo. Segundo a Globo, Dilma não justificou a ausência. Os apresentadores ressaltaram que esta foi a primeira vez que um presidenciável se negou a participar da sabatina desde o início da série em 2002.
Reprodução
William Waack leu no ar as perguntas que seriam feitas à candidata petista
O Jornal da Globo, no entanto, deixou no ar as perguntas que seriam feitas à candidata (veja abaixo). “Em respeito aos telespectadores, vamos apresentar algumas das perguntas que seriam feitas a ela, evidentemente sem as réplicas que se fariam necessárias. Os telespectadores ficarão sem resposta, mas saberão o que pretendíamos tornar mais claro”, disse William Waack.


Nesta quarta, o convidado é o tucano Aécio Neves. Na segunda-feira, a entrevistada foi Marina Silva (PSB). A ordem das entrevistas foi feita por sorteio.
Dilma foi entrevistada no Palácio da Alvorada, em Brasília, no último dia 18 pelo Jornal Nacional. Petistas reclamaram do tratamento dado a ela pelos apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta. A principal queixa do partido foi de que os entrevistadores foram agressivos com a presidenta e a interromperam diversas vezes sem que ela concluísse suas respostas.
Veja as perguntas que o Jornal da Globo faria a Dilma:
- Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
- A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
- A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
- A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
- Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
- A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?