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terça-feira, 11 de setembro de 2012

QUE GOVERNANTES SÃO ESTES ???


No país dos petralhas, Lobato vai para a cadeia, e a pornografia infantil, para a sala de aula. Vejam o que a gestão Fernando Haddad liberou para crianças de 10 anos

No país dos petralhas, Monteiro Lobato vai para a cadeia, e uma variante do que considero pronografia infantil vai para a sala de aula. Já tratei do assunto aqui num post de 1º de fevereiro do ano passado. Mas é preciso voltar ao tema. Leiam isto:

“Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?”

“Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro.”

“Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso.”

“Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou “tira a mão daí que é feio”. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”.

Voltei

O que é isso? São trechos de “Mamãe, como eu nasci?”, que está na lista de livros do MEC, aprovado pelos aloprados que estavam sob o comando deste impressionante Fernando Haddad. Segundo o Ministério da Educação, é recomendado para alunos na faixa dos 10 anos. O livro, claro!, é ricamente ilustrado. Já foi o tempo em que a molecada se cotizava pra comprar gibi de sacanagem. O pênis, a vagina, o clitóris e a ereção foram estatizados, entenderam? O livro é ricamente ilustrado, como se percebe no vídeo abaixo (vão tentar tirá-lo do ar; aguardem para ver). Volto em seguida.




Voltei

Como a gente nota, 64 anos depois de sua morte, Monteiro Lobato está sendo julgado pelo Tribunal Politicamente Correto do Santo Ofício, e a pornografia infantil recebe a chancela do MEC. Não é de estranhar que esse mesmo ministério tenha preparado os kits gays, certo? Eles ensinam, por exemplo, que ser bissexual traz vantagens comparativas no cotejo com a heterossexualidade — que a patrulha politicamente correta chama “heteronormatividade”. A imprensa jamais indagou Fernando Haddad sobre o assunto e ainda tacha de reacionário quem o faz.

Notem que o texto, além de tudo, incita crianças de 10 anos à desobediência. Os pais seriam os desprezíveis “adultos”, com suas proibições.

Como escrevi no ano passado, fico cá me perguntando como a civilização chegou até aqui sem a ajuda desses libertadores sexuais. Se, sem eles, tivemos Leonardo, Michelangelo, Schopenhauer e Beethoven, imaginem o que vai acontecer agora que a masturbação foi estatizada e pode ser tratada por professores convertidos em animadores sexuais…

Ninguém mais vai querer pintar, fazer música ou esculpir. A humanidade passará a eternidade a brincar com o pingolim e a escarafunchar a borboletinha, num estado de gozo permanente.

Peço cadeia ou médico pra essa gente?

A escola brasileira, que pode censurar Monteiro Lobato, também não gosta, como é sabido, de matemática e língua portuguesa. Precisamos é de cidadãos que, à falta de um bom argumento, metam a mão na genitália — e em público, que é para demonstrar desprezo pelas convenções burguesas. Afinal, Freud nos ensinou que a civilização nasce justamente do gozo sem censura, certo? Ou teria sido o contrário?

Eis aí mais uma conquista da educação brasileira sob a gestão deste espetacular Fernando Haddad, o homem novo!




TODOS OS HOMENS DEVEM NASCER LIVRES


Direita? Esquerda? Que quer isso dizer, afinal?

10, setembro, 2012

Leo Daniele

Que significa ser “de direita” ou ser “de esquerda”? Aparentemente pouco ou nada; seria uma espécie de gíria, um termo destinado à xingação da outra parte, mas na realidade com pouco conteúdo. “Para muitos, os vocábulos ‘direita’ e ‘esquerda’ perderam qualquer valor como rótulos qualificativos de atitudes ideológicas, culturais ou morais. Sem embargo, continuam palavras de uso corrente, o que parece demonstrar que, no âmago delas, há  algo de realmente substancioso”.[1]

Não vimos, por exemplo, Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), portanto tipicamente de esquerda, e até de extrema esquerda, adotar em relação ao Código Florestal atitude semelhante à dos ruralistas, que são entretanto considerados de direita? Uma baralhada de termos total…

Quando acontecem tais confusões, é sempre útil saber como as palavras em questão nasceram, e ir às origens do sentido atual. Se o fizermos, no caso veremos coisas interessantes.

Há mais de duzentos anos, ocorreu um dos acontecimentos mais marcantes da História humana: a Revolução Francesa. O lema desta revolução, “liberdade, igualdade, fraternidade”, paira de maneira geral acima de todas as esquerdas.

Foi então que surgiram os termos direita e esquerda. Pois o grupo que ocupava os assentos da esquerda da Assembléia Constituinte apoiavam as mudanças radicais da Revolução, incluindo a criação de uma república, e simetricamente, os da direita se lhes opunham.

Mais especificamente, em 28 de agosto de 1789, os deputados adversários do direito de veto do rei sentaram-se à esquerda do assento do presidente, iniciando-se o costume dos deputados radicais se identificarem com essa posição.

Em face da trilogia da Revolução Francesa ‒ liberdade, igualdade, fraternidade ‒ “o esquerdista perfeito e acabado se define como aquele que pleiteia uma liberdade total, uma igualdade total e uma fraternidade também total. Em tal concepção, a meta última é uma sociedade ’anárquica’, em que sejam abolidas todas as desigualdades”.

“Anarquia”, no sentido etimológico e radical da palavra, procede do grego “an”, privativo, e “arch”, governo).  Temos então um ponto de referência consistente para saber o que é  um esquerdista.  “Será  tanto mais esquerdista, ou menos, quanto mais se aproxime ou se distancie do “an-arquismo ” total.

“O direitismo, pelo contrário, afirma que Deus criou os seres desiguais, e assim a verdadeira justiça está  numa sociedade humana hierarquizada, em que as desigualdades sejam harmônicas e proporcionadas [...]. 

O direitismo afirma, pois, que em si mesma a desigualdade não é injusta. Que, em um universo no qual Deus criou desiguais todos os seres, inclusive e principalmente os homens, a injustiça é a imposição de uma ordem de coisas que Deus, por altíssimas razões, fez desigual.[2]  Assim, a justiça está  na desigualdade” (Plinio Corrêa de Oliveira).

Mas esse padrão de direitismo não é a desigualdade absoluta, simétrica e oposta à igualdade absoluta, mas a desigualdade harmônica, convém insistir.  Quanto mais uma doutrina for contrária à trilogia de 1789 e se aproximar desse padrão de desigualdades harmônicas e proporcionadas, tanto mais será direitista.

Outros “direitistas” fizeram por sua vez concessões ao espírito igualitário, porque estavam eles próprios infiltrados pelos princípios revolucionários que combatiam.  Ou ainda por tática política, isto é, para a conquista e conservação do poder.  Haja vista o cunho socialista oficial do fascismo e do nazismo.

Por tudo isto, o vocábulo “direita” não alcançou na linguagem corrente, um sentido tão claro quanto “esquerda”, e tem servido para designar não só o verdadeiro direitismo de inspiração cristã: sacral, hierárquico e harmônico.

Este artigo se inspirou em esclarecedora matéria de autoria de Plinio Corrêa de Oliveira, considerado por um intelectual italiano, Giovanni Cantoni, como “o teólogo das desigualdades sociais”.[3]

[1] Plinio Corrêa de Oliveira,  Jornal da Tarde (São Paulo), 9-6-79.

[2] Cfr.  Mt. 25, 14-30; 1 Cor. 12, 28 a 31; S. Tomás, “Summa contra gentiles”, Livro LI,  Cap.  LXXVII.

[3] Publicada no Jornal da Tarde, de São Paulo, em 9-6-79.

Fonte: E-mail

CABE UMA ADIN NO STF OU NÃO ???


NEM NEGRO, NEM ÍNDIO, NEM VIADO, NEM ASSALTANTE, NEM GUERRILLHEIRO, NEM INVASOR. Como Faço ??

1.3566925606@web112112.mail.gq1.yahoo.com

Ives Gandra da Silva Martins



Sou Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero...Para quê???


Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos,  desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade  de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.
.
Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades,  tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria!

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito.

Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', porque cumpre a lei.

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros.

 Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

( *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).

Para os que desconhecem este é o : Inciso IV do art. 3° da CF a que se refere o Dr. Ives Granda, em sua íntegra:

"promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."

Assim, volta a ser atual, ou melhor nunca deixou de ser atual, a constatação do grande Rui Barbosa:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)


FONTE: E-MAIL

DESPREZÍVEL É O APOIO DO PT A ESSES FACÍNORAS


"Minha gratidão ao Brasil"


Luis Alfredo Moreno Chagueza, sargento do Exército colombiano, sequestrado em 3 de agosto de 1998 e libertado em 3 de abril de 2012. Depoimento enviado por e-mail ao Correio Braziliense.

O fato de estar privado da liberdade, limitado de todos os direitos que nós merecemos — como seres humanos — e submetido às piores condições e atitudes deploráveis por parte das Farc... De estar sujeito à humilhação, à ameaça constante de morte, ao maltrato moral e psicológico é algo angustiante, desesperador e, ao mesmo tempo, repudiável.

Minutos antes de me tirarem as correntes, eu pensei que não poderia seguir guardando ressentimento e ódio, pois isso não me permitiria continuar com uma vida feliz e em paz. Uma vez posto em liberdade, na cidade de Villavicencio, no departamento de Meta, eu me propus que tudo o que havia vivido seria um capítulo à parte. Voltar à liberdade é voltar a viver. Buscarei que as más recordações não interfiram no resto da minha vida.

Quero deixar uma saudação muito carinhosa e minha gratidão infinita ao povo do Brasil pelo apoio, pela assistência, pelos meios que nos ofereceram para que esse sonho de liberdade fosse realizado. Um abraço a todos...

Fonte: Recebido por E-mail

 

PIG = PATROCINADOS DA IMPRENSA GOVERNISTA


Joaquim é o alvo


 Ricardo Noblat  - O Globo - 10/09/2012

O Partido da Imprensa Governista (PIG) começou a descer o pau no ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão.

O PIG é parente da imprensa chapa branca que sobrevive da caridade oficial. Basicamente, é o conjunto de blogs, sites e portais que serve ao governo e aos partidos que o apoiam.

Trata-se de mais um aspecto da herança pesada deixada por Lula para Dilma, por mais que ela negue.

Por que Joaquim virou alvo de malhação?

Porque o desempenho dele até aqui desagrada ao PT. Porque ele deve a Lula sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF) e, no entanto, atua com a independência que se espera de todo juiz.

Registre-se por dever de ofício: ele e outros ministros indicados por Lula e Dilma. Nem todos.

Naturalmente, o PIG está impedido de expor com clareza as razões de sua revolta contra Joaquim. Seria insensato fazê-lo.

Correria o risco de perder seus poucos leitores tamanho é o prestígio de Joaquim nas chamadas redes sociais. Ali ele virou uma espécie de anjo vingador. Um anjo preto, zangado, irritadiço e sempre à beira de um ataque de nervos.

Sem audiência, para quê sustentar o PIG? Só para que continuasse a disseminar intrigas durante períodos eleitorais? Para que funcionasse como laboratório onde se testam palavras de ordem? Ou para que seguisse defendendo aliados do governo?

Collor, Sarney, Renan - toda essa gente conta com a ajuda do PIG quando se lhe apertam os calos. Sem utilidade, adeus patrocínio!

O PIG argumenta que Joaquim está sendo muito rigoroso com os réus do mensalão. Como se rigor fosse um exagero e a condescendência o mais aconselhável.

Não ria: membro mais afoito e mais bem remunerado do PIG comparou Joaquim a inquisidores da Idade Média que torturaram e mataram. Seria o nosso Torquemada!

No fim do século XV, na Espanha, o dominicano Tomás de Torquemada, promovido a inquisidor-geral pelo papa Inocêncio VIII, recomendava parafusos nos polegares dos heréticos enquanto rezava contrito e baixinho pela salvação de suas almas.

Se Joaquim procede como ele, o STF virou o endereço nobre e espaçoso dos novos inquisidores.
Sim, porque Joaquim não julga sozinho.

Na última segunda-feira, por exemplo, ele condenou Ayanna Tenório, uma das diretoras do Banco Rural, o financiador de parte do mensalão. E aí?

Aí que Ayanna acabou absolvida por 9 votos contra um. Ninguém no STF é voto de cabresto de ninguém. Um homem, um voto.

De resto, as decisões do STF no processo do mensalão estão sendo tomadas por larga maioria de votos. É isso, e apenas isso o que está tornando possível até agora o próprio julgamento. O julgamento mais longo e complexo da história da Corte Suprema. Que não tem data para terminar. E que não se sabe como terminará.

Em dezembro de 2005, quando ficou pronto o relatório da CPI dos Correios que apurou o esquema do mensalão, Lula se recusou a lê-lo. Disse que só lhe interessava a palavra final da Justiça.

Depois se antecipou à Justiça e decretou que o mensalão não passara de uma farsa. Delúbio Soares preferiu chamá-lo de futura "piada de salão".

Joaquim Torquemada e sua equipe de torturadores concluíram que de farsa o mensalão nada teve. Assim como também nada teve de engraçado.

A prática de corrupção entre nós não cessará com a condenação dos réus do mensalão. A impunidade, talvez, a depender da força da bordoada que acabe levando




PATRIOTAS QUE DERAM O SANGUE PELO BRASIL


Tríplice Aliança não é a tríplice trapalhada


 Ernesto Caruso
Não é justo enxovalhar o passado glorioso da Guerra da Triplice Aliança com a triplice trapalhada diplomática do presente, já encenada no afastamento do presidente Zelaya de Honduras, com meses seguidos de exposição na telinha.
Escritos e ditos estão à solta com a liberdade de pensamento que todos têm direito. A chamada Guerra do Paraguai não é argumento, nem combina com o afastamento do expadre Lugo da Presidência do país irmão. Os fatos são imiscíveis.
As guerras, justas ou não, sob a ótica dos contendores, forjam herois. Lugo não é Solano Lopes, nem Lula e Dilma são o Duque de Caxias.

Solano Lopes é heroi no Paraguai e Caxias é heroi no Brasil. Enfrentamentos do passado não anuviam as relações do presente. A Alemanha pelo envolvimento nas duas Grandes Guerras mundiais e o Japão, com duas cidades arrazadas por bombas atômicas americanas. O primeiro brilha no Euro e este tem os Estados Unidos como principal aliado.
Militares brasileiros e paraguaios convivem nos estabelecimentos de ensino e prestam homenagem a Caxias e Lopes nas cerimônias encenadas em suas Pátrias. Respeito mútuo ao passado.
No entanto, algumas referências negativas ao Brasil merecem reflexões em contraponto, não para defender a trapalhada diplomática. Tríplice por envolver governos esquerdistas da Argentina, Brasil e Uruguai para introduzir a Venezuela no Mercosul excluindo o Paraguai. Quádrupla aliança que faz o Paraguai se aproximar dos norteamericanos e suas bases militares maravilhosas.
            Ora, foram as tropas do Marechal Lopes que invadiram o Brasil e a Argentina a gerar cruento confronto de 1864 a 1870. Obsessão expansionista. Sacrifício ao extremo do povo brasileiro para expulsar o invasor que adentrara o então Mato Grosso e chegara até Uruguaiana/RS; fronteiras dotadas de pequenos efetivos militares.
Quem se preparou para a guerra foi Solano Lopes, tanto que manteve a luta por longo período contra três países, e que levou o seu povo à ruína. Não foi o Brasil que aniquilou homens, jovens e crianças, mas a irresponsabilidade de Lopes que não admitiu a rendição, a recuar enquanto pode até a morte. O passado de quem foi Solano Lopes foi escrito por seus contemporâneos e compatriotas e resumido no no decreto de 17 de agosto de 1869 do Governo Provisório daquele País.
Que não assoprem a poeira que encobre esse lado triste da História e a glória de tantos brasileiros que deram as suas vidas em combate ou sob a implacável cólera, páginas de sofrimento consagradas nas palavras do escritor Alfredo Taunay na “Retirada da Laguna”, cujas cruzes marcam o solo sul-mato-grossense. Nem se olvidar aquele 29 de dezembro de 1864, na Colônia Militar de Dourados. Mato Grosso. Tenente Antonio João Ribeiro do Exército Brasileiro — hoje Patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais — no comando de uma guarnição isolada com um punhado de bravos, incluindo quatro civis e uma mulher, não se rendeu diante da força inimiga. Tombaram sob os tiros de mais de 200 bocas de fogo. Deixou uma lição que se deve guardar no peito, escrita na simplicidade das letras e na grandeza do sentimento:
- “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria.”   
O Duque de Caxias comandou, combateu e defendeu o Brasil com ardor patriótico incomparável. Na passagem de Itororó, em dezembro de 1868, o Duque de Caxias, com 65 anos, não da terceira idade de comodistas, da fala mansa, pausada, plena de autoridade, com caneta na mão, mas enfrentando o inimigo, lanças, fogos, metralha e doenças, dando exemplo e motivando, como descreve Dionísio Cerqueira, também combatente dos bons:
“Passou pela nossa frente animado, ereto no cavalo, o boné de capa branca com tapa-nuca, de pala levantada e presa ao queixo pelo jugular, a espada curva desembainhada com vigor e presa pelo fiador de ouro, o velho general em chefe, que parecia ter recuperado a energia e o fogo dos vinte anos. Estava realmente belo. Perfilamo-nos como se um centelha elétrica tivesse passado por todos nós. ...

sábado, 8 de setembro de 2012

O PROTESTO DEVE SER SISTEMÁTICO


 Protestos marcam o 7 de Setembro



Governador petista é vaiado, e manifestantes criticam mensalão e Lula; Dilma recebe aplausos

André de Souza, Luiza Damé e Evandro Éboli

O Globo - 09/08/2012


BRASÍLIA O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), roubou a cena no desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios. Agnelo foi vaiado por pessoas que assistiam à parada nas proximidades do palanque oficial e que, segundos antes, haviam saudado a presidente Dilma Rousseff. As vaias ocorreram no momento em que o sistema de som anunciava que o governador recepcionaria a presidente no palanque. Agnelo é investigado pela CPI do Cachoeira e alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça por ligações de integrantes de seu governo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

- Que vaias? Ah, não vi, não - desconversou o governador.
A estrutura de arquibancadas, com capacidade para 20 mil pessoas, não ficou cheia. A Polícia Militar do Distrito Federal, no entanto, diz que havia 40 mil pessoas na parada. Todo o gramado da Esplanada foi isolado, afastando o público para que a presidente não fosse importunada. O gramado foi cercado com um tapume de mais de dois metros de altura, impedindo a aproximação do público. A arquibancada junto ao palanque da presidente foi destinada a convidados do governo. O público foi acomodado em arquibancadas laterais.
As poucas faixas de manifestação ficaram longe de onde estavam as autoridades. Entre os manifestantes, havia grevistas da Polícia Federal com uma faixa "SOS Polícia Federal". A corporação participou do desfile na apresentação das tropas motorizadas.
Dilma chegou pontualmente às 9h ao palanque oficial, no Rolls-Royce presidencial. Participaram do desfile 2.900 militares e 900 civis. O fogo simbólico foi conduzido pela judoca Sarah Menezes, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres. O lema do desfile este ano foi "Brasil, um país de oportunidades", e o governo gastou R$ 800 mil com a estrutura.
Pouco depois de Dilma deixar a Esplanada, duas manifestantes do grupo Femen - que faz protestos tirando a roupa - pularam o alambrado, erguendo cartazes com mensagens feministas. Elas usavam somente shorts e tênis. Foram contidas pela PM e levadas à Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações. Nesse momento, boa parte das autoridades já havia ido embora, mas a Esquadrilha da Fumaça se apresentava.
Faixa relacionou Lula ao mensalão
Logo após o desfile, manifestantes participaram da Marcha Contra a Corrupção. O julgamento do mensalão foi lembrado em faixas e nas palavras de ordens. "A presunção de inocência não pode impedir a prisão diante da decisão colegiada que reconhece a prática do crime", dizia uma das faixas. Segundo a Polícia Militar, 1.500 pessoas participaram do evento. Os organizadores, calcularam cerca de 5 mil.
Uma das coordenadoras do grupo Brasil Contra a Corrupção, Cláudia Cunha explicou que o movimento não teve o mesmo público de protestos anteriores porque a divulgação nas redes sociais foi menor.
- Ficamos com receio de que os movimentos grevistas dos funcionários públicos tirassem proveito dessa manifestação. O clima entre eles e governo está tenso. Até deixamos nossos filhos em casa - disse Cláudia Cunha.
Uma das faixas com críticas ao mensalão, exposta na Pira da Pátria, na Praça dos Três Poderes, trazia uma versão do jingle "Lula lá", da campanha presidencial de 1989 do petista: "Lula lau, a estrela brilha; Lula lau, no bolso da quadrilha; Lula lau, os seus mensaleiros; Lula lau embolsaram nosso dinheiro".
No final, os jovens já cantavam de tudo e criticavam o preço da passagem do ônibus: "Que vergonha, a passagem tá mais cara que maconha".
Além de Dilma e Agnelo, participaram da cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e 17 ministros de Estado. Também estava presente a família de Dilma: a filha Paula Araújo, o genro Rafael Covolo, e o neto Gabriel, que dormiu no início do desfile

Fonte:/http://www.averdadesufocada.com/

A PENA :BANIR O PT DO CENÁRIO POLÍTICO


Novas práticas


Merval Pereira
O Globo 09/08/2012


O julgamento do mensalão está provocando na opinião pública um debate que até bem pouco não se considerava possível, dentro da tradição brasileira de leniência com a corrupção pública.
É verdade que não houve mobilização para grandes manifestações nas ruas das principais capitais do país, e nem mesmo em Brasília houve a movimentação que se esperava, a ponto de o Supremo Tribunal Federal ter contratado segurança particular reforçada. Mas também o mensalão não virou "piada de salão", como está prestes a descobrir na própria pele o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que fez essa previsão anos atrás, quando se considerava inalcançável pela Justiça brasileira.

A repercussão de suas consequências já se faz sentir tanto nas redes sociais, que escolheram o ministro relator Joaquim Barbosa como seu herói, quanto nas pesquisas eleitorais que estão mostrando a perda de substância política do PT em áreas onde sempre foi bem votado ultimamente, como o Nordeste.
As capitais do país, onde a classe média tem mais peso, estão até o momento rejeitando os candidatos petistas, mesmo que o tema mensalão não tenha entrado com toda força nas campanhas eleitorais e que se saiba que questões locais têm grande influência nas eleições municipais.
O ex-presidente Lula tinha razão quando tentou, ultrapassando todas as margens de segurança e civilidade democrática, adiar o julgamento para depois das eleições. Ele sabia que a combinação dos dois não faria bem à saúde do PT, muito embora os demais partidos também tenham suas culpas parecidas.
O problema do PT é que o julgamento dos políticos do DEM e do PSDB envolvidos em mensalões semelhantes em Brasília e em Minas não está sendo realizado neste momento.
No entanto, a jurisprudência que está sendo criada pelo Supremo Tribunal Federal certamente levará a que os próximos julgamentos desse tipo de crime ocorram sob critérios mais rigorosos do que, por exemplo, aquele que liberou o ex-presidente Collor de Mello.
Além do fato de ele ter sido impedido pelo Congresso, no que parecia ser na ocasião uma punição mais que suficiente por inédita, os hábitos e costumes do país foram se aperfeiçoando, embora estejam longe do ideal.
Uma demonstração clara dessa mudança cultural que vai se forjando no país é a reação generalizada dos advogados criminalistas, e não só os de defesa, e dos petistas ao posicionamento dos juízes do STF. Alguns dos maiores criminalistas do país estão sendo derrotados, uns por unanimidade, porque basearam suas defesas em teses anacrônicas que o plenário do Supremo está se encarregando de destruir. E tudo dentro dos melhores preceitos constitucionais e da jurisprudência da Corte.
Da mesma maneira, seria impensável há poucos anos a aprovação de uma lei como a do Ficha Limpa, que a muito custo estamos implantando. Também é novidade bem recebida a devolução do dinheiro roubado em diversas instâncias, como começou a ser feito agora no país.
O deputado federal Paulo Maluf luta há anos para preservar o dinheiro que jura não ter no exterior, mas mais cedo ou mais tarde terá que devolvê-lo aos cofres públicos. O ex-senador Luiz Estevão vai devolver R$ 468 milhões após acordo com Advocacia Geral da União, parte dos recursos desviados do TRT de São Paulo em um dos maiores escândalos de corrupção no país.
Também com relação ao mesmo escândalo, a Suíça autorizou repatriar US$ 7 milhões de conta de ex-juiz Nicolau, dinheiro que estava retido desde 1999 em conta de um banco suíço.
A surpresa das condenações de réus do mensalão já faz com que a opinião pública fique, em vez de saciada em sua sede de Justiça, mais exigente.
Afinal, se deputados federais e ex-ministros estão prestes a ir para a cadeia, e também banqueiros há muito tempo envolvidos em irregularidades nunca punidas, por que não sonhar mais longe e pensar além?
Se o dinheiro roubado é público, como decidiu a maioria do plenário do STF, quem vai reembolsá-lo ao governo? O PT? Os demais ladrões? O Banco Rural?
Até o momento nenhum juiz tocou nesse assunto, que certamente será abordado, assim como o ministro Cezar Peluso, antes de se aposentar, incluiu na pena do réu João Paulo Cunha a cassação de seu mandato.
Deveria ser uma consequência natural da condenação, mas ainda assim a Câmara dos Deputados reage à punição, tentando transformá-la em um assunto interna corporis, quando se trata de um servidor público que desmereceu o cargo que ocupa.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

AS MUDANÇAS FORAM DE FACHADAS


O sistema de mercado do Leste Europeu e as mudanças de 1989


ESCRITO POR JEFFREY NYQUIST | 27 AGOSTO 2012
ARTIGOS - ECONOMIA

Se a Guerra Fria foi uma contenda entre a liberdade econômica e a repressão, como alguém pode dizer que o lado soviético perdeu? “Não,” diz Buchar, “o Ocidente foi tremendamente derrotado...”. Como qualquer um pode ver, o livre mercado não é consistentemente
defendido no Ocidente.

Após 1989, quando o mundo comunista começou a desfazer-se, o velho sistema econômico neoestalinista do Leste Europeu foi alvo de reformas. A qualidade da reforma econômica variou de país para país assim como foram variados os estabelecimentos dos Estados de Direito. Embora seja verdadeiro o fato de algumas economias do Leste Europeu terem se afastado do invasivo controle governamental, muitas outras permaneceram na mão de apparatchiks, mafiosos e “ex-”oficiais da polícia secreta. Deste modo, a liberdade econômica não teve muito espaço naquela região.
Por que as reformas de mercado no Leste Europeu foram decepcionantes em tantos aspectos? “Não é o que as pessoas pensam”, disse o cineasta Robert Buchar, que lançou seu tão esperado documentário The Collapse of Communism: The Untold Story. Eu falei com Buchar [clique aqui para ouvir] sobre o seu documentário para perguntar o que ele descobriu ao entrevistar os participantes chave dos eventos de 1989, incluindo o diretor da CIA Robert Gates. Uma das coisas mais interessantes aconteceu quando Buchar tentou entrevistar um dos principais líderes do Partido Comunista da Tchecoslováquia em 1989, Rudolf Hegenbart, que recusou dizer qualquer coisa oficialmente. “O pessoal de Havel orientou-me a não dizer nada ou eu poderia acabar no fundo do lago” disse Hegenbart para Buchar. Mais tarde, Buchar enviou para Hegenbart uma cópia do seu livro (baseado no documentário) que mostra como as mudanças no Leste Europeu foram enganosas e mal entendidas, especialmente no Ocidente. “Sim, basicamente você está certo em tudo o que escreveu nesse livro. Nos ensinaram tudo isso em Moscou quando estudamos lá”, admitiu Hegenbart.
Buchar nasceu na Tchecoslováquia comunista e atualmente leciona no Columbia College em Chicago onde é chefe do programa de cinematografia. “Eu era de uma família burguesa”, explica Buchar, “como meu pai era um empresário, ele tinha a própria companhia com sessenta empregados”. Evidentemente, empresários eram criminosos no velho regime comunista e os filhos deles tinham qualquer oportunidade negada. Buchar saiu de sua cidade natal e foi para Praga, onde as pessoas não conheciam seu passado. “Eu consegui entrar em uma escola em Praga e, quando me mudei para lá, meu arquivo [da polícia secreta] não mudou comigo [...] Eu não tinha passado” devaneou Buchar. Mas o passado de Buchar acabou alcançando ele novamente: “Mais tarde, por volta de 1972, quando os russos reforçaram o controle sobre tudo... por não estar no Partido [Comunista] eu não poderia trabalhar na mídia”. Quando ficou impossível para ele trabalhar, ele procurou a liberdade no Ocidente.
O documentário de Buchar apresenta o testemunho de ex-oficiais da polícia secreta tcheca, que alegam que a Revolução de Veludo em 1989 foi orquestrada por Moscou. O corpo de testemunhas sobre o assunto é grande e confiável, diz Buchar. “Não apenas... (os) sujeitos que falaram no meu documentário; há muitas outras pessoas com quem eu conversei que recusaram a dizer oficialmente qualquer coisa a esse respeito (...) pois elas temiam por suas vidas [...] Há vários documentos – está muito bem documentado o fato disso ter sido um plano preconcebido […] para mudar o regime e os russos vinham trabalhando nisso há décadas...”.
Buchar entrevistou um oficial da polícia secreta que desempenhou um papel em um dos acontecimentos chave da revolução de 1989. “Ele era apenas uma pequena peça de um grande quebra-cabeça”, comentou Buchar. “Ele basicamente fez o que lhe foi ordenado [...] Ele era o encarregado de criar a organização estudantil. O objetivo era penetrar nos movimentos dissidentes [...] e organizar a demonstração de 17 de novembro de 1989, que desencadeou [...] a revolução. E no fim dessa demonstração ele fez o papel de um estudante [...] morto pela tropa de choque. É claro que era uma farsa”.
A União Soviética e seus países-satélite podem ter mudado o sistema econômico se olharmos superficialmente, mas boa parte daquilo que foi o espaço econômico soviético permanece sob indireto (senão direto) controle governamental. Essa nova forma de controle conta com intermediários financeiros, redes de agentes e o crime organzado. Usando um capitalismo de compadres, junto com o submundo da lavagem de dinheiro, o sistema econômico pós-soviético está se espalhando por todos os lugares. Ele pode até mesmo estar colonizando o sistema de mercado do Ocidente, enfim, contaminando o todo.
Se a Guerra Fria foi uma contenda entre a liberdade econômica e a repressão, como alguém pode dizer que o lado soviético perdeu? “Não,” diz Buchar, “o Ocidente foi tremendamente derrotado...”. Como qualquer um pode ver, o livre mercado não é consistentemente defendido no Ocidente. Nós pressupomos que o mercado irá triunfar, mas nós não temos um plano. O outro lado definitivamente tem um plano. “Se você assistir o meu documentário você verá que Robert Gates dá a versão oficial dos eventos de acordo com a CIA”, completa Buchar. Mas essa não é a verdadeira, ou pelo menos, toda a história. “ Vladimir Bukovsky é um dos pontos centrais do meu projeto, pois ele possui provas documentais do Partido Comunista da União Soviética [...] Ninguém pode negar esses documentos...”
É questionável se o plano de Moscou funcionou em todos os países do antigo bloco. Atualmente, a República Checa é avaliada pelo Índice de Liberdade Econômica - 2012 da Heritage Foundation como “moderadamente livre”, figurando no 30º lugar. É claro que isso não reflete os níveis secretos de controle aos quais podem operar as máfias e os oficiais conectados ao velho sistema. De modo mais evidente, alguns países do Leste Europeu continuaram manifestadamente repressivos, como as ex-repúblicas soviéticas Bielorússia, Ucrânia e Uzbesquistão. Outras repúblicas como Azerbaijão, Moldávia e Rússia são avaliadas como “majoritariamente não-livres”.
A liberdade parece ter prevalecido, porém, nas ex-repúblicas soviéticas Estônia (16ª no ranking) e Lituânia (23ª), consideradas “majoritariamente livres” pelo Índice da Heritage Foundation. Essas, claro, estão entre as menores e menos significantes das repúblicas soviéticas; e talvez elas foram as mais sofisticadas no uso das oportunidades apresentadas pela queda da União Soviética. Em última análise, porém, devemos ver o colapso do bloco comunista como um equívoco. Essa verdade foi indiscutivelmente trazida à tona no documentário de Buchar. E ele ainda avisou no fim da entrevista que fiz com ele: “Muitas pessoas hoje em dia estão refletindo sobre o que está acontecendo nos Estados Unidos e como se chegou a isso [...] Ninguém está realmente olhando o todo para perceber que não é um problema interno; é um problema externo. O que aconteceu aqui não é apenas por nossa causa, mas é por causa de outras forças que operam em uma escala global”.

Fonte:http://www.midiasemmascara.org


Publicado no Financial Sense.

Tradução: Leonildo Trombela Junior

FALTA GENTE NESTA QUADRILHA...


Mensalão: condenações fortalecem tese de “formação de quadrilha”


Analistas políticos, como a colunista Eliane Catanhêde, da Folha de S.paulo, já admitem que as recentes condenações, se confirmadas, no julgamento de mensalão podem levar a conclusão seguite: houve formação de quadrilha. Este seria o ponto principal de preocupação dos advogados de defesas dos principais réus, como do ex-ministro José Dirceu. Veja o que escreveu a colunista na Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/elianecantanhede/1149171-barbas-de-molho.shtml

“Barbas de molho

BRASÍLIA – Os réus do mensalão sumiram, mas os advogados parecem em polvorosa –e com bons motivos.

Considerados os capítulos da Câmara/BB e do núcleo financeiro, o viés do Supremo é claramente pela condenação e a ex-diretora do Banco Rural, Ayanna Tenório, é a exceção a confirmar a regra. Sua absolvição já era prevista, e ela está sendo, até aqui, a única a salvar o pescoço entre os 36 enviados para a guilhotina pela Procuradoria-Geral da República.

Quanto mais o julgamento ganha corpo, mais o enredo faz sentido: os personagens, as instituições e os crimes vão se entrelaçando e formando uma história com princípio, meio e fim, em que o Banco Rural teve um papel-chave. Tanto que os demais diretores estão sendo condenados.

Confirmado que os tais “empréstimos” ao PT e às empresas de Marcos Valério eram fictícios, comprova-se automaticamente também a existência de um esquema e leva-se à dedução seguinte: à formação de “quadrilha”, como repete insistentemente o relator Joaquim Barbosa.

Esse enredo, em que uma coisa vai levando a outra, pode ser fatal para os réus do último e mais polêmico capítulo a ser julgado –o do núcleo político. Se havia uma fonte de recursos, operadores e beneficiários, fica caracterizada uma quadrilha. Alguém mandava nisso tudo.

Os ministros já deixaram evidente que a veracidade, as evidências, os testemunhos e o próprio enredo se sobrepõem à eventual falta de provas factuais, como “atos de ofício”.

Nesse cenário, cai como uma luva a repatriação de US$ 6,8 milhões (R$ 14 milhões) do ex-juiz Lalau, da Suíça para o Tesouro Nacional, e o anúncio de que o ex-senador Luiz Estevão está devolvendo R$ 468 milhões aos cofres públicos, para desbloquear seus bens. É muito? Pois não faz nem cosquinha na fortuna dele.

O rigor no julgamento de poderosos e a recuperação de dinheiro desviado são novidades no Brasil. A turma deve botar as barbas de molho.”

Fonte:http://www.observadorpolitico.org.br




PALAVRAS INÁBEIS E INOPORTUNAS...É 7 DE SETEMBRO, DILMA


Pronunciamento de Dilma ataca gestão de FHC


O pronunciamento oficial sobre 7 de setembro foi usado como mais uma etapa na troca de arranhões entre a presidente Dilma Rousseff e os ex-presidentes Luiz Inacio Lula da Silma e Fernando Henrique Cardoso. Dessa vez, Dilma usou a cadeia nacional de rádio e televisão para atacar a gestão de FHC. A troca de mensagens via imprensa começou há uma semana com o artigo de Fernando Henrique falando sobre a “herança pesada”que Dilma recebeu de Lula. A presidente saiu em defesa de seu padrinho com nota oficial e agora com o pronunciamento à Nação.

Veja a íntegra do pronunciamento de Dilma:

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/1149897-leia-a-integra-do-pronunciamento-de-dilma-por-ocasiao-do-7-de-setembro.shtml

Fonte:http://www.observadorpolitico.org.br

AS FALÁCIAS DO LULA VÊM DESDE O ABC...


Herança Pesada


Fernando Henrique Cardoso


A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.
Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção. Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor desempenhou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados. Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.
Mas não foi só isso: o mensalão é outra dor de cabeça. De tal desvio de conduta a presidenta passou longe e continua se distanciando. Mas seu partido não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria “apenas” para o caixa 2 eleitoral, como disse Lula em tenebrosa entrevista dada em Paris, versão recém-reiterada ao jornal The New York Times. Pouco a pouco, vai-se formando o consenso jurídico, de resto já formado na sociedade, de que desviar dinheiro é crime, tanto para caixa 2 como para comprar apoio político no Congresso Nacional. Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio.
Mas não foi só isso que Lula deixou como herança à sucessora. Nos anos de bonança, em vez de aproveitar as taxas razoáveis de crescimento para tentar aumentar a poupança pública e investir no que é necessário para dar continuidade ao crescimento produtivo, preferiu governar ao sabor da popularidade. Aumentou os salários e expandiu o crédito, medidas que, se acompanhadas de outras, seriam positivas. Deixou de lado as reformas politicamente custosas: não enfrentou as questões regulatórias para acelerar as parcerias público-privadas e retomar as concessões de certos serviços públicos. A despeito da abundância de recursos fiscais, deixou de racionalizar as práticas tributárias, num momento em que a eliminação de impostos se poderia fazer sem consequências negativas: a oposição conseguiu suprimir a CPMF, cortando R$ 50 bilhões de impostos, e a derrama continuou impávida.
É longa a lista do que faltou fazer quando seria mais fácil. Na questão previdenciária, o único “avanço” não se concretizou: a criação de uma previdência complementar para os funcionários públicos que viessem a ingressar depois da reforma. A medida foi aprovada, mas sua consecução dependia de lei subsequente, para regulamentar os fundos suplementares, que nunca foi aprovada. As centenas de milhares de recém-ingressados no serviço público na era lulista continuaram a se beneficiar da regra anterior. Foi preciso que novo passo fosse dado pelo governo atual para reduzir, no futuro, o déficit da Previdência. Que dizer, então, de modificações para flexibilizar a legislação trabalhista e incentivar o emprego formal? A proposta enviada pelo meu governo com esse objetivo, embora assegurando todos os direitos trabalhistas previstos na Constituição, foi retirada do Senado pelo governo Lula em 2003. Agora é o próprio Sindicato Metalúrgico de São Bernardo do Campo que pede a mesma coisa…
Mas o “hegemonismo” e a popularidade à custa do futuro forçaram outro caminho: o dos “projetos de impacto”, como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa. O exemplo clássico foi a formação a fórceps de estaleiros nacionais para produzirem navios-tanque para a Petrobrás (pagos, naturalmente, pelos contribuintes, seja por meio do BNDES, seja pelos altos preços desembolsados pela Petrobrás). Depois do lançamento ao mar do primeiro navio, com fanfarras e discursos presidenciais, passaram-se meses para se descobrir que o custo não fez jus a tanta louvação. Que dizer dos atrasos da transposição do São Francisco, ou da Transnordestina, ou ainda da fábrica de diesel à base de mamona? Tudo relegado aos restos a pagar do esquecimento.
O que mais pesa como herança é a desorientação da política energética. Calemos sobre as usinas movidas “a fio d’água”, cuja eletricidade para viabilizar o empreendimento terá de ser vendida como se a produção fosse firme o ano inteiro, e não sazonal. Foi preciso substituir o companheiro que dirigia a Petrobrás para que o País descobrisse o que o mercado já sabia, havendo reduzido quase pela metade o valor da empresa. O custo da refinaria de Pernambuco será dez vezes maior do que previsto; há mais três refinarias prometidas que deverão ser postergadas ad infinitum. O preço da gasolina, controlado pelo governo, não é compatível com os esforços de capitalização da Petrobrás. Como consequência de seu barateamento forçado – que ajuda a política de expansão ilimitada de carros com a coorte de congestionamentos e poluição – a produção de etanol se desorganizou a tal ponto que estamos importando etanol de milho dos Estados Unidos!
Com isso tudo, e apesar de estarmos gastando mais divisas do que antes com a importação de óleo, o presidente Lula não se pejou em ser fotografado com as mãos lambuzadas de petróleo para proclamar a autossuficiência de produção, no exato momento em que a produtividade da extração se reduzia. No rosário de desatinos, os poços secos, ocorrência normal nesse tipo de exploração, deixaram de ser lançados como prejuízo, para que o País continuasse embevecido com as riquezas do pré-sal, que só se materializarão quando a tecnologia permitir que o óleo seja extraído a preços competitivos, que poderão tornar-se difíceis com as novas tecnologias de extração de gás e óleo dos americanos.
É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.

Tags:Dilma,Governo Lula,herança pesada

Fonte:http://www.observadorpolitico.org.br

CONCLUSÃO: SÓ DÁ LADRÃO!


PT E PSDB: o bipartidarismo da mentira!
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Waldo Luís Viana

“Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar." (Tenório Cavalcanti)

VEJA matéria completa no bloger alertatotal.net

O COMUNISMO É IDEOLOGIA ENGANOSA


 A esquerda caviar


Vale a pena ler de novo                                                                

   
O GLOBO - 04/09


O Rio é vítima de uma verdadeira praga: a "esquerda caviar", formada por parte da elite financeira e cultural do país. Seus membros posam de altruístas enquanto louvam ditadores sanguinários como Fidel Castro. Do conforto de seus apartamentos em Paris, porque ninguém é de ferro.
Roberto Campos fez um diagnóstico preciso da árvore genealógica da turma, ao afirmar que "trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola".

Somente isso pode explicar a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda, que admiram o socialismo, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar: "Bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo  burguês".
Um cínico poderia dizer que a hipocrisia é útil. Aproximando-se do poder, esses intelectuais conseguem privilégios e mamatas. A Petrobras, por exemplo, destinou a bagatela de R$ 652 milhões para patrocínios culturais entre 2008 e 2011. É uma montanha de dinheiro capaz de testar a integridade até mesmo de um santo! Mas não creio ser apenas isso. Acredito que um dos fatores tem ligação com o sentimento de culpa dessa elite. E convenhamos: nada como uma elite culpada tentando expiar seus "pecados".
Com que facilidade ela adere aos discursos mais sensacionalistas e demagógicos. Chega a dar dó. Em um país que culturalmente condena o lucro e enxerga a economia como um jogo de soma zero, onde José, para ficar rico, precisa tirar de João, o sucesso acaba sendo uma "ofensa pessoal", como disse Tom Jobim. Essa visão é um prato cheio para produzir uma elite culpada e desesperada para pregar aos quatro ventos as "maravilhas" do socialismo.
Por isso vemos cineastas herdeiros de banco fazendo filmes que enaltecem guerrilheiros comunistas.
Por isso vemos filhos de grandes escritores lambendo as botas de tiranetes latinoamericanos.
Imagem é tudo.
E estas pobres almas acreditam que, ao louvarem a ideologia que quer destruí-los, conquistarão a fama de abnegados e descolados. Como é fácil falar que o capitalismo não presta quando se é milionário! Joãozinho Trinta foi no alvo quando disse que os intelectuais é que gostam de miséria, pois os pobres gostam é de luxo. Nada mais natural do que desejar melhorar as condições de vida. E nada melhor para isso do que o trabalho duro em um ambiente de livre mercado. Lucro e trabalho são sócios nesta empreitada. O grande obstáculo é justamente o governo inchado, obeso, que cria burocracia asfixiante e arrecada quase 40% do que é produzido em nome da "justiça social".
Quem labuta para criar riqueza e subir na vida não tem tempo para "salvar o planeta" ou construir "um mundo melhor". Estas são as bandeiras da esquerda festiva, dos artistas que, do conforto de suas mansões, adoram detonar o capitalismo enquanto desfrutam de tudo de bom que só ele pode oferecer.
Sobre a seita ambientalista, aliás, recomendo a leitura do excelente livro "Os Melancias", de James Delingpole. A máscara dos alarmistas climáticos que fazem ecoterrorismo cai por completo, expondo a verdadeira face vermelha por trás do movimento verde.
Mas divago. Eis o que eu realmente queria dizer: boa parte da elite carioca gosta de defender candidatos socialistas com discursos messiânicos.
Entre uma cerveja e outra, essa turma esbraveja contra os ricos capitalistas e repete como sua utopia salvaria a humanidade das garras dos gananciosos e insensíveis. Depois voltam para seu conforto egoísta com a alma lavada. A retórica vale mais que atos concretos. Garçom, mais uma cerveja! Foi assim que o brizolismo conseguiu prosperar no Rio, com os aplausos de muita gente da Zona Sul. Foi assim também que Heloísa Helena, do PSOL (o PT de ontem), conseguiu mais votos no Rio do que em qualquer outro lugar. O que esperar de um povo que elegeu Saturnino Braga em vez de Roberto Campos para o Senado? Essa análise toda foi para chegar ao novo queridinho da elite carioca, o personagem de filme de ação, herói que desafia as milícias. Há só um detalhe: seu partido é aquele que prega o socialismo (com um atraso de duas décadas), que pretende escolher até o tema das escolas de samba, que tem deputado que gosta de queimar a bandeira de Israel em praça pública, demonstrando sua intolerância, além de enorme desrespeito ao povo judeu. Leiam "Fascismo de esquerda", de Jonah Goldberg. Socialismo e liberdade não combinam. Um é o contrário do outro.
Todo regime socialista levou à escravidão e à miséria. Até quando os cariocas vão cair na ladainha dos artistas que adoram o socialismo, lá do conforto de Paris?


Fonte:http://www.averdadesufocada.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

VERDADEIRO GENOCÍDIO...A ONU INÉPTA PARA AGIR


 Uma esquerda equivocada







O Conselho Nacional Sírio denunciou um
massacre ocorrido em Daraya, onde
foram encontrados 200 corpos

Marcia Camargos e Aldo Cordeiro Saúda - Folha de São Paulo - 05/09/2012
No Brasil, parte significativa da esquerda, incluindo intelectuais e velhos combatentes da nossa ditadura, agora seguem Chávez e apoiam o massacre na Síria



Quando milicianos leais a Bashar Assad, sob o comando do exercito sírio, invadiram o vilarejo de Houla, em 28 de maio, Muawiya Saayed mandou as mulheres e crianças refugiarem-se no vizinho.
Sua esposa ficou escondida entre as plantas do jardim. De lá, ouviu os gritos do marido e do filho mais velho sendo torturados e executados pelas forças de Bashar.
Na correria para fugir, ficou para trás a caçula, de 8 anos. Pouco depois, o corpo da pequena Sara viria somar-se a outros 107 computados, na aldeia, por observadores da ONU.
texto completo
Quase tão chocante como episódios desta natureza tem sido a atitude de algumas figuras emblemáticas do continente sul-americano diante da situação.
No Brasil, parte significativa da esquerda, incluindo intelectuais, dirigentes de sindicatos e movimentos sociais, partidos e deputados comprometidos com a luta contra a violência de Estado, além de velhos combatentes à ditadura militar verde-amarela, apoiam um regime cuja brutalidade cresce de maneira assustadora.
Alegando que Bashar seria anti-imperialista e, portanto, preferível à "turma da Otan e seus asseclas regionais", eles fecham os olhos para um dos mais atrozes crimes contra a humanidade do século 21.
Não há dúvida de que a revolução síria, iniciada de forma pacífica há 18 meses, tem acumulado contradições intrínsecas ao processo e exacerbado divisões sectárias entre alauítas, sunitas e cristãos.
Mas, ao negar solidariedade aos oprimidos, essas esquerdas desprezam os princípios fundamentais da cartilha marxista. Pior: fazem coro aos inaceitáveis comentários vindos de Caracas, onde Hugo Chávez chamou Assad de "líder árabe socialista, humanista, irmão, com uma grande sensibilidade".
Ignorando o caráter de massas da oposição, o chefe bolivariano descreveu seu "companheiro" como vitima de um complô norte-americano para desalojá-lo do poder.
Ora, nem a realpolitik absolve tais palavras.
A ideia de Assad como inimigo dos ianques não tem lastro histórico. Segundo documentos revelados pelo site WikiLeaks, o governo de Damasco não só praticou tortura terceirizada a mando da CIA como possuía, até muito pouco tempo atrás, relações estreitíssimas com a referida agência.
Verdade seja dita, a amizade entre a Casa Branca e a família Assad vem de longe. O pai, de quem Bashar herdou o trono de presidente, prontamente integrou a coalizão liderada por Bush pai, em 1992, para invadir o Iraque. Em 1976, quando a Síria ocupou o Líbano com o objetivo de derrotar o movimento nacional palestino, os Assad contaram com o respaldo direto de Washington e Tel Aviv. Não por acaso, os Estados Unidos se preocupam menos com a contingência de Assad possuir armas químicas do que com a possibilidade delas saírem de suas confiáveis mãos.
Buscando justificar o injustificável, sob a defesa de uma suposta soberania nacional, os ditos anti-imperialistas fingem não ver as bases militares russas nas praias da Síria, por onde circulam bilhões de dólares em máquinas de matar enviadas por Moscou.
Outros citam a presença de integrantes da Al Qaeda no confronto armado. Reproduzem, de maneira fiel, os argumentos utilizados por Washington na sua tentativa de desqualificar a resistência iraquiana.
E vão além. Ao apresentarem Bashar como herói antissionista, esquecem que sob seu governo as fronteiras do país foram as mais seguras para Israel, que tinha como líquida e certa a posse definitiva das Colinas de Golã.
Por sorte, enquanto setores da esquerda encenam um papel lamentável, o povo sírio prossegue com heroísmo na sua luta desigual.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

ACREDITAR... É PRECISO...


Haja paciência!


  Será que nós veremos esta cena acontecer?
  A espérança é a última que morre
  Antes tarde do que nunca!...
Ainda vamos aturar João Paulo Cunha por muito tempo, pois ele vai demorar até perder o mandato.
Carlos Newton - Tribuna da Imprensa - 05/09/2012


Oportuna reportagem de Erich Decat, na Folha, revela que diversos advogados e até ex-ministros do Supremo Tribunal Federal entendem que a perda de mandato do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) deve ser imediata.

É triste contestar esse tipo de informação, mas devemos entender que no Brasil de hoje isso é totalmente impossível. Tão cedo João Paulo Cunha não será punido, porque a Justiça brasileira tem tantas brechas e desvios que até os grandes juristas se perdem no meio delas.
Qualquer iniciante com um mínimo de prática forense sabe que o Judiciário é um poder apodrecido, uma espécie de Ilha da Fantasia dos magistrados. Por exemplo: só quem cumpre prazos são os advogados. Juízes, desembargadores, ministros, tribunais, ministério público – nenhum deles se vê obrigado a respeitar prazos. Os processos repousam em berço esplendido, o advogado entrega uma petição e ela pode ficar até mais de um mês paralisada no Protocolo Geral, até ser anexada aos autos. Depois, quanto tempo levará até o juiz abrir novamente o processo? Ninguém sabe, ninguém controla, ninguém pune. Os magistrados são semideuses.
CONTROVÉRSIAS
No caso do mensalão, João Paulo Cunha está mais do que julgado e condenado, mas há controvérsias. A Constituição, para variar, é dúbia. O parágrafo 2º do artigo 55 estabelece que a cassação será decidida pela Câmara, “por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa”. E o inciso IV do mesmo artigo 55 da Constituição estabelece a cassação para quem perder os direitos políticos. Aí, a perda será declarada pela Mesa da Câmara de ofício ou após provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, também assegurada ampla defesa.
Deduz-se que a perda dos direitos políticos é automática e ocorre quando há condenação criminal com trânsito em julgado, e perdura enquanto durarem os efeitos da pena aplicada. Bem, deveria ser assim. Mas na prática não é.
DEVAGARINHO
No caso de João Paulo e também dos deputados mensaleiros Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), ainda não julgados, o processo é devagar, devagarinho. Primeiro, leva-se meses até publicar a sentença do julgamento em curso. Depois, apresentam-se os recursos, que o Supremo também leva meses ou até anos para julgar. Só quando publicado o acórdão final, esgotados os recursos, é que o réu é condenado e perde automaticamente os direitos políticos. Mesmo assim, terá de ser julgado de novo na Câmara e condenado por maioria absoluta, vejam só que esculhambação, porque para o Congresso a decisão do Supremo não vale nada, acredite se quiser.
CONDENADO E REELEITO
Assim, para um deputado perder o mandato após condenação criminal transitada em julgado – quando não há mais possibilidade de recurso –, é necessário o voto a favor de pelo menos 257 colegas. Isso, até agora, não aconteceu com os deputados já condenados pelo Supremo. E nem foi exatamente por corporativismo dos demais deputados. Em nenhum dos casos de condenação ocorridos, a Câmara foi notificada das decisões do Supremo, a esculhambação é maior do que pensávamos.
O caso mais notório é do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por formação de quadrilha e peculato em 2010. Até hoje, quase dois anos depois do julgamento, não houve trânsito em julgado do caso do peemedebista. Ele até conseguiu se reeleger para mais um mandato. Assim como Natan, outros casos são do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e dos ex-deputados José Tatico (PTB-GO) e Zé Gerardo (PMDB-CE). Os dois últimos tentaram a reeleição, mas não conseguiram. Foram punidos pelos eleitores.
Portanto, vamos logo nos acostumar com a ideia de que João Paulo Cunha e os outros mensaleiros só podem ser punidos pelos eleitores. Não devemos alimentar ilusões


Fonte:http://www.averdadesufocada.com

Rui m Falcão e o vômito da boçalidade.

O presidente do PT, ou como é mais conhecido, "O chefe do bando" anda vomitando boçalidade por aí.

Durante o lançamento da Cãodidatura do tapa buraco do PT em Osasco, Jorge Lapas, que está cãodidato porque o que era voluntário para esse cargo caiu em desgraça e muito provavelmente irá cair em cana por CORRUPÇÃO. João Paulo Cunha teve que se afastar da eleição para não "sujar" a imagem do partido na cidade. Agora so falta a cassassão do mandato de deputado por quebra de decoro e condenação por crime.

Como o mundo sabe, a PTralhada está com o cú na mão por conta das votações pró justiça e contra a bandalheira que se instalou no país após a eleição do SEBENTO DE GARANHUNS em 2002.

Os ministros do STF, salvo um ou outro Vassalo do Sebento, estão condenando a cambada vermelha quase que por unanimidade.

E como o mensalão existiu sim, mesmo com as negativas internacionais do Sebento, e com a falência na estratégia dos bandoleiros em tentar inventar um caixa dois de campanha. Agora eles estão dizendo para os trouxas e incautos de sempre que o GOLPE DO MENSALÃO foi uma invenção da imprensa golpista, ou PIG, como diz o outro vassalo PHA. E que as zelite branca de oio azur estão tentando reverter as derrotas em três eleições para a presidemência da república no grito.

Mentir para eleitor otário que vota no PT, vá lá, mas querer dizer que o MENSALÃO foi um golpe orquestrado pela zelite com apoio da imprensa golpista já é querer chamar a totalidade do povo que pensa de otário.

Quarenta e quatro milhões de brasileiros não votaram na Dentuça para presidente, o PT está perdendo eleitores à cada dia, e só  mentindo, e muito,  para os menos inteligentes, é que pode dar a possibilidade de eleger mais uns trastes para as prefeituras de Osasco ou SP.

O povo que pensa...ou, os quarenta e quatro milhões de eleitores não PTralhas estão órfãos de representatividade, o PSDB e o DEM estão nos estertores da morte política, e com a PTralhada que sobrar fora da cadeia, ainda dá para fazer muito estrago no país.

A população brasileira que se cuide, pois eles virão com tudo para aparelhar de vez o STF e o Brasil. 

Depois que a merda agarrar não vai adiantar chorar. Ainda dá tempo de reverter essa situação. 

NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NÃO VOTE EM CÃODIDATOS DO PT. 
PELO BEM DO BRASIL.

E, Rui m Falcão...
O mensalão é golpe da imprensa e dazelite? 
Faça-me um favor. 
Vá para a potaquetepareu e morra!!!

E PHODA-SE!!!
...................................................... 
 
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

PT É VÍTIMA DELE MESMO...MUITA GANÂNCIA


O PT, de réu a vítima




Editorial O Estado de S.Paulo - 04/09/2012

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, notório homem de confiança de Lula, perdeu uma excelente oportunidade de manter a boca fechada na última sexta-feira, em São Paulo, durante a solenidade de posse da nova diretoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT: "Não vão destruir a imagem do PT", garantiu, referindo-se ao julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal, em consequência do qual os petistas começam a lamber suas feridas. "A ilusão de quem apostava muito no mensalão para destruir a imagem do partido não vai se verificar" (sic), prometeu aos jornalistas.
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Na verdade, Gilberto Carvalho estava apenas fazendo eco ao coro lulopetista que, inspirado no princípio de que em política a melhor defesa é sempre o ataque, historicamente marcou a ação do PT nos episódios mais agudos de sua trajetória tanto como oposição quanto, na última década, como situação no plano federal. De fato, nos últimos dias o tema "destruição do PT" marcou manifestações públicas de suas principais lideranças. Lula, em comício em Belo Horizonte, onde tenta juntar os cacos da desastrada campanha pela prefeitura local, atacou seus adversários do PSDB e do PSB: "Faz parte da cabeça deles tentar destruir o PT". O chefão da companheirada, como se vê, continua julgando os outros por si, pois desde os primórdios de sua militância sindical pautou sua ação pelo objetivo de destruir os "inimigos", antes apenas "os patrões", depois todas as perversas "elites".
De qualquer modo, o que parece claro é a mudança de tom dos petistas diante do curso que está tomando o julgamento da Ação Penal 470. Agora pode pegar mal falar em "farsa do mensalão", antigo refrão predileto de Lula, porque pode haver quem deduza que os ministros da Suprema Corte estão sendo acusados de farsantes. É melhor, então, fazer o papel de herói-vítima, neste momento em que o julgamento do mensalão e a campanha municipal tendem a se imbricar e, inevitável e crescentemente, pautar a agenda política. E é com esse espírito que Lula subiu ao palanque em Belo Horizonte, construindo mais uma esmerada peça do seu repertório de autoglorificação: "Se morreu, enterra, vai embora e acabou", disse, referindo-se à sua doença. "Mas eu não podia viver sem fazer discurso. Estou feliz de estar aqui fazendo meu primeiro comício e dizendo para meus amigos que eu voltei e para meus inimigos que estou vivo e que meus adversários vão me ver muito tempo fazendo comício." Para quem não pode "viver sem fazer discurso", Lula demonstrou que está em grande forma: "O PT não é Lula, não é Dilma, não é Pimentel, não é Patrus. O PT é cada um de vocês". E uma multidão de 5 mil pessoas aplaudiu em delírio.
Mas o ministro Gilberto Carvalho exagerou. Sem poder contar com a "indulgência plenária" que beneficia o Grande Chefe escorado no lastro de enorme apoio popular, Carvalho tem a responsabilidade de ser ministro de Estado, o que, para dizer o mínimo, confere peso diferenciado a suas afirmações. Deveria, por essa razão, tomar mais cuidado ao desenvolver em público argumentos sub-reptícios como o que usou durante o evento da CUT para minimizar a importância da repercussão do julgamento do mensalão sobre a imagem do PT e de Lula, e consequentemente sobre as eleições municipais: "O povo conhece o governo Lula desde 2003 e, postos na balança esses problemas, o saldo é que a vida do povo melhorou".
Em português claro, o que Gilberto Carvalho quis dizer é que probidade, honestidade, escrúpulos na gestão da coisa pública são valores irrelevantes diante da evidência - que ninguém nega - de que houve efetivamente uma melhora no padrão de vida de contingentes importantes da população brasileira em função dos programas sociais nos quais Lula concentrou a ação governamental ao longo de seus dois mandatos na Presidência da República. Do que Gilberto Carvalho disse, pode-se depreender que, se o povo está satisfeito, os governantes podem meter a mão à vontade na coisa pública, subtraindo da população, por um lado, os benefícios que lhe concedem, por outro. É a típica pregação demagógica e populista que mergulhou o País no reino das aparências, do pão e circo.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A IMPUNIDADE NESTE PAÍS TEM QUE ACABAR!


 Mensalão pode provocar revolução processual


Valor - 03/09/2012
Depois de quatro semanas de sessões, consolida-se cada vez mais a impressão de que o Supremo Tribunal Federal (STF) será generoso na distribuição de condenações dos réus que respondem a Ação Penal 470, vulgarmente conhecida pelo apelido que lhe deu o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB: mensalão.
Basta uma leitura superficial nas seções de cartas dos jornais, comentários na internet e artigos para constatar que a linha em curso adotada pelos ministros do STF está satisfazendo a população. A mesma sociedade que aceitou passivamente a absolvição dos mensaleiros pela Câmara dos Deputados, agora aplaude as condenações.

O julgamento na Câmara foi eminentemente político; no Supremo, ao contrário do que sugeriam os advogados dos réus da AP 470, eles estão recebendo um tratamento técnico. Nos autos, há elementos de sobra para absolvições e para condenações. Mas fica evidente que na Câmara dos Deputados foi feito um acordo entre os partidos atingidos para cortar a cabeça apenas dos deputados José Dirceu (PT), acusado de montar e chefiar o suposto esquema do mensalão, e Roberto Jefferson, o delator do fato.
Na realidade, houve uma terceira cassação de mandato, quase nunca lembrada, a do presidente do PP, Pedro Corrêa, acusado de negociar a captação de R$ 3 milhões e de ajudar a montar o esquema para o uso de uma corretora na distribuição do dinheiro. Mas nem isso basta para livrar a responsabilidade da Câmara e de seus dirigentes diante da profusão de crimes que se vê agora na televisão, seja ao vivo, na sessão da tarde, seja no horário nobre das emissoras.
A desfaçatez da Câmara dos Deputados salta aos olhos, mas é preciso que todas as salvaguardas democráticas, escritas em 1988, sejam rigorosamente respeitadas. O país sairá maior desse que já é o maior - e de maior audiência - julgamento da história do Supremo Tribunal Federal. A atenção de todos deve ser redobrada, pois decisões que estão sendo tomadas agora no Supremo terão implicações ainda por muitos anos, em todas as instâncias de todos os tribunais do país.
Há vários fatores a serem avaliados. O mensalão é o primeiro julgamento do Supremo com esse tipo de pressão. Os votos foram técnicos, de ambos os lados, tanto no que se refere à defesa quanto à acusação. Mas emergiram elementos novos, que terão desdobramentos inevitáveis, como é o caso das provas colhidas sem o elemento contraditório, como as de CPI, e a dispensa da exigência do ato de ofício para caracterizar o crime de corrupção.
O julgamento do mensalão é importante e terá consequências inovadoras em todos os tribunais. Pelo andar da carruagem, pode-se dizer que há uma verdadeira revolução processual em curso, a ser digerida pelos juízes, advogados, promotores e escolas de direito. Pode-se mesmo dizer que as transformações indicadas nos votos do Supremo podem revelar questões como a flexibilização da inocência presumida e a interpretação desenhada para o "domínio de fato" - o réu não precisaria se locupletar dos recursos do mensalão para ser considerado culpado, uma vez que tinha conhecimento do que acontecia.
Mas, sobretudo, num momento em que o país se prepara para eleger em outubro novos dirigentes municipais, é um sinal claro e preciso de que o país está mudando, já não aceita o cinismo do "rouba mas faz" consagrado há tempos pelo ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros.
Os votos dos ministros são verdadeiros manuais de advertência aos candidatos às eleições de outubro. Quem for eleito assumirá o cargo sabendo exatamente até onde pode ir, por exemplo, ao contratar uma agência de publicidade, como fez o deputado João Paulo Cunha (PT).
O Caixa 2, tese central da defesa do mensalão, nem sequer foi analisada pelos ministros do Supremo. Mas cuidado, continua sendo crime eleitoral, assim como a compra de votos.
A lavagem de dinheiro, outra praga da política nacional, também pode ser refreada, quando o ministro Joaquim Barbosa concluir o voto que começou a proferir na última quinta. O relator já começou a leitura do voto dando indícios de que irá condenar os ex-dirigentes de banco Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinícius Samarane pelo que chamou de empréstimos fictícios para beneficiar o PT


Fonte:http://www.averdadesufocada.com