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segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Julgamento do Mensalão - Hora da Sentença

 
O Julgamento do Mensalão - Hora da Sentença

Sete anos após a eclosão do escândalo, o Supremo Tribunal Federal prepara-se finalmente para julgar os réus do mensalão. Passa a passo, entenda o trâmite do processo, as manobras dos acusados e as principais decisões tomadas pela corte.


JUNHO de 2005

A omissão de Lula

A questão: STF recebe duas ações em que Lula é acusado de omissão e prevaricação por não ter tomado providências após ser avisado do mensalão.

A decisão: Os casos foram arquivados. Foram os primeiros de diversos questionamentos que chegaram ao STF apontando o envolvimento de Lula no escândalo.





  • JUNHO de 2005

    Instalação da CPI dos Bingos

    A questão: STF analisa mandado de segurança cobrando a instalação da CPI dos Bingos, uma das três comissões que investigariam o escândalo.

    A decisão: Por maioria, o STF determinou que o Senado nomeasse os membros da comissão, que havia sido aprovada em 2004, mas não saíra do papel em função de manobras da base governista.
  • JULHO de 2005

    Instalação da CPI do Mensalão

    A questão:Durante o recesso parlamentar, o STF recebe pedido de liminar  para garantir que o Congresso instale a CPI do Mensalão.

    A decisão: Ellen Gracie negou o recurso por considerar que a instalação da comissão não era urgente - o próprio Congresso estava com as atividades suspensas.
  • JULHO de 2005

    O Inquérito chega ao Supremo

    A questão:Por envolver políticos com foro privilegiado, o STF é solicitado a assumir o inquérito do mensalão, que havia sido aberto em Minas Gerais.

    A decisão: Nelson Jobim acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República, recebeu pessoalmente os autos e determinou uma série de diligências à PF.
  • OUTUBRO de 2005

    Dirceu tenta barrar cassação

    A questão: Após deixar o governo, Dirceu tenta barrar no Supremo o processo por quebra de decoro aberto contra ele no Conselho de Ética da Câmara.

    A decisão: Por 7 votos a 3, o Supremo negou pedido da defesa de Dirceu. O processo na Câmara seguiu, e Dirceu acabou cassado em dezembro de 2005.
  • NOVEMBRO de 2005

    Dirceu tenta suspender cassação

    A questão: José Dirceu alega falhas no processo aberto contra ele na Câmara e tenta suspendê-lo no Supremo.

    A decisão: Por seis votos a cinco, o STF reconheceu uma falha no rito parlamentar, determinou a supressão de um dos testemunhos, mas não suspendeu o processo. Dirceu foi cassado horas depois.
  • DEZEMBRO de 2005

    Dirceu tenta reverter cassação

    A questão: Cassados por seus pares, Roberto Jefferson e José Dirceu recorrem ao STF para reaver seus mandatos na Câmara. Alegam cerceamento de defesa e irregularidades no processo.

    A decisão: O STF rejeita o pedido de ambos os ex-deputados.
  • MARÇO de 2006

    Os 40

    O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denuncia 40 pessoas por envolvimento no mensalão. O STF levaria mais de um ano para estudar a denúncia - e aceitá-la contra todos os acusados.
  • ABRIL de 2006

    Sigilos

    A questão: O relator Joaquim Barbosa reavalia o segredo de justiça decretado na abertura do inquérito.

    A decisão: Barbosa revogou o segredo de justiça, mas manteve lacrados todos os documentos protegidos por sigilo bancário, fiscal ou telefônico.
  • MAIO DE 2006

    Digitalização

    A questão: Joaquim Barbosa propõe a digitalização de todo o inquérito do mensalão para acelerar a consulta aos autos, procedimento inédito na corte.

    A decisão: Por unanimidade, o STF acatou proposta do relator. A primeira versão digitalizada tinha 14 mil páginas. Ao final, passaria das 50 mil.
  • NOVEMBRO DE 2006

    A questão do desmembramento

    A questão: STF discute se o processo do mensalão deve ou não ser desmembrado. Isso porque a maioria dos réus não tinha foro privilegiado.

    A decisão: A questão rachou o STF, e coube a Sepúlveda Pertence propor o voto médio: desmembrar só casos em que não houvesse coautoria do titular do foro.
  • DEZEMBRO de 2006

    Ainda a questão do desmembramento

    A questão: STF volta a discutir se o processo do mensalão deve ou não ser desmembrado no caso dos acusados sem foro privilegiado.

    A decisão: O Supremo reviu a decisão anterior e, por maioria, decidiu que todos os denunciados fossem julgados na mais alta corte da Justiça.
  • JUNHO de 2007

    O caso BMG

    O escândalo do mensalão atingiu em cheio o Banco Rural e o BMG, mas a Procuradoria entendeu que contra o BMG não havia provas de uma associação estável com o esquema de compra de votos, daí por que o caso tramita à parte. Em junho de 2007, o STF começou a analisar se esse processo devia correr em 1.ª instância, no Supremo ou se deveria ser desmembrado.
  • AGOSTO de 2007

    Competência de foro

    A questão: Plenário do STF começa a julgar a denúncia do MP, e a defesa de Marcos Valério questiona a competência do Supremo para julgar réu sem foro privilegiado.

    A decisão: A questão é rejeitada. A tese da defesa de Valério voltaria a ser levantada outras vezes, saindo sempre derrotada.
  • AGOSTO de 2007

    Da validade das provas

    A questão:A defesa Marcos Valério e Simone Vasconcelos alega que algumas das provas foram obtidas de forma ilegal.

    A decisão: Alguns ministros viram falhas na obtenção de certas provas, mas a questão foi descartada: as mesmas evidências haviam sido obtidas por outros meios, legais.
  • AGOSTO de 2007

    Dirceu acusa julgamento político

    A questão: A defesa de José Dirceu argumenta que o STF quer fazer um julgamento político de seus atos. A de Luiz Gushiken afirma que foi cerceada.

    A decisão: Por decisão unânime, os ministros rejeitaram as questões preliminares levantadas pela defesa dos denunciados.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: as fraudes do Banco Rural

    A questão: STF julga a denúncia contra o "núcleo financeiro" da quadrilha.

    A decisão: Por unanimidade, o STF aceitou denúncia por gestão fraudulenta contra a cúpula do Banco Rural.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a corrupção de João Paulo Cunha

    A questão: STF julga a denúncia contra João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de receber propina para beneficiar Marcos Valério.

    A decisão: Por unanimidade, o STF recebeu a denúncia de corrupção passiva contra o deputado e  de corrupção ativa contra Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: o caso Gushiken

    A questão: STF julga a denúncia contra Gushiken, acusado de orquestrar os desvios de recursos do Banco do Brasil em favor da quadrilha de Valério.

    A decisão: Por seis votos a quatro, o STF aceitou denúncia contra Gushiken por peculato. Quatro anos depois, a Procuradoria desistiria de pedir sua condenação.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: peculato

    A questão: STF julga denúncia de peculato contra a cúpula do PT, Valério e cia.

    A decisão: Por unanimidade, o STF rejeitou a acusação de peculato contra José Dirceu, José Genoino, Sílvio Pereira e Delúbio Soares, mas aceitou contra Marcos Valério e sócios.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: o esquema Valério - Banco Rural

    A questão: STF julga denúncia de lavagem de dinheiro contra os dirigentes do Banco Rural e o grupo de Marcos Valério.

    A decisão: Por unanimidade, STF aceitou a denúncia.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: os 'sacadores' do PT

    A questão: STF julga denúncia de lavagem de dinheiro contra deputados petistas e o ex-ministro de Lula Anderson Adauto

    A decisão: Por unanimidade, os ministros receberam a denúncia contra João Magno, Professor Luisinho, Paulo Rocha e sua ex-assessora, Adauto e seu ex-chefe de gabinete.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a quadrilha do PP

    A questão: STF julga denúncia de formação de quadrilha contra a cúpula do PP

    A decisão: Por unanimidade, o STF acolheu denúncia de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Por maioria, recebeu também denúncia de formação de quadrilha.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a quadrilha do PL

    A questão: STF julga denúncia de formação de quadrilha contra a cúpula do PL

    A decisão: Por maioria, o STF aceitou denúncia contra Valdemar Costa Neto e os irmãos Jacinto e Antonio Lamas por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a corrupção do PTB

    A questão: STF julga denúncia de corrupção contra Roberto Jefferson, Emerson Palmieri e Romeu Queiroz, do PTB, e Anderson Adauto, do PL (depois PR).

    A decisão: Por unanimidade, o STF aceitou denúncia contra os quatro.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a corrupção de José Borba

    A questão: STF julga denúncia de corrupção contra o ex-deputado federal e líder de bancada José Borba (PMDB-PR), que renunciou para escapar da cassação.

    A decisão: Por unanimidade, o STF aceitou a denúncia contra Borba. Conforme o MP, ele recebeu R$ 2,1 milhões do esquema.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: Dirceu, o chefe da quadrilha

    A questão: STF julga a denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil, apontado o chefe da quadrilha.

    A decisão: O Supremo aceitou denúncia de corrupção ativa contra Dirceu por unanimidade e de formação de quadrilha por maioria (vencido Lewandowski).
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: a corrupção de Delúbio Soares

    A questão: STF julga a denúncia contra o ex-tesoureiro do PT por corrupção ativa e formação de quadrilha.

    A decisão: O STF recebeu a denúncia por unanimidade, considerando haver indícios de que Delúbio Soares operou o esquema de compra de votos.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: corrupção de Genoino

    A questão: STF julga a denúncia contra o ex-presidente do PT por corrupção ativa e formação de quadrilha.

    A decisão: Por maioria, o STF aceitou denúncia contra Genoino. Lewandowski e Eros Frau foram votos vencidos.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: o caso de Silvio Pereira

    A questão: STF julga denúncia contra o ex-secretário do PT Silvio Pereira por formação de quadrilha

    A decisão: Por unanimidade, o STF recebeu a denúncia contra Silvio Pereira, que mais tarde faria acordo para se livrar do processo.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: os pagamentos a Duda

    A questão: STF julga denúncia contra o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    A decisão: A denúncia contra Duda e Zilmar é aceita por unanimidade.
  • AGOSTO de 2007

    Denúncia: os crimes de Valério

    A questão: STF julga denúncia contra Marcos Valério por corrupção ativa.

    A decisão: Por unanimidade, o STF julgou haver suficientes indícios de pagamento de propina - eram tantos que houve momento em que os ministros dispensaram a leitura das acusações.
  • AGOSTO de 2007

    Carta aos réus

    A questão: STF analisa se os réus serão avisados da abertura da ação penal por meio de cartas de ordem mesmo no caso de recursos contra o recebimento da denúncia.

    A decisão: Cezar Peluso sugeriu que o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, enviasse de imediato as cartas aos réus, o que foi aceito por unanimidade.
  • NOVEMBRO de 2007

    O mensalão mineiro

    O STF recebe denúncia contra 15 pessoas envolvidas no chamado mensalão mineiro, descrito como embrião do escândalo no Congresso. Conforme a acusação, o mensalão mineiro destinou-se ao financiamento da campanha do tucano Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais, em 1998, e também teve por operador o publicitário Marcos Valério.
  • NOVEMBRO de 2007

    Acórdão

    STF publica o acórdão do julgamento da denúncia contra os 40 acusados. A publicação do acórdão é o ato de formalizar a decisão tomada pelo colegiado do tribunal
  • NOVEMBRO de 2007

    Silvinho tenta acordo

    O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira inicia negociações com o Ministério Público Federal em busca da suspensão condicional do processo do mensalão. A suspensão condicional do processo é permitida em casos de crimes de menor poder ofensivo.
  • DEZEMBRO de 2007

    Interrogatórios

    A questão: Réus do mensalão, entre eles Marcos Valério e José Genoino, recorrem ao STF para serem interrogados pelo próprio relator do processo, Joaquim Barbosa.

    A decisão: Por unanimidade, o Plenário rejeitou os pedidos. Os interrogatórios foram agendados entre 14 de dezembro de 2007 e 14 de fevereiro de 2008.
  • JANEIRO de 2008

    Silvinho faz acordo

    Com o aval do relator Joaquim Barbosa, a 2ª Vara Criminal de São Paulo homologa o acordo com o ex-secretário-geral do PT, que deixa de ser réu do mensalão em troca da prestação de serviços à comunidade.
  • JUNHO de 2008

    Testemunhas de acusação

    Justiça começa a ouvir testemunhas de acusação do processo do mensalão. O MPF indicou 41 pessoas, entre elas a ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, cuja agenda atestou a proximidade entre Valério e a cúpula petista, em particular Delúbio Soares, Silvio Pereira e João Paulo Cunha.
  • JUNHO de 2008

    E Lula?

    A questão: O STF analisa sete recursos de dez réus, entre eles o de Roberto Jefferson, cobrando a presença de Lula entre os réus do processo.

    A decisão: Por unanimidade, o Supremo rejeitou o recurso de Jefferson. "O STF não poderia se pronunciar sobre o que não consta na denúncia", disse Barbosa.
  • AGOSTO de 2008

    Valério quer ouvir testemunhas

    A questão: Marcos Valério recorre ao STF para ser avisado com antecedência e não apenas por carta precatório dos demais depoimentos.

    A decisão: O ministro Menezes Direito arquivou o pedido, lembrando que já era jurisprudência do STF que a defesa dos réus fosse intimada por carta.
  • FEVEREIRO de 2009

    Testemunhas de defesa

    Joaquim Barbosa abre a fase de depoimento das testemunhas de defesa no processo do mensalão. Para evitar chicanas jurídicas, o relator se cerca de cuidados adicionais. Por exemplo, envia ofício aos advogados cobrando os endereços das testemunhas, evitando a manobra de alegar endereço desatualizado.
  • MARÇO E ABRIL DE 2009

    Celeridade

    A questão: O juiz mineiro Alexandre Buck é o mais rápido na tomada de depoimentos das testemunhas do mensalão. Ele recolhe 150 testemunhos em três semanas

    A decisão: Conhecida a celeridade do juiz mineiro, Joaquim Barbosa determinou que um juiz se dedicasse com exclusividade ao assunto também em São Paulo.
  • MAIO de 2009

    Antecipação dos depoimentos

    A questão: O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, alega que a antecipação da data do depoimento de testemunhas cerceia sua defesa

    A decisão: Apenas o ministro Marco Aurélio votou contra a antecipação do calendário de depoimentos, justificando para tanto a complexidade do caso.
  • JUNHO de 2009

    Depoimentos no exterior

    A questão: Joaquim Barbosa pede que os réus demonstrem a relevância e arquem com os custos dos depoimentos de testemunhas que moram no exterior – 13 ao todo.

    A decisão:A maioria dos réus desistiu destas testemunhas, e o plenário do STF decidiu que apenas três delas seriam ouvidas no exterior, todas em Portugal.
  • SETEMBRO de 2009

    A testemunha Lula

    Joaquim Barbosa envia ofício a Lula, testemunha de defesa de cinco réus: José Dirceu, Luiz Gushiken, João Paulo Cunha, Professor Luizinho e José Janene. Em abril de 2010, o então presidente envia seu depoimento por escrito ao STF, admitindo que soube do mensalão pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.
  • NOVEMBRO de 2009

    Impedimento de Barbosa

    A questão: Marcos Valério recorre ao STF alegando que o relator Joaquim Barbosa não teria isenção suficiente para participar do julgamento do mensalão.

    A decisão: Em setembro de 2011, o presidente do STF, Cezar Peluso, rejeitou o pedido de Marcos Valério.
  • ABRIL de 2010

    Abusos da defesa

    A questão: STF analisa 13 pedidos da defesa de Roberto Jefferson, e Joaquim Barbosa critica 'abuso no poder de litigar'.

    A decisão: Por unanimidade, os ministros rejeitaram todos os pedidos, que incluíam questões já antes avaliadas pelo plenário do STF, como a ausência de Lula entre os réus.
  • AGOSTO de 2010

    Fim dos depoimentos

    A questão: Joaquim Barbosa propõe encerrar a fase dos depoimentos das testemunhas.

    A decisão: Por unanimidade, o STF rejeitou recurso de um dos réus - Henrique Pizzolato –, acompanhou a proposta do relator e encerrou a fase dos depoimentos.
  • SETEMBRO de 2010

    A morte de Janene

    A questão: O réu José Janene (PP-PR) morre em São Paulo.

    A decisão:O plenário do STF extinguiu a punibilidade do ex-deputado, como prevê o Código Penal - o que não beneficia coautores dos crimes denunciados.
  • FEVEREIRO de 2011

    Contra o ‘abuso do poder de litigar’

    A questão: Barbosa propõe medidas para evitar que recursos recorrentes paralisem o trâmite do processo.

    A decisão: Os ministros determinaram que os recursos fossem trazidos resumidamente ao Plenário, que os rejeitaria automaticamente se utilizassem argumentos repetidos.
  • JUNHO de 2011

    Alegações finais - acusação

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, envia as alegações finais do processo, afirmando que o Ministério Público está 'plenamente convicto' do mensalão. Mas passa a defender a absolvição de dois réus: o ex-ministro da Secom, Luiz Gushiken, e o ex-assessor do deputado Valdemar Costa Neto, Antônio Lamas.
  • SETEMBRO de 2011

    Alegações finais - defesa

    Termina o prazo para envio ao STF das alegações finais de defesa dos réus do mensalão. A defesa de Delúbio Soares, ao longo de 135 páginas, classifica o ex-tesoureiro como um sonhador, "humilde", "probo", "pobre" e pede sua absolvição.
  • DEZEMBRO de 2011

    Relatório final

    Joaquim Barbosa conclui relatório do mensalão. No texto de 122 páginas, o ministro resume as acusações, as alegações finais de cada defesa e relaciona os principais recursos que foram julgados no STF - 17 agravos regimentais, 8 questões de ordem e 4 embargos de declaração, que colocaram em dúvida cada etapa da tramitação do processo.
  • MARÇO de 2012

    Hora da sentença

    Concluído o relatório de Joaquim Barbosa, agora só falta Ricardo Lewandowski, o ministro revisor do caso, marcar a data do julgamento. Prevê-se que o faça até maio, mas, a rigor, Lewandowski tem o tempo que quiser para se decidir.

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    Fonte: VejaOnline


    fFonte: VEJA ONLINE 



    domingo, 1 de abril de 2012

    A DEMOCRACIA ESTÁ EM PERIGO...

     Por   Gen Marco Antonio Felício da Silva

      A verdade que não quer calar !Alerta à Nação!

    Cel Sérgio Gomes Pereira  -herói da FEB
      Veja aqui o vídeo - "Ser soldado"


    Enganam-se aqueles que encaram como inativos, na acepção plena da palavra, àqueles que estão hoje na Reserva ou reformados das Forças Armadas, Somos aqueles que, em sua maioria, deram vida ao Exército Ativo, dos anos 50 aos anos 90 e criamos o Exército do presente, entregando-lhe uma Nação sob o império da lei e da ordem.

    Dos anos iniciais da década de 60 ao inicio dos anos 80, enfrentamos e vencemos a subversão e as guerrilhas urbana e rural comunistas. Ao mesmo tempo, apoiamos e sustentamos os governos vigentes e contribuímos para a grande transformação social e econômica do País.

    Texto completo

    Livramos a Nação da tirania marxista-leninista e entregamos aos governos da chamada “Nova República” a democracia em sua plenitude.

    Apoiamos a negociação com os lídimos representantes da sociedade brasileira de então, o advento da anistia, ampla, geral e irrestrita, permitindo a pacificação da sociedade brasileira com o perdão para todos os contendores, não importando os crimes de motivação política cometidos. A volta à Pátria de todos aqueles que estavam fora do País, face injunções políticas, foi uma conseqüência da referida anistia.

    Não somos mais, pela idade, os soldados profissionais de ontem, mas continuamos como soldados cidadãos, tendo a pele como farda. Somos aqueles que têm a consciência dos seus direitos e deveres políticos, que se interessam e se sentem, ainda, responsáveis pelo destino de sua Nação e têm vivo no coração o juramento solene de, por Ela, se for preciso, dar a própria vida.

    Por tais motivos, ainda temos a capacidade de nos inflamarmos, como o estamos, agora, alertando a Nação para a possibilidade de fratura da sociedade brasileira, por elementos eivados de revanchismo, pleno de viés ideológico, na contramão da conciliação, da paz social e da História. E, assim, o estaremos enquanto necessário.

    Além da criação da malfadada Comissão da Verdade, inconstitucional por ser verdadeiro tribunal de excessão,  métodos nazi-fascistas, utilizados intensamente na Alemanha de Hitler, em países da extinta "Cortina de Ferro" e durante a sangrenta "Revolução Cultural", levada a efeito na China Comunista, já estão aqui sendo reproduzidos com a orientação de conhecidos agitadores comunistas, dirigentes do MST, Via-campesina e de outros movimentos ilegais, que têm a bevolência do governo e das autoridades responsáveis pela Segurança Pública. Usam grupos de jovens violentos, provocando terrorismo seletivo e indiscriminado, afrontando a lei vigente,  ocorrências inaceitáveis para um regime que se diz democrático.

    Mostramos a nossa união e a nossa força, traduzida por voz uníssona, conduzidos por dezenas de Chefes de outrora, respeitados como tal ainda hoje, e apoiados por milhares de civis.

    Os cabelos brancos, a experiência de vida e o compromisso que temos com a Nação nos dão a moderação proporcional para cada enfrentamento.

    Aos que conosco não se ombreiam, explicitamos com a clareza devida : Temos uma sagrada estrela guia : O respeito à lei e a união da Força !

    Esta é a verdade que não quer calar !

    Eles que venham! Por aqui, não passarão!

    Fonte: A Verdade Sufocada


    A BADERNA ESTÁ SE REPETINDO...


     Isto é democracia?

      Veja o  aqui vídeo que identifica o CAFAJESTE!

    BREVE RELATO DO OCORRIDO, FRENTE AO CLUBE MILITAR, DURANTE A COMEMORAÇÃO DE 31 DE MARÇO

    Por Gen Marco Antonio Felício da Silva

    As ocorrências descritas abaixo são uma mostra clara e convincente do tipo de “democracia” que, aqueles que estão no governo, desejam para o Brasil. Querem a todo custo, incluso com a violência, que as suas ( deles) idéias preponderem, suprimindo a liberdade de expressão dos que não se alinham ao desiderato maior deles :  a implantação de uma ditadura comunista no Brasil !

    Texto completo
     Muito triste, pois, estão contando com o apoio, sob as formas de omissão e ação, de quem deveria, até mesmo por dever constitucional, a eles se opor ferrenhamente!

    À 1h e 45 min os pseudos manifestantes começaram a chegar em frente ao Clube Militar. Às 2hs e 30 min, já formavam numerosos grupos, carregando principalmente bandeiras vermelhas e do PC do B
    Alguns portavam megafones, recipientes com tinta vermelha e ovos. A medida que os oficiais começaram a chegar, os “manifestantes” passaram a se concentrar na pista da Av. Rio Branco e na calçada frente ao Clube, tentando obstar a passagem dos mesmos e xingando-os de assassinos, torturadores e impropérios outros. Os policiais e os homens da Guarda Municipal, neste momento, encontravam-se observando a movimentação. Com a interrupção do trânsito da Av. Rio Branco e a agressividade dos militantes, cada vez maior, pondo em risco a integridade física dos oficias da Reserva e reformados, alguns de bastante idade, solicitou-se a presença da tropa de choque da PM.

    Com a chegada da tropa de choque, a Avenida Rio Branco foi liberada em parte e foram posicionados alguns policiais protegendo as entradas do Clube, possibilitando a formação de um corredor de passagem entre a entrada principal do Clube e a saída do metrô.

    Enquanto a solenidade acontecia, alguns choques ocorreram entre a PM e manifestantes.
    Terminado o evento, os oficiais foram saindo na direção do metrô, protegidos pelos PM. Alguns reagiram a agressões físicas e verbais. O agitador Felipe Garcez, já identificado, noivo de uma oficial da Marinha, também já identificada, covardemente, cuspiu na cara do Cel Av Juarez. Outros que não tomaram a direção do Metrô, como os Coronéis Almerindo Raposo e Araripe Lacerda, ambos com 88 anos de idade, foram perseguidos, afrontados, desrespeitados, agredidos fisicamente e salvos por um motorista de taxi que os colocou dentro do seu carro, impedido, à força, que fossem retirados do mesmo pelos agressores.
    Vários outros oficiais e servidores do Clube tiveram a mesma desventura. Foram perseguidos e agredidos física e verbalmente.

    Um oficial que a tudo assistiu, infiltrado entre os manifestantes, afirmou que ouviu um homem de terno e gravata, telefonando para alguém, dizendo do sucesso do confronto, elogiando os manifestantes enviados, pois, mostravam muita energia ao gritar e ódio aos militares. Ao terminar, lembrou que precisava do dinheiro, rapidamente, para pagá-los!

    Aí está a prova de como manipulam os manifestantes. À base do dinheiro.
    Pergunta-se: Quem os financia? Responde-se: o próprio governo!

    Há que acrescer que em Campinas, no mesmo dia 29 de Março, quando do lançamento do livro “Médici, a História Verdadeira”, militantes do PSTU e de  movimentos ilegais, tais como o MST, também se postaram frente ao Circulo Militar local com bandeiras vermelhas, tentando constranger os convidados. Foi necessária a presença da Guarda Municipal para garantir a segurança das pessoas presentes bem como o patrimônio do Clube.

    Nota-se que tais práticas, que se disseminam por todo o País, são planejadas e articuladas em todo o País com grande capacidade de mobilização e transporte. Usam largamente a Internet para convocação e instruções. Não há dúvidas de que se valem dos militantes dos partidos como o PT, PCB, PC do B, PSTU, PSOL e dos movimentos rurais tais como MST, Via-Campesina e outros, além de vagabundos e de bandidos remunerados.

    Há que enfatizar a reunião realizada na semana de 01 a 05 de fevereiro, em Santa Cruz do Sul (RS) com cerca de 1200 jovens de 17 estados brasileiros para a formação das Brigadas do Levante Popular da Juventude, tendo em vista a revolução socialista. O evento reuniu jovens camponeses, estudantes e moradores das periferias urbanas e representantes de movimentos sociais do Brasil e toda América Latina. Na plenária, debateram a organização, formação e execução das lutas do Levante Popular da Juventude. Estavam presentes Isaías, da direção nacional do MST, Frei Sérgio, do MPA, e Helen, do Levante do Paraná, que orientaram a conversa e dividiram com a juventude suas experiências e expectativas. Além destes, estavam presentes Lyra, do Levante de São Paulo, Eliane, do MTD, e João Pedro Stédle, do MST, e Ricardo Gebrim.

    Lema do grupo : Juventude que ousa lutar constrói o Poder Popular!"
    Valem-se dos mesmos métodos nazi-fascistas e comunistas, utilizados largamente em países como a Alemanha de Hitler, a Itália de Mussoline, a Rússia de Lênin, a China da “Revolução Cultural” de Mao-Tse-Tung, entre outros países de regimes totalitários.

    FONTE:www.averdadesufocada.com.br

    Hoje, domingo, 1º de Abril, é Dia da Mentira.


    domingo, 1 de abril de 2012

    A Verdade – em tempos de mentiras







    Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Por Jorge Serrão

    Hoje, 1º de Abril, é Dia da Mentira. Parabéns, então, aos integrantes do Governo do Crime Organizado que trabalham para destruir o Brasil, enquanto se locupletam, servindo aos interesses da oligarquia financeira transnacional que implode nossa soberania para nos explorar e impedir o desenvolvimento real da Nação. Eles merecem a contra-homenagem pela habilidade com que usam a arte de mentir para violentar, sistematicamente, a verdade histórica.

    O Governo do Crime Organizado pratica sua ideocracia contra as expressões do poder político, econômico, jurídico, militar, científico-tecnológico, cultural e psicossocial. Aproveitam-se da cultura autoritária do Estado brasileiro que funciona de modo capimunista, intervindo no mercado e na sociedade,vendendo-nos a ilusão de uma democracia e uma prosperidade que só chega para as “zelites do politiburro”. Em sua tática de difundir mentiras, tal qual mitomaníacos, os inimigos do Brasil nos impõe idéias, conceitos, ideologias e ideocracias fora do lugar – que afrontam nossa realidade objetiva e atrasam nosso desenvolvimento como Nação.

    Quinta-feira passada, dia 29 de março, no Rio de Janeiro, tivemos uma demonstração dantesca da mentirada ideológica. As vítimas foram velhos militares reformados ou na reserva. Sem nenhuma sacanagem, alguém podia até evocar o Estatuto do Idoso para punir os idiotizados membros do tal Levante Popular da Juventude. Cuspir, xingar e até dar tapas em idosos – além de demonstração de falta completa de educação – é um ato de barbárie. Mais grave é quando a atitude radicalóide é baseada em mentiras (Vejam os dois vídeos acima e comparem).

    No Brasil, a suposta liberdade só pode ser plenamente exercida por quem estiver ao lado do Governo do Crime Organizado? Tudo indica que sim! Os militares agora são vítimas de uma ditadura nada disfarçada. Vigora uma ordem superior, vinda da Presidência da República, para que os milicos sejam proibidos de “comemorar” o 31 de março de 1964. Quem ousa romper tal “ordem” é logo atacado pelas Patrulhas Ideológicas na mídia e nos levantes de inúteis nem tão inocentes assim.

    Mais grave de tudo isso é a traição cometida pelos Melancias. Só pode ser chamado de “frutinha” aqueles que, perante a Bandeira e o Hino Nacional, juram defender a Pátria, mas, em nome de seus interesses pessoais, cometem alta traição justamente contra seus pares que ainda acreditam no juramento. Os comandantes militares, mais uma vez, cometeram “arakiri baiano” com a espada de Caxias. Neste ato suicida e apátrida, se comportaram como samurais para a tropa e agiram como gueixas para o Governo do Crime Organizado.

    Vamos nextel ao crime. Todo mundo sabia que iria dar m... uma manfestação programada contra militares em frente à sede do Clube Militar, na Cinelândia. Por que os comandantes militares não enviaram para lá uma tropa da Polícia do Exército para resguardar, no mínimo, um patrimônio militar – que é o Clube? Bastaria colocar um batalhão, legalmente, interditando o acesso à “Casa da República” para resguardar a segurança de quem teve a coragem de comparecer à palestra “1964 – a Verdade” proferida pelo General de Divisão Luiz Eduardo da Rocha Paiva.

    Como os chefes militares não agiram preventivamente – para proteger seus pares contra os parias que desejavam agredi-los violentamente -, os agressores saíram vencedores do ato de covardia ideológica. A partir de agora, os membros do Levante Popular da Juventude se acharão no “direito” de passar a mão na bunda do “guarda” – esteja ele vestido de Soldado ou garbosamente como General. Mais uma vez praticou-se o desrespeito simbólico contra as Forças Armadas – guardiãs constitucionais da Pátria. E os chefes militares, na ativa, foram coniventes com isto. Merecem a Medalha do Mérito da Ordem do Melancia!

    Impedir a lembrança de 1964 nos quartéis é uma censura imperdoável. E extremamente burra. Aliás, censura tão hedionda quanto aquela imposta pelo Ato Institucional número 5, que vigorou da sexta-feira 13 de dezembro de 1968 até 13 de outubro de 1978. O maior erro do governo dos presidentes militares colaborou para o estado de coisas que somos obrigados a ver hoje. Os mentirosos do passado, cujas ações criminosas foram protegidas pela censura, hoje ocupam o poder e posam de democratas, violentando a verdade e estuprando a Pátria.

    Vejam o que declarou a Ministra Eleonora, recentemente, durante um evento na Fundação Oscar Americano, com a presença colega Maria do Rosário (dos Direitos Humanos):

    - Eu e a Dilma sabemos o que é ser violentada, porque fomos presas políticas.

    Ou seja, graças à censura, os terroristas, assaltantes de bancos, assassinos e seqüestradores - legalmente presos nos idos pós-1964 – conseguem posar de “vítimas da ditadura”, como “Heróis que resistiram a infindáveis sessões de torturas” – o que lhes dá direito até a indenizações (o Mensalão da Ditadura). Mais grave: o que eles dizem se transforma em “verdade histórica”. Tudo ensinado, nas escolinhas, para os jovens aprenderem e repetirem nas manifestações de porralouquice.

    Tal filme de radicalismo ideológico, com enredo centrado em mentiras, já cansou de ser visto e passado na História do Brasil. Novamente, os interesses transnacionais manobram os otários aqui de dentro para promover a divisão artificial do Brasil. Como sempre, o alvo são os militares. O triste, grave e perigoso é que eles parecem entregues à própria sorte. A armadilha parece perfeita. Se reagirem, podem abrir espaço para uma nova ditadura – agora com o contra-golpe promovido pelos integrantes do Governo do Crime Organizado. Se ficarem como estão, acabarão desmoralizados institucionalmente.

    Para reflexão, reproduzimos as palavras de um General de Exército na reserva, em e-mail que circula entre militares:

    “Para mim, isso tem muito a ver com a ação das ministras do governo, apoiadas pela presidente, que trilham um caminho perigoso ao incitar ódios e dividir a nação! É o rumo a ser seguido pela tal “Comissão da Verdade”(sic)! A quem interessa? Ao governo federal? Ao PT? À democracia? À ditadura em marcha? A quem cabe abortar esse movimento?”

    A verdade, às vezes, dói. Mas é melhor sempre estar do lado dela. Chega de Censura, Usura e Ditadura. Por isso, chega de 1º de Abril durante 365 dias do ano (ou 366, como este bissexto 2012). Essas palavras não rimam com Brasil.

    Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

    A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


    © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 1º de Abril de 2012.
     

    INFELIZMENTE, OS VERDADEIROS HEROIS QUE LUTARAM NA REVOLUÇÃO DE 1964, HOJE SÃO TRATADOS COMO MARGINAIS ATRAVÉS DE COMUNISTAS E SUBVERSIVOS QUE SE ESCONDEM EM PARAMETROS DA LEI PARA FALAREM O QUE QUISEREM, DISTORCENDO A VERDADE E PROPAGANDO MENTIRAS, FAZENDO COM QUE A NOSSA JUVENTUDE NÃO SE INTERESSE PELA PATRIA, O AMOR AO ESTUDO E AO TRABALHO SÓ PENSANDO EM MUSICAS QUE FAZEM APOLOGIA AS DROGAS E A PROSTITUIÇÃO.

    A Revolução de 31 de março de 1964 história da revolução de 31 de março antecedentes castelo branco joão goulart

    A abençoada Marcha da Família com Deus pela liberdade  que salvou o Brasil da escravidão comunista.

    Nossos agradecimentos ao Procurador de Justiça Márcio Luís Chila Freyesleben pela matéria enviada a este site, que publicamos a seguir.
    “De há muito, a esquerda empenha-se em impingir ao povo a tese de que lutara contra o Governo Militar em defesa da democracia. Trata-se do mais desavergonhado embuste. A bem da verdade, convém reavivar a memória nacional, relembrando um dos fatos mais notáveis da nossa história recente: a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.

    Era início de 1964. Os comunistas estavam instalados na administração pública federal, Luís Carlos Prestes retornava de Moscou com o sinal verde para a deflagração da guerra civil no campo e o Presidente João Goulart, além de apoiar abertamente a rebelião esquerdista nas Forças Armadas, anunciava as “reformas de base” no comício da Praça da Central do Brasil, Rio de Janeiro. Pairava sobre a nação a certeza de que a esquerda desfecharia o golpe que colocaria no poder a ditadura do proletariado. Em contrapartida, a direita, liderada por Ademar de Barros, em São Paulo, e por Carlos Lacerda, na Guanabara, mantinha um contingente de aproximadamente 30 mil homens, disposta a enfrentar a ameaça comunista.

    Em meio às inquietações daquele fatídico ano, emergia a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, movimento cívico-patriótico nascido da necessidade de conscientizar a população brasileira da crescente vaga comunista que afligia o país. Em 19 de março, meio milhão de brasileiros de todos os recantos, homens e mulheres de todos os credos e de todas as raças, dispostos a defender a Constituição e os princípios da democracia, formaram uma torrente humana que seguia da Praça da República à Praça da Sé, passando pela Rua Barão de Itapetininga, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e Rua Direita, para finalmente aglomerar-se ao pé das escadarias da Catedral Metropolitana. Bandas de música, bandeiras de todos os Estados da Federação, centenas de cartazes, compuseram o cenário da maior manifestação popular vista até então em São Paulo. Ali, rogaram, pediram a Deus e aos homens de boa vontade pelo destino da Nação. Muitos foram os que discursaram. O Senador Padre Calazans, do alto das escadarias da Catedral da Sé, definia o verdadeiro propósito da Marcha: “Hoje é o dia de São José, padroeiro da família, o nosso padroeiro. Fidel Castro é o padroeiro de Brizola. É o padroeiro de Jango. É o padroeiro dos comunistas. Nós somos o povo. Não somos do comício da Guanabara, estipendiado pela corrupção. Aqui estão mais de 500 mil pessoas para dizer ao presidente da Republica que o Brasil quer a democracia, e não o tiranismo vermelho. Vivemos a hora altamente ecumênica da Constituição. E aqui está a resposta ao plebiscito da Guanabara: Não! Não! Não!”.

    João Goulart fizera sua derradeira escolha: trocara o mandato presidencial pela liderança revolucionária comunista.

    Na noite de 31 de março para 1º de abril, os militares tomaram as ruas. Era a Revolução Redentora, a Contrarrevolução que colocava cobro aos desígnios malevolentes da esquerda. Nossos comunistas, tão ciosos em propalar um pretensioso respaldo militar, puseram-se em fuga feito ratos acovardados buscando asilo em embaixadas. O general Humberto de Alencar Castello Branco assumiu o comando da nação, dando início a um governo digno, preparando as bases do “milagre econômico” e anunciando o desejo de restabelecer prontamente o processo eleitoral no país.

    É verdade que, motivado pelo terrorismo da esquerda clandestina, deu-se o ulterior recrudescimento do regime, marcado pela edição do AI-5. Qualquer governo de exceção é passível de censura, mas qualquer crítica que se possa fazer ao Governo Militar jamais poderá implicar em elogio às motivações de nossos famigerados comunistas. Como bem afirma o Filósofo Olavo de Carvalho, “é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente na existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente” .

    (“A História Oficial de 1964”, sítio www.olavodecarvalho.org).

    Em 2 de abril, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, agora denominada “Marcha da Vitória”, levou às ruas do Rio de Janeiro um milhão de patriotas.

    Por Márcio Luís Chila Freyesleben (Procurador de Justiça, Ministério Público, Minas Gerais)

    Fonte: Brasil acima de tudo

    E agora!... vão pedir a renúncia de Dilma Rousselff também?

    domingo, 1 de abril de 2012


    Cachoeira fazia parte da tropa de choque de Dilma Rousseff

    Gravações da Polícia Federal mostram que o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu a ajuda ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para impedir a convocação do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, para depor numa comissão da Câmara, em maio do ano passado. 

    A Delta cresceu nos últimos anos fazendo negócios com o governo federal e vários Estados e Cachoeira tinha interesse em promover negócios da construtora com o governo de Goiás, de acordo com a investigação da PF Fonte: Folha.com

    Para quem não se lembra, Cavendish era o dono do helicóptero que caiu e no qual a nora do governador do Rio de Janeiro perdeu a vida. É o dono da construtora Delta, que tem diversos contratos sem licitação com o governo do Rio de Janeiro.

    Cavendish já teve sua prisão decretada por tráfico de influência junto ao governo federal. 

    Em 09/05/2011, a revista Veja publicou em sua edição online:

    Amigos, os partidos de oposição no Senado — PSDB, DEM e PPS — querem convocar o empresário Fernando Cavendish para depor, depois que reportagem publicada na edição desta semana de VEJA mostra seu envolvimento em suposto caso de tráfico de influência junto ao governo por meio do ex-ministro José Dirceu.

    “Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo”, diz Cavendish na reportagem, que tem o título de “O segredo do sucesso”.

    Um problema: a convocação depende do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

    Cavendish nunca foi convocado a depor. Tinha a proteção de altas autoridades do governo e da oposição.

    Precisamos urgentemente acabar com a corrupção no Brasil e promover uma revolução ética e moral.