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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

QUANDO CHEGARÁ NO CHEFÃO ?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cúpula da Organização Criminosa da Lava Jato já planeja como redividir o mercado de empreiteiras punidas



Edição do  www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Enquanto não chega o tão aguardado "juízo semifinal" para os políticos corruptos que serão indiciados em processos da Lava Jato, a organização criminosa que comanda o Governo do Crime Organizado no Brasil, que poderia ser batizada de "Cartel Tupiniquim" já opera um passo à frente nas negociatas. O próximo grande golpe de mestre é a redivisão do espólio fonte de corrupção.

Diante do inevitável derretimento das maiores empreiteiras, nos bastidores de negócios, já se estuda quem vai herdar os negócios delas. Um próspero grupo empresarial ligadíssimo ao "chefão" já alimenta o plano entrar no ramo lucrativo da construção pesada incorporando, na bacia das almas, quem acabar lavado pelo jato da Justiça. Tem gente graúda prometendo milhões de bois para entrar nessa briga. Os empresários sob risco de abatedouro que se cuidem. A ideia-força dos corruptos é: Juntos Bandidos Sobrevivem.

Por causa dessa disputa nos bastidores do mafioso capimunismo tupiniquim, teve bandido graúdo comemorando ontem as denúncias do Ministério Público Federal contra 35 pessoas acusadas do mega esquema de corrupção na Petrobras - que tem chance de ocorrer em outras "estatais de economia mista". O MPF atingiu nove pessoas ligadas à OAS, nove à Camargo Corrêa e UTC, que foram somados; 16 à Mendes Junior e à GDF, esta última do doleiro Youssef; sete à Galvão Engenharia; e nove à Engevix. A grande incógnita, depois do escândalo, é: qual dessas poderosas empresas conseguirá sobreviver à devassa judicial?

O "Cartel Tupiniquim" já trata de desvendar este enigma, antecipando futuras fusões e incorporações de empresas. O lema deles é: "O Brasil não pode parar!". A sobrevivência dos denunciados, a maioria com provas robustas de "colaborações premiadas", não será fácil. O valor envolvido na lavagem de dinheiro alcança R$ 74,149 milhões, em 105 casos do crime. Foram identificados ainda 154 atos de corrupção. O MPF calcula que os crimes de corrupção envolvem R$ 286 milhões. Espera-se o ressarcimento de pelo menos R$ 1 bilhão desviados apenas em contratos com a Petrobras.

A Força-Tarefa do MPF, coordenada pelo procurador federal Deltan Dallagnol concluiu que eram pagas propinas para “maximizar lucros”, e “havia quatro meios de a corrupção acontecer”: por contratos diretamente negociados; por negociação de aditivos; por aceleração da licitação; e pela manutenção dos aditivos. Os investigadores verificaram que a intermediação era feita por empresas de fachadas, com pagamentos legais por serviços que nunca existiram. As empresas eram: MO Consultoria, Empreiteira Rigidez, RCI e GFD Investimentos.

Deltan Dallagnol advertiu que a complexa missão de identificar e punir os tentáculos da organização criminosa está apenas começando: "Trata-se de um imenso esquema de corrupção no qual eram pagas propinas que variavam de 1 a 5% do valor de cada contrato bilionário com a Petrobras, envolvendo empresas corruptoras e funcionários corruptos. O esquema de lavagem de dinheiro aconteceu entre 2004 a 2012, mas que continuou até 2014. É um imenso esquema de corrupção. O trabalho não para aqui".


O problema é que os bandidos também raciocinam com a continuidade. Eles projetam novos lucros, no melhor pragmatismo cínico de um sindicalismo de resultados ou de uma cartada estratégica de mafiosos. Eles sabem que agora a casa caiu. Mas já sabem que será um negócio maravilhoso remontar as empreiteiras para refazer o castelo de corrupção. O governo do crime organizado e suas facções criminosas costumam operar passos adiante do Judiciário. Bandidos têm dinheiro de sobra para financiar advogados de primeira linha que os defenderão, em recursos infindáveis permitidos pelo permissivo código de processo penal brasileiro.

No submundo, a regra é: Ladrão confiável tem nome político a zelar. O chefão só precisa tomar cuidado porque os serviços de inteligência norte-americanos acompanham, com uma lupa, todos os seus movimentos. Desde as saidinhas com a velha amante até as viagens de familiares e laranjas para lavar dinheiro na compra e venda de diamantes africanos, bem como as jogadas que as maiores empresas ligadas ao "Cartel Tupiniquim" promovem para crescer, usando o dinheiro que lavado de tantos assaltos aos cofres públicos.

O rato sem asas sonha em novo voo até o topo. A Águia adverte que não vai deixá-lo chegar onde deseja. A batalha promete ser sangrenta.  

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