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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NO CENTRO DO FURACÃO O BRASILEIRO.

O desastre da política fiscal

 brasileira

TAMANHO DA FONTE: A-A+
Nos primeiros seis anos de governo, Lula manteve boa parte da política macroeconômica herdada de FHC. Em relação à política fiscal, persistiu na geração de superávits primários elevados, compatíveis com a redução da relação dívida/PIB. Em 2005, o ex-ministro Antônio Palocci chegou a apresentar uma proposta que objetivava a obtenção do déficit nominal zero alguns anos à frente. Naquela data, a proposta foi bombardeada pela então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que a rotulou de “rudimentar” e completou com a famosa frase: “gasto corrente é vida”.
Alguns anos mais tarde, mais precisamente em outubro de 2008, quando explodiu a crise financeira internacional com a quebra do Lehman Brothers, o déficit nominal acumulado nos últimos 12 meses havia atingido 1,4%, o menor patamar da série histórica. Estávamos de fato a um passo de zerar o déficit nominal. O que isso teria significado? De acordo com nossos cálculos, caso o superávit primário tivesse sido mantido em 3,5% do PIB, estaríamos zerando o déficit nominal até 2020 (excluindo os efeitos cambiais). Se, além disso, não tivéssemos emitido títulos para capitalizar o BNDES e outros bancos públicos, poderíamos estar mirando uma dívida bruta (no conceito brasileiro e não do FMI) de 35% do PIB em 2020, ao passo que estamos caminhando para 65% do PIB, supondo, de maneira otimista, que as capitalizações dos bancos públicos sejam decrescentes, tendendo a zero até 2020. Fica então evidente a diferença da trajetória de endividamento que a política fiscal é capaz de gerar em um período de apenas 12 anos (2008-2020).
Os críticos da ortodoxia fiscal dirão certamente que essa política fiscal alternativa iria gerar uma recessão sem precedentes, sacrificando o bem-estar do trabalhador brasileiro. Será mesmo? O exercício contrafactual é sempre difícil, porém, é lícito supor que uma trajetória de endividamento cadente como a delineada acima iria reduzir consideravelmente o prêmio de risco da dívida pública do país. Com isso, o Tesouro teria mais facilidade para colocar os títulos e a taxa de juro poderia ser substancialmente menor. Com juros mais baixos, o setor público permitiria o “crowding in” do setor privado, ou seja, maior crescimento do setor privado compensando a redução dos gastos públicos. Com o passar do tempo, dado o menor pagamento de juros sobre a dívida pública, seria possível até cortar a carga tributária, mantendo-se o mesmo resultado nominal.
Mas e a inflação? Não teríamos que combater a inflação aumentando a Selic como estamos fazendo agora? Não necessariamente. Grande parte do problema da inflação no Brasil vem do fato de que a curva de oferta é excessivamente inelástica. Há escassez de fatores de produção importantes como mão de obra especializada, infraestrutura adequada, insumos a preços competitivos, tecnologia importada a custo baixo, energia barata, para citar alguns. Uma taxa de juros substancialmente mais baixa resolve parte desses problemas porque permite equacionar estruturas de financiamento de longo prazo para se investir em infraestrutura. Isso, conjugado com 2  abertura comercial e atração de capitais estrangeiros, ampliaria os investimentos e melhoraria a oferta de insumos e tecnologia importados, facilitando a integração do Brasil às cadeias de produção internacionais. Por fim, boas políticas microeconômicas de caráter horizontal e a melhoria do ambiente regulatório poderiam completar a tarefa de tornar a curva de oferta agregada mais elástica.
Os críticos, no entanto, ainda podem argumentar que a atração de capitais externos tornaria o câmbio muito valorizado, o que, conjugado com a abertura comercial, seria um golpe de morte na indústria nacional. Esse argumento, contudo, não procede. A tendência a um câmbio mais apreciado ocorreu entre 2008 e 2011, porque a taxa de juros era muito mais alta do que a taxa internacional e o risco de solvência fiscal ainda era muito baixo, o que gerou uma atração de capitais especulativos. Com uma política fiscal mais ortodoxa, as taxas de juros seriam cada vez menores, atraindo menos capital especulativo, ao passo que a integração da cadeia produtiva ao mercado externo e a abertura ao capital estrangeiro atrairiam capital produtivo. O efeito líquido na conta de capitais é incerto, mas a qualidade do passivo externo melhoraria e este seria mais bem aproveitado pelo país, que o usaria para aumentar a capacidade produtiva.
O resultado final de uma política fiscal mais austera seria então um país com dívida pública cadente, taxas de juros menores, maior crescimento econômico e menos inflação. Não é preciso ser muito imaginativo para vislumbrar esse cenário. O Chile, aqui perto, é um exemplo de país que fez esse caminho. No entanto, o que temos hoje? Dívida bruta crescendo, taxas de juros em elevação, estagnação dos investimentos, inflação ascendente e, para coroar, perspectiva de rebaixamento da classificação de risco soberano. Esse é o resultado da brilhante decisão que tomamos lá atrás, quando se concluiu que “gasto corrente é vida”.
Fernando Rocha é sócio da JGP Gestão de Recursos
Artigo publicado no jornal Valor Econômico – 07/11/2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

BRASIL = URSS, AJUDANDO OS CAMARADAS

Líder do PSDB pede a Janot investigação sobre contratos do BNDES com Cuba e Angola

Por Renata Agostini, na Folha:

O líder do PSDB no senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), protocolou nesta segunda-feira (4) uma representação para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apure se houve ilegalidade por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ao não permitir acesso aos contratos firmados entre o BNDES e os governos de Cuba e Angola. A representação foi motivada por reportagem da Folha que revelou, em abril, a decisão do ministro Fernando Pimentel, titular da pasta, de classificar como secretos os documentos sobre os empréstimos às duas nações, o que não ocorreu com contratos de outros 13 países beneficiados por financiamentos do banco estatal.
Na ocasião, o governo alegou que os contratos com Cuba e Angola continham informações “estratégicas” e eram “cobertos por sigilo comercial”. Apenas em 2012, o BNDES desembolsou US$ 875 milhões para os dois países. Segundo a representação, é preciso apurar se houve conflito com os princípios constitucionais de publicidade e transparência no uso de recursos públicos. A reportagem da Folha tentou obter os contratos de financiamento por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve seu pedido negado, já que os documentos foram classificados como secretos.
O senador pede à Procuradoria-geral da República a “imediata abertura de procedimento administrativo” para apurar a conduta do ministro Fernando Pimentel, a instauração de um inquérito administrativo para averiguar “prática de atos de improbidade administrativa”, além da requisição da divulgação pública dos termos dos financiamentos feitos a Cuba e Angola.O requerimento sugere ainda o oferecimento de denúncia criminal em face de Fernando Pimentel “se for o caso”.
Por Reinaldo Azevedo

Fonte:https://www.facebook.com/

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A INDICAÇÃO POLÍTICA DÁ NISSO...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Barroso e Toffoli usam entrevistas a O Globo para pregar reforma política ao estilo da Nova Ordem



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se o cargo vitalício no Supremo Tribunal Federal lhe permitisse outro emprego, o ministro José Dias Toffoli, certamente, seria convidado para atuar no humorístico Zorra Total, depois de sua entrevista a O Globo, pregando que doações de empresas em eleições são quase extorsão. Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci e José Dirceu, ex-companheiros petistas de Toffoli, correm o risco de morrer de tanto rir pela declaração do comandante jurídico da eleição de 2014 como futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que defendeu, também, a limitação de gastos com cabos eleitorais.

Foi tocante o discurso moralista de Toffoli, bem ao estilo do petista antes de assumir qualquer poder, publicado hoje em página inteira de O Globo: “Eu penso que o grande resultado dessas próximas eleições vai ser a leitura de um reflexo dessas manifestações, dessas frustrações que hoje a sociedade demonstra através de protestos públicos. Se aumentar o número de votos nulos, se aumentar o número de candidaturas ditas de protesto, isso vai se traduzir numa autoreflexão que a classe política terá de fazer”.

Ontem, o jornal da família Marinho abriu espaço para outra manifestação “suprema”. Foi do ex-advogado deles, Luis Roberto Barroso, há três meses ministro do STF. Ao contrário de Toffoli, que choveu no molhado, Barroso pontuou várias posições. Algumas que valem de reflexão para toda a sociedade brasileira no comportamento político civilizado. Outras, bem pessoais, demarcando posições que lhe trarão a oposição da Igreja católica, como o “direito das mulheres ao aborto, uniões homoafetivas, anencefalia, pesquisas com células-tronco embrionárias” – causas em que atuou antes de virar semideus no STF. Aliás, Barroso, que também advogou em favor do ex-terrorista italiano Cesare Battisti, também deixou clara a visão, majoritária na corte suprema, de que o STF “deve ser imune às paixões da opinião pública”.

Barroso reafirmou uma proposta bem cabível para colaborar no combate ao Governo do Crime Organizado no Brasil. O ministro sugeriu a criação, em Brasília, de duas varas federais de primeiro grau especializadas, uma em matéria criminal e outra em matéria de improbidade. Estas duas varas concentrariam as ações contra todas as autoridades que hoje têm foro privilegiado no Supremo. Acertadamente, Barroso pregou uma drástica redução no foro por prerrogativa de função, por não ser muito republicano e tratar desigualmente as pessoas. Também lembrou que o STF, corte eminentemente constitucional, “não é um tribunal preparado para conduzir processos em primeiro grau, ouvindo testemunhas, produzindo perícias, fazendo interrogatório”.

Em seu raciocínio moral, Barroso deu outro sugestão importante, para que o Brasil não descambe para o radicalismo e a barbarie: “Uma coisa que nós precisamos fazer no Brasil no debate público em geral, é trabalhar sob duas premissas civilizatórias importantes. A primeira: quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro na construção de um mundo plural. Vinicius de Morais diz “bastar-se a si mesmo é a maior solidão” e eu acho isso também. A segunda coisa: a divergência deve focar no argumento, e não na pessoa”.

Ao defender a política como um gênero de primeira necessidade, Barroso fez uma pregação pouco parecida com a de Toffoli (o que sugere uma tática de pensamento consensual apresentada midiaticamente pelo STF para a opinião pública): “Quando as manifestações começaram, em junho, ainda na sua fase pacífica, que eu acho que foram muito importantes para o Brasil, despertaram o país de uma certa letargia. E achei que as manifestações fossem empurrar a agenda da reforma política. Voltamos a uma posição de imobilismo nesta matéria”. E o ministro acrescentou: “Quando as pessoas falam que há no Brasil excesso de judicialização, eu não acho. Acho que estamos com escassez de boa política. Portanto a gente precisa de uma reforma política. Chegamos a um impasse de novo”.

Barroso indicou três “coisas mínimas” para a reforma política: “Primeiro, baratear o custo das eleições. Boa parte da corrupção está associada ao financiamento eleitoral e está havendo um processo ruim em que o mundo ilícito começa a fazer parcerias frequentes com o mundo formal. O segundo capítulo do problema brasileiro é a necessidade de negociar a cada votação importante no Congresso com a moeda de troca que vai do loteamento de cargos ao fisiologismo. Em terceiro lugar, é preciso dar o mínimo de autenticidade programática partidária ao país. É preciso restabelecer a dignidade da política, e o sistema partidário brasileiro faz com que ele se torne uma espécie de balcão de negócios, o que é muito ruim, evidentemente”.

Ao reclamar que “o modo truculento como se faz política no Brasil afasta do debate ideias como patriotismo, compromissos com o País”, Barroso fez uma ressalva fundamental (e que devia servir de motivação positiva para os segmentos esclarecidos): “Existe muita gente boa no país. E é preciso ter em conta que os políticos não são recrutados em um universo diferente daquele em que são recrutados os juízes, os professores universitários, os militares. Nós todos somos recrutados na sociedade brasileira. Somos produtos de um mesmo ambiente e da mesma cultura”.

Barroso ressalvou que o processo civilizatório existe para reprimir o que as pessoas têm de ruim e potencializar o que elas têm de bom: “Todas as pessoas têm em si coisas boas e coisas ruins. A civilização consiste em você reprimir o que é ruim e valorizar o que é bom. O sistema eleitoral e partidário no Brasil faz exatamente o contrário. Ele reprime o que é bom e potencializa o que é ruim. O problema não é das pessoas, é de um modelo no qual as pessoas se inserem e acabam sendo enredadas por ele”.

Ao comentar o caso Battisti, para quem advogou no STF sobre os princípios da Anistia, Barroso fez um comentário que chama a atenção para o infindável conflito ideológico entre a esquerda e os militares que participaram do modelo pós-1964. Barroso filosofou, indiretamente, sobre essa guerra assimétrica: “Na vida existem missões de paz e missões de justiça. As duas são legítimas. Quem tem competência política, o poder político é que escolhe quando a missão deve ser de paz e quando deve ser de justiça. É meio enigmático, mas é o que eu acho”.

Rindo da pergunta feita pelo entrevistador de O Globo (o sr. diria que em 1979 foi o momento de fazer a paz e que em 2013 é hora de fazer justiça?), Barroso arriscou um comentário: “Diria que essa não é uma questão nem doutrinariamente fácil, nem politicamente fácil. E envolve escolhas trágicas.Qualquer opção que você faça tem custo alto. Não é possível decidir essa questão de maneira juridicamente fácil e moralmente barata”. Insatisfeito com a resposta, a reportagem insistiu com a pergunta ideológica: “Esquecendo a questão jurídica, o sr. acredita que o país já acertou as contas em relação às atrocidades cometidas durante a ditadura, ou ainda há um esqueleto no armário?”. Barroso escapou pela tangente: “Considero esse assunto tão importante que não gostaria de improvisar sobre ele. Gostaria de falar de forma mais elaborada. Se a questão voltar, eu vou fazer”.

Das declarações de Barroso e de Toffoli, ambas veiculadas exclusivamente por O Globo, fica no ar a tática de ministros do STF virem a público para tentar acalmar os ânimos na véspera da campanha eleitoral, que, apesar da falta de oposição concreta ao governo petista-peemedebista, promete ser uma das mais truculentas e radicais dos últimos anos, com alto risco de gerar fraturas institucionais

A CULPA É DO LEGISLADOR QUE CRIOU O ECA

A coluna pagará o salário de Champinha se o procurador que quer libertá-lo aceitar como motorista o carrasco de Liana Friedenbach

champinha 2
Champinha tinha 16 anos em novembro de 2003, quando inaugurou a carreira de bandido sem cura com o sequestro de um casal de namorados, vários estupros, sucessivas sessões de tortura e um assassinato a sangue frio, tudo isso em menos de uma semana. Liana Friedenbach também tinha 16 anos quando foi sequestrada em companhia de Felipe Dias Caffé, 19. Ele foi abatido com um tiro na nuca por um dos integrantes da quadrilha liderada pelo delinquente principiante. Ela ficou cinco dias em poder de Champinha, que a estuprou e torturou incontáveis vezes – nos intervalos, obrigava a presa a saciar o apetite sexual dos comparsas – antes de executá-la com 15 facadas.
Passados dez anos, Liana (da mesma forma que Felipe) é apenas uma vida que poderia ter sido e não foi. O destino e os códigos legais foram bem mais gentis com Champinha. “Matei porque deu vontade”, informou ao ser capturado. Nem por isso lhe faltaria a mão amiga de uma Justiça sempre camarada com feras precoces. A legislação que trata de crimes cometidos por menores de idade é tão misericordiosa com menores que matam quanto inclemente com menores que morrem. Só é proibida a identificação dos delinquentes. O rosto e o nome das vítimas podem ser divulgados sem restrições, sem tarjas cobrindo os olhos nas fotos, sem esconder o nome completo por trás de iniciais.
Até que o matador chegasse à maioridade, as narrativas divulgadas pela imprensa sobre o mergulho no inferno de Liana Friedenbach, ilustradas pela fisionomia suave da menina assassinada, não puderam mostrar o brilho homicida do olhar de Champinha, muito menos revelar que nome se escondia por trás daquelas quatro letras: RAAC.  Trata-se de Roberto Aparecido Alves Cardoso, lembrou neste domingo o programa Fantástico, da TV Globo, que exibiu imagens do meliante que, aos 26 anos, é um dos internos do Unidade Experimental de Saúde (UES),  criada pelo governo de São Paulo.
“Existe o menor infrator e existe uma minoria que é irrecuperável”, pondera o advogado Ari Friedenbach, que hoje prossegue na Câmara Municipal de São Paulo a luta para mudar a legislação absurdamente branda com marginais prematuros. “Não seria exagero chamá-lo de besta, no sentido demoníaco da palavra”, afirmou o pai de Liana na conversa com o site de VEJA republicada na seção Entrevista. Dele discordam dirigentes de entidades que tentam libertar Champinha desde que completou o limite de três anos de internação na Fundação Casa, antiga Febem.
Esse atentado à sensatez poderá consumar-se ainda neste mês, avisou a reportagem do Fantástico. Basta que a Justiça considere procedente uma ação civil, protocolada em abril passado por uma ramificação paulista do Ministério Público Federal, que pede a extinção da UES, que mantêm distantes da sociedade alguns maiores de 18 anos que cometeram crimes considerados graves e já superaram o tempo máximo de permanência na Casa, mas continuam com o direito de ir e vir interditado por laudos médicos desfavoráveis. Roberto Aparecido Alves Cardoso é um deles.
“Os jovens deveriam ser tratados em instituições de saúde adequadas, segundo os preceitos que norteiam o tratamento de suas moléstias e não em uma instituição que se encontra num ‘limbo jurídico’”, alega a ação subscrita pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, pelo Conectas Direitos Humanos, pela Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, pelo Instituto de Defesa dos Direitos de Defesa e pelo Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região.
Pedro Antônio de Oliveira Machado, procurador regional dos Direitos do Cidadão, qualifica de “medieval” o tratamento dispensado aos jovens bandidos. Segundo o procurador, a UES não pode ser considerada penitenciária, nem colônia agrícola, industrial ou similar, nem cadeia pública, hospital de custódia e tratamento ou qualquer outra modalidade de estabelecimento penal. “Os jovens ali internados não estão cumprindo pena decorrente de processo crime”, afirma num trecho da ação.
“O local também não pode ser considerado um hospital, porque não possui projeto terapêutico para tratamento dos jovens internos e os prontuários médicos não são acessíveis aos jovens e seus familiares”, prossegue o arrazoado. Embora admita que os reclusos da UES ─ “em caso de necessidade” ─ sejam transferidos para “estabelecimentos inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, como Centros de Atenção Psicossocial III (leitos em internação) e hospitais gerais”, o procurador prefere devolver às ruas Champinha e seus colegas.
“Após o término do período improrrogável de três anos de internação na Fundação Casa, ou ao completar 21 anos, com o esgotamento da competência da Justiça da Infância, deveriam ser postos em liberdade”, argumenta. “Além de estarem sendo responsabilizados duas vezes pela prática do mesmo ato, a internação compulsória na UES se dá por tempo indeterminado, como se perpétua fosse”. Vários exames feitos nos últimos anos concluíram que Champinha continua tão cruel e perigoso quanto se mostrou naquele novembro de 2003. Mas nada disso parece impressionar o primeiro a assinar a ação.
Caso seja libertado, Roberto Aparecido Alves Cardoso poderia prestar serviços a Oliveira Machado como motorista particular. A coluna se dispõe a bancar-lhe o salário. E topa pagar o dobro se o patrão entregar a Champinha a missão de transportar, entre a casa e a escola, as crianças da família.

Notícias de HOJE e de ONTEM na internet...

GTI da Revisão – DOU nº 214 desta segunda-feira (04/11) publica uma (01) PORTARIA RESTABELECENDO ANULAÇÃO DE ANISTIA por conta de liminar concedida pelo STJ a ex-Cabo da FAB (Pré 64) que estava anistiado há mais de 10 anos

*De:* OJSF [mailto:ojsf@ig.com.br] *Enviada em:* segunda-feira, 04 de novembro de 2013 07:11 *Para:* (...); asane@asane.org.br; (...) *Assunto:* DOU 04/11/2013 - GTI da Revisão + Pendências *No DOU nº 214 desta segunda-feira, 04/11/2013, na Seção 1 página 66 publica 01 portaria restabelecendo uma anistia por conta de decisão liminar do STJ.* ** Duas semanas se passaram e o Dr (?) Frederico na CONJUR/MJ não deu retorno. Ainda pendente a publicação da portaria suspendendo a anulação de Luiz Carlos da Costa que tem liminar desde 08/05/2013 e está fora da folha faz mais de 01 ano.... mais »

A INDICAÇÃO POLÍTICA DÁ NISSO...

Carcará Vigilante 1emCarcará Vigilante 1 - Há 5 minutos
segunda-feira, 4 de novembro de 2013 Barroso e Toffoli usam entrevistas a O Globo para pregar reforma política ao estilo da Nova Ordem *Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net* *Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net* Se o cargo vitalício no Supremo Tribunal Federal lhe permitisse outro emprego, o ministro José Dias Toffoli, certamente, seria convidado para atuar no humorístico Zorra Total, depois de sua entrevista a O Globo, pregando que doações de empresas em eleições são quase extorsão. Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci e José Dirceu, ex-companheiros petistas de ... mais »

A CULPA É DO LEGISLADOR QUE CRIOU O ECA

Carcará Vigilante 1emCarcará Vigilante 1 - Há uma hora
A coluna pagará o salário de Champinha se o procurador que quer libertá-lo aceitar como motorista o carrasco de Liana Friedenbach [image: champinha 2] Champinha tinha 16 anos em novembro de 2003, quando inaugurou a carreira de bandido sem cura com o sequestro de um casal de namorados, vários estupros, sucessivas sessões de tortura e um assassinato a sangue frio, tudo isso em menos de uma semana. Liana Friedenbach também tinha 16 anos quando foi sequestrada em companhia de Felipe Dias Caffé, 19. Ele foi abatido com um tiro na nuca por um dos integrantes da quadrilha liderada pelo deli... mais »

UM POVO PRISIONEIRO DOS COMUNISTAS: EM CUBA É PROIBIDO PROSPERAR! QUEM GOSTA MUITO DISSO É LULA, DILMA, O PT E MARINA SILVA.

Aluizio AmorimemBLOG DO ALUIZIO AMORIM - Há 4 horas
*Acima um "moderno"shopping de Camanguey, cidade de mais de 300 mil habitantes; em seguida uma "padaria"no centro de Havana, a capital do país e aqui a versão cubana do McDonald, o denominado "McRico" (rico em espanhol quer dizer gostoso). Reparem a imitação M do logotipo do McDonald. Fotos do site de Veja.* A edição da revista Veja desta semana traz uma reportagem especial sobre o estado de miséria total vivido pelo povo cubano sob a truculenta repressão da polícia política. As fotografias falam por si só. Selecionei algumas para ilustrar este post. E há ainda os idiotas que ... mais »

NICOLÁS MADURO, O TIRANETE DA VENEZUELA, ANUNCIA PLANO PARA IMPEDIR O ACESSO AO TWITTER NO PAÍS.

Aluizio AmorimemBLOG DO ALUIZIO AMORIM - Há 4 horas
A última do caricato tiranete da Venezuela, Nicolás Maduro, é impedir o acesso ao Twitter em todo o país. Segundo reportagem do jornal El Nuevo Herald, Maduro reuniu seu gabinete no último sábado, e decidiu declarar guerra ao Twitter. “Temos que nos tornar independentes e temos que pensar nas modalidades profundas e radicais para nos libertarmos dessas empresas transnacionais (Twitter) que monopolizam as redes sociais”- desabafou o tiranente. Maduro denunciou que sua conta no Twitter foi atacada, bem como de alguns ministros ou suspensas pelo próprio Twitter como parte de um sup... mais »

BRASIL, PAíS DE LADRÕES.

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
Humberto de Luna Freire Filho A grande maioria dos políticos e dirigentes no Brasil são corruptos e ladrões do erário, independente do partido a que estejam filiados. Esvaziam os cofres federais, estaduais e municipais. São os roubos por atacado que a imprensa publica diariamente. Na hora que a fonte oficial secar vai ser dado início ao roubo no varejo, com assalto à propriedade particular por conta das milícias criadas pelo PT e pagas com nossos impostos, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Sem Terra (MST), Black Bloc, todos já em plena fase de treinamento n... mais »

FALIDO.

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
Eike Batista em 10 palavrórios *ATUALIZADO ÀS 17H34* *1. “Minha missão é ajudar o Rio e o Brasil”.* *2. “Criei uma sigla que resume um dos mandamentos para gerir bem uma empresa. É o PPI, ou Projeto à Prova de Idiota. Toda empresa, em algum momento, será comandada por um idiota, nem que seja por pouco tempo. Sabendo disso, nós montamos empresas que possam sobreviver aos idiotas. Meus ativos são à prova de idiotas”.* *3. “Meu destino é lapidar diamantes brutos”.* *4. “Por que só jogador de futebol e dupla sertaneja podem aparecer? Sou empresário transparente, tenho que me mostrar mesm... mais »

Sem título

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
Opinião Reynaldo-BH: No Dia de Finados, os mortos-vivos se reuniram no Planalto. Em alguns momentos ─ raros ─, Dilma Rousseff é assaltada por irresistíveis acessos de sinceridade. Seja quando chama de “queridos” aos que são somente “odiosos” (na visão dela). Ou dá porradas na mesa querendo mostrar que a guerrilheira ainda resiste. Foi assim neste sábado: convocou em pleno feriado uma reunião de ministros para mostrar com quantos paus se faz uma canoa. Ou com quantos PACS se faz uma campanha.

CORRUPÇÃO.

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
Em ligação, suspeito de fraude diz usar escritório de Kassab.Reportagem do 'Fantástico' mostra telefonema em que Ronilson Bezerra afirma que imóvel foi emprestado. Em nota, ex-prefeito nega. Outro envolvido, Luis Alexandre de Magalhães, foi solto na madrugada desta segunda-feira - [image: Suspeito de participar em esquema de fraude no ISS na gestão do prefeito Gilberto Kassab (2009-2012), Luis Alexandre de Magalhães deixa delegacia em São Paulo] - [image: Um Porsche estava entre os carros apreendidos nas residências de agentes ligados à subsecretaria da Receita da gest... mais »

O BRASIL E O FUTURO.

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
*Carlos Chagas* Sem dúvidas, cada um à sua maneira, estão se mostrando os candidatos presidenciais às eleições do próximo ano. Aécio Neves e Marina Silva por exemplo, através de artigos semanais na imprensa, entrevistas e pronunciamentos. Eduardo Campos prefere inaugurações em Pernambuco e conversas com empresários, em São Paulo. José Serra opta por visitas a municípios do interior de São Paulo e encontros com parlamentares tucanos, em Brasília. A todos a imprensa escrita dá cobertura, apesar do pouco caso das emissoras de rádio e televisão, mais preocupadas em captar audiência ... mais »

ASSASSINADOS.

Blog do Betoemblog do beto - Há 7 horas
França diz que jornalistas foram ‘friamente assassinados’ no Mali. *O Globo* Dois jornalistas franceses foram “friamente assassinados” por “terroristas” no Mali, segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. Enviados especiais da Radio France International (RFI), Claude Verlon e Ghislaine Dupont (foto abaixo) foram sequestrados depois de entrevistar um membro do grupo separatista tuaregue Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), que luta pela autonomia da região Norte do país africano. Seus corpos foram encontrados por uma patrulha francesa a 12 quilô... mais »

No DOU nº 213 desta sexta-feira (01/11) nenhuma publicação relativa ao GTI REVISOR – Leia outras Notícias do Dia e sobre Pendências

*De:* "OJSF" [mailto:ojsf@ig.com.br] *Enviada em:* sexta-feira, 01 de novembro de 2013 12:07 *Para:* (...); asane@asane.org.br; (...) *Assunto:* DOU 01/11/2013 - GTI da Revisão & Pendências *No DOU nº 212 desta quarta-feira, 31-10-2013, Seções 1, 2 e 3 nenhuma publicação relativa ao GTI Revisor.* *No DOU nº 213 desta sexta-feira, 01-11-2013, Seções 1, 2 e 3 nenhuma publicação relativa ao GTI Revisor.* * Há quem teve o *nome publicado* no DOU mas a *Intimação* para a defesa *nunca chegou pelo correio*. *... mais »

ADNAM Informa...

----- Original Message ----- *From:* adnam.1983@ig.com.br *Subject:* ADNAM informa - A reunião de OUT/2013 será realizada nesta segunda-feira 04/11 às 15;00 horas. A luta para colocar em pauta o julgamento da ADPF-158 continua. Atenciosamente, *ADNAM - Associação Democrática Nacionalista de Militares* * Océlio G. Ferreira* *Ex-Cabo da FAB – Vítima da Portaria 1.104GM3/64 Diretor Tesoureiro-Adjunto da ADNAM* E-mail *ocelio.g@ig.com.br * [image: gvlima15_jpg] Postado por *Gilvan VANDERLEI* Ex-Cabo da FAB – Vítima da Portaria 1.104GM3/64 E-mail gvlima@terra.com.br *ADNAM (Sede)* ... mais »

Barroso e Toffoli usam entrevistas a O Globo para pregar reforma política ao estilo da Nova Ordem

Jorge SerrãoemAlerta Total - Há 11 horas
*Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net* *Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net* Se o cargo vitalício no Supremo Tribunal Federal lhe permitisse outro emprego, o ministro José Dias Toffoli, certamente, seria convidado para atuar no humorístico Zorra Total, depois de sua entrevista a O Globo, pregando que doações de empresas em eleições são quase extorsão. Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci e José Dirceu, ex-companheiros petistas de Toffoli, correm o risco de morrer de tanto rir pela declaração do comandante jurídico da eleição de 2014 como futuro presidente do Tri... mais »

Ilustra

Rafael CorrêaemBlog do Rafael - Há 12 horas

ASSASSINATOS.

Blog do Betoemblog do beto - Há 14 horas
País teve 50 000 assassinatos em 2012, pior marca em quatro anos. *Veja* Se os números da economia formal brasileira mostram sinais de desaceleração, o submundo do crime permanece pujante. É o que mostram os dados da criminalidade enviados pelas Secretarias de Segurança das 27 unidades da federação para o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No ano passado, o número de homicídios no país cresceu 7,6% em relação a 2011 e atingiu a pior marca desde 2008. Foram 50.108 assassinatos em 2012, incluindo homicídios dolosos (47.136), latrocínios ou assaltos seg... mais »

CUBA... A ILHA DA FANTASIA DOS COMUNISTAS...

Carcará Vigilante 1emCarcará Vigilante 1 - Há 20 horas
Por Francisco Vianna (com base em matéria da Revista VEJA) Domingo, 03 Nov 2013 A revista VEJA mandou seu pessoal para passar oito dias nas cidades de Havana, a capital de Cuba, e de Camaguey, uma cidade com 320 mil habitantes, onde pode avaliar se houve ou não as mudanças anunciadas pela propaganda do regime ao longo do últimos sete anos. Em Havana, os rapazes da VEJA, ao sair de um hotel qualquer destinado apenas a turistas, onde só apaniguados podem trabalhar e nenhum nativo pode sequer pensar em se hospedar, eram cercados por agentes a lhes oferecer charutos e "chicas", ou seja, ... mais »

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO.

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- 4 DE NOVEMBRO DE 2013 NOVO SENADOR FIGURA EM 519 AÇÕES NA JUSTIÇA. Cassado em 2009 por abuso de poder político, o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB), que deve assumir a vaga de Vicentinho Alves (SDD-TO) no Senado, figura em impressionantes 519 processos, nas diversas esferas do Judiciário, do Supremo Tribunal Federal ao Tribunal de Justiça. Só no TRE-TO, por exemplo, está em 303 processos, e outras 108 ações no Tribunal Superior Eleitoral. - BUONA GENTE… Em um dos processos no STF, Miranda é acusado pelo Ministério Público Federal... mais »

PETROBRAS, LIQUI(DANDO)

Carcará Vigilante 1emCarcará Vigilante 1 - Há 22 horas
DOMINGO, 3 DE NOVEMBRO DE 2013 Petrobras torra 38 empresas no exterior para poder bancar pré-sal. Em 10 anos, PT arrebentou caixa da empresa. Sob comando direto da presidente Graça Foster, a Petrobrás tem reduzido sua atuação na área internacional e fechado representações no exterior. Em Portugal, Austrália, Irã, Nova Zelândia, Turquia e Líbia as atividades estão sendo encerradas. Todas as seis representações da companhia na África passarão ao guarda-chuva de uma joint venture criada junto com o BTG, deixando o balanço da estatal mais leve. Quando Graça assumiu em 2012, a Petrobrás... mais » 
 
 
 

domingo, 3 de novembro de 2013

CUBA... A ILHA DA FANTASIA DOS COMUNISTAS...

Por Francisco Vianna (com base em matéria da Revista VEJA) Domingo, 03 Nov 2013
A revista VEJA mandou seu pessoal para passar oito dias nas cidades de Havana, a capital de Cuba, e de Camaguey, uma cidade com 320 mil habitantes, onde pode avaliar se houve ou não as mudanças anunciadas pela propaganda do regime ao longo do últimos sete anos.
Em Havana, os rapazes da VEJA, ao sair de um hotel qualquer destinado apenas a turistas, onde só apaniguados podem trabalhar e nenhum nativo pode sequer pensar em se hospedar, eram cercados por agentes a lhes oferecer charutos e "chicas", ou seja, prostitutas. Não aceitar a ambos já angaria ao hóspede a 'má vontade' dos empregados.
Já com as moças e senhoras da comitiva da revista, a abordagem é mais delicada, como por exemplo a oferta de algo para beber.
No centro da cidade, com seus edifícios em ruínas, aumenta a variedade dos produtos ofertados aos turistas, tais como a maconha e a cocaína, entre outros.
Dentro das bodegas, as lojinhas do estado nas quais os cubanos compram os poucos alimentos subsidiados disponíveis, não é difícil que o atendende, funcionário público, venha com uma proposta de "fazer um passeio pela Cuba real", em troca de uns poucos dólares, mesmo se arriscando a perder o emprego e a ser preso por mostrar aos estrangeiros a triste realidade do fracasso econômico do país que caracteriza todo e qualquer regime socialista.
Nessas bodegas os nativos compram o que podem para poder comer mal e se manterem vivos sabe-se lá como. O pouco que compram – por exemplo, o feijão só é permitido pelo estado ser comprado na quantidade que dê para duas pessoas por mês e o total de grãos disso mal enchem duas xícaras de chá – para cada família cubana é anotado num cartão de racionamento, norma que vigora a já 51 anos e cada vez piora mais.
Indo para Camaguey -- a terceira cidade mais populosa de Cuba -- o que o pessoal da revista constatou é que o assédio ao turista é da mesma forma intenso, mas o que salta aos olhos é o número de casas residenciais à venda. Em todos os quarteirões, há quase uma dezena delas sendo oferecidas quase de graça em relação aos preços em vigor em qualquer país da América latina.
"Vender as casas e com o dinheiro comprar passagens para saír de Cuba com a família", é a primeira intenção dos proprietários. A segunda é simplesmente a de adquirir um bom estoque de alimentos.
Desde 2006, depois que o provecto ditador Fidel Castro passou o comando da ilha-cárcere para o irmão mais novo Raul Castro, o governo se pôs a anunciar que iria fazer uma série de reformas no regime, com a finalidade de "modernizar o socialismo cubano".
A ilha caribenha, após a derrubada do ditador Fulgêncio Batista e com os irmãos Castros se declarando comunistas, passou a ser sustentada pela antiga União Soviética. Todavia, quando em 1989 caiu o muro de Berlim e a União Soviética desmoronou juntamente com os regimes socialistass do Leste Europeu, no início da década de 90, Cuba se viu privada das remessas de tudo, principalmente após a chamada "crise dos mísseis".
De lá para cá, somente restam no mundo dois países com esse sistema político e econômico: Cuba e Coreia do Norte. Com o embargo econômico a Cuba, os EUA têm mantido Cuba como uma "vitrine daquilo em que um país não deve se tornar".
Luíz Inácio Lula da Silva, quando retornou de Cuba, disse que Cuba era realmente paupérrima e as pessoas não tinham sequer comida suficente para comer, mas que "ao povo cubano sobrava dignidade", como se houvesse qualquer tipo de dignidade na miséria e na submissão.
Ao propagandear as tais "reformas", Havana passou ao povo a impressão de estava preparando o país para uma transição gradual a um modelo parecido com o da China ou do Vietnã, que adotaram a economia de mercado, abriram as portas para as fábricas capitalistas do mundo livre e, apenas se mantiveram como ditadura, mais em função da baixíssima qualidade de sua cidadania do que por qualquer outro motivo. Ledo e doloroso engano.
Apesar da ajuda de governos de esquerda e simpáticos à ditadura dos Castros enviarem considerável ajuda em dinheiro, combustíveis e obras de infraestrutura, como é o caso da Venezuela, da China, do Canadá e do Brasil, a vida dos cubanos tem se tornado progressivamente mais difícil.
O Estado controla, cada vez mais, as princpais atividades de sua gente através do poder militar que mantém o regime. O estado policial se dedica a uma perseguição política inplacável a quem quer que ouse discordar da ideologia oficial do regime ou resista em não se amoldar a ele. Pode-se dizer que o que mudou, em Cuba, foi apenas a natureza da opressão, que, se antes era realizada com base em alguma lei, hoje ela ocorre de modo clandestino, com o regime acionando milícias relativamente bem remuneradas para reprimir opositores.
O resultado trágico disso tudo é que as pessoas do povo continuam impedidas de progredir de qualquer forma, por mais que trabalhem. Para o regime socialista cubano, progredir significa acumular riqueza e propriedade e isso contradiz a essência dessa ideologia do fracasso e da miséria e que sempre será defendida pelos seus próceres do politiburo de Havana, a restrita burguesia a viver um pouco mais confortavelmente a custa da escravização do povo insular. Em grande parte, as reformas fracassaram justamente por isso.
Após da sedimentação da revolução de 1959, o regime estatizou a grande maioria das propriedades privadas rurais agropecuárias, e cinco anos depois, apenas 29% delas, todas pequenas propriedades, ainda permaneciam em mãos de proprietários privados. Os fazendeiros que respondiam por 96% da produção agropecuária perderam não apenas a propriedade de suas terras mas também todo o seu maquinário (tratores, plantadeiras, colheitadeiras, etc.) além dos seus insumos, que lhes foi confiscado pela ditadura e mais especificamente pelos militares.
A administração centralizada estatal foi, como sempre tem sido, um fiasco total. Em menos de uma década, Cuba passou a ter que importar quase todos os tipos de alimentos.
Em 2008, o estado cubano prometeu ceder terras estatais para usufruto de pequenos proprietários. Os pequenos se viram acuados e forçados a apenas uma produção de subsistência, proibidos que foram de abater o gado ou de produzir queijo e o leite só pode ser vendido ao estado. O governo paga 1,16 pesos cubanos pelo litro e o revende por 60 pesos cubanos nas lojas administradas pelo Exército.
O capitalismo de estado é, pois, muito mais selvagem, como se vê, do que o capitalismo privado na época da Revolução Industrial na Europa, contra o qual se insurgiram Carl Marx, Engels e a maioria dos filosofos alemães.
Em Camaguey, estado com o mesmo nome da cidade, e rurícola por excelência, quase todas as terras estão hoje cobertas por mato marabu, uma planta forrageira que não serve de nada, que se espalha como praga tornando o solo impraticável à agricultura.
Raúl anunciou, come se fosse uma "reforma", que os agricultores poderiam explorar terras estatais improdutivas, desde que apresentassem "resultados satisfatórios" em apenas dois anos.
Impedidos de vender sua produção a preço justo já há décadas, nenhum deles jamais conseguiu se capitalizar o suficiente para investir na produção de seu rincão usado por concessão do estado.
Até mesmo quando, por uma falha qualquer da planificação socialista centralizada e levada a cabo por burocratas do PCC (Partido Comunista Cubano), alguém consegue usar a tal "reforma" e prosperar minimamente, a reação estatal é imediata. Foi o que ocorreu recentemente com as duas normas do governo permitindo maior liberdade para viajar e para abrir pequenos negócios.
No ano passado, Havana acabou com a exigência da "permissão de saída", e, com isso abriu caminho para a fuga em massa para o exterior, principalmente para Havana. Nesse mesmo ano, 182 mil cubanos – ou algo em torno de 1,6% da população cubana deixou o país. Para impedir um êxodo ainda maior, os países passaram a barrar a viagem utilizando um obstáculo praticamente intransponível para o cubano: a obrigação de pagar pelas vistas e a comprovação de saldo em conta bancária mínimo para permitir a entrada livre do cubano no país.
Com excessão dos EUA, todos os demais países recorreram a esse "freio" para impedir a livre entrada de "turistas" cubanos em seus territórios. Para vir ao Brasil, por exemplo, um cubano sem convite (e "autofinanciado", no linguajar do consulado brasileiro em Havana) tem que comprovar um saldo mínimo de 100 dólares no extrato de sua conta-corrente para cada dia de estada no país. A exigência faz com que o viajante em potencial tenha que ter em conta corrente pelo menos cinco vezes o valor de um "bom salário mensal" ganho na ilha.
Tal reforma, que permitiu trabalho fora da folha de pagamento do governo – que desde a revolução era o único empregador da ilha – foi também extremamente fugaz. Assim que a nova regra foi anunciada, os pequenos empreendedores, chamado no jargão local de "cuentapropistas" (ou seja, que "trabajan por cuenta propia"), se cotizaram, voaram para os Estados Unidos, o Panamá, e o Equador e retornaram de lá com as malas repletas de roupas coloridas, chinelos e sapatos entre outros artigos de primeira necessidade inexistentes na ilha-cárcere dos Castros.
Surgiram então milhares de butiques improvisadas em diversas cidades que, em conjunto, passaram a representar uma concorrência imbatível para as lojas estatais. "A mercadoria vendida pelo governo, desatualizadas e de pouca variedade, custavam o dobro das vendidas nessas butiques", conta um vendedor ambulante do centro de Havana.
Mesmo tendo que pagar por uma licença para vender roupas, ele e outros vendedores foram expulsos das ruas pelas milícias governamentais em setembro último. Nesse mês, a Gazeta Oficial publicou um decreto proibindo a venda de roupas importadas pelas pessoas e o negócio se transdormou, de novo, num monopólio do estado comunista.
O mesmo ocorreu com as mais de 200 profissões liberadas, onde a chance de alguma prosperidade, por menor que seja, passou a ser uma meta inalcançável. Carreiras, tipicamente de classe média, não fazem parte dessa lista de 200 e, assim, médicos, jornalistas, advogados, engenheiros e outros continuam proibidos de abrir escritório ou consultório.
Um médico ganha do governo não mais do que 50 dólares por mês, ou cerca de 120 reais. Poucomais do que um gari. Quando vêm para o Brasil, pelo "programa Mais Médicos", mesmo o grosso dos dez mil pagos por Dilma fique com o ditador de Cuba, os mil e poucos que ficam na mão do médico é ainda mais de dez vezes o que ganham na ilha.
Todo ditador tem medo da classe média e com a ditadura cubana não é diferente. Sabem que uma classe média perseguida mas ganhando dinheiro costuma depor ditadores, como ocorreu com Fulgêncio Batista, pelo apoio da classe média cubana à guerrilha de Fidel e Raúl. Por isso têm tanto medo da prosperidade individual. Garantir a miséria igualitária típica do socialimo é muito mais seguro para a reduzida burguesia do politiburo de Havana.
As atividades das 200 profissões autorizadas prestam apenas serviços básicos e, mesmo assim, dentro de rigorosa vigilância do estado policial socialista. As autoridades do regime, os famosos inspetores, já quintuplicaram o imposto diário dos floristas nas datas comemorativas e de maior venda. "Todos os 'cuentapropistas' ganham só o mínimo indispensável para se manterem vivos", diz o vendedor ambulante. "Dessa maneira, o governo cubano pretende impedir que existam classes sociais".
A legislação que regula essas "profissões independentes" desce a detalhes tão mínimos que fica mais do que clara a intenção de manter tudo sob controle estatal, principalmente a capacidade de capitalização individual.
A última promessa do governo foi a de unificar as duas moedas existentes na ilha, que, desde a década de 1990 e para impedir a desvalorização do peso, foram criadas jundo com o câmbio fixo. Um "peso conversível vale cerca de 1 dólar", ou "24 pesos cubanos".
Essa dupla moeda é que permite que um restaurante estatal pague por mês a um garçom o valor de um prato de camarões com "dois molhos", de queijo e de tomate, que é vendido aos turistas.
Outra atividade que aumentou muito foi a prostituição, uma vez que a população ganha em pesos cubanos e precisa gastar em dólares. O salário médio do cubano é de 15 dólares, mas a cesta básica custa 110. As moças são incentivadas a se prostituirem por seus namorados e pais para abastecer suas geladeiras em casa.
O regime socialista, da mesma forma, fez com que a ilha se tornasse muito mais dependente dos EUA, mas o governo de Havana insiste em pôr a culpa de tudo o que ocorre de ruim por lá no embargo econômico mantido por Washington.
Mais de dois bilhões de dólares são enviados pelos cubanos que vivem nos EUA aos seus familiares na ilha e isso não é nada perto do capital que dispõem para investirem lá quando a ditadura dos Castros acabar. Graças a esse fluxo de dólares os cubanos têm ainda alguma capacidade de sobrevivência na ilha, como informam alguns economistas.
Com toda a dificuldade interposta por Havana, pelo menos trinta passageiros dos trinta voos entre Havana e Miami por mês, desembarcam nos Estados Unidos, a maioria para não voltar mais.
Para os que visitam a ilha, o pouco que há para ver só motiva a produção de anedotas, mas para o povo que lá vive, literalmente preso e refém do regime socialista, tais anedotas não são engraçadas de forma alguma.

Fonte:E´mail...

PETROBRAS, LIQUI(DANDO)

DOMINGO, 3 DE NOVEMBRO DE 2013

Petrobras torra 38 empresas no exterior para poder bancar pré-sal. Em 10 anos, PT arrebentou caixa da empresa.

Sob comando direto da presidente Graça Foster, a Petrobrás tem reduzido sua atuação na área internacional e fechado representações no exterior. Em Portugal, Austrália, Irã, Nova Zelândia, Turquia e Líbia as atividades estão sendo encerradas. Todas as seis representações da companhia na África passarão ao guarda-chuva de uma joint venture criada junto com o BTG, deixando o balanço da estatal mais leve.
 
Quando Graça assumiu em 2012, a Petrobrás tinha operação em 23 países. Hoje, o portfólio foi reduzido para 17. Deve enxugar ainda mais quando forem incluídas as seis unidades africanas que sairão do balanço da companhia: Nigéria, Angola, Gabão, Benin, Namíbia e Tanzânia. Ainda há atividades operacionais na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Peru, Venezuela, México, Estados Unidos e Japão.
 
"Fizemos muitas aquisições na área internacional antes do pré-sal, quando o planejamento estratégico era crescer no exterior. E quando se faz aquisição, traz-se junto algumas empresas que, isoladamente, não se compraria" , disse Graça, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Parte das empresas existe apenas no papel; outras têm apenas escritório montado, sem operação de fato. Ao todo, 15 empresas já foram extintas e outras 38 serão encerradas até dezembro de 2015.
 
Graça cita como exemplo a aquisição da argentina Perez Companc, em 2002, por US$ 1 bilhão, que trouxe à companhia um pacote de exploração em três países (Peru, Equador e Venezuela), além de hidrelétricas que não seriam compradas isoladamente. "Entraram várias empresas que a gente certamente não compraria, empresas de geração de energia elétrica, hidrelétricas enormes, de 600 megawatts."Segundo fontes da companhia, houve também uma decisão de Graça de manter maior controle sobre a área, alvo de investigações de autoridades por suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas, a exemplo da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
 
Pouco após ser indicada à presidência, Graça assumiu pessoalmente a direção da área internacional e mudou os gerentes executivos desse departamento, colocando gente de sua confiança. "(Essa área) está comigo, até segunda ordem. Estou aqui aprendendo um monte de coisas", brinca a executiva.
 
Paraísos fiscais. Além dos 17 países em que ainda tem representação operacional, a Petrobrás também detém empresas em uma dezena de países sem atividades operacionais desde 2012 ou que desempenham outros papéis para o sistema. Entre eles, há alguns paraísos fiscais: Bahamas, Curaçau, Equador, Espanha, Holanda, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens, Inglaterra, Trinidad e Tobago. Parte é necessária, por exemplo, para operações de compra e venda de petróleo no mercado internacional. Outras, no entanto, são uma incógnita e seus balanços financeiros não podem ser acessados.
 
A Petrobrás alega que, por terem sede no exterior, essas empresas não respondem às leis de informações brasileiras. É o caso da Petrobrás Américas, a unidade americana, ou a PRSI, da Refinaria de Pasadena. Hoje, ainda existem 120 empresas sob gestão da área internacional, contando a holding controlada Petrobrás International Braspetro B.V. (PIB BV) que formará uma joint venture (50% cada) com o banco BTG, do banqueiro André Esteves, para exploração e produção de óleo e gás na África. A estatal continuará no continente por meio da joint venture. O negócio, de US$ 1,5 bilhão, foi anunciado em junho deste ano e ainda está em curso. "Aí junta-se tudo, elas saem (do balanço) e fecham", disse Graça.
 
Pré-sal. A Petrobrás vem diminuindo gradativamente sua atuação internacional desde que descobriu o pré-sal. Além de investir menos, a companhia tem vendido ativos no exterior para concentrar esforços no Brasil. No ano passado, o plano quinquenal da estatal previa desinvestimentos de US$ 14,8 bilhões, incluindo algumas operações financeiras. Neste ano, o plano de negócios 2013-2017 prevê vendas de US$ 9,9 bilhões.
 
Até outubro, foram vendidos US$ 4,3 bilhões em ativos, a maioria no exterior, segundo informou em evento no mês passado a coordenadora de relacionamento externo da área de Exploração e Produção corporativo da Petrobrás, Rafaela Monteiro.Em abril, a companhia vendeu uma participação de 20% em seis blocos no Golfo do México, nos Estados Unidos, recebendo US$ 110 milhões, mais participação em um outro bloco no País. Em maio, foi vendida a participação de 12% em um bloco na Tanzânia para a Statoil, com volume não divulgado. A venda de 100% das ações da Petrobrás Colômbia para a Perenco rendeu US$ 380 milhões à estatal brasileira em setembro passado, incluindo participações em 11 blocos e oleodutos. Em outubro, foi vendida participação de dois blocos no Uruguai à Shell por US$ 17 milhões. (Estadão)