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sexta-feira, 28 de junho de 2013

ELES SE MERECEM!!!

Lula, que há 15 dias não aparece em público, chama Dilma de "barbeira".


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou com petistas da estratégia do governo Dilma Rousseff para dar uma resposta à onda de protestos pelo país. A aliados, Lula chamou de "barbeiragem" a articulação. Antigo defensor da ideia, ele queixou-se da forma "atabalhoada" como foi gestada a proposta da convocação de uma constituinte exclusiva para discutir a reforma política, sem uma discussão prévia com o Congresso. Mais ainda, do recuo da iniciativa apenas um dia depois.

Ainda segundo petistas, Lula criticou especialmente a decisão de consultar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sem que governistas, entre eles o vice-presidente Michel Temer (PMDB), fossem ouvidos. Dentro do PT, a atuação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação), que auxiliam Dilma, também tem sido objeto de reparos.

Após a onda de manifestações que tomou conta das ruas do país, Dilma propôs um pacto nacional que incluía, entre outros pontos, a convocação da constituinte para a reforma política. Menos de 24 horas depois recuou após reação do Congresso e de ministros do Supremo Tribunal Federal para quem a medida é inconstitucional.

O governo passou então a defender a ideia de um plebiscito para a reforma. Ontem Dilma fez três reuniões no Planalto com congressistas e presidentes de partidos aliados para discutir o tema. A proposta de plebiscito também não agrada a aliados do ex-presidente. Na avaliação deles, a consulta é temerária: como cabe à Câmara elaborar as perguntas, nada impede que assuntos controversos como o fim da reeleição entrem no plebiscito.Lula teria telefonado a Mercadante para externar sua insatisfação. A assessoria do Instituto Lula diz desconhecer o telefonema.

Na semana passada, a presidente foi a São Paulo para consultar seu padrinho político sobre a explosão de protestos pelas ruas do país. A convocação de uma constituinte não estava na pauta. Interlocutores afirmam que Lula tem reservado sua opinião a público restrito, como o grupo de jovens recebido na quarta-feira. Após ouvi-los, Lula disse que o governo deveria apresentar dados em defesa da gestão petista.

Uma deficiência apontada na comunicação do governo está em registrar as obras de mobilidade urbana como gastos da Copa, alimentando a ideia de que esse custo é para a construção de estádios. O secretário-geral da Presidência e principal nome ligado a Lula no ministério de Dilma, Gilberto Carvalho, confirmou que Lula tem ouvido os movimentos sociais. "O presidente Lula fez uma reunião ontem [anteontem] com os jovens, que eu soube que foi muito interessante. Acho natural os partidos procurem nesse momento articular as suas bases, suas militâncias para fazer esse debate, fazer essa disputa que está dada na sociedade."(Folha de São Paulo)

DÁ PARA ACREDITAR NO GOVERNO?

Plebe não quer plebiscito. Plebe quer o fim da corrupção no governo do PT, que é quem paga por ela.

Os presidentes dos três maiores partidos de oposição divulgaram nota nesta quinta-feira (27) para acusar a presidente Dilma Rousseff de sugerir a realização de reforma política para tentar tirar o governo do foco das manifestações populares. A oposição defende a realização de refendo, e não plebiscito, para que a população defina o novo sistema político do país --ao contrário do que sugeriu a presidente. Um plebiscito é uma eleição na qual a população escolhe uma entre diferentes propostas sobre um tema. Já no referendo o povo aprova ou rejeita uma decisão de Estado já aprovada. 

Os presidentes do PSDB, DEM e Mobilização Democrática --Aécio Neves, José Agripino Maia e Roberto Freire-- se reuniram nesta quinta para unificar o discurso contra Dilma --quando elaboraram a nota conjunta. "A iniciativa do plebiscito, tal como colocada hoje, é mera manobra diversionista, destina a encobrir a incapacidade do governo de responder às cobranças do brasileiros, criando subterfúgio para deslocar a discussão dos problemas reais do país", diz a nota. 

Os presidentes dos partidos de oposição afirmam que a reforma política possui uma "legislação complexa" que impede a população de responder apenas "sim" ou "não" ao definir o novo modelo de sistema político brasileiro, como previsto em um plebiscito. "Legislação complexa, como a da reforma política, exige maior discernimento, o que só um referendo pode propiciar", afirmam. No referendo, o Congresso aprova o novo modelo político e, posteriormente, consulta a população --que mantém o que foi aprovado, ou rejeita as mudanças feitas por deputados e senadores. 

A oposição diz que Dilma tenta dar destaque sobre a realização do plebiscito depois que viu derrotada sua "tentativa golpista de uma constituinte restritiva" para discutir a reforma política. "Se tivesse, de fato, desejado tratar com seriedade esta importante matéria, a presidente já teria, nesses dois anos e meio [de governo], manifestado à nação a sua proposta para o aperfeiçoamento do sistema partidário, eleitoral e político brasileiro", afirmam na nota.

Segundo os presidentes dos partidos de oposição, enquanto Dilma tira o foco da crise para a discussão da reforma política, o cenário econômico brasileiro se agrava, a inflação cresce, o crescimento do país se retrai e o governo perde credibilidade no exterior. "As oposições continuarão debatendo, como sempre fizeram, as questões que interessam aos brasileiros. Jamais faremos oposição ao país", diz a nota.

Embora estejam dispostos a conversar com a presidente para dialogar sobre os rumos do país, os oposicionistas até agora não receberam convite do Palácio do Planalto para conversar --embora o governo tenha divulgado que a Dilma pretende se reunir líderes da oposição. A intenção do grupo é apresentar à presidente, durante o encontro, uma pauta de 26 propostas detalhadas em manifesto lançado como resposta às manifestações populares. 

O documento sugere a redução pela metade no número de ministérios e cargos comissionados do governo federal, revogação do decreto que proíbe a divulgação dos gastos em viagens presidenciais e transparência nos negócios feitos pela Petrobras e nos empréstimos do BNDES. A oposição também tem propostas nas áreas de saúde, segurança, transporte e educação, como duplicar os investimentos da União nos gastos com segurança e concluir todas as obras de mobilidade urbana até o início da Copa do Mundo. Também há o apoio ao repasse de 100% dos royalties à educação e investimentos mínimos de 10% da receita corrente líquida da União na saúde.(Folha Poder)

REFERENDO É DO POVO O.PLEBISCITO É DOS POLÍTICOS

Por que Dilma tem medo de um referendo?

Ontem, ao defender o plebiscito, Dilma Rousseff disse aos políticos que a desaprovação de uma proposta feita pelo Congresso, em referendo, seria o pior dos mundos. Deixou claro, assim, que a culpa pela crise de credibilidade do seu governo é dos políticos e que ela e sua caótica e corrupta equipe são apenas o reflexo dos maus. Os aliados vão engolir esta fraude? A questão é simples: Dilma não confia no discernimento do povo para aprovar ou não o que é melhor para o Brasil num referendo. Dilma entende que um plebiscito com um pacote fechado de perguntas que o povo não entende, feitas pelo PT, o partido da corrupção, será mais democrático do que uma reforma discutida em plenário, diante da TV, como foi o julgamento do Mensalão. A pergunta é: o que o Congresso perderá optando por um referendo que já não perdeu ao longo dos últimos anos? Em qualquer pesquisa, os políticos apresentam índices ridículos de credibilidade. Um plebiscito não salvará os políticos, salvará apenas o governo podre e sujo do PT, que terá roubado mais uma prerrogativa do Legislativo. É simples de entender: o referendo será feito pelos políticos, o plebiscito será feito pelo João Santana, o marqueteiro da Dilma. Um referendo poderá mostrar que a política mudou. Uma boa proposta de reforma, feita às claras, à luz do dia, no calor dos debates, com as galerias cheias, devolverá a força que o Congresso perdeu. O plebiscito, por sua vez, será uma cova rasa onde os políticos e a nossa pobre democracia serão enterrados.Como na Venezuela, na Bolívia, no Equador.

É ARROGANTA E IGNORANTA...PUTZ...

A Arrogância ajoelhada

Por Luiz Sérgio Silveira Costa

“O Brasil sempre foi pilhado pelas elites, moral e financeiramente. Mas o PT institucionalizou essa prática. E, pior, a democratizou”

Embora os cartazes dos manifestantes apontem e as condenem, as mazelas foram causadas por uma única e daninha característica: a arrogância das elites do país, que diziam que o país é de todos, mas achavam que era apenas deles.

São os guardanapos dos restaurantes estrelados no exterior, na cabeça de políticos de duvidosa moral, os escarpins de sola vermelha, nos pés das madames deslumbradas com recursos não contabilizados, as frases de desfaçatez, ditas sem receios, como “O SUS está à beira da perfeição”, o “O PT não rouba e não deixa roubar”, ou “A crise aqui é marola”, ou banalizar o crime, chamando-o de falha administrativa, caracterizando o completo desrespeito à inteligência e sensatez alheias.

Foi a arrogância de uma presidente a determinar ser chamada de “presidenta”, quando a sociedade civil, Legislativo, Judiciário, e especialmente a imprensa a chamam como deveria ser, de presidente, termo comum de dois gêneros. Foi a arrogância de um partido que, em seus dez anos no poder, deixou de pensar no futuro, a não ser no seu futuro no poder.

Em tempos de bonança, navegando em mares tranquilos e ventos suaves, especialmente vindos do exterior e apesar da ampla maioria no Congresso, Lula, o estadista às avessas, o líder multiplicado por -1, não fez nenhuma reforma pensando no futuro, esquecendo-se que a tormenta, cedo ou tarde, acabaria vindo. Se as tivesse feito, dando continuidade ao governo anterior, apesar de protestos de quem só quer  saber de benesses, seja povo ou elite, não estaríamos no estado em que estamos.

Mas seria querer muito de quem se alia com o que pior existe no país, só para se manter no poder, com a ética e decência jogadas no lixo! E que nunca quis saber de atritos, desde que continuasse nadando sem sobressaltos, gozando dos elogios de seus áulicos e das delícias de seu cartão corporativo, com gastos  nunca revelados a quem paga a conta. E mais, muito mais, como os mensaleiros, aloprados, cuequeiros, sanguessugas,....!

Foi a arrogância de um Executivo que tem 39  ministérios e secretarias para propósitos eleitoreiros, e que aparelhou  a máquina pública com correligionários não concursados, em detrimento de técnicos de carreira; que distribuiu dinheiro a ONG inidôneas, que nomeou políticos derrotados para cargos públicos, que deu asilo a bandidos internacionais, apoio a ditadores de ideologias perversas e fracassadas, e perdoou dívidas de ditadores africanos.

Foi a arrogância de vassalos e aproveitadores de toda ordem, a chamarem Lula de “nosso guia”, de conhecido lambe-botas,  ou o “Lula é Deus”, de sabida e festiva  perua, ou a bravata do  “mexeu com Lula, mexeu comigo”.        

Foi a arrogância do Legislativo, achando que pode tudo, ao se dar aumentos desmedidos, a patrocinar “trens da alegria”, a pagar salários altíssimos a garçons, a nomear cupinchas por atos secretos, a jogar no lixo abaixo-assinado para que Renan saia, ao comprovar verbas indenizatórias com recibos falsos, a reter para si parte de salários de membros de seus gabinetes, do voto secreto, do Conselho de Ética suspeito, do “vício insanável da amizade”, do foro privilegiado, da imunidade e das emendas parlamentares, dos marajás do serviço público, da farra das passagens aéreas no Senado, do plano de saúde vitalício para senadores, ex-senadores e seus familiares, mesmo que tenham exercido o cargo por poucos dias,  a desafiar o estado democrático de direito com PECs inaceitáveis, a mais ousada delas a de submeter decisões do STF ao Congresso. E mais, muito mais!!

Foi a arrogância de um sistema eleitoral perverso, com partidos nanicos existindo só para se venderem, com campanhas financiadas por empresas e empresários que sempre retornam para cobrar as faturas, de senadores suplentes sem voto, de um quociente eleitoral canhestro, em que se vota em um e também se elege quem não se quer.

Foi a arrogância do Judiciário, em seus palácios suntuosos, em suas férias exageradas, em sua burocrática processuística, em suas decisões divorciadas da opinião pública, em sua lentidão e bondade para julgar, em seu vergonhoso e retroativo auxílio-alimentação, em suas festas e congresso patrocinados por quem pode ser réu, no uso de camisetas de cervejaria no sambódromo. São o respeito exagerado a agravos e embargos, sabidamente procrastinatórios, para evidentes culpados, as presunções de inocência, o engarrafado trânsito em julgado, os juízes corruptos apenas aposentados, em vez de demitidos e processados como qualquer criminoso, etc, etc, etc.

Foi a arrogância dessas elites pilhando o país, achando-se acima do bem e do mal, desconsiderando, durante todos esses anos, cartas dos leitores e  inúmeros artigos nos jornais, revistas e blogs, de vários e renomados articulistas, criticando a frouxidão moral e a forma leviana da condução do país por eles, especialmente por um partido que se arrogava deter o monopólio da ética e se mostrou ser o mais corrupto de todos, nunca antes na História deste país!

Cansado dessa arrogância, desse desrespeito e audácia que causaram todas as mazelas reconhecidas, o povo foi às ruas e os arrogantes estão recolhendo os cacos, temendo pelos seus bens, a maioria incomprovados e alaranjados, trocando o vermelho-orgulho  pelo amarelo-vergonha, inclusive nos sorrisos, a soberba pela humildade, a ereção pela ajoelhação, propondo pactos e medidas desesperadas, qual ratos em navio afundando, pois sabem que as reeleições, em todos os níveis, estão como esse mesmo navio, fazendo água por todos os bordos.

Mesmo sabendo que as próximas escolhas e renovações sejam difíceis, com as mesmas figuras lindinhas e garotinhas de sempre, alcançamos, com as manifestações, duas indiscutíveis alegrias contra esses arrogantes e odiosos brasileiros: o nocaute que sofreram, do alto de suas soberbas, jamais imaginando essa reação dos que supunham estarem dominados e anestesiados por migalhas sociais; e a de que agora, reentrando na atmosfera, saberem que nada mais vai ser como até então.

Se assim for e o PT se esfarelar, o Brasil, esse estado democrático e de direito, ressurgirá revigorado, sob o império da ética e do respeito e interesse público. É o que as manifestações querem e os brasileiros de bem esperam!

Fora arrogantes pilhadores do país e roedores das esperanças do bem comum, da inclusão social, da dignidade e decência, de um país verdadeiramente de todos!!!!

Com a alma em festa e a esperança renovada, cantarolo e desfraldo meu cartaz de passeata, escrito com a estrofe da velha, mas inteiramente atual, canção “Como uma Onda”, de Lulu Santos e Nelson Motta:

“Nada do que foi será/ De novo do jeito que já foi um dia...”


Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante Reformado.

É MUITA ENGANAÇÃO E MUITO CINISMO...

Por uma nova política energética

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Heitor Scalambrini Costa

Os especialistas da área energética do governo federal, inclusive a mais “famosa” e que ocupa o principal cargo público da nação, têm demonstrado o quanto suas decisões estão na contramão da história.

O Brasil, elogiado até então por contar na sua matriz elétrica com mais de 80% de sua geração com fontes renováveis de energia, em particular as hidroelétricas, não tem levado em conta a nova realidade do papel mundial das fontes renováveis de energia. Indo mesmo na direção contrária, conforme atestam os dados produzidos pelo próprio governo, e de decisões tomadas. Segundo o último inventário de emissões de gases de efeito estufa 2005-2010, lançado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); houve no setor de energia uma alta das emissões no período, de 21,4%.

Com o mesmo discurso do desconhecimento do setor energético, a presidente repetiu a “chantagem” feita pelo seu antecessor. No passado recente foi dito que, ou se aceitava a construção de mega-hidrelétricas na Amazônia, ou teríamos que conviver com novas usinas nucleares. Agora o discurso proferido em abril último é de que, ou se constrói novas hidrelétricas ou aumenta-se a participação das termelétricas a combustíveis fósseis na geração energética.

Só que não dá mais para continuar a enganar ninguém, pois a opção declarada e escrita do governo federal, que consta no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE), é de ofertar energia elétrica construindo mega-hidrelétricas, termelétricas a combustíveis fosseis e novas usinas nucleares.

Ao mesmo tempo, se concentra na indústria brasileira do petróleo (o maior vilão do efeito estufa) em torno de 2/3 dos investimentos feitos pelo país no setor energético.
Para alguns, a surpresa maior foi à portaria 137 de 30/4/2013 do Ministério de Minas e Energia (MME), liberando usinas térmicas a carvão mineral - a fonte de energia que mais libera CO2 entre todos os combustíveis fósseis, além de outros gases tóxicos, como o enxofre - a participar do leilão de energia elétrica A-5, programado para agosto próximo. O que contribuirá efetivamente para um aumento da participação desta fonte energética, que hoje corresponde a 1,5% da matriz elétrica do país. Ao mesmo tempo foi proibida a participação da energia eólica neste leilão.

Mesmo que a energia nuclear esteja sendo questionada mundialmente, devido aos riscos de acidentes, o Brasil irá investir R$ 850 milhões no setor, e ainda prevê a construção de um reator multipropósito. Além, dos R$ 10 bilhões na construção de Angra 3. No PNE esta previsto ainda até 2030, a construção de mais 4 usinas nucleares, sendo 2 no Nordeste, e mais 2 no Sudeste. Tudo isto com a defesa apaixonada pela energia nuclear do atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (como seus antecessores já haviam feito), que chegou a declarar que a reativação do programa nuclear brasileiro para fins pacíficos é “um dos principais programas da pasta”, do qual ele “não abre mão”. 

Pode-se contrastar este depoimento, com o que falou o eminente físico Robert Oppenheimer, responsável pela construção da primeira bomba atômica, quando visitou o Brasil, em 1953: “Quem disser que existe uma energia atômica para a paz e outra para a guerra, está mentindo”.

O que acontece na área energética se assemelha ao “modus operandi” como as decisões e opções nefastas têm sido adotadas em outras áreas. Sem consulta e participação popular verificam-se decisões completamente autocráticas e descoladas dos anseios da maioria da população. Decisões que afetam não só as gerações atuais como as futuras.

Opções existentes e são apontadas por inúmeros documentos produzidos pela comunidade acadêmica e organizações não governamentais que militam na área energética. Por exemplo, o relatório O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade, lançado em novembro de 2012, mostra a potencialidade da energia solar e eólica no Brasil. Estas fontes são menosprezadas nas políticas públicas. Este documento aponta que, com as tecnologias atuais de energia solar, seria possível atender a 10% da demanda atual de energia elétrica do Brasil. No caso da energia eólica, o potencial inexplorado chega a 340 GW, quase três vezes o total da capacidade elétrica instalada atualmente no país.

Sem contar com outras medidas factíveis, como a implantação de programas de eficiência energética e redução de demanda. Segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), cerca de 10% do total consumido anualmente (430 TWh) são desperdiçados, volume superior ao consumido pelo total da população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 TWh.

Alternativas existem, e daí a necessidade urgente de se discutir uma Nova Política Energética para o Brasil. Este assunto foi debatido em um seminário nos dias 23 e 24 de maio último em Brasília, promovido pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, e que teve ao seu final o lançamento de um documento assinado por mais de 40 organizações, instituições e pesquisadores presentes, intitulado “Mensagem a Sociedade Brasileira Por uma Nova Política Energética”.

Nesse documento a sociedade, os participantes não aceitam mais o modelo autocrático em que são tomadas as decisões, pregam a urgência na mudança de rumo no setor energético, exigindo ampla participação e controle social em uma área estratégica do país.


Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

ENTENDA OS PRINCÍPIOS...

Dilma-Lula no Foro de São Paulo?

O Palhaço do Planalto ainda não informou como e nem quando Dilma da Silva participará do Foro – certamente ao lado do seu criador Luiz Inácio Lula da Silva.

O maior cagaço da petralhada é que já estão previstas manifestações conta o evento.

É poderosa a mobilização no Facebook e no Twitter para o “foraforodesaopaulo”.

Quem ainda não domina o assunto, deve assistir a um vídeo explicativo do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho.


NOSSA LIBERDADE!

Por Paulo Chagas*
Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma "noite" que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos "bullying", conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam "mensalões" e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da "liberdade", que encontramos a "cracolândia" e a "robauto", "dominadas" e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do "micoondas", dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram "anos de chumbo" ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
* Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.


A REALIDADE DO SERVIÇO MEDICO NO BRASIL...


Tudo que uma médica BRASILEIRA, que trabalha no interior, quer falar pra "Presidenta" hoje:

Dilma, deixa eu te falar uma coisa! Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto... Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão. Por que comprei? Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves. Você sabe o que é puxadinho? Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira? Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria? Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção. Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido. Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você. Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital? Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador? De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI? A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições. Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada! E você sabe bem disso. Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo... As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas... Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento! O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha! Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho? Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês! Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou! Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!

Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Movimento Para Lênin....

Um País à Matroca

Artigo no  www.alertatotal.net

“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”.

Por Marco Antonio Felicio da Silva

Diariamente, analistas tentam explicar as causas das manifestações que ocorrem diariamente no Brasil, mostrando-se perplexos com o volume de povo nas ruas, em diferentes cidades e com variadas reivindicações.

As primeiras manifestações, no Rio e São Paulo, foram convocadas pelo” Movimento Passe Livre” (MPL), de inspiração revolucionária e comunista, surgido em meio a realização do Segundo “Foro Social Mundial”, em Porto Alegre, no ano de 2005.

O Foro Social Mundial (FSM) foi criado, no ano de 2000, por dois ativistas políticos ligados ao PT (Oded Grajew e Francisco Witaker), pela CUT e pelo MST com o apoio do presidente do Le Monde, influente jornal francês. Nos anos de 2001, 2002, 2003 e 2005 reuniu-se em Porto Alegre com o apoio financeiro dos governos petistas de Olívio Dutra e Tarso Genro.

Em sua segunda reunião, em 2002, já abrigava reunião do “Foro de São Paulo” (FSP), organização esta gestada por iniciativa de Fidel Castro, apoiado por Lula, Marco Aurélio Garcia e José Dirceu e que tem por finalidade substituir a ex-Internacional Comunista da extinta União Soviética, reunindo e impondo diretrizes de atuação para todas as entidades, organizações armadas e partidos “socialistas” da América Latina. Lula dirigiu o FSP, desde a sua criação, como presidente, auxiliado por Marco Aurélio Garcia. Quando eleito Presidente da República, tornou-se Presidente de Honra da organização.

O Foro de São Paulo é um “coletivo intelectual” de porte muito maior do que o PT, com poder consultivo e deliberativo. Planejou e dirige a mais espetacular e avassaladora expansão esquerdista já observada no continente. Muito do que realizou a diplomacia presidencial (ideológica) de Lula, inclusive de forma acintosa à soberania brasileira, foi originado dentro do FSP.

Por outro lado, O “Fórum Social Mundial” (FSM) é um evento altermundialista (isto é, reúne os que se opõem a uma globalização fundada no capitalismo e no liberalismo, propondo como solução o socialismo, o comunismo e a anarquia), integrado por movimentos sociais e por variadas organizações dos diversos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Sua direção encontra-se em São Paulo. Seu slogan é “UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL”.

Na origem, o FSM, escondendo sua verdadeira finalidade, a de reerguer o comunismo em todo o mundo, foi proposto como um contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que se realiza anualmente.

Sem dúvida, criou o PT, por meio do FSM, o maior movimento de conscientização de massas, de caráter internacional, que tem se multiplicado, atingindo vários países e, também, classes específicas, cujos encontros, até agora, já apresentam a participação de quase dois milhões de militantes de organizações diversas.

As manifestações que ora conturbam o Brasil, iniciadas pelas convocações do MPL e que desestabilizam o governo petista de Dilma Roussef e a enfraquece como futura candidata, têm como causa as fraturas internas que atingem o próprio PT, ocasionadas por correntes radicais.

Tal conturbação é parte de estratégia maior que visa a aceleração de transferência de poder para as classes “subalternas” (proletariado), alterando a correlação de forças (“burguesia X proletariado”) no processo revolucionário gramsciano, em plena evolução, e que objetiva a “ruptura”, isto é, a implantação da ditadura do proletariado. Logicamente, tem, também, em vista a próxima eleição, objetivando a manutenção do poder conquistado, embora, dificilmente possam contar com Lula tendo em vista a doença que mina seu organismo e o leva a tratamento quimioterápico.

O acima descrito é coerente com documento elaborado pelo PT para ser apresentado na próxima reunião do FSP (início em princípio do próximo mês de julho, em São Paulo) e que mostra a importância da instrumentalização ideológica dos movimentos sociais para a consecução dos objetivos revolucionários, ensinando que, embora seja importante a conquista e manutenção do governo, torna-se necessário mudar as atuais estruturas, tornando-as difíceis de serem modificadas caso um outro partido ganhe as próximas eleições.

O documento afirma, ainda, que “no Brasil, há um importante esforço no sentido de consolidar a CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais - que hoje integra os movimentos sociais mais representativos do País. Também, a recente instalação de uma Comissão de Movimentos Sociais, junto ao Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, mostra que estamos atentos aos desafios de consolidar estruturas próprias para o diálogo partidário com governos e movimentos sociais.”

O que não esperavam os líderes das convocações que têm à frente o MPL é que a classe média iria para as ruas e tomaria a liderança das reivindicações, impedindo, quase que totalmente, a participação e violência de partidos radicais de esquerda e de seus militantes.

Em princípio, com o crescimento da classe média nas ruas, as lideranças do MPL afirmaram, ontem, que não convocariam novas manifestações por terem atingido o objetivo de redução do preço das passagens. Entretanto, pressionadas, pelas correntes radicais já citadas, voltaram atrás e assim, o MPL está dirigindo o foco da agitação para a periferia das grandes cidades onde poderá incitar, com novas bandeiras reivindicatórias, movimentos sociais cujos integrantes, dependentes de programas assistenciais, pertencem ao imenso curral eleitoral criado pelo PT.

Talvez, a violência se torne maior nas manifestações futuras, não só pela atuação de uma militância mais maleável, como também pela presença de bandos criminosos da periferia.

É mister que a classe média continue nas ruas, mostrando a força de sua união em prol de um Brasil melhor e contrário a ideologias esdrúxulas, estas na contramão da História.


Marco Antonio Felicio da Silva é General na Reserva.

LEMBREM DO PLEBISCITO DA VENEZUELA!!!

quarta-feira, 26 de junho de 2013


Dilma-Lula não desiste de referendo para constituinte, e fará reforma política via mensagem ao Congresso


Dilma da Silva em nada recuou do golpe institucional de convocar um plebiscito que  cuidaria da “reforma política”.  A Presidenta Lula Rousseff até avisou que mandará ao Congresso uma proposta sobre o tema. A Presidenta quer até que algumas mudanças (não disse quais) possam valer já em 2014 – o que denota um claro e desesperado oportunismo. O PT claramente quer manipular a escolha eleitoral de 2014 para, depois, propor suas reformas - inclusive as de caráter constitucional. Este é o golpe petralha, no pior estilo bolivariano, contando com o alegado "respaldo popular" das urnas eletrônicas do cassino do Al Capone.

Assim, os editores dos principais jornais de hoje, que mancheteiam um eventual “recuo” da brizolista-petista, endoidaram ou querem ser mais realistas que Dilma-Lula. Quem realmente cometeu um recuo, por puro medo dos manifestantes nas ruas, foi a Câmara dos Deputados ao derrubar a PEC 37 pela goleada de 430 votos. Agora, a discussão efetiva sobre o poder de investigação pelo Ministério Público será decidida no Supremo Tribunal Federal – onde o governo tem ampla maioria...

Ontem, Brasília foi palco de um festival de demagogias. Dilma-Lula recebeu em seu gabinete o presidente do STF. Joaquim Barbosa aproveitou para criticar o esquema de conchavos e propor a criação de uma espécie de recall para políticos e autoridades que não fizerem jus aos mandatos. Quem superou o popular Barbosa foi o presidente do Senado. O impopular Renan Calheiros prometeu votar, em 15 dias, o uso do royalty do petróleo para bancar o transporte gratuito de estudantes.

Tirando mais demagogias de oportunidade, o golpismo petralha continua em pleno vigor. Assim que a poeira baixar, eles insistirão na convocação de uma assembléia constituinte. Não apenas para fazer reforma política, mas para referendar medidas de interesse dos esquemas da governança do crime organizado.

Na tal reforma política, as duas principais bandeiras do PT são o tal do financiamento público de campanha e a eleição de parlamentares obedecendo a uma lista fechada que o partido indicará. Tudo dentro do maior capimunismo tipo soviético. Pura democradura. Tese contrária à defendida pelo Barbosa – que prega uma redução de poder dos partidos, mas que, em essência, defende a tal democracia direta apregoada pela petralhada...

terça-feira, 25 de junho de 2013

SÓ EMBROMAÇÃO DO PLANALTO...


jarbas Vasconcelos chama Dilma de sem noção e cínica



POSTADO ÀS 14:34 EM 25 DE JUNHO DE 2013 no blog do Jamildo


Por Jarbas Vasconcelos, em nota distribuída hoje no Senado

O "pacote" de medidas que a presidente Dilma Rousseff anunciou para tentar conter os protestos populares das últimas semanas mostra que o Palácio do Planalto ainda permanece sem noção do que representa o movimento que tomou as ruas das maiores cidades do Brasil. As propostas da presidente navegam entre a mesmice e a demagogia pura e simples.

Em primeiro lugar, o absurdo da convocação de uma Constituinte exclusiva para tratar da Reforma Política. Para se ter a ideia do que essa sugestão representa, faço uma pergunta: essa Constituinte poderá acabar com a reeleição impedindo que a presidente tente um novo mandato em 2014? Teoricamente, sim. Ou o Governo vai propor uma Constituinte restrita a pontos que interessam apenas ao PT? Propostas para a Reforma Política existem aos montes no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. O que falta é disposição política de votar e aprovar mudanças que aperfeiçoem o sistema político-eleitoral brasileiro.

O Governo conta com maioria absoluta nas duas Casas do Parlamento. Tem aprovado o que quer e bem entende. Eu mesmo apresentei, há seis anos, uma Proposta de Emenda à Constituição que acaba com as coligações nas eleições proporcionais - encerrando aquela história do eleitor votar em João e eleger José. A proposta está parada no Senado.

Recentemente, apresentei uma outra PEC que determina a cassação imediata do mandato de parlamentar que for condenado por improbidade administrativa. A presidente agora fala em transformar a corrupção em crime hediondo. Cinismo puro, pois o Governo e o PT atuam o tempo todo para impedir a prisão dos mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

O Governo também incentivou a tramitação da PEC 37, que retira o poder de investigação do Ministério Público. Trata-se de mais uma retaliação do PT à atuação da Procuradoria-Geral da República no Escândalo do Mensalão.

E o que dizer dos investimentos anunciados para melhorar a mobilidade urbana e os transportes públicos? Ao contrário do que sempre defendeu quando estava na oposição, o PT no poder incentivou o transporte individual, reduzindo impostos para a compra de automóveis e deixando de lado os ônibus e o metrô. Alguns metrôs, como os do Recife, Fortaleza e Salvador tiveram suas obras paralisadas por anos, só retomadas após o anúncio de que o País receberia a Copa do Mundo de 2014.

O PT está no poder há quase 11 anos. Portanto, não dá mais para ficar olhando para o que ocorreu no século passado, culpando governos anteriores por problemas que poderiam ser solucionados em menos de uma década e não foram por incompetência ou omissão do governo petista.

Está claro – até para aliados do PT – que a reunião no Palácio do Planalto foi promovida com objetivos eleitoreiros, movida pelo medo de uma derrota da presidente e do PT nas eleições do próximo ano. A presidente Dilma Rousseff insiste em não assumir suas responsabilidades sobre os problemas que afligem os brasileiros. Tenta transferir responsabilidades para governadores, prefeitos, para o Congresso Nacional e até mesmo para os médicos do País.

De tanto assistir à propaganda do Brasil perfeito, comandada pelo publicitário João Santana, a presidente passou a acreditar num Brasil de ficção - no qual a Saúde é de Primeiro Mundo, a inflação está sob controle, a Educação é de qualidade e a impunidade inexiste. Não é com demagogia, transferência de responsabilidade e autoritarismo que a presidente da República e o PT darão uma resposta aos brasileiros, sejam aqueles que protestam nas ruas ou aqueles que apoiam as manifestações.

Origem:Facebook.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

PIOR É O INVESTIMENTO EM CUBA!!! A FUNDO PERDIDO...AO DITADOR

domingo, 2 de junho de 2013

Ministro Padilha se emociona na inauguração do hospital na Palestina pago com dinheiro do brasileiro


Enquanto a arrecadação de impostos bate todos os recordes, a saúde publica brasileira está abandonada por esse governo, e como se não bastasse, esse mesmo governo investe o dinheiro público em hospitais em outros paises. Nada contra a ajudar países em dificuldades, mas deixar ao relento o próprio povo e pagar o bem estar de outros como o nosso dinheiro é no mínimo uma falta de respeito, uma humilhação que nos deixa de boca aberta. Como pode um governo construir um hospital na Palestina enquanto os nossos hospitais estão sucateados e não vem nenhum investimento da anos? Pagar US$ 10 milhões em um outro país, é o absurdo do absurdo!
Façamos uma análise do que acontece na saúde pública brasileira enquando o safado do Ministro Padilha se emociona em Dura (Palestina) na inauguração do Hospital onde dos US$ 10 milhões investidos para construi-lo, US$ 4 milhões são provenientes do ministério da saúde, “dinheiro do povo brasileiro”.

No Rio de Janeiro o desespero de uma médica que sozinha deve atender dezenas de pacientes, mostra a realidade que o governo não quer ver ou faz de conta que não vê. Essa heroína denuncia a incompetência e o descaso dessa classe de governantes, mostrando que hospitais do Rio não atendem por falta de médico, camas, medicações e o pior, é que os médicos devem trabalhar em condições sub humanas e recebendo salários de miséria, mas US$ 10 milhões podem ser gastos para construir hospitais em  outro país; e o Governo carioca está preocupado com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Um absurdo! 
  • No Rio Grande do Norte, o hospital Walfredo Gurgel não tem verbas nem para comprar fio de aço para suturar pacientes que sofreram interventos cirúrgicos, como denuncia o Dr. J. Cavalcanti, que publicou um video choque onde mostra um paciente aberto na sala de cirurgia por falta desse material. “Mas podemos gastar US$ 10 milhões na Palestina”.
  • Em 2012, Hospital São Paulo cancelou 1500 cirurgias por falta de verbas, pois o Governo Federal não repassou as verbas. Foram incluídas nos US$ 10 milhões para a Palestina?
  • Em Rondônia, no Hopistal de Base em Porto Velho, mulheres grávidas em trabalho de parto, esperam atendimento deitadas no chão, pois hospital superlotado não tem leitos para atender à população, um escândalo, um crime e um descaso com a população. Será que os US$ 10 milhões poderiam ajudar a melhorar essa situação?
  • E ainda querem importar médicos cubanos para virem “trabalhar” no Brasil em uma incoerência total ou em algo oculto que a maioria do povo não vê, mas nós sim.
Esses são apenas 4 exemplos, mas que fazem o real retrato do Brasil e de seus governantes no que concerne a saúde pública, mas o pior disso tudo é que o povo brasileiro é passivo e não reage, ficam se lamentando do governo, chorando pelos cantos, mas gritar pro mundo ouvir, ninguém! Esse povinho merece o governo que tem, pois enquanto estiverem colocando no poder esses miseráveis e inescrupulosos, nada mudará! Enquanto a população não reagir e botar pra fora esses corruptos, nada mudará! Enquanto for permitido que o Bolsa Mendigo continue a eleger pilantras, nada mudará! Enquanto o povo escolher o Bolsa sei lá do que, ao invés de trabalhar dignamente, nada mudará – então caros brasileiros, decidam o que é melhor para o País. Ou se reage agora ou se calem e aceitem o que está por vir.