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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

QUANTO MAIS PRESSÃO...MAIOR A FORÇA CONTRÁRIA


Luiz Fux pode esperar chumbo grosso em 2013; o recado é claro: ou se comporta, ou eles prometem derrubá-lo; resta-nos torcer para que a chantagem não tenha lastro
Eis-me aqui, leitores, a fazer algumas considerações, conforme disse que poderia acontecer. Depois retomo o meu descanso. O ministro Luiz Fux, do STF, continua na mira dos petistas. E eles não o deixarão tão cedo, a menos que este membro da corte máxima do país pague a fatura na qual figura, segundo os petistas, como devedor. O mensalão já é jogo jogado. Ainda que o tribunal venha a admitir os embargos infringentes, de divergência, é difícil supor que Fux dê um voto oposto àquele que proferiu durante o julgamento. Mas sabem como é: o governo tem muitas demandas no Supremo. A coisa está feia: para o tribunal, para Fux, para as instituições. E o ministro pode se preparar porque vem mais bomba por aí.

O mais recente ataque a Fux partiu de Gilberto Carvalho, ninguém menos: ele é, por excelência, o braço de Lula no governo Dilma, mas é também homem de confiança da presidente. Quando fala, ele o faz em nome da chefe, a menos que seja desautorizado. E ele não foi. O que fez Carvalho?

Afirmou num programa de TV que manteve um encontro com Fux antes de este ser nomeado para o Supremo e que o então candidato a ministro lhe havia assegurado que lera o processo do mensalão e não encontrara provas contra os réus. Mais uma vez, os petistas estão afirmando, por palavras nem tão oblíquas, que Fux lhes prometera uma coisa — “matar a bola no peito” — e não entregou o prometido.

É espantoso! Mais do que sugestão, o conjunto das declarações — de Carvalho, de Dirceu e do próprio Fux, em entrevista — nos autoriza, por indução, a concluir que um dos critérios para a indicação do agora ministro foi a sua opinião de então sobre o mensalão. Depois, tudo indica, ele mudou. Fux já confirmou ter estado com José Dirceu antes de ser indicado por Dilma. Reuniu-se também com João Paulo Cunha. O que um pretendente ao cargo máximo do Judiciário tem a conversar com dois réus daquele calibre? Ninguém sabe. E isso Fux também não conseguiu explicar na entrevista que concedeu.

Ao anunciar a suposta mudança de opinião de Fux, Carvalho está confessando o que eles lá, ao menos, tinham entendido como uma conspirata a favor dos mensaleiros. Pior: como foi Dilma que indicou o ministro, Carvalho e todos os que insistem nessa linha de argumentação comprometem a presidente com uma óbvia agressão ao Supremo e à independência entre os Poderes: Fux teria sido escolhido para cumprir uma missão — que não seria, por óbvio, fazer justiça.

Os antecedentes e o que se viu
O leitor tem o direito de saber que petistas viviam falando pelos cantos, para repórteres, algo mais ou menos assim: “Fux tá no papo; é nosso!”. Os mais boquirrotos davam o acordo como celebrado. A metáfora do “matar a bola no peito” já era muito conhecida. Os votos do ministro pegaram, sim, os petistas de surpresa e, em larga medida, os jornalistas. E petistas não o perdoam por isso. Se acham Joaquim Barbosa — o “negro que nós [Eles!!!] nomeamos”, como disse João Paulo — ingrato, eles têm Fux na cota de um traidor.

E não pensem que já esvaziaram todo o saco de maldades. Pelo cheiro da brilhantina, como se dizia antigamente, vem mais coisa contra o ministro em 2013. Os mais exaltados chegam a prometer que ele terá de deixar o tribunal porque acabaria ficando provado que não tem condições de exercer a função. Até onde pode ir o ódio punitivo? É o que veremos.

O QUE NÃO ESTÁ CLARO NO TRIBUNAL INFORMAL DO PETISMO É SE HÁ OU NÃO CONDIÇÕES DE FUX SER REABILITADO PELA COMPANHEIRADA — vale dizer: ainda não se decidiu se vão lhe apresentar uma fatura, exigindo, em troca, o bom comportamento ou se a condenação já pode ser considerada transitada em julgado — nessa hipótese, só restaria mesmo o paredão.

A tropa não brinca em serviço. Nesse momento — e Fux não deve ignorá-lo —, a sua carreira de juiz no Rio está sendo escarafunchada. Não é que os petistas não gostem de uma coisa ou de outra e tenham sido tomados por um surto de moralidade ou de moralismo. Não! Vigora a palavra de ordem de sempre: “Quem está conosco é gente boa; quem não está vai para a boca do sapo”.

Fux pode se preparar que vem chumbo grosso por aí. Ou, então, se anula como membro da nossa Corte Suprema e se torna mero esbirro de um projeto partidário — nesse caso, tem até modelo a ser seguido. A “máquina” está lhe dizendo algo assim: “Ou se entrega, ou nós acabamos com a sua reputação”. A chantagem é asquerosa, e só resta ao país torcer para que as ameaças sejam inócuas porque brandidas no vazio.

Nunca antes na história destepaiz um ministro de estado confessou que um candidato a ministro do Supremo lhe havia feito juízo de mérito sobre um processo em tramitação na Corte para a qual este pretendia ser nomeado.

Se você acharam 2012 animado, esperem só para ver 2013…

Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA - Revolução Democrática de 31 Mar 1964
1ªPARTE
ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS
ACADEMIA REAL MILITAR (1810)
DIVISÃO DE ENSINO – SEC ENS "A"
CADEIRA DE HISTÓRIA MILITAR
1. INTRODUÇÃO
A Revolução Democrática de 31 de março de 1964 foi um movimento que visava, acima de tudo, evitar que o Brasil fosse entregue nas mãos dos comunistas.
É muito simples para qualquer pessoa, nos dias de hoje, levantar argumentos que contrariem os fundamentos nos quais se baseiam os regimes ditos socialistas/comunistas. Com a queda do muro de Berlim em 1989, com a derrocada político-econômica-militar da ex-União Soviética e, em conseqüência, a realidade que surgiu das luzes lançadas nos porões dos governos comunistas é possível provar de forma sobeja e cristalina a contradição do regime dirigido por Moscou desde 1918 e imitado pela China e tantos outros países.
No entanto, se observarmos com atenção o passado recente do Brasil (1922-1964) e reagirmos os fatos ocorridos com a conjuntura mundial correspondente, veremos que a Revolução de 64 representou o clímax de um longo ciclo revolucionário que começou com a Rev de 1922 (tenentismo) no Rio de Janeiro e terminou com aquela que é considerada "a revolução para acabar com todas as revoluções" (31 Mar 64).
É importante salientar, ainda, que a chamada Guerra Fria, dividiu o mundo em dois pólos opostos fazendo com que o segmento militar brasileiro, de vocação legalista, mas acima de tudo, comprometido com os valores democráticos, se posicionasse nitidamente contra os regimes totalitários/comunistas.
O trabalho a seguir apresentado tem por objetivos:
-Identificar os principais antecedentes da Revolução Democrática de 31de março de1964;
-Explicar a participação das Forças Armadas no movimento; e,
-Apreciar as conseqüências e repercussões da revolução para o Brasil.
2. DE MARX À GUERRA FRIA
a. A Revolução Industrial e o Socialismo Científico
A Revolução Industrial foi iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, estendendo-se para outros países da Europa, para o Japão e para os Estados Unidos durante o século XIX.
A Inglaterra, em meados do século XVII, possuía condições muito favoráveis para ser pioneira e líder do processo de industrialização, sendo, dentre outras, as que seguem abaixo:
-capitais acumulados durante a Revolução Comercial, transformando Londres, com seu sistema bancário e sua bolsa de valores , no maior centro financeiro da Europa;
-supremacia naval originada com os Atos de Navegação de 1651, associada com o declínio do poderio naval holandês;
-disponibilidade de mão-de-obra provocada pela grande migração do campo para as cidades fruto do fenômeno dos "cercamentos", o qual se caracterizou pela expulsão dos camponeses de suas terras comunais empreendida pelos nobres ingleses nos séc XVII e XVIII, transformando-as em pastagens para criação de ovelhas , cuja lã era vendida como matéria-prima para fabricação de tecidos;
-instauração da monarquia parlamentar, possibilitando à burguesia maior participação no governo e na vida política do país, impulsionado com isso o desenvolvimento do capitalismo inglês;
-inovações tecnológicas aliadas à sua posição insular e à existência de ricas jazidas de ferro e carvão.
A industrialização intensificou o processo de urbanização, pois estimulou a migração das populações rurais e sua concentração na periferia das cidades manufatureiras.A moderna sociedade urbana e industrial condicionou o processo de formação das duas classes fundamentais do capitalismo da época: a burguesia e o proletariado industrial.
Com a Revolução Industrial, a burguesia se tornou a classe economicamente dominante da sociedade européia e, a partir da Revolução Francesa, foi também conquistando poder político nos diversos países desse continente. O proletariado industrial, por sua vez, era submetido a extenuantes jornadas de trabalho, não era amparado por leis trabalhistas e não tinha representatividade política.
Nesse contexto, característico da primeira metade do século XIX, inúmeros pensadores e intelectuais ligados à burguesia e ao proletariado elaboraram novas doutrinas econômicas e sociais profundamente vinculadas ao processo de industrialização e urbanização: o liberalismo e o socialismo.
1) Características do Liberalismo
As teorias fundamentadoras do liberalismo foram desenvolvidas, principalmente, pelos chamados economistas liberais (ou clássicos), destacando-se Adam Smith, considerado o pai do liberalismo e o fundador da escola clássica.
Os princípios econômicos formulados por Adam Smith (1) em "A Riqueza das Nações", publicado em 1776, corresponderam à fase inicial da Revolução Industrial inglesa, sendo posteriormente desenvolvidos por seus discípulos, entre os quais se destacaram, Thomas Malthus(2), David Ricardo(3) e Nassau Senior.
2) O Socialismo Científico e seus princípios fundamentais
A Revolução Industrial criou, como já vimos, condições para o desenvolvimento do pensamento socialista, ligado à nascente classe operária. Se a Inglaterra foi o berço das idéias liberais, a França foi a pátria das idéias socialistas. Surgindo nos primórdios da industrialização e correspondendo à infância da classe operária, o socialismo pregava reformas que, em vez de programas reais de transformação da sociedade da época, propunham projetos ideais para a construção da sociedade futura, daí denominarem-se seus seguidores de socialistas utópicos.
Os três principais representantes do socialismo utópico forma Henri de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen.
No que concerne ao Socialismo Científico, pode-se conceituá-lo como sendo o nome que receberam todas as teorias desenvolvidas, em meados do séc XIX, por Karl Marx e Friedrich Engels, que com a publicação do "Manifesto Comunista" de 1848 assinalaram o seu surgimento.
Marx e Engels, fruto de seus estudos de economia, história e filosofia, chegaram à conclusão de que seria possível construir , a partir do capitalismo bastante desenvolvido ou industrializado e sob direção do proletariado, uma sociedade socialista ou sem classes. Nela o Estado, a princípio controlado pela classe proletária, iria desaparecer com o tempo, dando lugar ao comunismo, a etapa final do socialismo.
A expressão socialismo científico foi criada por Marx e Engels para diferenciar suas idéias das de outros autores, principalmente os teóricos do socialismo utópico, os quais, como já vimos, estariam direcionados para a sociedade do amanhã.
Os fundadores do socialismo científico, ao contrário, estavam preocupados com a evolução histórica da sociedade, visando entender seu presente, desejosos em descobrir as forças que nela provocariam a modificação para a sociedade do futuro.
O Socialismo Científico, preconizado por Marx e Engels, possuía os seguintes princípios fundamentais:
-as transformações da sociedade como resultado das forças econômicas;
- a luta de classes como força motriz imediata da história;
- o proletariado como agente de transformação da sociedade capitalista;
-fim da exploração do homem pelo homem;
-propriedade social dos meios de produção (fábricasd-terras-bancos)
-construção de uma sociedade sem classes;
-desaparecimento gradual do Estado;
- o advento do socialismo como fase de transição para o comunismo.
-liberdade de contrato (empregador-empregado);
-livre concorrência e o livre-cambismo (ñ-protecionismo).
3) O Comunismo no Brasil
a) Surgimento
O comunismo surge no Brasil como influência da Revolução Bolchevista de 1917, a qual implantou o comunismo na Rússia.
Em março de 1922 é fundado o Partido Comunista no Brasil que aceita, em 1924, as 21 condições de admissão à Terceira Internacional (ou Komintern – fundado por Lênin em 1919).
O Komintern tinha por objetivo difundir e apoiar a implantação do comunismo em escala mundial.
A título de exemplo da total submissão exigida pelo regime soviético, cujas exigências incluíam a negação de valores fundamentais como o patriotismo, transcrevemos a seguir a 6ª condição de admissão ao Komintern:
"Todos os partidos comunistas devem renunciar não somente ao patriotismo como também ao pacifismo social e demonstrar sistematicamente aos proletários que sem a derrubada revolucionária do capitalismo não haverá desarmamento e paz mundial".
b) A Intentona Comunista de 1935
Ultrapassados os movimentos revolucionários e as revoltas de 1922 no Rio de Janeiro, de 1923 no Rio Grande do Sul, de 1924 em São Paulo, da Coluna Prestes entre 1925 e 1927, vamos desembocar na Revolução de 1930, que consegue o que os outros movimentos não conseguiram: por um fim à política do café-com-leite fundamentada no poder das oligarquias paulista e mineira que lideravam a política nacional determinando o resultado das eleições, indicando, inclusive, o presidente da república.
Com a vitória na Revolução de 30, Getúlio Vargas implementa um governo forte e centralizador que contrariava vários segmentos que haviam apoiado sua ascensão ao poder. Particularmente, o Estado de São Paulo clamava por um tratamento digno de suas lideranças e por uma Constituição.
Tal crise originou, como já foi estudado anteriormente, a Revolução de 1932 que teve como conseqüência principal a elaboração da Constituição de 1934 que,, influenciada pela Constituição alemã de Weimar, apresentava características liberais e centralizadoras.
O período do governo constitucional de Getúlio Vargas foi uma fase marcada pelo choque entre duas correntes ideológicas, influenciadas pelas ideologias de origem européia: a Ação Integralista Brasileira (AIB) e a Aliança Nacional Libertadora (ANL).
A AIB, nascida em São Paulo, fundada e liderada por Plínio Salgado caracterizou-se por ideologia e métodos fascistas. Pretendia a criação de um "Estado Integral", ditatorial, com um só partido e chefe único.
A ANL, por sua vez, surgiu como um movimento de Frente Popular, de composição variada contra o fascismo.
Desde sua fundação, a Aliança Libertadora Nacional, contava com a ativa participação de comunistas (Luís Carlos Prestes era seu presidente honorário) e propunha a reforma agrária, constituição de um governo popular, cancelamento das dívidas externas e nacionalização das empresas estrangeiras.
Os violentos choques entre integralistas e comunistas eram habilmente utilizados por Getúlio Vargas, que mostrava à classe média e aos militares os perigos de uma política aberta.
O medo à subversão vermelha e os discursos inflamados de Luís Carlos Prestes levaram o Congresso Nacional a promulgar uma Lei de Segurança Nacional, concedendo ao governo federal amplos poderes para reprimir a ação da ANL.
Em 13 de julho de 1935 o QG da ANL é invadido por forças do governo e com base nos documentos achados em seu interior a organização é acusada de ser financiada pelo comunismo internacional.
A prisão de alguns líderes, o fechamento da ANL e a impossibilidade, agora, de chegar legitimamente ao poder levaram a ala mais radical da Aliança a uma frustrada tentativa (intentona) de implantação do comunismo no Brasil pela força das armas, liderada por Luís Carlos Prestes, que termina no Rio de Janeiro, em 27 Nov 35, com a prisão dos insurretos.
c) O breve retorno à legalidade – 1945/47
Em fins de 1943, cresce a pressão contra a ditadura do Estado Novo de Vargas (instituído com o golpe baseado no Plano Cohen em 1937).
A participação do Brasil na II Guerra Mundial, através de sua Força Expedicionária (FEB), lutando contra o nazi-fascismo, deixava à mostra as contradições da ditadura Vargas.
É importante ressaltar que o PCB, seguindo disciplinadamente a orientação de Moscou, aceitou a diretriz segundo a qual deveria apoiar o governo, agora aliado à luta antifascista.
Ao entrar na guerra o Brasil estabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética pela primeira vez em sua história.
Até Luís Carlos Prestes, ainda preso por sua participação na Intentona Comunista de 35, demonstrando total submissão a Moscou, dizia que era preciso "estender a mão ao inimigo da véspera, em nome das necessidades históricas".
Cumpre ressaltar que o governo Vargas fora responsável por manter Prestes cerca de dez anos na prisão e pelo envio para um campo de extermínio nazista, em 1936, de sua mulher, Olga Benário Prestes, em fase final de gravidez.
Olga Benário era uma judia-alemã que bem jovem (16anos) começara a militar no partido comunista alemão, participando, inclusive, de ações armadas, e que fora encarregada de acompanhar Prestes quando de seu retorno de Moscou para liderar a revolução comunista no Brasil.
Neste momento, é interessante tomarmos uma pausa para reflexão:
Que estranho desígnio, que misteriosa força, que delírio ideológico faz com que um homem (Prestes) venha a apoiar publicamente e venha, inclusive, a apertar as mãos daquele (Vargas) que fora responsável por sua prisão por dez anos e que deportara sua mulher, grávida de sete meses, para a Alemanha nazista onde foi, posteriormente, morta num campo de concentração?
No início de 1945 Vargas, fruto das pressões recebidas, resolve tomar as seguintes medidas:
-liberar a criação de partidos políticos (dando origem à formação das siglas UDN-PSD-PTB-PSP;
-reabilitar o Partido Comunista Brasileiro ( PCB);
-estabelecer as eleições presidenciais para Dez 45; e,
-libertar presos políticos, dentre eles Luís Carlos Prestes.
Teve, então, início o movimento queremista assim chamado em função do slogan "Queremos Getúlio", composto por partidários de Getúlio Vargas, dentre eles, os comunistas.
As relações de Getúlio com os comunistas e a decorrente possibilidade de um novo golpe de Vargas, provoca sua queda.
Vargas é destituído pelos Generais Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra.
O Gen Dutra é eleito presidente e assume em 1946.
Em 1947 tem início a Guerra Fria com a colocação em prática da Doutrina Truman.
Em 1947 o Brasil alinha-se com os EUA (vide TIAR), o PCB é colocado na ilegalidade e o governo Dutra rompe relações diplomáticas com a URSS.
3. ANTECEDENTES (55-64)
a. A crise de novembro de 55
b. O governo de Juscelino e Goulart (1956 – 1960)
A espinha dorsal do governo de Juscelino era o Programa ou Plano de Metas que resultou na construção de Brasília e em outras grandes obras como usinas hidrelétricas, estradas, indústrias (automobilística) etc...
Esse plano tinha por objetivo o desenvolvimento de cinco pontos básicos: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.
Com a meta de atingir cinqüenta anos de progresso em cinco de governo, a administração Juscelino efetuou vultosos gastos que elevaram a inflação/custo de vida e provocaram, como reação, diversas greves.
No campo político o governo Juscelino caracterizou-se pela habilidade em manobrar em meio as pressões da esquerda e da direita.
No caso do Partido Comunista, por exemplo, observa-se que teve uma relativa margem de atuação, publicando o semanário "Novos Rumos", o qual tinha venda livre nas bancas, apoiando abertamente o rompimento do governo com o FMI.
Com relação aos militares comprou novos equipamentos, como o porta-aviões Minas Gerais, e contornou com êxito as rebeliões de Aragarças e Jacareacanga, lideradas por oficiais da Força Aérea.
c. O governo Jânio Quadros ( UDN –1961)
Eleito com 48% dos votos, Jânio Quadros tornou-se presidente do Brasil, e João Goulart, mais uma vez, foi empossado na vice-presidência.
Governando de maneira personalista e folclórica, as atitudes de Jânio despertaram a preocupação da sociedade brasileira como um todo e, em particular, do segmento militar.
No campo econômico, Jânio implementou medidas estabilizadoras e antiinflacionárias que geraram um grande custo político pois provocaram o descontentamento tanto de empresários quanto de trabalhadores.
Sua política externa, que pretendia ser independente e neutra, causou comoção em uma época onde a sensibilidade da comunidade internacional exacerbava-se, no auge da guerra fria, ante a possibilidade de um conflito nuclear.
Provavelmente, Jânio renunciara, esperando que a popularidade que o conduzira ao poder o fizesse, desta feita, voltar nos braços do povo e com as mãos livres para exercer o governo do país conforme lhe aprouvesse, plenamente independente.
O erro de avaliação cometido por Jânio ao renunciar em 25 Ago 61, mergulharia o país em uma crise que quase o conduziu a uma guerra civil.
É importante destacar que a conjuntura mundial, no início da década de 60, também apresentava graves focos de tensão cujos reflexos se faziam sentir no cenário nacional e que bem justificam a preocupação do segmento militar com a manutenção dos valores democráticos e com a preservação das instituições.
Como exemplo, podemos citar a construção do muro de Berlim e o início da fase americana da Guerra do Vietnã em 1961 e a crise dos mísseis em Cuba, que quase conduziu o mundo a uma guerra nuclear em 1962.
d. O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
Por ocasião da renúncia de Jânio Quadros, João Goulart encontrava-se na China comunista em viagem oficial.
Os ministros militares receosos de que "Jango" tentasse estabelecer no Brasil uma república sindicalista, ou pior ainda, um governo comunista, vetaram a volta de João Goulart ao Brasil, alegando razões de segurança nacional.
A situação tornou-se mais tensa quando o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, partidário e cunhado de "Jango", deflagrou a campanha pela legalidade, utilizando uma cadeia de rádio para insuflar a população contra a decisão de vetar a posse de João Goulart.
Conseguindo o apoio do Cmt do então III Exército (atual CMS), comandado na época pelo Gen Machado Lopes, criou-se um impasse que poderia levar o Brasil a uma situação de guerra civil.
Graças à proposta apresentada pelo Congresso Nacional, que previa a instauração do parlamentarismo, houve o acordo com os ministros militares, evitando-se o perigo de uma confrontação armada (guerra civil).
1) A antecipação do plebiscito
Tão logo assumiu a presidência, João Goulart começou a articular a antecipação do plebiscito popular sobre a permanência do regime parlamentarista, prevista para 1965.
Conseguindo o fim do parlamentarismo em plebiscito popular em 6 de janeiro de 1961, Jango assumiu plenos poderes como presidente da república, porém os problemas político-econômicos continuaram :
-inflação e eclosão de conflitos políticos;
-reforma agrária sem nenhum acordo; e,
-influência de Brizola, que organiza o "Grupo dos Onze", verdadeiras células comunistas para a difusão da luta armada.
2) Expansão comunista no governo Goulart
a) Janeiro de 1962
-Comunistas dominam a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Petrobrás e os sindicatos de transportes, agora unidos em comando único através do Pacto União e Ação (PUA);
- Dominam a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Indústrias e outros sindicatos; e,
-Realizam a publicação diária da "Voz Operária", jornal do PCB.
b) Fevereiro de 1962
-Leonel Brizola encampa empresa telefônica no RS (início da campanha de naionalização/estatização);
-Exército constantemente atacado pela imprensa infiltrada por comunistas; e,
-pregação comunista torna-se aberta, sendo que Luís Carlos Prestes, com apoio oficial, traz exposição soviética para o Rio de Janeiro.
c) Maio-Junho de 1962
-Partido Comunista, mesmo na ilegalidade, realiza comícios ostensivos e campanhas populares;
-Movimento de Cultura Popular do Min da Educação, com o pretexto de combater o analfabetismo realiza doutrinação comunista;
-intensifica-se a tensão social com a ameaça de greve geral da CGT; e,
-saqueados aproximadamente 300 estabelecimentos comerciais em Caxias, com um saldo de 25 mortos e 1000 feridos.
d) Setembro de 1962
-Movimento grevista paralisa quase toda a nação; e,
-PCB estabelece seu programam de 11 pontos, um dos quais previa um expurgo nas Forças Armadas.
e) Outubro de 1962
-Eleições levam vários comunistas infiltrados nos partidos legais ao poder (Miguel Arraes – PE);
-CGT passa a assessorar o ministro do trabalho tendo livre trânsito no palácio do governo;
-eleição de sargentos, contrariando a lei eleitoral, provoca a passeata de 6000 Sgt, Cb e Sd em favor da posse dos eleitos ilegalmente;
-alguns militares aliaram-se à subversão e procuraram levá-la aos quartéis.
f) Setembro de 1963
-Sargentos da Aeronáutica e da Marinha revoltam-se em Brasília contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que denegara a elegibilidade dos sargentos, assumindo o controle de instalações militares, fazendo reféns oficiais e seus familiares;
-chegam a prender o Presidente da Câmara dos Deputados e um Ministro do STF;
- o Presidente da República se ausentara da capital federal, retornando somente após a rebelião ter sido controlada.
g) As Ligas Camponesas
h) O envolvimento de João Goulart
(1) Ações do PCB
-Lança forte campanha pela encampação das refinarias particulares, pela moratória da dívida externa e pela anistia aos sargentos de Brasília.
(2) Ações do Presidente
-Participa de comício comunista na Cinelândia (Set 63);
-solicita ao Congresso a decretação de Estado de Sítio (retirado por pressões recebidas da esquerda e da direita – Out 63);
-negocia diretamente com o PC;
-concorda com a formação de uma Frente Popular (unificação das esquerdas);
-envia projetos radicais ao Congresso – reforma constitucional, encampação de refinarias, reforma agrária radical e outros...; e,
-vislumbrava Goulart que o poder legislativo em decadência não teria como reagir.
O Presidente julgava as Forças Armadas sem condição de oposição devido aos seguintes fatores: Grandes comandos estariam afinados com ele; e, a oficialidade estava seria neutralizada pelos sargentos, já submetidos à doutrinação e aliciamento.
-tudo indicava a instalação de uma "República Sindicalista".
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

CONSPIRAÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA...


Alto Comando do Exército reforça esquema de segurança a Joaquim Barbosa, após duas ameaças



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Exclusivo – O Alto Comando do Exército ratificou ontem que continuará sendo o principal responsável pela segurança pessoal do presidente do Supremo Tribunal Federal. A cúpula militar ainda determinou um reforço no esquema que protege Joaquim Barbosa, depois de detectar pelo menos duas ameaças, nas últimas 48 horas, ao ministro que relatou o processo do Mensalão. Além de escolta, Barbosa agora contará também com vigilância inteligente durante a noite.

A ordem oficial de reforço veio às 14h 52 minutos de sábado. O documento reservado foi providencialmente assinado pelo General José Elito, membro do Alto Comando do EB e ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Além das ameaças detectadas pela inteligência militar, o reforço foi justificado por um estranho fato burocrático ocorrido na sexta-feira.

Na hora em que Barbosa se preparava para encerrar o expediente no STF, veio uma suposta ordem do Ministério da Defesa para que o pessoal militar que fazia a segurança de Barbosa fosse substituído. A nova orientação seria que Barbosa, após o julgamento do Mensalão, voltaria a contar com a proteção de agentes do Judiciário ou da Polícia Federal. Acontece que os servidores da Agência Brasileira de Inteligência, a serviço do GSI e do EB, resolveram não cumprir a estranha ordem, já que não tinham recebido qualquer comunicado oficial sobre a troca.

 Joaquim Barbosa foi para sua residência oficial vigiado por duas diferentes equipes de escolta. Avesso à segurança pessoal, Barbosa reclamou do excesso de pessoal militar com o qual já estava habituado a conviver. Ontem, o conflito de atuação foi desfeito. O General Elito, pessoalmente, reafirmou que só o Alto Comando do Exército ficará responsável por ordens acerca do esquema especial de segurança a Joaquim Barbosa. O serviço continua a ser executado por agentes de inteligência e oficiais do EB.

O esquema funciona no Rio de Janeiro, neste final e começo de semana, onde Barbosa passa o Natal e responde pelo plantão de recesso do Supremo Tribunal Federal. No Ministério da Defesa, estranhamente, ninguém assume de onde veio a ordem para alterar a segurança de Barbosa. Nas entrelinhas, no meio militar, interpreta-se que foi dado mais um sutil recado do Alto Comando do Exército ao governo e, por extensão, ao Partido dos Trabalhadores – cujos dirigentes, publicamente, vêm hostilizando Barbosa e fazendo críticas ácidas ao Poder Judiciário.

Ao que se sabe até agora, a Presidente Dilma Rousseff apenas tomou conhecimento da pequena confusão, mas não teria interferido no conflito entre a EB-Defesa-GSI, mesmo sendo a comandante-em-chefe das Forças Armadas. Não chegou a se configurar uma “crise militar”. Mas a cúpula do EB reafirmou sua independência para tomar decisões que considere de interesse estratégico para a segurança nacional ou para o pleno funcionamento das instituições democráticas. Se os petistas souberem ler, este pingo de decisão dos Generais é uma letra maiúscula de que não se aceitará um desrespeito às regras institucionais e constitucionais.

O recado do EB foi direto: a petralhada deve parar de falar e fazer besteiras contra o frágil regime democrático no Brasil.

Fonte:http://www.alertatotal.net/

 Canalhas para todos os gostos


General Marco Antonio Felício  da Silva - 23/12/2012

 Esta semana, mergulhado em leituras que enfocam graves problemas com os quais o Brasil se depara em várias áreas, verificamos que tais óbices ou antagonismos não deveriam existir não fosse o comportamento inadequado de administradores públicos nos diversos escalões de governo, através desses últimos 30 anos, independentemente de regimes, ideologias ou formas de governo.

Eles, em oportunidades raras, por interesses menores, por deformidades de caráter ou por fraqueza moral diante de pressões descabidas, não tomaram as melhores decisões para o País, principalmente, tendo em vista o Desenvolvimento e a Segurança da Nação. Assim, crescemos, durante a chamada “Nova República” a taxas inferiores ao nível médio do crescimento mundial. Significa que, perante o crescimento mundial, involuímos. Como exemplo gritante, basta citar que, 30 anos atrás, tínhamos um PIB superior ao da China, hoje segunda potência mundial.
Embora a sexta economia do mundo, não se pode considerar o Brasil um País desenvolvido pelas deficiências que apresenta nas áreas de infra-estrutura, educação, saúde, saneamento básico e ciência e tecnologia. Como resultante, temos baixa qualidade de mão de obra, baixo índice de agregado tecnológico em produtos exportados, gerando pauta de exportação na qual produtos primários apresentam maior valor. Como agravantes, baixas participação e competitividade no mercado mundial. Estamos crescendo, apesar da crise global, abaixo da média mundial. Como complicador, dívida externa e interna próximas de 2 trilhões de reais e alta taxa de corrupção tanto na esfera pública como na privada.
Procurei uma palavra com a qual pudesse melhor definir tais administradores. Depois de muito procurar, encontrei-a sonora, com vários significados, quase perfeita, e que enquadra a grande maioria de tais indivíduos, pois, são eles numerosos e com características diversas :  CANALHAS!!!! Diferentes dicionários indicam os sinônimos a seguir : indivíduo vil, desprezível, mau caráter, aproveitador, cínico, mentiroso, interesseiro, sem escrúpulos, traidor, imoral, criminoso, desonesto, patife, infame, velhaco, miserável, moleque.
Há que se enfatizar que a exceção do malfadado Collor, apoiado então por um partido “nanico”, hoje, incrivelmente, presidente da comissão do Senado que trata de assuntos de Segurança e Defesa, o País foi governado, nestes 30 últimos anos, pelo PSDB e pelo PT, ambos acolitados pela famigerada colcha de retalhos que é o PMDB. São os partidos responsáveis diretos pela situação em que hoje nos encontramos. São repositórios de canalhas.
Há que lembrar que Collor foi retirado da presidência, responsável por extensa rede de corrupção, comandada por seu braço direito PC Farias, da qual se locupletou em meio a rituais de magia negra. Cometeu crime de lesa-pátria ao encerrar o programa de desenvolvimento nuclear, jogando no lixo o esforço de centenas de pesquisadores e milhões de dólares, impedindo o Brasil de dominar tecnologia de ponta, sensível, tanto para fins pacíficos como para fins militares, privando o País de arma político-estratégica de barganha no convulsionado ambiente internacional.
Durante os governos do PSDB, sob a direção de FHC, submisso ao “Consenso de Washington”, atrelado à política externa norte-americana, a corrupção desenfreada perpassou as privatizações, em nome da busca da modernidade e da livre iniciativa. A desnacionalização de vários segmentos industriais bem como a invalidação de tantos outros ocorreram em função de política econômica desastrosa. Os escândalos de corrupção foram vários e sucessivos. Presidente por dois mandatos consecutivos, FHC foi reeleito escondendo a grave situação econômica pela qual passava o País, postergando a maxi desvalorização da moeda. Cometeu crime de lesa Pátria ao assinar o tratado de não proliferação nuclear; aderiu ao programa de não desenvolvimento de mísseis, criou o Ministério da Defesa, tratou as FFAA a pão e água, privatizou setores estratégicos da indústria nacional. É considerado e incensado como o “Príncipe” da Sociologia brasileira quando jamais passou de um mero serviçal da CIA, como indicam diversas fontes. Defende, hoje, irresponsavelmente, a descriminalização dos usuários de drogas quando deveria saber que o País não tem estruturas de assistência social e de saúde a altura para internar e  tratar drogados nem capacidade para a fiscalização e repressão necessárias.
Os três últimos governos, todos do PT, mostram-se os mais corruptos de toda a História do Brasil, sendo a corrupção tramada e comandada pelos próprios governantes ou por colaboradores próximos, dentro do Palácio do Planalto. Em nome de “tudo pelo social”, aparelharam o Estado, criaram currais eleitorais e assaltaram o Tesouro Nacional não só para a manutenção do poder pelo poder como para enriquecimento pessoal. As várias investigações indicam, segundo o noticiário, a participação direta, entre outras, do ex-presidente Lula no trafico de influência, no desvio de dinheiro público, até mesmo para enriquecimento ilícito.
Com o recente julgamento do mensalão pelo STF e o posicionamento da maioria de seus juízes, condenando grande parte dos canalhas envolvidos, surge uma luz no fim do túnel, clareando a esperança de que para os canalhas, sejam quais forem, o destino será a cadeia para a salvação do País.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

Em nome da Rose‏



 Em nome da Rose‏



Maria Lucia Victor Barbosa - 05 Dez 2012

O julgamento do mensalão trouxe para surpresa de muitos algo surpreendente: pela primeira vez mandachuvas foram condenados. Mais impressionante estar entre eles José Dirceu, o "capitão do time" no primeiro mandado de Lula da Silva e que mesmo tendo perdido o cargo e depois o mandato de deputado federal, graças a Roberto Jefferson, continuou a dispor de enorme poder de mando dentro e fora do PT.

Esse acontecimento inédito se deveu ao relator, ministro Joaquim Barbosa, o que lhe granjeou admiração e respeito de parte da sociedade. Ele foi seguido pela maioria de seus pares, com exceção dos ministros Lewandowski e Toffoli que atuaram como advogados de defesa dos companheiros do PT. Não se pode também deixar de mencionar a atuação firme corajosa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que se tornou alvo da sanha vingativa do PT.

Com relação ao ministro Joaquim Barbosa se pode imaginar a profunda dor que seu prestígio causou a Lula da Silva. Não só porque ele se sentiu traído, visto que havia nomeado o ministro e pensava que o STF era mais uma de suas capitanias hereditárias, mas, principalmente, porque o descomunal ego do ex-presidente deve ter sido tremendamente abalado diante de alguém que lhe fez sombra entre cidadão esclarecidos.

Como no conto infantil Lula deve ter perguntado ao espelho mágico: "Espelho meu, existe no momento homem mais querido do que eu"? E o espelho respondeu: "Sim, majestade, o ministro Joaquim Barbosa".

Para ser como gosto, politicamente incorreta, traço um paralelo entre Lula da Silva e o ministro Joaquim Barbosa, completamente diferentes em termos de caráter, sendo sua única semelhança a origem humilde:

Lula da Silva fez questão de continuar iletrado e é um velhaco que tudo conseguiu apenas com muita sorte e lábia. Joaquim Barbosa estudou, trabalhou e se tornou o homem honrado e competente que conseguiu salvar o STF das garras da quadrilha enquistada no Executivo pelo PT. Com relação ao primeiro me envergonho de ser brasileira. O segundo me inspira justo orgulho pelo meu país.

É vergonhoso, por exemplo, observar que o governo foi de tal modo loteado e corrompido por Lula da Silva, via seu então primeiro-ministro, José Dirceu, que volta e meia explode mais um tremendo escândalo de dimensões nunca antes havidas nesse país. Como disse jocosamente José Simão, colunista da Folha de S. Paulo, "escândalo no PT é como caixa de lenços de papel: você puxa um e vem logo três". "Você nunca consegue puxar um só".

Assim, enquanto o julgamento vai terminando vem à tona o caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo , um cabide de emprego e um gabinete das sombras de onde Lula exercia comodamente seu terceiro mandato sem precisar ir à Brasília.

A bancária e sindicalista, Rose, também de muita sorte, trabalhou durante doze anos com o chefe da quadrilha do mensalão, José Dirceu. Neste período, como indica a Operação Porto Seguro da Polícia federal, ela fez um curso completo, com mestrado e doutorado na arte de obter vantagens e indicar trambiqueiros, falsificadores, achacadores, vendedores de facilidades, enfim, companheiros corruptos que passaram a ocupar altos cargos. Nada, porém, Rosemary conseguiria se não fosse sua intimidade com aquele a quem chamava carinhosamente de tio, de Luiz Inácio, de PR.

Em nome da Rose as portas se abriam, não tanto pela "madame", mas por ordem do "tio" sempre solícito em atender aos pedidos de sua Marquesa de Garanhuns. Os jornais e revistas estão cheios de detalhes das tramóias, das fraudes, das negociatas da Marquesa e de seus protegidos e seria repetitivo enumerá-las. Ressalve-se, porem, a sordidez a que chegaram os labirintos escuros e tortuosos da administração publica.

Lula da Silva anda desaparecido, mas mandou dizer que o seu caso com Rose é assunto particular. Deve até se sentir orgulhoso e se comparar a presidentes que também tiveram amantes. Mas, ao que se sabe, outros presidentes não nomearam nem acobertaram corruptos para satisfazer os desejos de suas outras mulheres.

Se o caso fosse apenas particular Lula poderia ter presenteado Rose com jóias caras, carros de luxo, apartamentos suntuosos. Afinal, o "pobre operário" deve estar podendo bancar tudo isso. Mas preferiu mandar a conta para o povo, pois quem paga a corrupção governamental somos nós.

Enquanto não acontece outro escândalo petista um fato importantíssimo não tem tido a relevância que merece. Refiro-me ao fracasso da expansão econômica. A previsão de um PIB, em 2012, que talvez não chegue a 1%, nos coloca de novo na rabeira dos Brics e configura o biênio perdido de Dilma Rousseff. O governo camufla a inflação, altera os dados, falsifica as informações. Inutilmente, pois a realidade acontece, independente da propaganda. E como é pesada a herança maldita de Lula da Silva e de sua sucessora, Dilma Rousseff.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

mlucia@sercomtel.com.br

http://www.maluvibar.blogspot.com.br/

A VERDADE VAI SUPERAR AS MENTIRAS DELLE


Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Exclusivo – Além da pressão psicológica que pode fazer mal a um tratamento pós-câncer, o palestrante transnacional Luiz Inácio Lula da Silva já começa a sentir os prejuízos das recentes denúncias de corrupção em torno de seu santo nome. Seis grandes empresas cancelaram palestras que fariam com o líder máximo do Instituto Lula. Três eventos foram adiados no Brasil. Dois cancelados em Portugal e outro não mais acontecerá em Moçambique.

O Rosegate exala cada vez mais cheiro de esgoto para o lado do mito Lula da Silva. A petralhada mensaleira se borra de vez com a certeira ameaça de que Marcos Valério, Carlinhos Cachoeira e Paulo Vieira vão apontar quem era o verdadeiro chefe que comandava os inúmeros esquemas de corrupção. A temporada de delação premiada tende a evoluir para uma deletação dos principais integrantes do Governo do Crime Organizado. O cagaço é geral na grande fossa em torno do Palácio do Planalto.

O medo de sempre é o crime politicamente insepulto de Celso Daniel – prefeito petista de Santo André sequestrado, torturado e assassinado em janeiro de 2002. Agora, o promotor de Justiça paulista Roberto Wider Filho intimará Marcos Valério Fernandes de Souza a confirmar a informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi extorquido em R$ 6 milhões pelo empreiteiro de lixo Ronan Maria Pinto. O MP quer saber se o milionário "pedágio" para parar de ameaçar Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho sobre o hediondo crime contra Daniel foi usado por Ronan na compra do jornal "Diário do Grande ABC", em 2003.

O novo medinho vem do baiano Paulo Vieira. O diretor exonerado da Agência Nacional de Águas mandou avisar que não sairá da Operação Porto Seguro como o chefe da quadrilha. Vieira ameaça denunciar "gente graúda" – bem acima dele. O fato concreto e explosivo é que Vieira era parceiro de Rosemary Nóvoa Noronha – apadrinhada de Lula da Silva na chefia de gabinete da Presidência da República em São Paulo. Vieira negocia uma delação premiada que pode tornar ainda mais deficitária a conta moral da petralhada – uma espécie de rato de esgoto que, se não for extinta, deve ser banida da vida pública diretamente para a privada.

Pavor maior ainda é se Carlinhos Cachoeira realmente desaguar tudo que sabe. Outro que negocia uma delação premiada, o goiano Carlos Augusto Ramos representa uma ameaça ainda mais perigosa para a cúpula petralha. Com seus vídeos, gravações e documentos comprometedores, armazenados em núvem e com familiares de confiança, Cachoeira tem tudo para criar problemas para a Presidência da República (na gestão passada e na atual) e para muitos governadores e prefeitos. Basta que Cachoeira revele o mar de bosta em torno da empreiteira Delta (líder do PACo e das mais superfaturadas obras do País).

A revelação dos bastidores de negociatas dos mais variados escândalos (Celso Daniel, Mensalão, Rosegate e Delta-Cachoeira) pode derrubar muitos "condomínios" da República Sindicalista do Crime Organizado. A alta cúpula do Poder Judiciário, incluindo Ministério Público, Polícia Federal e organismos de inteligência do Brasil e do exterior, nunca na história deste Pais teve tanto apoio para promover delações premiadas que redundem em deletações de políticos corruptos.

A governança do Crime Organizado, marcada pela parceria criminosa entre os podres poderes estatais e bandidos de toda espécie, inviabiliza o desenvolvimento de negócios transnacionais no Brasil. O atual combate ao crime não ocorre por puritanismo moralista, na romântica luta do bem contra o mal. Delações deletarão bandidos do poder porque, simplesmente, a Oligarquia Financeira Transnacional – que sempre investiu em nossos corruptos para explorar o Brasil – agora não aguenta mais pagar tanta taxa criminosa de pedágio para um bando de ladrões fora de controle.

O momento é de salve-se quem puder. Por isso, Presidenta Dilma Rousseff propagandeia na mídia internacional o seu discurso anti-corrupção. As recentes palavras de Dilma ao jornal francês Le Monde sinalizam que, se o tempo fechar institucionalmente por aqui, ela deseja ser poupada e viabilizada como a "faxineira" que apertará o botão da descarga: "Não tolero corrupção. Se há suspeitas fundadas, a pessoa deve partir".

Semânticamente, numa análise neurolinguística precipitada, o inconsciente coletivista de Dilma poderia estar se referindo ao seu antecessor. Afinal, Lula da Silva exercia uma evidente presidência parelela usando dois elementos de extrema confiança: Rose no gabinete presidencial paulista e Gilberto Carvalho na secretaria geral de Dilma. Como Lula ainda não partiu, agora pode sair partido. O problema da Dilma é ser obrigada a lhe prestar constante fidelidade, com declarações públicas de apoio e exaltação de uma honestidade que fica cada vez mais difícil de comprovar na prática.

O perigo de bagunça institucional se agrava com o conflito entre o desgastado Poder Legislativo e o Poder Judiciário – cuja cúpula surfa na ilusória onda de "salvadores da Pátria". Com o Poder Executivo afundado no mar de esgoto, o Judiciário tenta se credenciar como o "Poder Moderador" (historicamente exercido pelos militares, depois que derrubaram o Império e proclamaram a República que nunca serviu aos interesses brasileiros).

Tal plano, financiado ocultamente pelos grandes investidores transnacionais, vai ter um final feliz para o Brasil e para os brasileiros?

Eis a grande pergunta que fica sem resposta até que a Profecia Maia sobre o Brasil se concretize, algum dia, quem sabe...

 Fonte:www.emdireitabrasil.com.br 

SEM PODER É MELHOR!


PT sem voz


VALDO CRUZ  *

 A presidente Dilma termina 2012 anunciando a privatização, ops, o PT odeia essa palavrinha, vamos falar na linguagem dele, a concessão ao setor privado de mais dois aeroportos, Galeão (Rio) e Confins (Grande BH).

Mais um passo na direção, correta, de repassar a empresários investimentos e operação de áreas vitais para o desenvolvimento do país.

Neste ano, Dilma deu uma guinada: privatizou três aeroportos, anunciou programa de concessão de rodovias e ferrovias, lançou plano abrindo ao setor privado a exploração de portos e, agora, chegou a vez dos aeroportos do Rio e de Minas.

Movimento pragmático da petista, ao constatar que os investimentos estão patinando e o Estado não dá conta do recado nem tem vocação para cuidar dessas áreas.

Medidas sempre bombardeadas pelo PT, crítico histórico das privatizações, tema usado para atacar os tucanos na campanha da reeleição de Lula e na eleição de Dilma.

Só que o petismo está literalmente nas cordas nos últimos meses por causa do julgamento do mensalão. Gasta boa parte de sua energia na defesa de seus filiados condenados pelo STF e do ex-presidente Lula, às voltas com ameaças do operador do esquema, Marcos Valério.

Nas palavras de um assessor, a fraqueza momentânea do PT deu à presidente liberdade para tomar decisões que, em outros tempos, sofreriam oposição do seu partido. Sem falar que, no governo Dilma, o PT é pouco ou quase nada ouvido na formulação de programas.

Realidade que gera frustração na cúpula da legenda, que vislumbrava ter mais influência na era Dilma. Não teve no primeiro nem no segundo ano de mandato, despertando saudosismo num grupo de petistas, que sonha com a volta de Lula ao Planalto.

Por sinal, tem gente animada com os últimos movimentos do petista, que insinua nova candidatura para sair da defensiva. Por enquanto, porém, é só jogo de cena. (* Folha de S.Paulo)


Fonte:http://www.blogdomagno.com.br/

A IDEOLOGIA PETISTA É TOTALITÁRIA


Controle da mídia: tirania será barrada, diz Barbosa




DO BLOG DE CHRISTINA LEMOS

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Basrbosa, afastou, em entrevista nesta quinta, qualquer risco de abuso na formulação de normas que busquem o controle da atividade de imprensa e da mídia em geral. O ministro ressaltou que existe uma 'incontrolável tentação tirânica da maioria' e lembrou que Judiciário existe para garantir o equilíbrio entre as instituições.

Ressalvando que não desceria a detalhes 'sobre medidas em cogitação', Barbosa destacou que a Justiça entrará em ação contra iniciativas que afetem a liberdade de imprensa: 'Se isso ocorrer, num país com instituições consolidadas como o Brasil, existe uma instituição para impedir, que é o Judiciário. Qualquer tentativa de domesticar a imprensa, poderá ser coibida pela mesma via.'

Desde o início do julgamento do mensalão, setores do PT defendem como prioridade a criação de normas para controlar a mídia. A idéia chegou a constar como prioridade em nota oficial do comando da legenda, em reação a condenações de ex-dirigentes e ao que petistas classificam de campanha para 'acabar com o partido'

Fonte:http://www.blogdomagno.com.br/

DEVE IR AS RUAS CONTRA ELLE...E O PT


A receita de veneno do comissariado



Lula acha que pode botar o povo na rua para defender delinquentes; Collor teve a mesma ideia, deu no que deu

ELIO GASPARI

LULA E José Dirceu, bem como os comissários Gilberto Carvalho e Rui Falcão, mostraram-se dispostos a botar povo na rua para defender o que chamam de 'nosso projeto'. A ideia é tirar a nação petista do inferno astral em que se meteu com o ronco das praças.

Deveriam pensar duas vezes. Talvez três, consultando-se com o senador Fernando Collor de Mello. Em agosto de 1992, ainda na Presidência, acossado por denúncias de roubalheiras, ele foi à televisão e pediu ao povo que o defendesse, vestindo verde e amarelo no dia Sete de Setembro. A garotada o ouviu e saiu por aí vestindo luto, com as caras pintadas. Em dezembro, Collor renunciou à Presidência.

O que vem a ser o 'nosso projeto' em cuja defesa o comissariado quer gente na rua? O pedaço dos dez anos de mandarinato petista que garantem popularidade a Lula e à doutora Dilma nada tem a ver com o infortúnio dos mensaleiros e dos jardins de Rose Noronha.

Há gente disposta a sair às ruas para defender muitas iniciativas realizadas pelo PT desde 2003, mas se o comissariado acredita que conseguirá uma mobilização popular para proteger delinquentes condenados pelo Supremo Tribunal ou apanhados pela Polícia Federal, pode estar apostando numa radicalização suicida.

O repórter José Casado acompanhou três comícios de Lula durante a última campanha eleitoral. Viu-o nas praças de São Bernardo, Santo André e Diadema. Em cada uma delas havia algo em torno de 2.000 pessoas. Dois terços da audiência eram compostos por uma plateia que havia chegado em ônibus fretados por comissários. Casado tirou uma prova perguntando a vendedores de água como ia a féria. Muito mal.

Se a ideia é botar povo na rua sem ônibus de prefeituras, dispensando a infraestrutura da Viúva, tudo bem. Se acreditam que podem usar esses recursos sem que ninguém perceba, enganam-se. Produzirão apenas mais situações escandalosas.

Quando Collor teve sua péssima ideia, já existia mobilização popular contra ele. Potencializou-a. Há pessoas indignadas com a postura petista de defesa de delinquentes condenados. Elas ainda estão em casa, quietas. Se o negócio é ir para a rua, elas também podem ir, sem ônibus das prefeituras.

Fonte:http://www.blogdomagno.com.br/

sábado, 22 de dezembro de 2012

O BURACO É MAIS EMBAIXO, MANTEGA!


Quem disse que o mundo não acabou?
pibinho


ESCRITO POR UBIRATAN IORIO
ARTIGOS - GOVERNO DO PT



Eta-ferro, isso não é o fim do mundo? Ou seja, o Banco Central declara oficialmente que sua meta de inflação para os próximos dois anos ficará... acima do alvo (que é o centro da meta)!



Muita gente me pareceu frustrada ontem, dia em que o calendário maia previa que nosso mundo redondo acabaria, porque tal previsão não teria acontecido. Engano - ledo, alegre, exultante e saltitante! Pelo menos uma ilusão parcial, porque o mundo não acabou, mas tudo indica que começou a acabar, não da forma como imaginamos, com os quatro cavaleiros do Apocalipse aparecendo ao mesmo tempo, porque não foram quatro, mas três e todos surgiram aproximadamente na data marcada pelos maias. Coincidência? Resta apenas a chegada do quarto para que se possa dizer consummatum est. Senão vejamos:

O primeiro cavaleiro: recall de moedas do nosso Bacen
Não é mentira, juro! O Banco Central do Brasil anunciou um recall de moedas, motivado por uma falha de produção da Casa da Moeda, que fabricou joias raras: moedas de cinquenta centavos em uma das faces e cinco centavos na outra! Imediatamente, nossa autoridade monetária informou que essas moedas não teriam curso legal, o que é óbvio, ululante, altissonante, alarmante, preocupante, aviltante e azucrinante. Informaram ainda os burocratas bacenianos que cerca de quarenta mil moedas podem ter sido fabricadas com esse defeito, que só foi descoberto depois que uma delas foi usada como troco (juro que pensei que tinha sido depois de um cara ou coroa). Evidentemente, os bancos terão que encaminhar essas peças raras que, um dia, serão disputadas a tapas por colecionadores, para o Demec, o Departamento do Meio Circulante. Os otários pagadores de tributos, naturalmente, serão chamados na hora da conta pela fabricação das novas moedas.

Eita-pau! Se isso não é o fim do mundo, então será o que? Putz, nem dinheiro estamos conseguindo fabricar mais corretamente! É o primeiro caso na história monetária universal de um banco central que fabrica moedas...falsificadas.

O segundo cavaleiro: pibinho e inflaçãozona
A previsão do crescimento do PIB para este ano caiu de 1,6% para 1%, segundo o banco falsificador (duplamente, aliás) a que aludimos aí em cima. Ao mesmo tempo, a inflação, ou melhor, o que chamam de inflação (porque a inflação é a emissão de moeda sem lastro em poupança real) subiu de 5,2% para 5,7% neste ano e esperam nossos emissores oficiais que ela fique em 4,8% em 2013 e 4,9% em 2014, todas essas estimativas acima do centro da meta, que é de 4,5%, que já é um objetivo muito modesto para quem se diz guardião da moeda.

Eta-ferro, isso não é o fim do mundo? Ou seja, o Banco Central declara oficialmente que sua meta de inflação para os próximos dois anos ficará... acima do alvo (que é o centro da meta)! Que demonstração de incompetência, incoerência, incontinência, degenerescência, que indecência! Por essas e outras é que eu, que já fui simpatizante do sistema de metas de inflação com câmbio flutuante, hoje tenho como meta pura e simplesmente a extinção do banco central, não só o nosso, mas dos de todos os países!

O terceiro cavaleiro: o pibão grandão da presidente
No mesmo dia em que, para espanto e frustração de Mantega, Pimentel & Cia., - mas sem qualquer surpresa para os que conhecem os fundamentos da boa teoria econômica - a projeção do PIB caiu para minguados 1% (coisa que quem se der ao trabalho de pesquisar em meus artigos verá que eu já escrevia no final do ano passado), a presidente declarou que deseja um pibão grandão em 2013. Que novidade! Quem não deseja? [A única objeção que os austríacos fazem a esse desejo é que não se pode desejar algo que não existe, ou seja, essa coisa chamada “PIB”]. Mas, com os auxiliares que ela escolheu na área econômica, com o banco central nas mãos de quem está, com o viés estatista de seu governo, na melhor das hipóteses teremos uma taxa de crescimento do pibinho semelhante à deste ano. O otimismo presidencial é sinal de seu desconhecimento da teoria econômica fundamental, porque ela disse que seu governo fez toda uma "preparação" para que 2013 seja o ano do pibão: baixou os juros, estimulou investimentos e eliminou a “logística cara e ineficiente”.

Eita! O mundo está mesmo perto do fim! A mulher se cerca de gente incompetente, deficiente, prepotente, incoerente, imprudente, negligente e impenitente e, em seus devaneios de palanque, ainda fala em crescimento sustentado? Que pibão grandão coisa nenhuma!

E o quarto cavaleiro, quando virá?
Bem, este, quando aparecer, adeus mundo imundo! Será o fim de tudo: tempestades de inflação varrendo tudo o que encontrarem pela frente, taxas de juros no formato da letra “i” descendo dos céus como punhais e cravando-se nos peitos de tomadores e emprestadores, bombas de tributos em forma da letra “T” explodindo e matando milhares de “contribuintes” indefesos, pesados pedregulhos de corrupção caindo na cabeça de fiscais, corruptos e corruptores e esmagando-as, prédios suntuosos de empresas estatais desabando sobre as cabeças de quem as criou, tsunamis de moedas (inclusive as do recall), em formato de "M", invadindo as praias, arrasando tudo que estiver em sua trajetória e afogando quem as emitiu, monstruosas valorizações cambiais matando nossas exportações, corredores do BNDES inundados arrastando multidões de lobistas e lançando-os inertes e inermes na Av. Chile, vulcões de gastos públicos arrebentando em estrondos de incontáveis decibéis em macabro espetáculo pirotécnico e dizimando políticos e tecnocratas que os aprovaram e defenderam. Enfim, o fim!

Quando isso poderá acontecer? Bom, chegou a hora de falar sério e vou dar um palpite: daqui a mais ou menos dois anos, em outubro de 2014, se nosso povo mantiver no poder essa inacreditável coleção de incompetentes que vêm orlando os gabinetes de Brasília desde 2003.

Fonte:http://www.midiasemmascara.org/

LEGÍTIMA DEFESA - DIREITO NATURAL


Revisionismo esquerdista a serviço da desinformação


ESCRITO POR FÉLIX MAIER - DESINFORMAÇÃO

Todo país tem o direito natural de se defender contra a agressão estrangeira. Foi o que o Brasil fez contra o Paraguai e ponto final.


Paulo Fonteles Filho é filho de Paulo Fonteles, ex-deputado e advogado de posseiros no Sul do Pará, assassinado em 1987. Em seu blog, Fonteles Filho se apresenta orgulhosamente como “comunista”, apesar desta peste vermelha ter ocasionado o assassinato de 110 milhões de pessoas ao redor do planeta: “Nasci nos cárceres da repressão política brasileira e os brutamontes diziam que ‘Filho desta raça não deve nascer’. Sou filho de um ventre rebelde, rubro. Sou comunista desde tenra idade e vou levando na lapela a rosa vermelha da esperança.”

Um dos textos de Fonteles Filho, A guerra biológica no Araguaia, já começa com o título errado: se realmente foi utilizado o Aldrin no Araguaia, com propósito militar, o correto seria chamar isso de "guerra química", não "biológica". Quem entende de guerra biológica  - ou melhor, de terrorismo biológico - são alguns petistas, que deliberadamente propagaram a praga da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia -  cfr. em http://veja.abril.com.br/210606/p_060.html.

Em seu livro MATA! - O Major Curió e as guerrilhas do Araguaia (1), Leonencio Nossa faz uma permanente comparação da violência dos militares na campanha contra Canudos com a Guerrilha do Araguaia - com louvores a Lampião: “O Exército tinha distribuído Aldrin nas cabanas de castanheiros. No Araguaia, não foi respeitada a lei de Lampião, que não envenenava riachos por onde passavam inimigos” (op. cit. pg. 193).

O Aldrin era um inseticida utilizado no Brasil nos anos de 1960 e 70 como agrotóxico, além do DDT e BHC, entre outros, que foram proibidos no Brasil a partir de 1985, por decreto federal. Se houve morte de guerrilheiro do PCdoB por ingestão ou contágio de Aldrin, isso foi um caso isolado, não devido a uma “guerra química” promovida pelo Exército, como sugere o articulista vermelho, Fonteles Filho. Além do mais, o aldrin era um produto de fácil alcance por qualquer um, seja posseiro, guerrilheiro ou combatente militar, e qualquer pessoa desses grupos poderia ter sido contaminada devido à manipulação indevida do produto.

Quanto a Leonencio Nossa afirmar que o Exército envenenou riachos com o aldrin, uma crueldade que nem o querido Lampião fez, é delírio puro. Se algum rio foi contaminado por aldrin ou qualquer outro agrotóxico, isso ocorreu devido à sua utilização na lavoura, não que foi lançado diretamente no rio pelos militares. Afinal, estes também dependiam dos rios e igarapés para sua sobrevivência na selva.

O que todo combatente militar de selva sabe é que algumas tribos indígenas, como a etnia Sateré-Mawé, utilizam o cipó timbó, que é venenoso, para a pesca. A imersão do timbó na água libera um veneno que age no sistema nervoso cerebral do peixe, que perde o equilíbrio e fica boiando na água, facilitando sua captura. O rios Mawé e Andirá, por exemplo, são rios mortos, não têm vida, devido a essa prática indígena. O efeito do veneno do timbó nos rios pode permanecer durante 10 anos - um verdadeiro desastre ecológico, que lembra o antigo uso de dinamite para pesca.

A revisão histórica é benéfica, desde que os críticos se atenham a critérios científicos tão ou até mais rigorosos do que aqueles que nortearam a história original.

É comum entre esquerdistas realizar a revisão da História, de modo que ela fique igual à sua cara, a cara da mentira. O "historiador" José Chiavenato - fonte de consulta do articulista vermelho -, com seu livro Genocídio americano: a guerra do Paraguai, não tem credibilidade nenhuma em seu revisionismo rasteiro sobre a Guerra do Paraguai, em que tenta classificar Caxias e o Conde D'Eu como combatentes monstruosos, e que o Brasil estaria a serviço do império britânico, para massacrar o país "mais progressista" da América do Sul. “Historiadores militares de gabarito assinalaram, nessa obra de Chiavenato, mais de 30 erros históricos comprovados e outras tantas distorções da verdade comprovando o relativismo e o absolutismo com que o autor manipulou a história” (PEDROSA: 2008, 69). (2)

O Brasil, no início de Guerra do Paraguai, era um "império desarmado". “A proposta liberal de Adam Smith em A Riqueza das Nações, em moda durante a segunda metade do século XIX, induzira no Brasil um certo descuido com o exército profissional, embora o famoso pensador sempre propugnasse por uma força militar organizada para fundamentar e garantir o progresso e a segurança da nação” (PEDROSA, 2004: 209 - capítulo “Império Desarmado”). (3)

A Guerra do Paraguai só tem uma história: o Brasil, com muito custo, conseguiu reunir 15 mil homens armados, para se defender da agressão de Solano López, à frente de um exército de 64 mil homens, que aprisionou um navio brasileiro (em que viajava o presidente da Província de Mato Grosso), invadiu o Mato Grosso, ocupando parte desse território por três anos, violou o território da Argentina e chegou a conquistar Uruguaiana.

Todo país tem o direito natural de se defender contra a agressão estrangeira. Foi o que o Brasil fez contra o Paraguai e ponto final.

Todo revisionista vermelho deveria ter passado pelo menos 15 anos num gulag soviético, ou 10 anos numa “leoneira” (4) cubana, para dar valor à liberdade e à democracia, que tanto prega - apenas da boca para fora, já que defende, até hoje, regimes totalitários, como o de Cuba.

A recente história do Brasil é uma só: os militares evitaram que o Brasil se transformasse num imenso “Cubão”, no dizer de Elio Gaspari. Daí o revanchismo da esquerda, derrotada ontem e hoje no poder, em sua prática de satanizar as Forças Armadas, com o propósito de se perpetuar no poder. Um exemplo desse maniqueísmo pueril, em que os antigos terroristas são apresentados como heróis, e os militares como bandidos, é a famigerada Comissão Nacional da Verdade - o Pravda tupiniquim - que tenta reescrever a história dos governos militares pós-1964 dentro da ótica marxista da desinformação

Fonte:http://www.midiasemmascara.org/

A CULPA É DOS LEGISLADORES


Herói Barbosa salva fim de ano dos mensaleiros que agora não têm data prevista para prisão




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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Julgamento do Mensalão é uma tortura psicológica - principalmente para aqueles que não aceitam mais tanta impunidade no Brasil. O fato de o ministro Joaquim Barbosa ter recusado o pedido de prisão dos condenados na Ação Penal 470 só confirmou que tudo continua como dantes no Supremo Tribunal do Abrantes. No Brasil, só ladrão de galinha tem prisão garantida. Corrupto rouba, canta de galo e não vai preso.

 O ato de Barbosa – correto do ponto de vista de nossa prática jurídica – ratificou que continuamos longe de ver uma punição efetivamente rigorosa e no tempo justo e perfeito para aqueles que cometem crimes contra a coisa pública. O Procurador-Geral Roberto Gurgel aceitou a decisão de Barbosa, mas reafirmou o “temor” de que se passe muito tempo até que se alcance o trânsito em julgado. Gurgel também reforçou sua preocupação com a efetividade da decisão do STF.

Os infratores acabam sempre beneficiados pela extrema morosidade de nossos procedimentos judiciais. O teatral e demorado julgamento do Mensalão deu a ilusão de que seria feita Justiça contra políticos-corruptos (ou corruptos-políticos). Mas a longa tortura psicológica (para os condenados e para os cidadãos que sonham com Justiça) está longe de acabar. Tudo só se resolverá depois do tal “transitado em julgado”. Ou seja, a decisão de ontem de Joaquim Barbosa deixou claro que o drama jurídico ainda não acabou. Falta a publicação do acórdão com os votos dos ministros, para que os advogados ainda possam recorrer com inúmeros “embargos de declaração” (também conhecidos como recursos de embromação).

Ontem ficou mais uma vez evidente a falência múltipla de nosso sistema judiciário. Por princípio, Justiça não pode ser sumária. No entanto, também não pode ser tão lenta. Sendo assim, como é no Brasil, fica a clara noção de impunidade e injustiça. A verdade objetiva é: o STF não deveria ter julgado o Mensalão. O caso deveria ter sido apreciado pelas instâncias primárias da Justiça. Tudo foi para o Supremo – que é a instância máxima de avaliação constitucional – por causa do “foro privilegiado” (que não deveria proteger políticos que cometem crimes comuns ou contra a gestão pública, como foram os delitos do mensalão). A conclusão é: quando tudo começa errado, só pode acabar de forma mais errada ainda.

Por que o herói nacional Joaquim Barbosa rejeitou o pedido de prisão imediata dos condenados no julgamento do mensalão, antes mesmo do trânsito em julgado da ação? Tecnicamente falando, ele seguiu a tradição do STF de só mandar prender depois de esgotados todos os recursos. Barbosa até admitiu ser possível determinar a prisão quando os réus exageram no número de recursos, com o nítido propósito de protelar a decisão final. Mas como os defensores dos condenados no mensalão ainda não fizeram isso, Barbosa preferiu dar um voto de confiança.

Barbosa amarelou? Não, necessariamente. O ministro foi convenientemente pragmático. No fundo, ele preferiu não alimentar ainda mais a guerra institucional promovida pela cúpula radicalóide do Legislativo – comandada pelo deputado petista Marco Maia – contra o Judiciário. Barbosa também não quis comprar briga com os demais ministros do STF – que reformariam sua decisão no retorno do recesso da Justiça, em fevereiro. Barbosa sabe que já foi o mais longe que o permitido na condenação dos mensaleiros. Ele e o STF ficaram bem na fita. Parece que isto era o que realmente importava em todo o docudrama desta longa Ação Penal 470.

Outro detalhe que precisa ser lembrado para justificar a impunidade ou uma punição de mentirinha para os mensaleiros. Todos devem ficar pouco tempo na cadeia. Exceto Marcos Valério, os demais passarão pequenas temporadas nas “prisões especiais”. Valério pegará um mínimo de 6 anos, 8 meses e 21 dias na prisão. José Dirceu pegará 1 ano, nove meses e 10 dias. Delúbio: 1 ano, 5 meses e 25 dias. João Paulo Cunha: 1 ano, 6 meses e 20 dias. Henrique Pizzolato: 2 anos, 1 mês e 5 dias. Por isso, o quanto antes começarem a cumprirem as penas, melhor para eles.

Assim que for preso, sabe-se lá quando, o consultor José Dirceu ainda vai tirar onda com a nossa cara. Poderá usar a prisão como propaganda, propagando a mentira de ser “um preso político” (curiosamente no País governado pelo partido que controla o Governo do Crime Organizado). Para ele e seu chefe maior – que sequer foi indiciado -, os crimes compensaram e muito!

Os mensaleiros respiram aliviados. A Profecia Maia falhou. A Profecia Barbosa, também! O mundo não acabou para eles.  Terão um Natal e um Ano Novo inesquecíveis... Poderão rir da cara da gente que ainda sonhava que seria possível, pelo menos, lhes dar um sustinho com a temporada na cadeia. No final das contas, eles pouco pagarão pelos crimes que cometeram e pelos quais foram (quase) condenados – quase porque ainda falta o “transitado em julgado”.

Fonte:http://www.alertatotal.net/

A VERDADE VERDADEIRA...


Luta armada: “Combate nas trevas” Parte 3


Ernesto Caruso

Além do abordado nos dois artigos anteriores, o autor do livro Combate nas trevas, J. Gorender, a registrar fatos ocorridos antes de 64, torna evidente o plano de tomada do poder via luta armada pelos comunistas na América Latina: “Em 1963, o Exército peruano já havia destroçado a guerrilha de....”
Implantar o regime comunista no Brasil era uma obsessão histórica gerada na matriz soviética e imposta por seus líderes.

Os atos de terrorismo não emergiram contra a ditadura, mas sim que está nas teses e programas dos congressos e organizações que os praticaram. Incrível. Renegam a Pátria para condicioná-la à soberania limitada sob o tacão vermelho e princípios doutrinários, como prioridade ao internacionalismo, revolução permanente e ditadura do proletariado.
O título Turbulências de 68 e Fechamento Ditatorial justifica causa e efeito. Neutralizar a guerrilha e o terrorismo das várias facções e desaguar na abertura política com a mudança de atitude dos autores e partícipes das “turbulências”. Aprenderam que o poder de gerir o Estado advém da disputa pela voz do pensamento e não pela voz dos explosivos, das rajadas e matracas.
O autor discorre sobre o sequestro do embaixador norte-americano, narra a morte de Marighela, que rendido tenta abrir a pasta onde estava o revolver 32; divergência com frei Beto, alegando que esse preferiu a meia verdade, igual à meia falsidade e que sua versão acumula “invencionices” a respeito da participação dos frades dominicanos no evento.
Qualifica Lamarca com cultura política elementar, primária e simplória; reporta a sua atuação na guerrilha do Vale do Ribeira, onde o Ten Mendes da PMSP foi executado. Descreve assaltos a carros fortes/bancos e mortes, tiro acidental no comparsa Ari Miranda que faleceu se esvaindo em sangue no refúgio e enterrado à beira da estrada, sequestro de avião debelado por soldados da FAB com a morte de Eraldo Freire, do bando (01/07/70).
Descreve os sequestros dos embaixadores da Alemanha e da Suíça e morte de dois seguranças, o fim de Lamarca, o suicídio de Iara Iavalberg, o justiçamento do empresário Henning Boilesen, revela o plano de matar um oficial do navio da Marinha inglesa em solidariedade ao IRA, mas é metralhado um marinheiro (05/02/72), assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras, metralhados três seguranças e destruição de caminhonetes do Grupo Folhas; analisa a guerrilha do Araguaia.
Traça um paralelo entre a violência do opressor, com destaque para a tortura e a do oprimido; agrava a primeira e justifica a segunda em alguns casos, a despeito de afirmar que a violência revolucionária não deve ir além do necessário: “é imoral torturar e assassinar prisioneiros, explodir bombas que vitimarão inocentes, capturar inocentes e fazê-los reféns”.
Daí justifica os justiçamentos do Cap Chandler, empresário Boilesen e do delegado Otávio, considerados inimigos. A do marinheiro, um assassinato. A morte do Ten Mendes, “surpreendido por uma coronhada na cabeça”, prisioneiro de Lamarca, foi uma “duríssima necessidade”.
O justiçamento de Elza Fernandes impressiona como o Partido Comunista é senhor da vida e da morte dos seus seguidores. Gorender refere-se ao livro escrito por Luiz Carlos Prestes como pseudo-autocrítica e reproduz: “Eu não mandei matar Elza... Quem mandou matar Elza foi o partido.” E contesta tal afirmação. Elza tinha 16 anos em 34, analfabeta, companheira de Miranda, secretário-geral do PC. O casal foi preso em 13/01/36, pós intentona de 35. Elza foi libertada a seguir e colocada sob suspeita de delatar companheiros que foram presos. Submetida a “interrogatórios prolongados”, teve quem a defendesse na direção do partido, mas, afastado sumariamente do secretariado. Prestes não só apoiou o julgamento, como aprovou a sentença por cartas, refutou a suspensão da execução, chamando os camaradas de vacilantes e medrosos. Gorender comenta a leviandade de Prestes ao fazer de memória exame grafológico nos bilhetes de Miranda. Poderia evitar o “crime brutal”, mas empurrou Elza para a morte por estrangulamento.
À reflexão a meia verdade que a Comissão, recém criada, ensaia apresentar à sociedade. Os fatos estão aí narrados, crimes, erros e exageros dos terroristas que foram anistiados. Por que então os absurdos cometidos por alguns que os combateram não podem ser agasalhados pela anistia?

Fonte:http://www.averdadesufocada.com

E POVO ...FICOU MAIS POBRE E DEVENDO


Petrobras: um bilhão de dólares pelo ralo


É esse o prejuízo, em dólares, que a Petrobras deverá ter com a venda de sua refinaria no Texas, um dos piores negócios já feitos na história da estatal — que o TCU investiga



VEJA

Desde que assumiu a presidência da Petrobras, em fevereiro, a engenheira Maria das Graças Foster, ou Graça, como é conhecida, já teve de vir a público admitir o fiasco em dezenas de perfurações de poços ao longo dos últimos oito anos e ainda dobrar-se diante da alarmante queda no nível de eficiência de suas plataformas.

Agora, o incômodo é um daqueles esqueletos escondidos no armário pela gestão anterior que, uma vez descobertos, tiram o sono.

O esqueleto em questão é uma refinaria comprada pela Petrobras em Pasadena, no estado americano do Texas. O negócio é um dos mais mal sucedidos da história da estatal.


Em 2006, a Petrobras comprou 50% da refinaria, ficando a outra metade com a trading belga Astra Oil. A parceria foi desfeita em junho passado depois de acirrada disputa judicial.

A Petrobras, então, adquiriu as ações da Astra Oil e ficou como única dona da refinaria. Não se entende por que pagou um preço tão alto por uma refinaria velha e defasada, que só dá prejuízo e dor de cabeça.

A estatal brasileira já enterrou em Pasadena cerca de 1,18 bilhão de dólares. Quando, há seis meses, finalmente decidiu livrar-se dela, pondo-a à venda, entendeu o tamanho do rombo.

A única oferta recebida - da multinacional americana Valero - foi de cerca de 180 milhões de dólares, pouco mais de um décimo do valor pago.

Obviamente, Graça hesita em aceitar a oferta, o que a forçaria a assumir publicamente o rombo bilionário, mexendo em um vespeiro cujas reais dimensões estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os detalhes do negócio, aos quais VEJA teve acesso, ajudam a esclarecer por que, dentro da própria estatal, pairam suspeitas de que o caso Pasadena pode não ser um erro de cálculo, um mau passo de gestão, a que todas as empresas estão sujeitas.

Nada disso. A compra da refinaria tem o DNA para se tomar um escândalo.

A primeira a levantar dúvidas sobre a transação foi a presidente Dilma Rousseff, em 2008, quando era ministra da Casa Civil e comandava o conselho da Petrobras.

A estatal e sua sócia belga divergiam sobre a condução da refinaria, e a Petrobras propôs comprar os 50% restantes. Por quanto? Setecentos milhões de dólares, quase o dobro do que a Astra pagara apenas dois anos antes.

Havia até relatórios de consultorias avalizando as cifras. Mas a operação foi rechaçada pelo conselho. 'Dilma atacou a proposta e criticou duramente Sergio Gabrielli (então presidente da estatal) diante de todos. Foi constrangedor', lembra um ex-diretor.

(Clique aí 1 Bilhão pelo ralo  e leia reportagem completa)


Fonte:http://www.blogdomagno.com.br/