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quinta-feira, 4 de julho de 2013

A IMPUNIDADE É GERADA PELA CUMPLICIDADE

O país da impunidade

Pedro Simon*senador 

Identificados e ouvidos pela polícia, foram liberados em seguida, impunes. Arruaceiros que participaram de atos de vandalismo, além do homem que jogou um coquetel molotov no Palácio do Itamaraty, em Brasília, estão novamente nas ruas após uma passagem pela delegacia. Ao mesmo tempo, a Justiça do Rio negou, em menos de uma semana, sete pedidos de prisão de vândalos, conforme notícia veiculada no Jornal do Brasil. Apenas um foi aceito, e por um período de cinco dias.
Esse é apenas uma pequena amostra da dificuldade que enfrentam as instituições para induzir uma ação efetiva no campo da segurança pública. Ao invés da repressão generalizada que atinge indistintamente toda a população, se impõe uma atuação mais objetiva da inteligência, o foco no combate à depredação e a colaboração da Justiça. Aos manifestantes pacíficos, simplesmente a garantia para o exercício democrático de um direito constitucional.
O Brasil, muitos já disseram, é o país da impunidade, aonde só ladrão de galinha vai para a cadeia. Exemplos históricos não faltam e são bem conhecidos. Poderosos podem até ser processados, e mesmo condenados, mas a cadeia não é uma opção. Aqui, o rico conhece a Justiça e o pobre a polícia. A novidade, nessa questão, é ver o manto da impunidade encobrir também os responsáveis por saques, destruição de patrimônio público, roubo e agressões. Assistimos a uma espiral de violência que acabará por comprometer a legitimidade das próprias manifestações que incluem, em sua extensa pauta, justamente o fim da impunidade e ética na política.
*Pedro Simon é senador pelo PMDB-RS

TEMER - TEME E TREME ...

Temer volta atrás e diz que reforma política para 2014 é possível

Jornal do Brasil
Após ter declarado pela manhã de que o plebiscito sobre a reforma política não valeria para as eleições de 2014,  o vice-presidente Michel Temer divulgou nota afirmando que essa é a opinião de líderes da base aliada, e não um recuo do governo, que defende a aplicação das eventuais mudanças no sistema político já no próximo pleito.
Na nota, Temer esclarece que a declaração não foi feita em nome do governo. "A minha declaração sobre a realização do plebiscito da reforma política relatou a opinião de alguns líderes da base governista na Câmara, em função dos prazos indicados pelo TSE para a consultapopular. Embora reconheça as dificuldades impostas pelo calendário, reafirmo que o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014”, diz.
O vice-presidente também reafirma o compromisso do governo com uma reforma política que amplie a representatividade das instituições através da consulta popular.
Na próxima semana, o governo vai reunir os líderes da base no Senado para discutir a elaboração do decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.
 O vice-presidente da República, Michel Temer, e líderes da base aliada na Câmara se reúnem para discutir o plebiscito da reforma política
 O vice-presidente da República, Michel Temer, e líderes da base aliada na Câmara se reúnem para discutir o plebiscito da reforma política
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Temer.
Nota à imprensa
Em face das notícias veiculadas a respeito da minha reunião com os líderes da base aliada na Câmara dos Deputados, esclareço que:
1.   A minha declaração sobre a realização do plebiscito da reforma política relatou a opinião de alguns líderes da base governista na Câmara,  em função dos prazos indicados pelo TSE para a consulta popular.
2.   Embora reconheça as dificuldades impostas pelo calendário, reafirmo que o governo mantem a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistemapolítico-eleitoral já nas eleições de 2014.  
3.   Reafirmo o compromisso deste governo, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em reunião com todos os governadores e prefeitos de capital, com uma reforma política que amplie a representatividade das instituições através de consulta popular. Na reunião de hoje, foi unânime entre as lideranças dos partidos políticos o apoio a esta tese.
4.   Na próxima semana será realizada reunião com os líderes da base no Senado para reafirmação do apoio à tese e discussão da elaboração do decreto legislativo convocando o plebiscito.
Brasília, 4 de julho de 2013
Michel Temer
Vice-Presidente da República

terça-feira, 2 de julho de 2013

MANTER DÍZIMO DE 22 MIL COMISSIONADOS É MUITO $$$ PARA O PT


TERÇA-FEIRA, 2 DE JULHO DE 2013

Plebiscito esconde o verdadeiro problema do país: para manter a máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil "cargos de confiança", PT torra U$ 300 bilhões por ano.

 
Editorial de O Globo, intitulado " A falsa solução do plebiscito"
 
Resultado de um lance de oportunismo de alas do PT embevecidas pela "democracia direta" chavista, a Constituinte exclusiva, ideia afastada por flagrante ilegalidade - não pode haver constituinte para rever apenas partes da Carta -, foi convertida em plebiscito. Ao vislumbrar uma brecha na crise das manifestações de rua para contrabandear este antigo sonho do partido - oficialmente, desde 2007, segundo documentos internos do PT -, a legenda desembocou numa consulta popular que o governo Dilma precisa viabilizar junto ao Congresso.
 
A tarefa é impossível de ser cumprida, se a ideia for realizar uma consulta séria à população. Como o tema do plebiscito, a reforma política, não pode ser traduzido em perguntas simples e objetivas, exigência de qualquer sondagem popular, a presidente Dilma tem mais um problema sério sobre a mesa para resolver.
 
E tudo isso para pretensamente atender a uma das reivindicações das ruas, afirmam o governo e o partido. Ora, num sentido bastante amplo, pode-se entender que as críticas aos políticos e governos em geral, feitas nas manifestações, podem ser atendidas por uma reforma política. É duvidoso, porém. Mais ainda quando se sabe que, entre as mudanças arquitetadas por petistas, está o voto em lista fechada, em que os candidatos são escolhidos pelos caciques partidários, em barganhas nada transparentes, distantes do povo em nome do qual se pretende fazer as mudanças. Ironia pura. E, enquanto o plebiscito vai tomando conta da agenda política, o governo finge não entender críticas reais feitas nas ruas: prioridades erradas nos gastos públicos, desperdícios, mais recursos para Educação e Saúde, por exemplo. É a tradução dos ataques aos estádios para a Copa e à baixa qualidade do sistema de transporte público urbano.
 
Em vez de uma incerta e etérea reforma política, o Planalto deveria responder às manifestações com ações objetivas e certeiras. Como a suspensão do mirabolante e bilionário projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, com o último orçamento em mais de R$ 30 bilhões - cifras sempre revistas para cima -, e a transferência do que houver de dinheiro público envolvido na empreitada para viabilizar projetos de trens suburbanos e metrôs nas duas regiões metropolitanas.
 
Os tais "pactos" com os quais Dilma se compromete - a reforma política é um deles - correspondem a despesas de R$ 50 bilhões. Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cortes em gastos de custeio e/ou aumento de impostos a fim de compensar estas despesas.Chega a ser um acinte admitir aumentar a já elevada carga tributária, quando o governo gasta R$ 611 bilhões por ano - ou quase US$ 300 bilhões - para manter uma enorme máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil servidores apaniguados, donos de cargos ditos de confiança, para os quais são nomeados por afinidades pessoais e ideológicas. Explica-se o mau humor demonstrado nas manifestações. Vandalismo à parte.

NÃO HÁ PARTIDOS...SÓ GRUPOS DE INTERESSES

TERÇA-FEIRA, 2 DE JULHO DE 2013

Partidos acordaram para o golpe do PT.


Merval Pereira, em O Globo, diz que o plebiscito "subiu no telhado"...

Além da tentativa tosca de se apropriar da recente popularidade da seleção brasileira, afirmando que seu governo é padrão Felipão , mesmo que não tenha ido ao Maracanã com receio das vaias, a presidente Dilma continua sem anunciar medida concreta que dependa diretamente do Executivo para mostrar que compreendeu os anseios das ruas.

Só a reunião de seu megaministério ontem no Palácio do Planalto dá a exata noção da burocracia paquidérmica de um governo paralisado, inoperante. A ideia de realizar um plebiscito para definir reformas no nosso sistema partidário e eleitoral a ponto de alterar as regras do jogo já na eleição de 2014, que parecia um grande lance político, começou a subir no telhado ontem, com uma série de movimentos da própria área governista.

A presidente Dilma, autora da proposta, sublinhou ontem que fizera apenas uma sugestão , pois quem deve definir a essência do plebiscito e sua viabilidade são o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mensagem que o Palácio do Planalto enviará hoje ao Congresso não conterá perguntas, mas sugestões de assuntos e temas . Entre esses, Dilma citou o tipo de financiamento em campanha eleitoral e o sistema eleitoral.

Ao mesmo tempo, o PSB do governador Eduardo Campos sugeriu que o plebiscito seja adiado para outubro do ano que vem, para se realizar juntamente com as eleições, o que parece mais razoável pelo menos em termos de organização e logística de uma consulta popular. O problema, porém, continua do mesmo tamanho, pois a complexidade da reforma política não cabe em um plebiscito - nem parece ser o melhor instrumento para conseguir a participação popular fazer com que o povo substitua seus representantes de maneira direta, em questões complexas como essa.

O referendo seria mais razoável, se se quer legitimar a reforma política a ser aprovada pelo Congresso, mas o mais importante mesmo é que deputados e senadores se sintam pressionados pelas ruas para se reinventarem como representantes do eleitorado.

A ideia da Constituinte exclusiva, que acabou sendo abandonada e substituída pelo plebiscito, parece ter sido uma tentativa malsucedida de emparedar um Congresso que se ressente de apoio popular e levar adiante uma tentativa de alterar o jogo eleitoral para obter, por meio do sistema de lista fechada, uma representação partidária que dê ao PT e a seus aliados à esquerda uma hegemonia no Congresso.

O plebiscito foi o que restou para dar início a uma democracia direta em que o partido no governo pode manipular as consultas até conseguir alterar o equilíbrio entre os poderes. Provavelmente, o recuo do governo também em relação ao plebiscito deve-se à percepção dos demais partidos, inclusive os da base governista, de que o PT manobra para ter a hegemonia do financiamento público de campanha, que vem acoplado à proposta das listas fechadas. O PMDB é dos partidos que mais bombardeiam o plebiscito.

A presidente Dilma, por seu lado, tem contra si dentro do PT o movimento para a volta de Lula, que agrada bastante à maioria da base aliada e até mesmo ao PSB, cujo presidente, Eduardo Campos, não se apresentaria como candidato nessa hipótese.

As dificuldades técnicas para a realização do plebiscito serão analisadas hoje na reunião da Ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, com os presidentes dos TREs, e talvez a solução para o impasse esteja mesmo na avaliação técnica da questão, sem viés político. A pressão das ruas não pode justificar nem medidas que coloquem em risco as finanças do país nem decisões inviáveis.

Até hoje os plebiscitos realizados no país tiveram pelo menos seis meses para a sua realização, mesmo quando se referiam a apenas um estado, e o referendo sobre desarmamento levou três meses e meio entre a convocação e sua realização.

O TREM DO PT DESCARRILHOU!!!

Povo acha que Dilma não está à altura do cargo.

 
Editorial do Estadão: "Povo acordou. Dilma não."
 
Já era esperado que as manifestações que sacudiram o País - e ainda continuam a fazê-lo em menor intensidade - levassem a uma queda tanto do índice de aprovação do desempenho da presidente Dilma Rousseff como dos que se mostram dispostos a votar por sua reeleição em 2014. O que surpreendeu e assustou foi o tamanho da queda, registrada na última pesquisa do Datafolha. Em apenas três semanas, a porcentagem dos que consideram seu governo ótimo ou bom despencou de 57% para 30%, Uma perda de 27 pontos - a maior registrada por aquele instituto desde que o ex-presidente Collor, em 1990, congelou a poupança - em tão pouco tempo realmente impressiona.
 
Aquilo que Dilma e seus aliados parecem não ter percebido é que, se nem todas as insatisfações que levaram às manifestações foram ainda identificadas, entre elas dificilmente deixarão de estar o mau desempenho da economia - com a inflação crescente assustando principalmente as camadas de baixa renda, as mais prejudicadas por ela - e as difíceis relações entre a presidente e sua vasta e heterogênea base de sustentação no Congresso. Esses dois ingredientes, que já seriam suficientes para provocar mal-estar, para não dizer crise, foram potencializados pela ira das mas.
 
Descontente em especial com a má qualidade dos serviços pelos quais paga caro e com a corrupção que continua a correr solta, e há muito tempo, o povo acordou e está dando seu recado de forma em geral ordeira. Já Dilma e seu governo ainda parecem entorpecidos pela ilusão de que tudo ia pelo melhor dos mundos. Embora se dizendo disposta a ouvir a voz das ruas, a presidente não deu mostras até agora de ter entendido, como deveria, o seu recado. As medidas de natureza administrativa e econômica anunciadas para aplacar a ira dos manifestantes são quase todas requentadas e pouco animadoras. O mesmo se pode dizer das destinadas a combater a corrupção, que não tocaram, nem de leve, em áreas sombrias de seu governo, que voltaram a ser ocupadas pelos correligionários dos que delas foram afastados pela faxina promovida no início de seu mandato.
 
É tudo isso - mais a constatação de que a presidente não está à altura do cargo - que está por trás do tombo de Dilma na apreciação do povo. E, como a queda diz respeito à eleição de 2014, na qual Dilma está abertamente empenhada, seus efeitos desorientam ainda mais a já desorientada presidente. No cenário em geral considerado mais provável da sucessão - tendo como candidatos Dilma, Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos a presidente perdeu 21 pontos em relação à última pesquisa, caindo de 51% para 30% na preferência dos ouvidos pelo Datafolha.
 
Assustados com o futuro, que começa a ficar incerto, seus aliados – até mesmo o PT - tomam precauções, pedem mudanças no governo e na articulação política e insinuam possíveis rompimentos. O próprio líder no PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI), foi tão direto quanto possível para alguém em sua posição. Lembrando os exemplos dos ex-presidentes Fernando Henrique e Lula, que estavam bem colocados antes de se candidatarem à reeleição, afirmou que, "se ela (Dilma) estiver bem posicionada em 2014, será a nossa candidata. Isso é o que estamos sentindo nas reuniões do PT". Senão... Isso explica os movimentos ainda velados de "Volta Lula".
 
De imediato, Dilma tem de enfrentar o descontentamento de sua base aliada no Congresso - que já existia e cresceu com o susto das manifestações e sua queda nas pesquisas -com o desempenho dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da encarregada da articulação política, Ideli Salvatti, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Já é notória a incapacidade das duas ministras na articulação da base parlamentar, que se soma à falta de aptidão da presidente para os entendimentos políticos.
 
A presidente pode se enganar mais uma vez, se achar, como dá mostras, que vai melhorar sua situação a curto prazo, agarrando-se ao plebiscito da reforma política, porque ele tem a simpatia de 68% da população. Em vez disso, deveria ouvir a advertência - não sem uma dose de ironia involuntária - de seu aliado Carlos Luppi, presidente do PDT, afastado por ela do governo: "Quando o navio naufraga, os ratos saltam".

TODOS QUEREM A BRASA PARA SUA SARDINHA...

TERÇA-FEIRA, 2 DE JULHO DE 2013

Plebiscito combo, mas customizável também.

Nem PT, nem PMDB sabem o que querem do plebiscito da Dilma. PSB quer o fim da reeleição. Outros partidos da base não querem nem ouvir falar do assunto. Assim, cada um tem um modelo, um prazo, um foco. É o plebiscito combo da Dilma, mas customizável . Afinal de contas, nem mesmo o governo sabe o que quer. A matéria abaixo é de O Globo.
 
Ainda sem uma posição formal, já que as bancadas começam a ser consultadas a partir de terça-feira, PT e PMDB têm prioridades distintas para incluir na proposta de plebiscito para a reforma política feita pela presidente Dilma Rousseff. Enquanto o foco do PT é em relação ao financiamento de campanhas eleitorais e a validade das novas regras já para os eleitos em 2014, o PMDB defenderá a mudança do sistema eleitoral, com a adoção do chamado distritão (pelo qual são eleitos os que têm mais votos) e o parlamentarismo como sistema de governo. O PMDB propõe ainda que o plebiscito aconteça só no ano que vem, junto com a eleição, com as regras passando a valer mais adiante.
 
Entre a maioria dos deputados prevalece o ceticismo em relação à realização desse plebiscito. O PT defende o financiamento público exclusivo, mas alguns petistas admitem que já seria um avanço o fim das doações de pessoas jurídicas. Outro ponto considerado fundamental por deputados do PT é fixar um teto fixo para os gastos de campanhas.
 
O líder da bancada petista, José Guimarães (CE), afirmou que a orientação será fechada em conversas com a bancada e a direção nacional do PT:— O Rui Falcão (presidente do PT) chega amanhã (hoje) e vamos combinar a orientação. Preferimos o financiamento público exclusivo das campanhas, mas podemos estudar uma proposta intermediária, como o fim das doações de empresas. A ideia é formar uma frente parlamentar ampla para uma reforma menos conservadora e mais popular. Os partidos de esquerda têm enorme responsabilidade neste momento — disse Guimarães, endossando a tese do Palácio do Planalto, de uma consulta enxuta, com quatro ou cinco perguntas.
 
Para o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), a principal batalha é garantir que o plebiscito seja realizado com a eleição de 2014. Segundo Cunha, o PMDB ainda está debatendo, mas deverá enfatizar dois pontos da reforma política: voto distritão e mudança no sistema de governo, de presidencialismo para parlamentarismo. — Não vamos focar no financiamento, ele deve entrar de qualquer jeito. Queremos discutir o sistema eleitoral, defendemos o distritão. E o parlamentarismo. Mas, a primeira batalha é fazer o plebiscito junto com as eleições de 2014.
 
Indagado sobre o fim da reeleição, Cunha disse que não será a prioridade do PMDB, mas que não tem nada contra a inclusão deste e de outros pontos defendidos por outros partidos. Por isso, defendem um maior número de perguntas. O vice-líder do PMDB, Marcelo de Castro (PI) propôs a coincidência das eleições e o fim da reeleição a partir de 2018.
 
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) é um dos céticos sobre a viabilidade do plebiscito, mas diz que o partido vai discutir a adoção do distritão. No PMDB, é grande a resistência a acabar com as doações de empresas nas campanhas.— Acho que plebiscito para a reforma política é igual transposição do São Francisco. Vai ficar só no discurso. Essa veia populista de consultar a opinião pública pode ser um tiro pela culatra — disse Danilo Forte.
 
Ex-presidente do PT, o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) disse que vem trabalhando junto a colegas para uma proposta intermediária de sistema eleitoral. Embora seja a favor do voto em lista, ele entende que o Congresso poderia avançar em torno do sistema distrital misto (sistema alemão), com voto distrital e voto proporcional, mas na legenda. Também disse que o principal é alterar as regras do financiamento:— Para o PT, o que é decisivo é afastar o dinheiro privado das campanhas. Criar um fundo público, campanhas com um teto fixo e modesto.

A IDEIA DE PLEBISCITO É COPIAR CHAVEZ!!!!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Ideia de plebiscito já nasce morta junto com suposto financiamento público de campanha que PT deseja


Edição do www.alertatotal.net


A Presidenta Dilma Rousseff da Silva deu outra prova ontem de que vem raciocinando com o intestino, gerando efeitos escatológicos para sua popularidade em queda livre. Visivelmente abatida, com olhos pesados e fisionomia cansada, Dilma cometeu mais um erro institucional ao atropelar o Legislativo e enviar ao Judiciário uma “consulta” sobre a realização do tal plebiscito (supostamente para reforma política) ainda este ano e a tempo de valer para a eleição de 2014.

Dilma avança, velozmente, para um trágico desgaste com o Congresso – a exemplo do que fizeram no passado, com triste resultado, os presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Fernando Collor. Ainda hoje, a Presidenta manda aos deputados e senadores uma proposta de “consulta popular” urgente que contraria a maioria das lideranças partidárias. PMDB, PP, PTB e PSC (da base governista) mais PSDB, DEM e PPS já se manifestaram contra o plebiscito - que pode custar uns R$ 2 bilhões e já nasce morto.

Pior do que contrariar os deputados e senadores, a ação desastrada do governo Dilma abre brechas para casuísmos que podem causar ainda mais instabilidade ao desgoverno petralha. Já se fala em possível consulta sobre parlamentarismo, fim da reeleição, mandato de cinco anos (inclusive para senadores) e até voto distrital (misto ou puro). E não existe clima para aprovar a proposta mais desejada pelos petistas, o suposto financiamento público para campanhas eleitorais (proposta soviética, que qualquer um sabe ser uma caríssima farsa).

No modelo de politicagem do Brasil, tudo parece superfaturado. Só em 2012, os cofres públicos jogaram fora R$ 606 milhões para bancar o horário eleitoral (nada) gratuito (que, na verdade, é muito bem pago, pela tabela publicitária integral, às emissoras de rádio e televisão). Por envolver ainda mais gastos com o dinheiro do cidadão-eleitor-contribuinte, a proposta petista de financiamento público (tão ardorosamente defendida pelo sub-chefão José Dirceu) já morre no intestino da petralhada.


 Já ficou bem claro que Dilma da Silva planeja se aproveitar da tal “democracia direta, via consulta popular, para aplicar algum golpe institucional que ajude a prolongar a agonia do PT no poder. Em entrevista coletiva após reunião com 36 dos seus 39 ministros na Granja do Torto, Dilma cacarejou o manjado e demagógico discurso bolivariano, no melhor estilo do falecido Hugo Chávez e dos muito vivos Evo Morales e Cristina Kirchner.

Palavras da Presidenta: “É importante ouvir uma questão que é a busca não só de um governo voltado para o povo, mas de um governo que quer que o povo participe e que enseja a participação popular. Uma proposta de consulta popular tem o sentido de transferir para a população o direito de ser consultada. Não é só a classe política que tem de ser consultada. O povo também”.

Abusando da demagogia, Dilma ainda se aproveitou do clima vitorioso do tetra da seleção brasileira de futebol na Copa das Confederações, para uma vã tentativa de comparação com o técnico Luiz Felipe Scolari. Indagada se seu governo seguia uma espécie de “padrão FIFA de eficiência”, Dilma foi ao êxtase: “Padrão FIFA, não! Meu Governo é padrão Felipão!”.

Dilma deve ter ficado louca. A falta de diálogo – principal acusação política contra ela – não é a marca do Felipão. Muito pelo contrário... Mas quem sofreu uma queda de 57% para 30% na popularidade, junto com um crescimento da avaliação ruim ou péssima de 9% para 25%, na recente pesquisa DataFolha, parece ter o direito de falar qualquer bobagem... Ou não?

Uma coisa é previsível. O isolamento de Dilma, que agora ela tenta quebrar sem sucesso, tem tudo para lhe ser fatal. E a primeira mulher a presidir o Brasil pode entrar para a História como aquela que nos fez o favor de acabar com o plano petista de reinar, por muitos e muitos anos, no Palácio do Planalto...

Realmente, é Dilmais...



Batalha Global

As Organizações Globo pretendem botar no pau da Justiça quem vazou documentos confidenciais, protegidos legalmente, para comprovar uma suposta dívida com a Receita Federal em função da compra de direitos de transmissão para a Copa do Mundo e das Confederações.

Ontem, a Globo soltou nota oficial garantindo que já pagou tudo:

“Ao contrário do que vem sendo divulgado por alguns sites, as Organizações Globo não têm qualquer dívida em aberto com a Receita Federal ou outros entes arrecadadores de tributos. Como ocorre com qualquer grande empresa, há cobranças de tributos sendo discutidas nos Conselhos de Contribuintes (via administrativa) ou na Justiça (sempre seguindo os procedimentos previstos em lei). No entanto, podemos afirmar que nenhuma dessas cobranças refere-se à aquisição de direitos de Copas do Mundo. Como já informado, os valores relativos a tal cobrança já foram pagos”.

Viva a substituta

William Boner é um apresentador de muita sorte.

Ninguém sentiu falta ontem da Patrícia Poeta na bancada do Jornal Nacional.

Ana Paula Araújo, mesmo estrategicamente vestida no estilo da bela que substituiu, deu um show na apresentação – competência que mostra desde os tempos da extinta Rede Manchete.

Se liga, Bispo Macedo

Muita gente ficou surpresa com o artigo do veterano apresentador de televisão Marcos Hummel publicado neste Alerta Total de domingo.

A Record, que deixa de aproveitar a contundência cidadã de seu âncora, dono de uma das mais belas vozes da mídia brasileira, corre até o risco de perdê-lo para a Band.

É só a Globo confirmar o boato de que vai contratar Ricardo Boechat para a nova versão do Jornal da Globo para que o Johnny Saad tire o Hummel da emissora controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus.

Quem não viu, releia o artigo: Cidadania, que bicho é esse?

CPI perigosa

Um dos maiores medos da petralhada atualmente é a CPI na Câmara de Vereadores de São Paulo para investigar tarifas e serviços de ônibus.

Existe o risco de alguém vazar um dossiê da inteligência militar mostrando uma estranha relação entre crime organizado, financiamento de campanhas, tráfico de drogas e armas, e o péssimo sistema de transporte de São Paulo.

Um dos mais tensos com o tema é o Secretário de Transportes de Fernando Haddad, o petista Jilmar Tatto, que tem interesses diretos no setor junto com seus irmãos vereadores Arselino e Jair.

Pressão no ar

A petralhada está fazendo uma força desgraçada para que algum empresário brasileiro tope entrar, com ajuda do BNDES, na privatização da TAP (a famosa Air Portugal).

Quem tem chances de embarcar na operação é o dono da Azul, o norte-americano naturalizado brasileiro David Neeleman.

Os irmãos José e German Efromovich, donos da Avianca, não estão muito a fim do negócio que tem lobby pesado dos poderosos “Silva”: Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu de Oliveira e Silva...

Ouro negro dos tolos?

O que pode ser pior do que uma petroleira que não encontra petróleo?

As ações da OGX foram fulminadas (cotadas míseros R$ 0,56) na Bolsa de Valores, depois de declarada a “inviabilidade comercial de quatro campos de exploração na Bacia de Campos.

O pobre bilionário Eike Batista precisa mesmo trocar de pai de santo, porque seus investidores vão lhe querer comer mais que o fígado...

Vai ter desconto salarial?

Por falta de quórum, o Supremo Tribunal Federal não conseguiu ontem fazer sua última sessão do semestre – previamente programada.

Dos 11 ministros, só compareceram o presidente Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Carmem Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux.

Será que os faltosos terão seu dia descontado na hora de receber o alto salário – como acontece com qualquer trabalhador normal que falta ao batente?



Convocadíssimo

Dia 9 de setembro Fernando Henrique Cardoso toma posse como imortal na Academia Brasileira de Letras.

O ex-Presidente vai ser companheiro de José Sarney – herança presidencial gerada pela morte de Tancredo Neves e pela vontade do General Leônidas Pires Gonçalves, que permitiu sua posse no Palácio do Planalto.

Agora, a proposta é eleger o atual Presidento Luiz Inácio Lula da Silva como imortal às avessas, em protesto ao pavor reconhecido que ele tem por livros e leituras...

Origem:

INDO PARA TERRA NUNCA VI...

Para onde?

Artigo no  www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

Por que milhões de pessoas vão às ruas manifestar-se, mesmo sem ter tido conhecimento dos passos mais recentes dados pelos poderes do Estado no sentido da destruição do País?

Claro que para revoltar-se nem precisam estar bem informados. Basta sentir os sofrimentos  decorrentes de problemas que continuam agravando-se : 1) transporte público insuportável e, além disso,  nas grandes cidades, transporte particular inviabilizado pelo excesso de veículos; 2) acesso  difícil ou inexistente a  serviços públicos de saúde e de educação, de alguma qualidade, além de, no âmbito privado,  preços absurdos sem qualidade correspondente; 3) salários baixos; 4) preços elevados, em mercados dominados por empresas e bancos concentradores; 5) impostos e taxas numerosos e custosos.

Credita-se ter desencadeado a faísca ao Movimento do Passe Livre (MPL), baseado em São Paulo e outras cidades, organizado há anos e voltado para objetivos justos, embora limitados

O momento em que surgiram os protestos devidos ao aumento das passagens de ônibus em São Paulo, coincidiu com os jogos da Copa das Confederações, a qual expôs os superfaturamentos e outros absurdos ligados à construção dos estádios.

É compreensível que associem esses gastos suntuários às carências no atendimento das necessidades da população.

Falta, porém, elevar mais o número dos manifestantes e motivá-los a lutar pela erradicação das verdadeiras causas das desditas do povo.  Para isso é urgente disseminar, para dezenas de milhões de brasileiros, as informações econômicas e políticas relevantes.

Dizer-lhes, por exemplo: Os gastos com a dívida pública absorveram 43,98% dos recursos federais em 2012. Mais de R$ 750 bilhões. Para a saúde foram destinados somente 4,17% desses recursos;3,34% à educação; 0,7 aostransportes; 0,39% à segurança e 0,01% à habitação.  

Os R$ 750 bilhões para a dívida equivalem a quase o total dos investimentos públicos e privados no mesmo ano. Significa que se esse dinheiro fosse investido produtivamente, em vez de dilapidado em despesas financeiras,poderiam ser dobrados os gastos realizados na produção e na geração de  empregos.

Desde 1988 foram gastos 10 trilhões de reais com a dívida pública. Um trilhão é mil vezes um bilhão, e um bilhão é mil vezes um milhão, que é mil vezes mil.

De onde veio isso: A indústria e os mercados são controlados por empresas estrangeiras, que remetem dinheiro ao exterior de mais de quinze modos. Os bens e serviços que vendemos são subfaturados, e os que compramos são superfaturados.

Então se acumulam as dívidas.  O produto de nosso trabalho, os nossos minérios, a produção agrícola, tudo é mandado para o exterior por quase nada, e o governo ainda premia os exportadores e os isenta de ICMS e contribuições sociais.

Por que é assim? Os políticos recebem dinheiro das empresas e bancos concentradores para as eleições e dependem também das TVs comerciais e imprensa, tudo ligado aos concentradores financeiros.

Por isso o problema dos investimentos produtivos não é só serem poucos, mas serem mal escolhidos e realizados. Tudo é desenhado, orientado para o ganho dos  concentradores: transportes, educação,  saúde,  telecomunicações e energia.

E também: O transporte está ruim? Lógico, as ruas estão entulhadas com veículos produzidos por montadoras estrangeiras, às quais o  governo federal, os estaduais e os municipais dão prêmios e isenções de centenas de bilhões de reais. E não construíram linhas de metrô. Por isso o trabalhador se desgasta durante cinco horas por dia dentro das conduções. Não se fazem tampouco hidrovias nem ferrovias para transportar passageiros e cargas.

A corrupção tem efeitos muito mais graves que os percebidos pela grande maioria dos brasileiros. Esta se  indigna diante dos casos de enriquecimento, na ordem de milhões de reais, dos políticos e agentes públicos, que a grande mídia resolve expor, poupando os corruptos mais ligados aos interesses estrangeiros.

O povo não protesta, ainda, com a devida força, contra as lesões praticadas pelo atual governo ao patrimônio público nos leilões de petróleo -  trilhões de dólares entregues praticamente de graça a petroleiras estrangeiras -  nem contra a gradual destruição da Petrobrás.

Ainda por cima Executivo e Legislativo fazem demagogia decretando que 75% dos royalties do petróleo sejam carreados para a educação e 25% para a saúde.  Ora, esses percentuais incidem sobre praticamente nada, além de a produção ainda demorar, os royalties são 10% das receitas subdeclaradas (o governo não controla o que sai).

Ainda se manifesta pouco contra as  concessões de ferrovias, portos e aeroportos financiadas pelo BNDES. Igual com os empréstimos de grande vulto para empresas concentradoras e para as parcerias público-privadas nos investimentos de infra-estrutura, em que o  setor privado tem lucros garantidos pelo Estado, sem sequer investir.

Não se mostra ao povo de que modo os bancos obtêm ganhos colossais. Apenas três bancos privados -  Itaú, Bradesco e Santander -  somam lucros anuais de R$ 30 bilhões, emprestando e aplicando dinheiro dos depositantes. E o art. 164 da Constituição obriga o Banco Central a financiar somente os bancos, proibindo-o de financiar o próprio Tesouro Nacional.

Ignoram-se, ainda, os prejuízos de trilhões de reais que resultaram das privatizações de FHC, como a da Vale, a do BANESPA, dado ao Santander, e as das siderúrgicas. E as de serviços públicos extorsivos e deficientes, como a eletricidade e as telecomunicações.

Nem falam das antigas estradas construídas com dinheiro público, mal conservadas e entregues a concessionárias, que se cevam através de absurdos pedágios. E ninguém constroi novas.

Está, pois, na hora de o povo ser informado do que precisa saber para exigir instituições que revertam a  lastimável situação do País.

Conscientizá-lo de que a luta é árdua. A mídia condenará as manifestações quando focarem no que interessa, e recrudescerá a repressão policial, inexistente para vândalos e assaltantes.

Mas o povo terá de enfrentar isso tudo, se não quiser, mais uma vez, servir de massa de manobra para os interesses que o têm mantido sem perspectivas de se libertar. Libertar-se das imposições de potências estrangeiras, brutais embora ocultadas.

Em suma, ter-se-á de ir ao fundo da questão: exigir autodeterminação, só possível num sistema político em que os governantes não sejam escolhidos, cooptados, corrompidos nem acuados pelos concentradores.

Os obstáculos são muitos. Um dos principais é o tradicional jogo do império anglo-americano, de incitar o ódio ideológico. Para vencê-lo, os brasileiros têm de se unir em torno de questões concretas pautadas pelo interesse nacional.

Por exemplo, os manipuladores qualificam o governo de socialista ou neocomunista, quando as políticas dele privilegiam a oligarquia financeira imperial. Enquanto isso, partidos como o PT e PCdoB espalham o mito de serem de esquerda.

O programa de reconstrução do Brasil deve priorizar a reindustrialização sob capital nacional e dar ênfase à defesa do País. O oposto do que acabam de fazer lideranças da Câmara dos Deputados desengavetando o acordo que cede aos EUA, potência balística, nuclear e imperial,  a base de lançamento de foguetes em Alcântara.


Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A IMPUNIDADE É GARANTIDA PELA CUMPLICIDADE


Jarbas cobra de Renan a votação de proposta 

que retiraria Renan da presidência do Senado





Autoconvertido numa espécie de porta-voz da vontade das ruas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) submete a voto, desde a semana passada, projetos de uma pauta emergencial. A toque de caixa, os senadores aprovam projetos que julgam estar em sintonia com a vontade dos manifestantes. Em discurso feito nesta segunda-feira, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) convidou Renan a incluir na pauta de votações outro projeto: a PEC 18.

Trata-se de proposta de emenda à Constituição de autoria do próprio Jarbas. Prevê que congressistas denunciados no STF por crimes contra a administração pública sejam impedidos de ocupar postos de comando nas Mesas diretoras, nas comissões, nos conselhos de ética e nas lideranças do Senado e da Câmara. Se aprovado, o projeto de Jarbas inviabilizaria a própria presidência de Renan Calheiros, denunciado no Supremo, em fevereiro, pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel.

“Foi importante, muito importante, a decisão do Senado Federal em estabelecer uma pauta de votação sintonizada com o clamor das ruas”, discursou Jarbas. “No entanto, gostaria de registrar que o nosso passivo perante os cidadãos brasileiros ainda é imenso. Precisamos fazer mais e melhor”.

Para resgatar sua dívida com as ruas, disse o orador, o Senado precisa provar que está disposto “a cortar na própria carne, sem apelos ao corporativismo, sem permitir que a impunidade continue sendo um caminho aberto para a corrupção e os desvios de conduta de quem atua na vida pública.”

A proposta de Jarbas prevê também a perda automática dos mandatos de parlamentares condenados. O senador lembrou que foi o julgamento do mensalão que “colocou a corrupção na agenda”. A tal ponto que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, tornou-se “uma celebridade”.

A despeito disso, acrescentou o senador, mensaleiros sentenciados permanecem no Legisaltivo. Pior: frequentam a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Referia-se aos deputados do PT de São Paulo José Genoino e João Paulo Cunha. Jarbas mencionou também o caso do deputado Natan Donadon (ex-PMDB-RO).

Condenado e preso por corrupção, Natan continua sendo deputado até que a Câmara lhe casse o mandato. “A PEC 18 acabará com essas excrescências”, disse Jarbas. Ele realçou que sua proposta enconta-se na Comissão de Justiça do Senado. O relator é o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Se Renan quiser, disse Jarbas, a proposta “pode ser aprovada rapidamente, em uma semana.”

De resto, Jarbas criticou a proposta de Dilma Rousseff de realização de um plebiscito sobre reforma política. Declarou-se “defensor do fortalecimento e até da criação de novos instrumentos que ampliem a participação do cidadão na tomada de decisões por parte dos Poderes da República.” Porém…

“Não concordo com a hipótese de os referendos e os plebiscitos assumirem a função implantada na Venezuela de Hugo Chávez e copiada em países como Bolívia e Equador, que passaram a seguir o pseudodemocrático modelo bolivariano.” Chamada por Jarbas de “mãe de todas as reformas”, a reforma política pode ser facilmente votada pelo Congresso.

“Propostas existem aos montes no Senado e na Câmara”, disse Jarbas. “O que falta é disposição política de votar e aprovar mudanças que aperfeiçoem o sistema brasileiro. Afinal de contas, o governo conta com maioria absoluta nas duas Casas do Parlamento. Tem aprovado o que quer e bem entende.” Para o senador, a reforma política não saiu porque o governo nunca se interessou pelo tema. O Planalto desprezou o assunto sob Lula. Voltou a ignorá-lo sob Dilma.

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