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domingo, 6 de janeiro de 2013

VIDA DE GADO...POVO FELIZ(?)


Escravos, mas satisfeitos!


ESCRITO POR UBIRATAN IORIO | 02 JANEIRO 2013 - DIREITO

Nosso papel é tentar abolir essa escravidão não percebida do indivíduo ao estado, mostrando a esses pobres coitados aparentemente felizes que na verdade eles não são felizes, porque ninguém pode ser feliz se for privado de suas liberdades individuais.


“Nada é tão desalentador como um escravo satisfeito". A frase, postada anteontem no Facebook, atribuída ao famoso anarquista mexicano Ricardo Flores Magón (1874-1922), por me levar a pensar no quanto é tristemente verdadeira, me deu a ideia que procurava para minha postagem de hoje.

Nunca me considerei um anarquista. No plano da filosofia política, estou mais para um, vamos dizer assim, minarquista conservador (se é que existe tal coisa). Minarquista porque concordo com os que acham que o papel do estado não pode ser mais do que assegurar os direitos negativos dos indivíduos, ou seja, garantir que estes não sofram coerção física e moral, inclusive por parte do estado. E conservador no sentido de que, embora defenda o estado laico, sei que isso não significa estado ateu e  luto pela tradição moral judaico-cristã, o que me leva a rejeitar, tanto pela fé como pela razão – já que ambas sempre caminharam juntas - muitas propostas de "transformações" da sociedade, como as tentativas de mudar artificialmente e por decretos a ordem espontânea que gerou a família, legalizar o aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo, as drogas pesadas, as políticas afirmativas, etc.

Aceito como funções do estado a segurança (interna e externa) e a justiça, não mais do que isso. Sou, portanto, um defensor do chamado estado mínimo, o que me afasta dos chamados anarco-capitalistas, embora reconheça que me aproximo bastante deles quando sustentam que as minarquias tenderiam com o tempo a se transformar, pelo elemento coercitivo inerente ao estado, em estados tradicionais. Mas ainda creio, talvez ingenuamente, que mecanismos corretos de contenção de poder poderiam impedir essa tragédia (um deles poderia ser as chamadas instituições intermediárias entre indivíduos e estados, na linha da filosofia do chamado movimento focolares). Em outras palavras, concordo totalmente com Rothbard em teoria quando ele diz que o estado é nosso inimigo, pois seus argumentos são irrefutáveis. Mas penso em termos práticos que, já que não nos é possível acabar com esse inimigo nem convencê-lo a se tornar nosso amigo, então devemos lutar para transformá-lo em adversário, por saber que ter um adversário é sempre melhor (ou menos ruim) do que ter um inimigo.

Não tenho a menor simpatia por nenhuma das classificações do tipo liberal, libertário, neoliberal, novoclássico, minarquista, anarquista, anarco-capitalista, conservador e outras, porque acho que todas nos amarram a padrões fixos de um tipo ou de outro. Na verdade, creio que sou um pouco disso tudo, mas meus dois traços mais fortes creio serem  a minarquia e o conservadorismo. O que importa, para mim - em termos teóricos também, mas principalmente em termos práticos, é a redução do tamanho do estado moderno, esse gigante engolidor de tributos e escravizador de indivíduos. A única categorização que aceito com orgulho e na qual creio me encaixar perfeitamente é a de ser um economista da Escola Austríaca, mas no plano da filosofia política procuro fugir de qualquer carimbo para ser eu mesmo, para ter independência, para desfrutar de vida própria, para ter, enfim, a liberdade de criticar sem medo.

É claro que a frase do anarquista Magón me tocou porque prezo a liberdade individual como um valor de que não podemos abrir mão. Liberdade econômica, política e de consciência, mas liberdade entendida em um contexto de indivíduos vivendo - queiram ou não! -, dentro de uma sociedade, o que torna sua liberdade, como a chama o antropólogo espanhol Juan Luis Lorda, uma liberdade sitiada: ninguém, em sã comsciência, por exemplo, pode sair nu pelas ruas, simplesmente porque não pode, porque isso já está estabelecido pelos usos, costumes e tradições. Liberdade, portanto, não é, como acreditam alguns libertários ingênuos e despreparados, se arvorar o direito de fazer o que der na veneta, mas sim ser livre vivendo de acordo com os princípios morais e éticos que ordenam a vida em sociedade, que aquele antropólogo define como "a arte de viver bem”.

Feitas essas ligeiras divagações, voltemos a Magón e sua feliz frase. Vou modificá-la um pouco, para "Nada é tão desalentador como um escravo satisfeito e que não se dê conta de sua condição de escravo". Quando alguém perde sua liberdade e não mostra insatisfação com isso porque não consegue perceber que é tratado como escravo, é mesmo de desanimar qualquer um que preze a liberdade e que deteste a estupidez! Você perguntará, talvez, "mas será possível alguém perder sua liberdade, não perceber isso e ainda assim se mostrar satisfeito"? A resposta é: sim, porque existem os homens-toupeiras e basta olhar para as sociedades modernas para ver que existem mesmo! Vamos dar uma dezena de exemplos do Brasil, mas que são válidos, com pequenas alterações de país para país, para praticamente todos eles.

(1) Você trabalha até o final de maio para pagar os tributos dos publicanos insanos (ou coletores impostores) do estado;

(2) você não tem segurança nem justiça: dois exemplos disso são o da moça que foi atingida por uma bala perdida no ônibus em que ia trabalhar no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio, e veio a falecer e o de uma famosa CPI  recente que inocentou um conhecido acusado de corrupção, ligado a poderosos, que foi solto imediatamente;

(3) mesmo paganto tributos descomunais, você não tem acesso a bons serviços (por favor, não pensem que estou entre os que acham que, desde que esses serviços sejam “bons”, podemos aceitar elevadas cargas tributárias). Dois exemplos disso foram a fila, mostrada na televisão, dobrando o quarteirão em um hospital carioca no bairro de Bonsucesso, apenas para marcar consultas em um hospital público e o deste Natal, em que uma menina de dez anos, atingida na cabeça por uma bala perdida no subúrbio da Piedade foi levada pelos pais ao hospital Salgado Filho, também do governo, no Méier, e ao chegar lá não havia um neurocirugião, porque o que havia sido escalado para o plantão na noite de Natal simplesmente faltou, o que fez com que a pobre criança tivesse que esperar quase dez horas para ser atendida por um especialista requerido pela gravidade de seu ferimento. Por essa razão, quem tem alguns recursos, embora seja descontado para uma “saúde pública” que só existe na cabeça dos adoradores do estado, precisa pagar por um plano de saúde privado;

(4) se você se aposentar pela previdência estatal compulsória, estará condenado a viver o resto de seus dias - e noites - à míngua. Por isso, quem pode (e também quem não poderia, mas corta aqui e ali para poder), além de pagar pela previdência compulsória, paga também por um plano privado de aposentadoria;

(5) se você não entregar a sua declaração de imposto de renda até o dia 30 de abril, receberá a chicotada de uma multa e terá como castigo oito chibatadas de uma só vez, já que desobedeceu a seu senhor - o estado –, as de perder o direito ao parcelamento em oito vezes. E, se esquecer de declarar algum rendimento, será caçado impiedosamente pelos capitães do mato de seu senhor, que lhe arrancarão até o último centavo de suas algibeiras. As reportagens na TV, como sempre, entrevistam pascácios felizes da vida porque se anteciparam à correria de última hora e incentivam todos a preencherem logo aquelas malditas declarações, não deixando para fazer isso nos últimos dias do prazo decretado pela hiena do imposto de renda (o leão é um animal nobre e não merece ser comparado ao fisco);

(6) se você quiser abrir uma empresa, por menor que seja, é tratado pelo estado com total desconfiança e terá que provar ser honesto e passar por uma via crucis burocrática até que seu senhor autorize a abertura do seu negócio. Uma vez aberto, receberá frequentes visitas dos feitores-fiscais do seu senhor, para ver se está recolhendo direitinho o que lhe deve;

(7) se você desejar transportar, por exemplo, o seu neto de cinco anos em seu carro e este não for equipado com aqueles banquinhos obrigatórios, seu senhor o multará impiedosamente;

(8) se você parar o seu carro em um sinal vermelho durante a noite, em uma cidade perigosa, a probabilidade de ser assaltado por marginais é alta, mas se você não parar essa probabilidade será de 100%, porque seu senhor ali mandou instalar um pardal cuja função é não mais do que arrecadar;

(9) se você não gosta do tipo de educação que seu senhor impõe às escolas e quiser educar seus filhos em casa, será levado acorrentado da senzala até a barra dos tribunais;

(10) como disse o recém-falecido Joelmir Beting com o bom humor inteligente que o caracterizava, “Se você entrar na farmácia tossindo , paga 34% de imposto; se entrar latindo, paga só 14%”, pois a taxação sobre os medicamentos para nós, seres humanos, é mais do que o dobro da taxação sobre os produtos veterinários.

Dei apenas dez exemplos, mas poderia dar, sem exagero, centenas. Os brasileiros são escravos do estado prepotente, contraproducente, confrangente, oprimente, intransigente, incompetente, repelente, incongruente e que impõe a seus escravos uma droga estupefaciente, de efeito analgésico e euforizante e que pode provocar dependência, a ponto da maioria dos escravos simplesmente não saberem viver sem ela. Muitos deles chegam ao cúmulo de se apaixonarem por seu algoz, em uma síndrome de Estocolmo estatista.

Por isso, nosso papel, antes de partir para a abolição completa do estado pretendida pelos anarco-capitalistas mais radicais, é tentar abolir essa escravidão não percebida do indivíduo ao estado, mostrando a esses pobres coitados aparentemente felizes que na verdade eles não são felizes, porque ninguém pode ser feliz se for privado de suas liberdades individuais. Porque eles são escravos, mas poucos dentre eles percebem isso. Amam o estado, por isso não acreditam que são permanentemente traídos por ele. Serão os últimos a saberem. E a maioria segue na senzala, mas feliz da vida. Escravos, mas satisfeitos, jogando caxangá. Bobos alegres.

FONTE:http://www.midiasemmascara.org

QUANTO MAIS GASTO- GANHA O DÍZIMO DOS NOMEADOS


Governo acelera a criação de estatais que não geram receita


GUSTAVO PATU
BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

A prática de criar estatais foi ressuscitada pela administração petista e acelerada pela presidente Dilma Rousseff, mas a maior parte das novas empresas está longe de fazer jus a essa qualificação.

Diretorias de novas estatais são ocupadas por indicação política

Andre Borges /Folhapress

Sede da Hemobrás, em Braília, única das estatais criadas nos governos petistas que deu alguns passos para gerar receita
Levantamento feito pela Folha mostra que, em uma década, os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma deram à luz dez estatais, quatro delas nos últimos dois anos --não foram incluídas na conta subsidiárias de empresas preexistentes, como a CaixaPar, o Banco Popular e a recém-lançada Infraero Serviços.

Da lista, apenas uma já deu os primeiros passos rumo à geração de receitas suficientes para financiar seus investimentos e operações: a Hemobrás, fundada em 2004 para fabricar e vender medicamentos derivados do sangue.

As demais ou não saíram do papel ou são mantidas com recursos da arrecadação de tributos como uma repartição pública.

Aprovada por lei no mês passado, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) já está classificada pelo Ministério do Planejamento entre as estatais dependentes do Tesouro Nacional, ao lado de outras cinco criadas nos governos do PT.

TREM-BALA

A EPL tomou o lugar da Etav, uma breve empresa criada no ano anterior exclusivamente para viabilizar o trem-bala nacional --e que, de um orçamento de R$ 166 milhões, desembolsou apenas R$ 3 milhões com salários e despesas administrativas.

Também necessitam do dinheiro do contribuinte a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada), a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e a Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa).

A maior delas, a EBC, não é propriamente uma novidade: surgiu em 2007 a partir de uma ampliação da antiga Radiobrás. No ano passado, segundo dados preliminares, ela gerou cerca de R$ 70 milhões em receitas com os serviços de radiodifusão, mas suas despesas ultrapassaram os R$ 400 milhões.

Criado em 2008 para fabricar chips eletrônicos, o Ceitec informou uma receita de R$ 300 mil no ano passado com a venda de seus produtos para a iniciativa privada. A legislação considera microempresas aquelas com receita anual até R$ 360 mil.

Outras duas estatais estabelecidas por lei nos últimos anos ainda não existem na prática: a PPSA, concebida para explorar o petróleo do pré-sal, e a ABGF, apelidada de Segurobras, para garantir obras de infraestrutura.

LEGADO ESPORTIVO

O caso mais inusitado é o da Brasil 2016, ou Empresa Brasileira de Legado Esportivo, criada no final do governo Lula para desenvolver projetos ligados à Olimpíada do Rio de Janeiro. Descartada antes de esboçar qualquer iniciativa, ela foi incluída no Programa Nacional de Desestatização.

Mesmo sem nunca ter entrado em operação, registrou como único gasto em seu balanço R$ 110 mil para remunerar conselheiros.

A Hemobrás, até agora, é a única incluída no orçamento federal de investimentos, que reúne as empresas utilizadoras de recursos próprios, como a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos.

Ela recebeu aportes do Tesouro Nacional para a abertura de uma fábrica em Pernambuco, ainda não concluída. De um orçamento de R$ 264 milhões em 2012, R$ 50 milhões foram investidos até outubro


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

sábado, 5 de janeiro de 2013



Desde os tempos do Onça.


Alceu Amoroso Lima anotava como uma das distorções de origem do Brasil o fato de que aqui o Estado surgiu antes da nação. Antes de haver povo, que seria importado de Portugal e da África, já o Estado colonial se instalava com suas leis e privilégios.

Não é casual que nosso primeiro cronista, Pero Vaz de Caminha, fosse um escrivão da Corte a chancelar a presença, ainda hoje atuante, do Estado cartorial. Na carta em que descreve suas impressões do Brasil, pede, a certa altura, um emprego na Corte para um sobrinho que estava na África. Dava curso, assim, a um costume ainda atual. "Senhor, nesta terra todos roubam" --começava assim, mais de dois séculos depois, em 1724, um relatório do coronel Luís Vahia Monteiro, nomeado governador do Rio de Janeiro pelo rei dom João 5º, preocupado com a crescente redução de receitas públicas na colônia sul-americana. Roubo.

Vahia, apelidado de "o Onça" pela ferocidade com que combatia a corrupção, era coronel da infantaria do Reino. O rei, que lhe tinha cega confiança, incumbiu-o da missão de promover uma faxina moral na administração da colônia. Nada de novo, não é? Após minuciosa vistoria, Onça concluiu o que está em síntese na frase com que iniciou o seu relatório. É uma frase que, nos três ciclos da história política do país --colônia, monarquia e república--, jamais perdeu atualidade.

Não, não se trata de um traço perverso do caráter do brasileiro, até porque somos uma mescla de muitas culturas e etnias. Até fins do século 19, nossa população era fruto da presença de três povos: o índio, o europeu ibérico e o africano --e da mestiçagem que daí resultava. Já no final daquele século, novas correntes migratórias aqui aportaram: japoneses, alemães, libaneses, poloneses, italianos etc., mudando o perfil da população. Também esses povos se miscigenaram aos que aqui encontraram, mas os padrões de gestão da coisa pública não mudaram muito.

O que explicaria isso? Chegou-se até a cogitar que a mestiçagem gerava perversões insanáveis, que explicariam, entre outras coisas, a corrupção brasileira. Como a corrupção é um fenômeno universal e atemporal, a tese não teve curso. Sem pretender simplificar algo tão complexo, arrisco a dizer que a onipresença do Estado, que perpassa as diversas fases históricas do país --e é também uma moléstia planetária--, é uma das razões fundamentais do desconcerto brasileiro.

Quanto mais Estado, menor governabilidade --e, em decorrência, maior chance para a corrupção. O Estado, quando extrapola as funções para as quais foi criado, torna-se um agente da corrupção. É como o dito popular sobre a esperteza: quando é muita, vira bicho e come o dono.

O Estado brasileiro agigantou-se nos últimos tempos. Já se havia hipertrofiado ao tempo do presidente Geisel, que criou mais estatais que a soma de seus antecessores. Houve, na sequência da redemocratização, pálidas iniciativas reformistas, visando a reduzi-lo e a enquadrá-lo nas suas efetivas atribuições. Mas o vício de origem, citado por Alceu Amoroso Lima, parece falar mais alto. Privatização, ignorada por seus detratores, tornou-se palavrão e arma de intimidação eleitoral.

O lema fascista e comunista --"tudo pelo Estado, tudo para o Estado e nada fora do Estado"-- é uma realidade cultural brasileira desde os tempos do Onça, contaminando a economia, o empreendedorismo e a moral no trato da coisa pública. Que adianta combater os mensalões sem ir à origem da moléstia? Combate-se o sintoma, e não a doença, que, no caso brasileiro, chama-se Estado hipertrofiado. É como enxugar o chão com a torneira aberta.

A corrupção só será sanada (na medida em que isso é possível) quando o país promover aquela que é a prioridade das prioridades: a reforma efetiva do Estado. Aí, sim, começaremos a enfrentar de fato as moléstias que decorrem de seu gigantismo: corrupção, burocracia, crise federativa, engessamento da economia, bagunça tributária e, sobretudo, o abismo entre povo e nação.

Kátia Abreu é senadora (PSD-TO) e a principal líder da bancada ruralista no Congresso. Formada em psicologia, preside a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Escreve aos sábados no caderno 'Mercado' da Folha de São Paulo.

Alceu Amoroso Lima anotava como uma das distorções de origem do Brasil o fato de que aqui o Estado surgiu antes da nação. Antes de haver povo, que seria importado de Portugal e da África, já o Estado colonial se instalava com suas leis e privilégios.

Não é casual que nosso primeiro cronista, Pero Vaz de Caminha, fosse um escrivão da Corte a chancelar a presença, ainda hoje atuante, do Estado cartorial. Na carta em que descreve suas impressões do Brasil, pede, a certa altura, um emprego na Corte para um sobrinho que estava na África. Dava curso, assim, a um costume ainda atual. "Senhor, nesta terra todos roubam" --começava assim, mais de dois séculos depois, em 1724, um relatório do coronel Luís Vahia Monteiro, nomeado governador do Rio de Janeiro pelo rei dom João 5º, preocupado com a crescente redução de receitas públicas na colônia sul-americana. Roubo.

Vahia, apelidado de "o Onça" pela ferocidade com que combatia a corrupção, era coronel da infantaria do Reino. O rei, que lhe tinha cega confiança, incumbiu-o da missão de promover uma faxina moral na administração da colônia. Nada de novo, não é? Após minuciosa vistoria, Onça concluiu o que está em síntese na frase com que iniciou o seu relatório. É uma frase que, nos três ciclos da história política do país --colônia, monarquia e república--, jamais perdeu atualidade.

Não, não se trata de um traço perverso do caráter do brasileiro, até porque somos uma mescla de muitas culturas e etnias. Até fins do século 19, nossa população era fruto da presença de três povos: o índio, o europeu ibérico e o africano --e da mestiçagem que daí resultava. Já no final daquele século, novas correntes migratórias aqui aportaram: japoneses, alemães, libaneses, poloneses, italianos etc., mudando o perfil da população. Também esses povos se miscigenaram aos que aqui encontraram, mas os padrões de gestão da coisa pública não mudaram muito.

O que explicaria isso? Chegou-se até a cogitar que a mestiçagem gerava perversões insanáveis, que explicariam, entre outras coisas, a corrupção brasileira. Como a corrupção é um fenômeno universal e atemporal, a tese não teve curso. Sem pretender simplificar algo tão complexo, arrisco a dizer que a onipresença do Estado, que perpassa as diversas fases históricas do país --e é também uma moléstia planetária--, é uma das razões fundamentais do desconcerto brasileiro.

Quanto mais Estado, menor governabilidade --e, em decorrência, maior chance para a corrupção. O Estado, quando extrapola as funções para as quais foi criado, torna-se um agente da corrupção. É como o dito popular sobre a esperteza: quando é muita, vira bicho e come o dono.

O Estado brasileiro agigantou-se nos últimos tempos. Já se havia hipertrofiado ao tempo do presidente Geisel, que criou mais estatais que a soma de seus antecessores. Houve, na sequência da redemocratização, pálidas iniciativas reformistas, visando a reduzi-lo e a enquadrá-lo nas suas efetivas atribuições. Mas o vício de origem, citado por Alceu Amoroso Lima, parece falar mais alto. Privatização, ignorada por seus detratores, tornou-se palavrão e arma de intimidação eleitoral.

O lema fascista e comunista --"tudo pelo Estado, tudo para o Estado e nada fora do Estado"-- é uma realidade cultural brasileira desde os tempos do Onça, contaminando a economia, o empreendedorismo e a moral no trato da coisa pública. Que adianta combater os mensalões sem ir à origem da moléstia? Combate-se o sintoma, e não a doença, que, no caso brasileiro, chama-se Estado hipertrofiado. É como enxugar o chão com a torneira aberta.

A corrupção só será sanada (na medida em que isso é possível) quando o país promover aquela que é a prioridade das prioridades: a reforma efetiva do Estado. Aí, sim, começaremos a enfrentar de fato as moléstias que decorrem de seu gigantismo: corrupção, burocracia, crise federativa, engessamento da economia, bagunça tributária e, sobretudo, o abismo entre povo e nação.

Kátia Abreu é senadora (PSD-TO) e a principal líder da bancada ruralista no Congresso. Formada em psicologia, preside a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Escreve aos sábados no caderno 'Mercado' da Folha de São Paulo.

Fonte:http://coturnonoturno.blogspot.com.br

GARANTIA DE SILENCIO TUMULAR..


A agenda-bomba da Rose do Lula.


Edição de VEJA desta semana mostra que a amiga íntima de Lula participou das negociações que definiram o comando do banco e do fundo de pensão de seus funcionários, defendeu pleitos de caciques do PT e atuou como lobista de luxo.

Não era bem o que parecia. Quando o nome de Rosemary Nóvoa de Noronha veio a público com a deflagração da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, a amiga íntima do ex-presidente Lula e então chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo não passava de uma “petequeira”. A expressão, cunhada pelo ex-deputado Roberto Jefferson para designar funcionários públicos que se deixam corromper em troca de ninharia, parecia feita para ela. Rose, como é conhecida, foi acusada de integrar uma quadrilha especializada em fraudar pareceres oficiais para beneficiar empresários trambiqueiros. Defendia os interesses dos criminosos no governo e, em contrapartida, tinha despesas pagas por eles - de cirurgia plástica a prestações de carro. A versão da petequeira foi providencialmente adotada pelo PT. Rose, ventilou o partido, agiria apenas na arraia-miúda do governo e sem nenhuma relação com a sigla. Eis uma tese que os fatos vêm insistindo em derrubar.

No mês passado, VEJA revelou que a amiga de Lula usava o cargo para agendar reuniões com ministros de estado: abria as portas, inclusive de gabinetes no Palácio do Planalto, a interesses privados. Agora, descobre-se que sua área de atuação abrangia também setores de orçamentos bilionários, como o Banco do Brasil (BB) e o fundo de pensão de seus funcionários, a Previ. Rose, a petequeira, participou ativamente das negociações de bastidores que definiram a sucessão no comando tanto do BB quanto no da Previ, defendeu pleitos de caciques do PT junto à cúpula do banco e atuou como lobista de luxo de empresários interessados em ter acesso à direção e ao caixa da instituição. Sua agenda de compromissos como chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, obtida por VEJA, mostra que, graças à intimidade com o então presidente, a mulher que num passado não muito remoto era uma simples secretária se transformou numa poderosa personagem do governo Lula.

Fonte:http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

O ANTÍTESE DE BOLÍVAR ESTÁ INDO...


Piora da saúde de Chávez aumenta peso de escolha do chefe da Assembleia

Altar em Caracas para 'curar' Chávez, que tem câncer - Carlos Garcia/Reuters

Parlamento domindado por chavistas escolhe neste sábado o comando do Legislativo do país



ROBERTO LAMEIRINHAS - O Estado de S.Paulo

CARACAS - Os ânimos estão acirrados em Caracas. A cinco dias da posse do presidente Hugo Chávez e em meio a um agravamento de seu estado de saúde, a Assembleia Nacional da Venezuela deve reeleger neste sábado o deputado Diosdado Cabello, que conta com o apoio de 93 dos 165 deputados do Parlamento, para o comando do Legislativo.

Veja também:
Maduro diz que Chávez inicia mandato em 10 de janeiro
Chávez sofre insuficiência respiratória, diz governo venezuelano
Chávez está ciente da complexidade de seu estado, diz vice 


Carlos Garcia/Reuters
Altar em Caracas para 'curar' Chávez, que tem câncer
A eleição, normalmente protocolar, ganhou importância política nos últimos dias em razão da incerteza que cerca o próximo mandato do líder bolivariano.

O vice-presidente Nicolás Maduro declarou nesta sexta-feira em entrevista na TV que Chávez, eleito para um novo mandato, permanecerá na função de presidente e a formalidade da posse, marcada para quinta-feira, poderá ser adiada. "Apesar da séria condição médica, não há nenhuma razão para declarar Chávez em ausência permanente", disse Maduro.

Uma ausência irreversível, segundo a Constituição, tornaria o presidente da Assembleia, eleito neste sábado, o encarregado de assumir o governo do país e convocar eleição presidencial em 30 dias. Maduro argumentou que o líder bolivariano solicitou no início do mês passado uma permissão de viagem que pode ser prolongada por 90 dias, o que daria margem de manobra para adiar a cerimônia de posse. O vice-presidente também acusou a oposição de planejar "um golpe".

Segundo o presidente do Instituto Dataanálisis, Luis Vicente León, a eleição para a presidência da Assembleia é importante, mas bastante previsível. "Cabello deve ser reeleito sem maiores complicações", disse ao Estado. "Não me parece provável que o presidente da Assembleia assuma a presidência, a não ser que Chávez morra antes da posse."

Próximo à ala militar chavista e com força dentro da máquina partidária do PSUV, Cabello foi preterido como herdeiro político de Chávez, que preferiu designar Maduro como sucessor, caso não tenha condições de assumir o mandato.

Nos últimos dias, os dois líderes deram declarações de união para afastar rumores de uma suposta divisão dentro do chavismo. "Estão tentando difundir rumores sobre a unidade da equipe política do presidente Chávez, particularmente eu e o camarada Diosdado Cabello. Mas estamos aqui, unidos", disse Maduro à TV estatal venezuelana na quinta-feira. "Juramos perante Chávez estar unidos."

"O governo vai se utilizar de uma estratégia para fortalecer Maduro como candidato do chavismo, caso o presidente não consiga tomar posse", explicou León. "A cisão entre Cabello e Maduro é hipervalorizada. Diante de um inimigo externo comum, no caso a oposição, eles terão de se unir para uma possível eleição contra Capriles."

Ainda de acordo com o presidente do Datanálisis, um cenário similar ocorre dentro da oposição venezuelana, unificada desde 2010 para antagonizar Chávez, mas com disputas internas.

"Capriles hoje é o candidato com mais probabilidade de representar a oposição: venceu as primárias no ano passado, reelegeu-se governador e teve 45% dos votos contra Chávez, um recorde." Um dos principais rivais de Capriles é o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

Piora. Na madrugada de ontem, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas declarou que Chávez sofre de insuficiência respiratória, decorrente de uma infecção pulmonar grave. O ministro também acusou a oposição venezuelana e a imprensa internacional de travar uma "guerra psicológica" sobre o estado de saúde do presidente.

"Após a delicada cirurgia do dia 11, o comandante Chávez tem enfrentado complicações como consequência de uma grave infecção pulmonar, que provocou uma insuficiência respiratória que requer que ele cumpra à risca seu tratamento médico."

Especialistas em oncologia consultados pela agência Associated Press acreditam ser provável que Chávez esteja respirando artificialmente.

"Não sei qual a magnitude da infecção, mas é provável em casos similares que o paciente respire com ajuda de aparelhos", disse Gustavo Mendrano, especialista em pulmão do Centro Médico de Caracas.

"A insuficiência respiratória significa que o nível de oxigênio no sangue está muito baixo, mas dependendo da gravidade da insuficiência isso pode ser tratado de diversas maneiras."

No final do ano, o governo voltou a admitir o piora no estado de saúde de Chávez. Os festejos de réveillon em Caracas foram cancelados. / COLABOROU LUIZ RAATZ, COM AP

Fonte:http://www.estadao.com.br

É FALTA DE PUNDONOR NA POLÍTICA DO BRASIL


- Vamos ter coragem e olhar no espelho?‏



É bom saber que em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de um milhão de vítimas de homicídio.

Culpa da indústria armamentista?

Culpa da polícia, que já prendeu pelo menos uma vez cada um dos delinquentes que já estão soltos, de volta nas ruas, apavorando esta sociedade burra?

Culpa da Justiça, que tem nas leis a sua única ferramenta de trabalho?

Ou seria culpa de uma cultura de benevolência e compaixão, de igualdade para com os desiguais, que acaba resultando em leis frouxas e numa política estrábica, que julga os bandidos como se estas pústulas, produtos do mau caráter (formação familiar) e da má índole (fator genético) fossem "vítimas" das chamadas "desigualdades sociais" (política que só não consegue explicar o porquê da maioria dos pobres não ser composta de delinquentes).

Dados do Mapa da 2012, divulgado pelo Instituto Sangari, apontam que o número de homicídios passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%. Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980, NO TEMPO DA DITADURA (regime contra-revolucionário), para 26,2 em 2010, EM PLENA DEMOCRACIA e vigência dos direitos humanos... Porém, com a atual política da PASTORAL OPERÁRIA (PT), de não deixar a Polícia reprimir a bandidagem, "caindo de pau" nos policiais que ousam tratar bandidos como bandidos, e não como "Seres humanos", "irmãos em cisto".

De acordo com o relatório, a média anual de mortes por homicídio no país supera o número de vítimas de enfrentamentos armados no mundo. Entre 2004 e 2007, 169,5 mil pessoas morreram nos 12 maiores conflitos mundiais. No Brasil, o número de mortes por homicídio nesse mesmo período foi 192,8 mil.

"Fica difícil compreender como, em um país sem conflitos religiosos ou étnicos, de cor ou de raça, sem disputas territoriais ou de fronteiras, sem guerra civil ou enfrentamentos políticos violentos, consegue-se exterminar mais cidadãos do que na maior parte dos conflitos armados existentes no mundo", diz o documento.

Fica difícil, apenas, se a pessoa não conhecer as leis (frouxas, benevolentes, reflexo da cultura cristã católica) e os políticos (corruptos) do país.

Como sempre, não dá para deixar de nos comparar com os americanos, os anjos e os demônios do planeta, onde existem mais de 200 milhões de armas nas mãos apenas dos civis e mais 300 empresas produtoras.

Lá o direito de possuir uma arma está ligado à fundação dos Estados Unidos (conquistada e não negociada) e é visto como a conquista de uma liberdade individual e a garantia que um déspota não irá impor a sua vontade ao povo.

Tanto assim que a Constituição norte-americana dedicou um trecho específico ao tema – a famosa Segunda Emenda, de 1791. O texto diz: "SENDO NECESSÁRIA À SEGURANÇA DE UM ESTADO LIVRE A EXISTÊNCIA DE UMA MILÍCIA BEM ORGANIZADA, O DIREITO DO POVO DE POSSUIR E USAR ARMAS NÃO PODERÁ SER IMPEDIDO."

No Brasil, com apenas 17 milhões de armas, 23% delas nas mãos dos bandidos (protegidos pela catolicada e pelos socialistas), conforme estimativa divulgada pela ONG Viva Rio, foram mortas 49,9 mil pessoas em 2010 (engraçado! número diferente do divulgado pela ONU. Por que será?). Nos Estados unidos, com mais de 200 milhões de armas, fora mortas menos de 15 mil. E olha que lá as lojas não vendem apenas revólver e pistola! Lá as pessoas compram é fuzil mesmo!

Parece que é mais perigoso ter uma arma na mão de um bandido do que cem delas nas mãos das pessoas de bem... Só aqui, nesta "portugal africanizada" da América Latrina, adepta da famigerada "TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO" (socialismo cristão), é que não se enxerga tamanha obviedade!

Perfeição? Isso não existe... Mas, não são fatos isolados, como uma ou outra ocorrência promovida por doentes mentais, que pode servir de "argumento" para distorcer todo um contexto fundamentado em números.

PS: os nossos políticos preferem ver a população ser caçada e assassinada do que admitir que estavam (e ainda estão) errados com as suas fantasias de Jardim do Éden. Mas não são bobos: já criaram a polícia legislativa e estão criando a polícia judiciária para se protegerem. E o povo? Bem, que se virem com a polícia militar e a polícia civil agrilhoadas pelas Igreja, pelos esquerdopatas e pela OAB... Já a KGB tupiniquim (DPF/LULARÁPIO/PT) prefere ficar prendendo funcionariozinhos públicos da raia miúda, ao invés de combater (à bala) o PCC.

Imagina se a a Pastoral Operária (PT) - defensora de direitos humanos de delinquentes e da legalização das drogas - vai derramar sangue de bandidos... Nunca! Afinal, como é público e notório, a socialistada não faz muita distinção entre um bandido e um trabalhador. Segundo IMPÕE a DITADURA SOCIALISTA CRISTÃ, ambos são "Seres humanos" e merecem igual respeito!

Espero não ter ofendido nenhum "robozinho de jesus" (todos iguaizinhos, produzidos em série numa fábrica doutrinária socialista de latino América, sem diferenças genéticas), mas, infelizmente, a verdade dói... Aliás, a burrice de uma mente "bovina", religiosa e/ou socialista, dói ainda mais!

A melhor (única) maneira de mudarmos a cara do Brasil é mudarmos a cultura do brasileiro...

"Comprem armas, se organizem nos seus bairros com os demais cidadãos de bem, treinem tiro; instalem equipamentos de monitoramento de imagens interligados em toda a vizinhança; em caso de um morador ser atacado por bandidos, chamem a Polícia e já procurem agir - imediatamente - em legitima defesa desse vizinho (matando o marginal) antes que seja tarde; não votem em partidos de esquerda, que defendem o desarmamento das pessoas de bem e os "direitos humanos" dos delinquentes... Não frequentem templos religiosos que defendem a misericórdia para com os bandidos; mas, sim cujo "livro da lei" (Velho Testamento) seja a palavra do Senhor Deus dos justos, terror dos ímpios"!

Abraços.

Não sei quem é o autor, quem souber, por favor, comunique para que possamos ser justo com tão bela peça.

Fonte:www.emdireitabrasil.com.br


O perfil dos “políticos” brasileiros


O perfil dos “políticos” brasileiros


Por Varneci Santos do Nascimento

Ser enganador, mentir,
Enrolar, ser trambiqueiro,
Gostar de fazer promessa,
Não pagar, ser trapaceiro,
Eis os requisitos básicos
Do político brasileiro.

Fazer tudo por dinheiro,
Detestar pessoa séria,
Não importar se o povo,
Tá morrendo na miséria.
Ao escutar falar dela,
Achar que isso é pilhéria.

Se a fome deletéria
Castiga um desempregado,
Ao saber dessa notícia
Fingir-se penalizado,
Porém, quando for comer,
Não lembrar do esfomeado.

Senador ou deputado
Quem quer ser, vai se tornar
Graduado em trambicagem,
Pós-graduado em roubar,
Um mestre em negociata,
E doutor em subornar.

Nessa escola quem entrar
Sai de diploma na mão,
Um pós-doutor em desvio,
Propina e roubo a nação
PHD em escândalo,
Gênio da enganação.

De superfaturação
Terá aula em abundância,
Passar o povo pra trás,
Não importa a circunstância,
Chefiar quadrilha e máfia
De bingo e de ambulância.

Jamais medirá distância
Pra fazer maracutaia,
Ou contratar cafetina
E puta de mini-saia
Pra na mulher do casal
No prostíbulo, botar gaia.

Ignorar qualquer vaia
Ou aceitá-la sorrindo,
Estar morrendo de raiva,
Porém, andar se abrindo,
Alguém lhe jogar um ovo,
Fingir que é aplaudindo.

Aprender viver fugindo
Do povo que lhe procura,
Nunca apresentar projetos
De incentivo à cultura,
Odiar sempre a verdade
Amar a mentira pura.

Na câmara ou prefeitura,
Em todos dois empregar
O filho, o sogro e a sogra
Neto e genro colocar
Para receber dinheiro,
Sem precisar trabalhar.

Topar sempre viajar
Em viagem planetária,
Pra triplicar o salário,
Só embolsando diária,
Fazendo a população
Brasileira de otária.

Não ver a vida precária
Do menor abandonado,
Dos moradores de rua
E de um jovem drogado,
De tanto trabalhador
No país desempregado.

Ficar muito indignado
Com roubo e enrolação,
Se assaltarem o dinheiro
Do erário da nação
Denunciar a justiça,
Sendo você o ladrão.

Varneci Santos do Nascimento é Baiano de Banzaê, católico praticante, autor de mais de 120 folhetos de cordel.

Fonte:www.alertatotal.net

É IDEOLOGIA DOS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS...


- Coices e relinchos


Nelson Motta - O Globo - 04/01/2013

Coitados, esses pobres diabos vão morrer sem ter lido um só verso de Gullar, sem saber o que perderam
A maneira mais estúpida, autoritária e desonesta de responder a alguma crítica é tentar desqualificar quem critica, porque revela a incapacidade de rebatê-la com argumentos e fatos, ideias e inteligência. A prática dos coices e relinchos verbais serve para esconder sentimentos de inferioridade e mascarar erros e intenções, mas é uma das mais populares e nefastas na atual discussão politica no Brasil.

A outra é responder acusando o adversário de já ter feito o mesmo, ou pior, e ter ficado impune. São formas primitivas e grosseiras de expressão na luta pelo poder, nivelando pela baixaria, e vai perder tempo quem tentar impor alguma racionalidade e educação ao debate digital.
Nem nos mais passionais bate-bocas sobre futebol alguém apela para a desqualificação pessoal, por inutilidade. Ser conservador ou liberal, gay ou hetero, honesto ou ladrão, preto ou branco, petista ou tucano, não vai fazer o gol não ser em impedimento, ser ou não ser pênalti. Numa metáfora de sabor lulístico, a politica é que está virando um Fla x Flu movido pelos instintos mais primitivos.
Na semana passada, Ferreira Gullar, considerado quase unanimemente o maior poeta vivo do Brasil, publicou na “Folha de S.Paulo” uma crônica criticando o mito Lula com dureza e argumentos, mas sem ofensas nem mentiras. Reproduzida em um “site progressista”, com o habitual patrocínio estatal, a crônica foi escoiceada pela militância digital.
Ler os cento e poucos comentários, a maioria das mesmas pessoas, escondidas sob nomes diferentes, exigiria uma máscara contra gases e adicional de insalubridade, mas uma pequena parte basta para revelar o todo. Acusavam Gullar, ex-comunista, de ter se vendido, porque alguém só pode mudar de ideia se levar dinheiro, relinchavam sobre a sua idade, sua saúde, sua virilidade, sua aparência, sua inteligencia, e até a sua poesia. E ninguém respondia a um só de seus argumentos.
Mas quem os lê? Só eles mesmos e seus companheiros de seita. E eu, em missão de pesquisa antropológica. Coitados, esses pobres diabos vão morrer sem ter lido um só verso de Gullar, sem saber o que perderam.

FONTE:http://www.averdadesufocada.com

O BRASILEIRO TEM OS POLÍTICOS QUE MERECEM...


Genoino e o tapa na cara dos brasileiros



Editorial Gazeta do Povo - PR - 04/01/2013


A posse de José Genoino na Câmara dos Deputados merece não só o destaque que se lhe dá, como também a repulsa da sociedade. Na verdade, trata-se de um insulto à cidadania e às instituições
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa, crimes pelos quais está sujeito a cumprir pena de 6 anos e 11 meses de cadeia em regime semiaberto, o ex-presidente do PT José Genoino assumiu ontem, na Câmara Federal, uma cadeira de deputado. Depois de seis mandatos consecutivos como parlamentar, sempre com votações expressivas, o eleitorado paulista negou-lhe o antigo prestígio ao dar-lhe no pleito de 2010 uma modesta segunda suplência – suficiente, no entanto, para permitir-lhe agora assumir o mandato em razão da renúncia de um deputado e da licença de outro.

Em condições normais, este não passaria apenas de mais um ato da rotina parlamentar e não teria merecido mais que tímidos registros na imprensa – assim como sucede com 35 suplentes de outros estados a que a Câmara dá posse para ocuparem vagas deixadas por deputados que se elegeram prefeitos em 2012. Pelas circunstâncias nada lisonjeiras que a cercam, a posse de Genoino merece, porém, não só o destaque que se lhe dá, como também a repulsa da sociedade.
Na verdade, trata-se de um insulto à cidadania e às instituições. Embora sob aspectos formais a assunção de Genoino à cadeira parlamentar possa ser tida como legal – já que ainda não se cumpriram todos os atos para caracterizar o trânsito em julgado –, do ponto de vista moral temos diante dos nossos olhos um caso flagrante de alguém que, tendo sido democraticamente julgado e condenado pelo Supremo com base em provas cabais de participação em atos de corrupção, retorna à condição de representante popular.
Releve-se o passado guerrilheiro de José Genoino. Dê-se a ele o respeito devido pelos sofrimentos e torturas que lhe foram infligidos por sua luta contra a ditadura. Entretanto, seu passado heroico não lhe concede prévia anistia ou indulgência plena pelos delitos que cometeu depois, já na plenitude do regime democrático, ao se tornar agente e instrumento consciente para a prática de um dos maiores escândalos de corrupção política já registrados no país. Sua assinatura está grafada nos documentos que forjaram a farsa dos empréstimos bancários que ajudaram a financiar o mensalão – e por isso seu nome foi listado entre as dezenas de indiciados na Ação Penal 470.
Entretanto, apresentou-se para a posse com a “consciência serena dos inocentes”, conforme declarou em entrevista ontem, logo após ter-lhe sido dada a posse e o direito de ocupar gabinete em área considerada “nobre” do edifício da Câmara. Antes, diante de perguntas de repórteres, chamou a um deles de “torturador moderno”, fazendo-se outra vez de vítima – inclusive desrespeitando as vítimas de torturas reais, seja da ditadura brasileira, seja de qualquer outra – e demonstrando estar pouco afeito às regras tácitas das liberdades democráticas pelas quais, com armas à mão, diz ter lutado para restaurar (embora, na verdade, buscasse estabelecer um regime socialista tão autoritário quanto o que combatia). Restauradas, tais liberdades pressupõem a responsabilidade dos homens públicos de darem conta de responder por seus atos, incluindo à imprensa.
Agora, com a posse, Genoino também se coloca sob a proteção da esdrúxula posição assumida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia – seu correligionário petista –, para quem a condenação pelo Supremo não obriga o Legislativo a declarar automaticamente a cassação dos réus detentores de mandato. Mais que isso: Maia também prometeu “resistir” à eventual iniciativa do STF de promover a cassação. Levando-se ao extremo esta resistência, o Brasil pode estar prestes a presenciar uma bizarrice talvez sem precedentes na história política brasileira: ver um de seus parlamentares no plenário durante o dia e, à noite, atrás das grades.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Mentira$ & Negociata$ da holding petralha




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

O discurso revolucionário da dita esquerda pratica a verdade mentirosa ou a mentira verdadeira? A resposta tanto faz, quando o objetivo maior do papo mistificador é conquistar, consolidar ou ampliar o poder. O político se transforma em um mitomaníaco que acredita na veracidade daquilo que sua boca proclama. Seus seguidores, fanatizados pelas palavras, reproduzem o que foi dito. A máquina de marketagem e propaganda difunde e amplia o alcance da mitomania.

Primeiro caso para reflexão: a conversinha fiada do vice-presidente Venezuelano Nicolas Maduro que nada esclarece sobre o real estado de saúde de Hugo Chávez – que até outro dia estava curado do câncer pela “revolucionária medicina cubana” - na qual nem a Velhinha de Taubaté e muito menos José Dirceu devem acreditar tão piamente. Os dirigentes bolivarianos nada revelam de concreto em seus discursos públicos. Apenas usam a velha retórica de mistificações acerca de uma “mídia direitista” para iludir os cidadãos e para criar um clima de milagre para favorecer o regime chavista – bem na hora de morte.

Segundo caso, bem conhecido de todos: o discurso dos principais condenados no processo do Mensalão. Todos posam de “injustiçados”, “perseguidos políticos” e “vítimas de um esquema direitista-golpista dentro do judiciário”. Longe de cumprirem efetivamente as penas, eles abusam da arte ideopática de proclamar e propagar mentiras que se tornam politicamente verdadeiras. Vide o exemplo do futuro deputado José Genoíno que não terá o menor pudor de assumir a suplência da legenda da Perda Total na Câmara Federal. Pelo menos, com o empregão, poderá juntar uma graninha para pagar as multas do mensalão sem precisar tomar grana dos seguidores petistas. A ética parlamentar – se é que existe no Brasil – que se dane...

Terceiro caso, fresquinho, para análise de um psiquiatra forense, de preferência: a polícia revela que a vereadora Ana Maria Branco de Hollaben forjou seu próprio sequestro, logo depois de aparecer toda faceira na posse da Câmara Municipal de Ponta Grossa, no Paraná. Adivinhem o partido ao qual é filiada e militante a ilustre política, que ontem ganhou seus 15 segundos de fama no noticiário nacional por causa do desaparecimento de mentira? (en)Hollaben é do Partido dos Trabalhadores. Claro, isto é apenas uma mera coincidência... A moça foi indiciada por falsa comunicação de sequestro – mentirinha por ela empregada apenas para protelar a votação que escolheria o presidente da casa legislativa que vai empregá-la por quatro anos...

Mais umas mentirinhas, além dos discursos e promessas dos 5.550 prefeitos que tomaram posse em 1o de janeiro? Basta torturar seus ouvidos, olhos e cérebros com a discurseira oficial sobre a economia brasileira. O ano de 2013 – que termina com a numeração azarenta do PT – só trará sorte para os especuladores de sempre ou para aqueles que mamam muito forte nas tetas das negociatas de nosso Estado Capimunista. Os demais mortais devem se preparar para segurar a onda de uma crise econômica. A inflaçãozinha é um escorpião em nosso bolso. A maioria das famílias brasileiras já se contorce em dívidas. O governo continua desperdiçando dinheiro – e cobrando impostos elevadíssimos – para pouco ou nada fazer.

A perspetiva é boa para a mais próspera empresa do Brasil – que deveria ser registrada na junta comercial como PT Comércio & Participações Sociedade Anônima. Mas tal pessoa jurídica se esconde atrás da pessoa política para produzir grandes lucros para as pessoas físicas que comandam sua soviética cúpula.

Esta holding virtual, que é parceira do governo do crime organizado, recebe muito dinheiro de todas as grandes empresas nacionais e transnacionais que dependem do Estado capimunista tupiniquim. Como uma seita religiosa, também recolhe muita grana no dízimo (20%) sobre os vencimentos que a máquina pública paga aos militantes. Eis um dos motivos porque a “empresa” dá emprego para tanta gente que nem precisa trabalhar, só bater o ponto de vez em quando, no serviço público.

A PTSA ainda terá uma grande fase de prosperidade – principalmente porque vai administrar a cidade mais rica do País (pelo menos) nos próximos quatro anos. Além disso, a gastadeira máquina federal continua a pleno vapor. Mesmo que não funcione direito, está muito bem aparelhada pelos petistas, petralhas e demais parceiros de negócios políticos, naquele estilo “tu somos nós, e vice-versa”.

Se houver problemas na condução do Titanic, basta trocar algumas peças. É o que fará a grande timoneira Dilma Rousseff, logo depois do carnaval que acaba nunca no Brasil. Guido Mantega deve ser o mais ilustre desempregado do Ministério da Fazenda e do Conselho de Administração da Petrobrás. A pressão contra o grande gerente dos maiores negócios petistas é muito alta. As apostas indicam que Aloisio Mercadante Oliva é quem vai azeitar a máquina quando Mantega for da Fazenda para a roça.


Agora, o PT se diz vítima de uma campanha de desmoralização. OA turma da Perda Total compara o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Vargas e João Goulart. Por isso, a cúpula resolve convocar o quinto congresso nacional da legenda. Segundo a Folha de S. Paulo, o texto de convocação ataca a mídia e "grupos incrustados em setores do aparelho de Estado" como substitutos dos partidos da oposição em uma suposta tentativa de desqualificar o PT. Super legal, né? Os caras nem falam do Mensalão, Rosegate e outros escândalos menos votados.

Fonte:– www.alertatotal.net

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Carta à Comissão Nacional da Verdade


Félix Maier

No dia 21 de novembro de 2012 16:15, enviei uma mensagem (e-mail) à Comissão Nacional da Verdade, nestes termos:

"Assunto: Carta à Comissão Nacional da Verdade

Prezados Comissários do Povo,

Na Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, em seu Artigo 1º, consta o seguinte:

"É criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional."

Não consegui entender por que Claudio Fonteles veio a público dizer que a Comissão somente iria examinar as violações cometidas por agentes do Estado no período de 1964 a 1988. O que o antigo "militante" da Ação Popular fez foi arriar as calças em público e defecar em cima de uma Lei assinada pela presidente Dilma Rousseff, acompanhado com jatos de mijo dos demais comissários cubano-moscovitas. Afinal, a Lei é bem clara: a finalidade da Comissão é examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição, dia 5 de outubro de 1988.

Por que os senhores e senhoras comissários(as) não estão respeitando o que está escrito? O que está escrito é cristalino e está implícito que TODAS as violações de direitos humanos devem ser apuradas, não apenas as violações de quem combateu os grupos terroristas que queriam, não a volta da democracia, como costumam alardear, mas instalar no Brasil a ditadura comunista, tendo Cuba dos manos Castro como modelo, que é o farol que orienta ainda hoje todos os esquerdistas brasileiros - incluídos aí os membros da Comissão da Calúnia, como muito bem definiu o general Santa Rosa.

A Comissão, com este atentado contra a Lei, está praticando um crime e prestando um desserviço à nação brasileira. Não vejo problema algum examinar os "crimes" porventura cometidos por agentes do Estado, como está sendo feito no momento. No entanto, examinar apenas a metade da questão é patifaria pura e demonstra um inequívoco revanchismo contra as Forças Armadas.

O mais grave é que a presidente Dilma Rousseff não se pronunciou contra a patifaria feita pelos integrantes da Comissão. Isso prova que ela, na verdade, redigiu e assinou uma Lei apenas para inglês ver, pois já estava combinado com os comissários que a interpretação da Lei se faria apenas com o olho esquerdo, de modo a satanizar os militares e manter essa diabolização permanente na mídia. A mídia, por sua vez, dependente que é das publicidades governamentais, não se fez de rogada e bravamente abraçou a ideia, de modo que se tornou importante caixa de ressonância da desinformação.

A Comissão lembra os "Esquadrões de Reescritores" da distopia de George Orwell, 1984, e tenta reescrever a História recente do Brasil à sua cara, a cara da mentira. Na mesma obra orwelliana constam as inserções televisivas "Dois minutos de ódio", que a presidente Dilma transformou em "Dois anos de ódio contra as Forças Armadas", podendo essa cultura odiosa ser prorrogada por mais dois anos. Vale lembrar que a presidenta é a comandanta-em-chefa das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar, não destilar seu ódio e patifaria sem limites.

Finalizando, a História do Brasil, a antiga e a recente, deveria ser apenas escrita por historiadores, não por paus-mandados da vil ideologia socialista. Um dia, a História verdadeira do Brasil se imporá a seus habitantes, e o trabalho do Comando Vermelho de Dilma Rousseff será jogado na lata de lixo, onde ficará para sempre.

Atenciosamente,

Félix Maier"



No dia 12 de dezembro de 2012 15:49, recebi a resposta da CNV, por intermédio de seu Ouvidor:

"Caro senhor Félix Maier,

De acordo com os exatos termos da Lei 12.558/2011, que instituiu a Comissão Nacional da Verdade, assim como com a fundamentação expressa em sua Exposição de Motivos, fica claro que a CNV encerra ciclo normativo iniciado em 1995, com a promulgação da Lei nº 9.140/1995, que textualmente reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro, por seus agentes públicos, por graves violações à pessoa humana, tais como torturas, desaparecimentos forçados, assassinatos, etc.

Neste sentido, por elementar e óbvio, à Comissão Nacional da Verdade somente cabe tratar de comportamentos consumados por agentes públicos, servidores militares e civis ou terceiros agindo em nome do Estado, que, comprometendo drasticamente o bom nome das instituições a que serviam, cometeram violações aos direitos fundamentais.

Os que se opuseram ao sistema ditatorial, nesse quadro, foram processados, julgados e condenados à luz da legislação em vigor e das instituições em funcionamento e em momento de notório comprometimento da independência dos poderes.

Portanto, na exata observância dos comandos legais, e a Democracia assim refulge, a Comissão Nacional da Verdade tem por escopo normativo expresso apurar as graves violações cometidas contra a pessoa humana pelo Estado brasileiro, por seus agentes públicos, a fim de que, nunca mais, nós, da geração presente, e todos os que venham das futuras gerações de brasileiras e brasileiros, consideremos que a truculência, a tortura, os desaparecimentos e os assassinatos sejam a solução para as nossas divergências.

Atenciosamente,

Adilson Santana de Carvalho

Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade

Centro Cultural Banco do Brasil – Portaria 3 – 2º andar – sala 235

SCES, Trecho 2, Lote 22 – Brasília – DF

Telefone: (61) 3313-7314"

Tréplica de Félix Maier ao Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade, no dia 21 de dezembro de 2012 10:46 (dia do fim do mundo, segundo os Maias):

"Prezado Ouvidor,

Agradeço, Sr. Adilson Santana de Carvalho, pela gentileza em responder meu e-mail.

No entanto, apesar da tautologia, do circunlóquio, da glossolalia e do tartufismo constantes na missiva escrita em autêntica langue de bois (língua de pau), não posso concordar com V. Sa. a respeito da exposição de motivos alegados. Volto a repetir: a CNV aplicou um autogolpe na Lei que a instituiu, como atesta a argumentação muito bem fundamentada do escritor e jornalista Reinaldo Azevedo.

Em lugar nenhum da Lei 12.528 está explícito o que o Sr. afirmou, "por elementar e óbvio, à Comissão Nacional da Verdade somente cabe tratar de comportamentos consumados por agentes públicos". O texto da Lei é cristalino em estabelecer a abrangência e o período a serem investigados. Não diz, textualmente, que apenas agentes do Estado serão investigados. A única brecha em que a CNV talvez tenha se apoiado com unhas, dentes, foice e martelo talvez seja o inciso IV do Art. 3º: "encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos, nos termos do art. 1o da Lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995".

Ora, este último enunciado, em contradição com o contido no Art. 1º, estabelece que terroristas, como Carlos Marighella, serão objeto de avaliação de violação de direitos humanos, deixando de fora inocentes que sofreram a mesma violação, como o soldado Mário Kozel Filho, explodido em uma guarita do QG do antigo II Exército, em São Paulo, pela organização terrorista VPR de Carlos Lamarca de Dilminha Bang Bang. Ao apresentar à sociedade brasileira apenas a meia Verdade da História, a CNV eternizará uma Mentira inteira. Compete aos historiadores escrever a História recente do Brasil, não aos comissários bolcheniquins (bolcheviques tupiniquins), reunidos em número de sete, a conta do mentiroso.

Outro equívoco lamentável do Sr. é afirmar que os terroristas - apelidados na langue de bois de "militantes políticos" ou "perseguidos políticos" - "foram processados, julgados e condenados à luz da legislação em vigor". A "legislação em vigor", dos governos militares, não alcançou todos os esquerdistas envolvidos em assassinatos e atentados terroristas. Durante o período de exceção, muitos crimes não foram elucidados; portanto, criminosos não foram presos.

Como exemplo, pode-se citar o assassino de Edson Luís, no Rio de Janeiro, em 1968, no Restaurante Calabouço. Ele nunca foi processado. O historiador Carlos I. S. Azambuja, no texto A parcialidade escancarada, assim escreve a respeito da reticência de Elio Gaspari sobre o assunto: "Por que Gaspari, um historiador, evita dizer o nome desse seu colega, de Faculdade e de partido, que disparou a arma? Esse é um segredo de polichinelo, embora jamais o autor da morte tenha sido processado por esse crime. Seu nome? Apenas as iniciais, pois não desejo prejudicá-lo, onde quer que esteja. Assim, aquilo que ele julga que ninguém sabe, ele vai saber que eu sei: ACFPP". No dia 22/11/2012, por meio de e-mail, Azambuja me confidenciou: "O nome do cara do qual eu escrevi apenas as iniciais é ANTONIO CARLOS FARIA PINTO PEIXOTO, na época militante do PCB. Faleceu em 15 de Julho de 2012".

Pergunto: a CNV irá esclarecer essa "violação dos direitos humanos", ou irá manter a mentira de que foi a polícia que matou Edson Luís? Eu já sei o que esperar dos comissários do povo, porque, como Cláudio Fonteles afirmou em público, apenas as violações dos "direitos dos manos" serão investigados, não os crimes que eles cometeram. Se quem matou Edson Luís foi um terrorista do PCB, esse assassino não deve ser investigado. Os agentes do Estado e inocentes que morreram naqueles anos de dinamite são pessoas de quinta categoria e não merecem qualquer consideração da Comissão bolcheniquim. Quanto recebeu de indenização a família de Edson Luís? A de Kozel Filho recebeu, inicialmente, a esmola de R$ 300,00 por mês.

No § 1o e no inciso II do Art. nº 2 da Lei 12.528, consta o seguinte: "Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão". A rigor, não se pode dizer que a Comissão é formada por personalidades imparciais, porque de um modo ou de outro todos eles estiveram ligados a setores da esquerda. Repito: são todos paus-mandados de Dilma Rousseff. Sabemos, p. ex., que Cláudio Fonteles, o beato de pau oco, foi "militante" da Ação Popular, a ala terrorista da Igreja Católica. E que Maria Rita Kehl é comissária do povo unicamente por ser petista. E mostrou a que veio, contando de cara uma mentira escandalosa, de que o "regime" militar tenha "massacrado milhares de camponeses e índios". O objetivo dessa comissária mentirosa é multiplicar por mil os "desaparecidos políticos", de modo a apresentar o "regime militar" brasileiro como sendo mais cruel que o de Pol Pot, que massacrou 20% da população do Camboja.

Quais são os reais objetivos da Comissão da Calúnia?

- Em primeiro lugar, dentro do conceito das estratégias de controle da mídia, enunciado por Noam Chomsky, o objetivo é aplicar a "estratégia da distração", de modo a manter em evidência assuntos menores, ao mesmo tempo em que se escondem os assuntos relevantes, como a roubalheira sem limites e sem fim do governo petralha instituído em 2003, a sucateação e os prejuízos históricos da Petrobras, os frequentes apagões elétricos, o pibinho ridículo do Brasil na última década, só superior, nas Américas, ao Haiti dos terremotos e da guerra civil.

- Demonizar as Forças Armadas e canonizar assassinos cruéis como Carlos Lamarca e Carlos Marighella, de modo que logradouros públicos tenham seus nomes substituídos por "perseguidos políticos", como prevê o PNDH-III; assim, a Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói) foi rebatizada de Ponte Betinho – outro apista e beato de pau oco -, antigo pombo-correio dos dólares que Fidel Castro enviava a Leonel Brizola, no Uruguai.

- Influenciar a revogação da Lei da Anistia no Congresso Nacional, onde a deputada Luiza "La Pasionaria" Erundina trata ferozmente do assunto, com as veias saltando do pescoço, de modo que apenas agentes do Estado sejam processados e presos, deixando de fora os honoráveis terroristas que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 70. Célio Borja, ex-ministro do STF, é categórico: "Anistia é o perpétuo esquecimento de fatos que seriam relevantes juridicamente, tanto para efeitos penais quanto em outras áreas, cível e administrativa. No caso do coronel Ustra, se porventura continuasse responsável, poderia sofrer efeitos administrativos. Poderia ser exonerado dos cargos que tem, poderia ter que comparecer perante conselhos militares para dar explicações. Mas nada disso pode ser feito em decorrência da anistia." (O Estado de S. Paulo – 28/7/2012). Por que, então, há juízes que aceitaram denúncias contra os coronéis Ustra, Lício Maciel e Curió? Porque não passam, todos, de patifes a serviço da companheirada esquerdo-petralha.

- Meter a mão no cofre da Viúva; além das funções remuneradas dos 7 comissários da mentira, foram criados inúmeros cargos para auxiliá-los, os tais DAS e outros aspones; além dos salários mensais, são acrescidas despesas para viagens nacionais e internacionais, alimentação e pousada – um turismo permanente de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Além da Comissão da Calúnia nacional, estão sendo criadas comissões caluniosas estaduais, de universidades, de escritórios da OAB etc. Não é de espantar se as antigas prostitutas da Zona do Mangue, no Rio de Janeiro, também abram suas comissões da verdade, já que a idade não lhes permite mais abrir as pernas. Durante os anos de dinamite (1960-70), a turma de Dilminha Bang Bang da VAR-Palmares assaltava armamentos de quartéis, bancos e cofres particulares, como o de Adhemar de Barros, para levantar fundos e impor o comunismo no Brasil por meio do terror; hoje, a turma de Lula e Dilma está no poder e cria mensalões para compra de aliados políticos e se perpetuar no governo - a tal "cuética" petista, a ética das cuecas forradas de reais, dólares e euros (sem falar no "Rosegate", o mais recente escândalo petista, envolvendo corrupção e o affair amoroso do garanhão de Garanhuns). O objetivo não é mais implantar o comunismo pela força das armas, mas pela estratégia gramscista de "ocupação de espaços", em pleno funcionamento, especialmente na cultura, na Educação, nas empresas estatais e na mídia.

No parágrafo único do Art. 11 da Lei 12.528, lê-se que "Todo o acervo documental e de multimídia resultante da conclusão dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade deverá ser encaminhado ao Arquivo Nacional para integrar o Projeto Memórias Reveladas". Muito bem. É no Arquivo Nacional que a memória nacional deve ser armazenada. Mas, que memória? Ora, para o governo petista, a única memória a ser preservada é aquela que interessa apenas à esquerda, como se pode comprovar no site http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/.

Quando eu enviei um e-mail para esse site, fazendo críticas ao seu escancarado maniqueísmo, não explicaram nada e ainda me pediram para enviar "acervos particulares" ao Arquivo Nacional, caso os tivesse, como se eu fosse um contrabandista de documentos sigilosos do Governo, assim como o foram os autores de Brasil Nunca Mais, cujos dados foram surrupiados da Justiça Militar. Mas eu sei qual o intento dessa turma. A Lei nº 12.527, de 18/11/2011, nos incisos I e II do § 1o do Art. nº 31, diz: "I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; e II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem". O que isso significa? Significa que o governo petista quer ter o controle total sobre todos os arquivos pessoais, de modo a liberar apenas os nomes dos agentes do Estado que combateram o terrorismo de esquerda, para todos os dias serem malhados como Judas na imprensa, ao mesmo tempo em que irá trancar a 7 chaves os nomes da companheirada terrorista e os crimes que cometeram pelo menos durante 100 anos. Basta lembrar que, durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff, o STM negou à Folha de S. Paulo o acesso a documentos referentes à antiga terrorista. A mesma proposição - entrega de documentos ao Arguivo Nacional - foi feita por Maria do Carmo Teixeira Rainho, quando lhe enviei um e-mail.

Sr. Adilson: a sua mensagem finaliza dizendo "...a fim de que, nunca mais, nós, da geração presente, e todos os que venham das futuras gerações de brasileiras e brasileiros, consideremos que a truculência, a tortura, os desaparecimentos e os assassinatos sejam a solução para as nossas divergências". A frase parece irretocável. Mas não é, porque dá a entender que apenas os agentes do Estado brasileiro foram truculentos, não os terroristas que dinamitaram pessoas. "Torturador" é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em esmigalhar a golpes de coronhadas de fuzil a cabeça do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente muitos reféns oriundos de sequestros, como o embaixador americano Charles Elbrick. Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra. No Brasil da presidente Dilma Rousseff, a tortura ainda existe nos presídios, conforme denúncias anuais da ONU. Além de querer alcançar a "hegemonia" em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, a esquerda brasileira quer também o monopólio da tortura.

Fala-se muito sobre os "desaparecidos políticos". Melhor fariam o Governo e Maria "La Pecosa" do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, se se preocupassem com os milhares de pessoas que desaparecem todos os anos no Brasil, sem deixar vestígio. "A cada dia, mais de três pessoas desaparecem no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), no ano passado 1.234 registros de pessoas que sumiram foram realizados" (jornal O Destak, DF, 16/5/2011, pg. 2). No Brasil, cerca de 50.000 pessoas desaparecem todo ano, conforme noticiou o Jornal Nacional do dia 24/5/2012, e "La Pecosa" simplesmente não toma conhecimento da tragédia, nem Dilma Rousseff.

Mas nem tudo está perdido nesta República dos Bandidos e seu objetivo permanente de satanizar os militares e beatificar terroristas. A estudantada, atualmente, está se informando melhor e se desvinculando dos esquerdosos, que são mestres do engodo, doutores da mentira e PhD em roubalheira. Como exemplos, podemos citar o contundente texto Os falsos heróis, do universitário Gabriel Tebaldi, o caso do DCE da Universidade de Brasília, que deixou de ser capitania hereditária do PCdoB e assemelhados, e da estudante Cibele Bungel Baginski, que pretende recriar a Arena. Um número crescente de estudantes está entendendo que "o homem é o homem e sua circunstância", no dizer de Ortega y Gasset. E qual era a circunstância essencial vivida pela população nos anos de 1960 e 70, que hoje não é levada em consideração pelos integrantes da CNV e por todas as personalidades de esquerda? É que havia a guerra fria, o confronto de comunistas contra o livre mercado, a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa. Uma pequena amostra da infiltração comunista em todo o mundo pode ser conferida em Pequena história da subversão e espionagem, em que os quintas-colunas como Luiz Carlos Prestes, Carlos Lamarca, Carlos Marighella e Dilma Rousseff não lutaram contra os militares para o retorno da democracia, como cinicamente sempre apregoaram, mas pela implantação de uma ditadura do proletariado, ou seja, de uma ditadura comunista, a mando de Moscou ou de Havana. Numa palavra, todos os terroristas de esquerda foram TRAIDORES da Pátria e ponto final. Vale lembrar que o PCB não era um partido brasileiro, mas a Seção Brasileira da Internacional Comunista.

A última pesquisa de opinião pública realizada pela FGV coloca as Forças Armadas (FA) no topo da lista, com 75% de apoio da população. Os políticos ocupam, merecidamente, a lanterna, com apenas 7% de apoio - e os comissários bolcheniquins estão aí incluídos. A CNV pode até tentar denegrir as FA, propalando meias verdades que são mentiras inteiras, amplificadas festivamente por inúmeras caixas de ressonância da desinformação - a mídia em geral. Porém, jamais conseguirá o intento de destruir a aceitação das instituições militares, ultima ratio na salvaguarda de nossa soberania e de nossa eterna luta contra regimes totalitários, como o Comunismo. Hoje, o grande mal a combater é a implantação no Brasil do fascismo gay, em que a esquerda tenta impor sua ideologia mediante a cooptação de todos os setores da sociedade em volta do Poder Central em Brasília.

Ainda bem que temos a Internet para expressar nossa opinião. Por isso, não causa espanto o PT insistir na censura dos meios de comunicação, em sua peculiar langue de bois chamada "controle social da mídia".

Atenciosamente,

Félix Maier

Brasília, DF, 21 de dezembro de 2012."



Felix Maier, oficial do exército (reformado) e eminente advogado, esgotou o assunto CNV. O texto acima, parte do brilhante libelo produzido por Felix Maier, representa, a meu ver, o cerne da questão. Os "heróis" desse ridículo BIB BROTHER BRASIL em que se transformou a CNV através de seus caricatos integrantes e coadjuvantes eram terroristas cujos meios (latrocínio, terrorismo seletivo, justiçamento de seus próprios asseclas) justificavam os fins colimados: o enriquecimento pessoal de seus membros e o objetivo maior, a implantação de uma ditadura comunista, a mando de Moscou ou de Havana.

Fonte:contato@emdireitabrasil.com.br