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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

BRASIL – Julgamento Mensalão


Condenado, Marcos Valério propõe delação premiada
 
Com 40 anos de cadeia garantidos o operador do mensalão resolveu falar. Sua delação pode influenciar o andamento dos processos derivados do mensalão, gerar novos processos e indiciar novos réus. Essa noticia faz Lula e muita gente que escapou do processo do mensalão, até agora, perder o sono e sujar as calças. Pena que o bandido demorou tanto para se pronunciar... Antes tarde que nunca.
Foto: Veja
 
Para o Brasil, Marcos Valério prestaria um grande serviço, se falasse tudo que sabe e provasse

Postado por Toinho de PassiraFonte: O Globo

e A Procuradoria Geral da República terá que decidir o que fazer com um ofício que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, assinado por advogados do operador do mensalão, Marcos Valério, sugerindo a delação premiada — quando o réu pode colaborar com a Justiça contando mais detalhes do crime em troca de benefícios.

No documento, a defesa também afirma que Valério está correndo risco de morte e, por isso, deveria ser incluído na lei de proteção a testemunhas. Para o presidente do tribunal, ministro Ayres Britto, uma eventual delação de Valério não mudaria nada no atual processo do mensalão, pois a investigação terminou.

— Na minha opinião, a esta altura, não (influencia). Mas o relator (Joaquim Barbosa) é quem vai se pronunciar — disse Ayres Britto.

Em conversas reservadas, três ministros do STF também afirmaram que, nesta fase do julgamento, um novo depoimento não altera em nada o processo. No entanto, poderia afetar processos derivados do mensalão a que Valério e outros réus respondem em outras instâncias do Judiciário.

Um dos ministros afirmou que eventual decisão concedendo a Valério o benefício da lei de proteção a testemunhas afetaria o cumprimento da pena imposta a ele no mensalão.

Semana passada, os ministros fixaram a pena de Valério em 40 anos, um mês e seis dias de reclusão, mais pagamento de multa. Como o tempo é superior a oito anos, o regime de cumprimento é inicialmente o fechado. Se houver proteção a Valério, o cumprimento poderá ser repensado pelo juiz de execução de Minas Gerais.

Logo que recebeu o pedido, via fax, Ayres Britto determinou sigilo e o encaminhou ao relator. O pedido tramita de forma isolada, sem ligação com o processo principal.

— Chegou um fax. Não posso dizer o conteúdo, porque está sob sigilo, mas é hiperlacônico — disse Ayres Britto.

Marcelo Leonardo, advogado de Valério não negou nem confirmou ser o autor do pedido.

— Nada a declarar — disse.

Semana passada, Leonardo disse ao GLOBO que Valério tem informações para ajudar nos outros processos.

— Em relação a este julgamento, que já está perto do fim, não teria mais nada a acrescentar. O mesmo não pode ser dito em relação a outros processos — disse o advogado, referindo-se às ações a que Valério responde nas instâncias federal e estadual.

No último memorial entregue aos ministros do STF, Leonardo alegou que seu cliente atuou como colaborador no processo ao entregar a lista de beneficiários dos recursos distribuídos por suas empresas. Mas o MP não concorda.

Para o ex-ministro do STF Carlos Velloso, a delação de Valério pode alterar a pena já imposta a ele no mensalão:

— Ele certamente quer que a delação influa na dosimetria da pena. Isso pode acontecer, dependendo da informação que ele traz. As informações podem ser objeto de novo inquérito contra pessoas ainda não envolvidas no caso.

Segundo Velloso, a inclusão de Valério na lei de proteção a testemunhas pode alterar o regime de prisão:

— Ele pode ficar numa prisão de segurança, com isolamento. Se ele realmente fizer a delação e ficar junto de outros presos, vai correr perigo.

Ayres Britto também confirmou que o Ministério Público Federal pediu a Barbosa para confiscar o passaporte dos réus no processo. Segundo o presidente da Corte, ainda não houve decisão. O relator está em viagem para tratamento de saúde na Alemanha.

COMENTAMOS: - Há muita gente no PT e fora dele que se borra de medo do que Marcos Valério tem para falar e dos documentos que possui. É notório que o mensalão abrangia bem mais beneficiários que os poucos que viraram réus da ação penal 470, que está sendo julgada pelo Supremo.

Lula é a principal figura que pode ser trazida para a boca de cena, num momento em que o teflon do ex-presidente já apresenta os primeiros sinais de fadiga.

Porém, se o Supremo e as autoridades não protegerem o bandido Marcos Valério ele será assassinado pelos mesmos motivos e pelos mesmos bandidos que eliminaram o prefeito petista Celso Daniel.

Fonte: The Passira News

 

BRASIL – Mensalão


Dirceu e Genoino pagam por Lula, diz primeira mulher de ex-ministro 
 
Clara Becker, a ex-mulher, afirma que petista, com quem viveu por quatro anos no Paraná, 'não é ladrão' "Se ele fez algum pecado, foi pagar para vagabundo que não aceita mudar o País sem ganhar um dinheiro (...)

Dirceu e Clara Becker, sua primeira mulher

Postado por Toinho de Passira
Texto de Débora Bergamasco para O Estado de S.Paulo
Fontes: Estado de S. Paulo

A família do ex-ministro José Dirceu (Casal Civil) já se prepara para o pior: sua condenação em regime fechado por envolvimento com o mensalão. Enquanto o Supremo Tribunal Federal não decide a pena, parentes já planejam como serão as visitas na cadeia.

A refeição da penitenciária é uma das preocupações, pois ele é reconhecido como um sujeito bom de garfo. "Meu medo é que ele se mate na prisão", chora Clara Becker, 71 anos, sua primeira mulher e mãe de seu filho mais velho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR).

Casados por apenas quatro anos na época da ditadura militar, ela é amiga próxima do ex-marido há mais de três décadas e tem certeza de que "Dirceu não é ladrão".

"Se ele fez algum pecado, foi pagar para vagabundo que não aceita mudar o País sem ganhar um dinheiro (...) Se ele pagou, foi pelos projetos do Lula, que mudou o Brasil em 12 anos", afirma, referindo-se ao pagamento a parlamentares da base aliada que receberam dinheiro para votar a favor de propostas do governo do ex-presidente Lula, segundo a denúncia do Ministério Público. 

Foto: R. Silveira/Folhapress
José Dirceu durante encontro do PT em 1982. Ele foi um dos fundadores do partido, em 1980

Para ela, militantes do PT como Dirceu e José Genoino, ex-presidente do partido, estão sendo sacrificados.

"Eles estão pagando pelo Lula. Ou você acha que o Lula não sabia das coisas, se é que houve alguma coisa errada? Eles assumiram os compromissos e estão se sacrificando", indigna-se.

"Sabe, é muito sofrimento. Uma vez peguei meu filho chorando de preocupação com o pai. E minha neta, Camila, também sente muito."

Desde que começou o julgamento da ação penal 470, Dirceu diminuiu sua exposição pública. Para se poupar de constrangimentos, ele evita circular com desenvoltura, ser visto em Brasília ou jantar fora - seu passeio predileto. Agora, o ex-todo-poderoso do governo Lula lista quem são seus amigos fiéis e os recebe em sua casa de São Paulo ou na de Vinhedo (SP).

No fim de semana do dia 7 de outubro, eleição municipal, ouviu ao telefone uma ordem expressa: "Benhê, limpa a área que eu tô chegando". Era Clara avisando que lhe faria uma visita na casa do interior paulista e deixando claro que não queria dividir a atenção do ex-marido com mais ninguém - nem com a atual namorada dele, Evanise Santos. 



Clara saiu de Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, levando em um isopor uma peça de carneiro temperada no vinho branco e alecrim. Instruiu a empregada a deixar a carne três horas no forno, enquanto aguardava o anfitrião chegar em casa.

Quando ele apontou no portão, ela ouviu também uma voz feminina. Chispou escada acima e se trancou no quarto, alegando enxaqueca. Só desceu quando seu filho bateu na porta e avisou que a "dor de cabeça" já havia ido embora. Depois do fim de semana de comilança e champanhe, Dirceu despediu-se dela, dizendo: "Preciso ir embora mais cedo para São Paulo, tenho que eleger o (Fernando) Haddad".

"Hoje gosto dele como se fosse meu parente, mas já sofri muito. Sabe aquele homem que é tudo o que pediu a Deus? Pois Deus me deu e me tirou", sorri.

Clara, que conta nunca mais ter namorado depois de viver com o ex-ministro, foi casada, na verdade, com Carlos Henrique Gouveia de Mello, um jovem órfão paulistano de origem argentina, pessoa que nunca existiu, a não ser no disfarce adotado pelo então subversivo banido do Brasil e procurado pelo regime militar.

Clara sabia que o marido guardava um segredo. Imaginou que ele tivesse uma família em outra cidade, mas que teria fugido "da bruxa da mulher dele e se ele quer ficar comigo e não com ela, deixe ele aqui, né?", lembra.

Só quando a anistia política foi decretada, em 1979, foi que José Dirceu contou à mulher quem realmente era, apontando uma foto dele e de outros exilados em recorte de jornal.

"Pensei assim: 'Ai, era isso? Grande coisa', porque nem estava por dentro do que aquilo significava." 

José Dirceu, com seu filho Zeca, em Cruzeiro do Oeste (PR), em 1978. Zeca Dirceu, filho de Dirceu e Clara Becker, é hoje deputado pelo PT/PR.


Sua preocupação foi ter registrado o filho com o nome de um pai fantasma. Mas compreendeu a importância da mentira. Também diz não ter-se magoado quando, assim que voltou a ser Dirceu, mudou-se para São Paulo.

"Ele até quis que eu fosse junto, mas não dava, eu estava com filho pequeno, ajudava minha família e ele nem salário tinha, só queria saber de fundar essa miséria desse PT", conta ela, que é petista roxa, com direito a uma piscina nos fundos de casa decorada com a estrela e a legenda do partido em mini-pastilhas.

Arrependida. Para ela, o único golpe foi ir a São Paulo e encontrar cabelos pretos de mulher no banheiro. Descobriu que era traída. "O Dirceu me disse: 'Se eu tenho outra é um problema, agora se a gente vai se separar é outra questão'. E eu: 'Não, senhor, acabou aqui, cara'. Peguei minhas coisas, o moleque pela mão e fui embora. Hoje, me arrependo, se eu não tivesse deixado o campo limpo, estaria com ele...", imagina.

Ela diz já ter preferido ser viúva a ver Dirceu "cada dia mais bonito" indo em sua casa visitar o filho todo mês. Depois se convenceu de que seria melhor para Zeca ter o pai por perto e sempre cedia sua cama para o ex-marido dormir com mais conforto, mesmo que ele não tenha contribuído com um centavo de pensão.

Clara acha que nunca foi amada por ele. "Dirceu nunca amou nenhuma mulher nessa vida, viu? O que ele amou foi a política e pode ir preso por isso", diz. "Agora que o cartão de crédito acabou, quero ver quem vai lá visitá-lo", provoca.

Em um de seus últimos encontros com o ex-marido, Clara o fez chorar: "Eu disse a ele: 'A nossa ampulheta está acabando, você não se tocou, hein, garoto? Mas se um dia você precisar de mim, eu venho cuidar de você'. Ele ficou todo apaixonado e prometeu que ia me comprar um cordão de ouro igual ao que o ladrão me roubou. Mas não comprou, né, só falou...

Fonte: The Passira News

BRASIL - Crime Eleitoral


PT quer refugiar Genoino em vaga de deputado
 
Para o PT lugar de bandido é na Câmara Federal. A cúpula do Partido dos Trabalhadores sinaliza, que mesmo condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, o mensaleiro José Genoino, tem o apoio do partido para assumir a vaga de deputado Federal (ele é suplente) aberta com a eleição do deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) a prefeito de São José dos Campos. Como se vê a ousadia dos PT não tem limites. O povo precisa ir para a rua para impedir essa atrocidade. 
Foto: Rodrigo Paiva/Folhapress
CRIME ELEITORAL - José Genoino e seu bando invadiram a sessão eleitoral, onde ele vota. Bateram nas pessoas, inclusive idosos, espancaram jornalistas e destruiram o patrimônio público, tudo isso num local que de votação, onde deve ser assegurada a paz e a tranquilidade para que os eleitores exerçam livremente o seu sagrado direito de votar. Vai ficar por isso mesmo?

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fonte: Blog de Josias de Souza

As condenações do mensalão não afetaram a taxa de desfaçatez do PT. Continua nos mesmos 100%. O partido cogita acomodar José Genoino, sentenciado por corrupção ativa e formação de quadrilha, numa cadeira de deputado federal.

Candidato em 2010, Genoino não obteve votos suficientes para se reeleger. Porém, foi à fila como primeiro suplente da coligação petista. Por mal dos pecados, o deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) elegeu-se prefeito de São José dos Campos.

Em janeiro, Carlinhos terá de renunciar ao mandato para assumir a prefeitura. É nessa cadeira que o PT deseja alojar o companheiro-condenado. “O Genoino é o suplente e vai assumir. Sem problema nenhum”, disse Rui Falcão, presidente da legenda.

“Genoino precisa recuperar a sua cidadania política”, ecoou Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder da bancada e candidato à vice-presidência da Câmara. Advogado do futuro deputado, o doutor Luiz Fernando Pacheco também não enxerga óbices à posse de Genoino.

Confirmando-se o inacreditável, Genoino engrossará a bancada dos condenados petistas ao lado de João Paulo Cunha (peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro). O passo seguinte será a defesa da tese segundo a qual a decisão do Supremo não implica a cassação automática dos detentores de mandato.

Petista como Genoino e João Paulo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), já avisou: cabe à Câmara, não ao STF, cassar mandatos. Concluído o processo, um partido político teria de requerer a abertura de processo por quebra de decoro. Caberia à Mesa diretora acatar. Ou não.

Em fase de cálculo das penas, o Supremo só retomará a discussão sobre a ‘dosimetria’ em 7 de novembro. Aguarda-se pelo retorno do relator Joaquim Barbosa, que foi à Alemanha para tratar das dores que lhe torturam a coluna. Fechadas as contas, o acórdão vai à publicação.

Abre-se, então, a fase dos embargos. Só depois do julgamento de todos os recursos é que as sentenças serão executadas. Com otimismo, é coisa para maio de 2013. Com pessimismo, a encrenca vai ao segundo semestre do ano que vem. Tempo suficiente para que Genoino vire deputado e comece a receber os salários e todas as facilidades que o dinheiro público puder prover.

Conforme já noticiado aqui, o estatuto do PT prevê destino diferente para os filiados condenados em última instância: expulsão. Ao flertar com o impensável, o petismo deixa claro o que já era límpido como água de bica: o estatuto é de mentirinha. Os mensaleiros não merecem sanções, mas homenagens.

Para não prejudicar a eleição de Fernando Haddad, o plano de converter a Câmara em refúgio para Genoino era urdido nos subterrâneos. Abertas as urnas, o PT sente-se mais à vontade. Nos próximos dias, a legenda divulgará um manifesto criticando o que chama de politização do julgamento do Supremo.

No último domingo (28), Genoino foi votar protegido por uma milícia de cerca de 40 militantes petistas. Gritavam coisas assim: “Partido, partido. É dos trabalhadores…”, “Genoino, Genoino…”, “o povo na rua, a luta continua”. Os repórteres foram contidos aos socos e safanões.

Convertido em deputado federal, o condenado talvez tenha de utilizar parte da verba de seu gabinete para contratar uma equipe de guarda-costas. Ainda aferrados ao lero-lero de que o mensalão é uma ‘farsa’, os petistas comportam-se como o padre que, de tanto dizer a mesma missa, acaba desconfiando de Deus.

*Acrescentamos subtítulo e legenda a publicação original

Fonte: The Passira News

 

Malandro não estrila




01/11/2012 09:02




O PT resolveu não publicar hoje, como prometera, um "manifesto" contra o Supremo Tribunal Federal. A estrovenga "condenaria" a condenação do Zé Dirceu e do Genoínio no bando dos mensaleiros petistas.
Esse "manifesto" petista ficará para depois de definidas as penas dos meliantes condenados. "Temos uma avaliação crítica do julgamento e vamos fazê-la assim que ele for concluído", disse o espantoso presidente do partido, Rui Falcão, o meu petista predileto. Parece um nesgo de bom senso do baita, mas não é.

A alta burguesia do partido está com medo que esse ataque ao poder judiciário acabe numa reação pra cima da legenda. Não querem botar no colo do partido o ônus dessa "mobilizaçao". Preferam-na a cargo dos seus políticos. Ao contrário, os condenados Dirceu e Genoíno, querem a militância no pé do Supremo. O que significa nada para os ministros, apenas provocação barata.

As cabeças pensantes do PT, e há algumas, não querem uma batalha campal do partido contra a suprema corte. Não é o caso do Rui Falcão, coitado. Mas ele não pode falar à vontade em nome do partido. Daí parecer que está sendo razoável, suspendendo a malcriação que planejou faer hoje.
Telhado de vidro
Assim sendo, quaisquer iniciativas contra o Supremo Tribunal Federal, tais como campanhas por anistia dos meliantes condenados (!) e recursos a cortes internacionais não serão lideradas pelo partido, ficou decidido.

Não terão Dilma à frente. E muito menos o Lula, cujo telhado fica cada vez mais de vidro. Agir com mais cérebro e menos fígado, dizem os cartolas mais centrados da cumpanherada. Entenderam que não podem agir como matilha, como parece estar acontecendo, mostram as notícias - como as duas que estão abaixo.

01/11/2012 08:19
já panhou, será que morre?

Quanto mais chega o dia - e vai chegar mesmo - do maleiro petista entrar numa cela para cumprir pena, mais ânimo ele tem para falar. Primeiro veio a estória do memorial que mandou ao Supremo pedindo proteção de vida e delação premiada. Isso foi confirmado pelo presidente da Corte, Ayres Britto, que o enviou em segredo ao relator Joaquim Barbosa, que está em tratamento na Alemanha.
Agora temos que na verdade ele não só mandou documento, mas depôs na Procuradoria da República, diante do procurador Roberto Gurgel. Foi adiante: citou Lula e também o ex-ministro Antonio Palocci. Um aperitivo, por assim dizer, pois ambos não constam no processo do Mensalão petista que acabou de ser julgado. E a propósito, nada que diga influirá mais nesse processo. Nesse.
O maleiro petista contou também sobre outras remessas de dinheiro desviado para o exterior. Não lhe devem faltar informações sobre outros crimes do bando já julgado e de meliantes que escaparam da denúncia, como todo mundo imagina. E deixou no ar que tem informações sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel.
Em troca, Marcos Valério quer entrar no programa de proteção a testemunhas. Que basicamente o livra de cumprir pena no xilindró. As autoridades conhecem bem a ação desses condenados que abrem a boca depois. Não são de lhes dar tanta trela assim. Mas que aproveitam para pegar outros meliantes na curva, aproveitam. E que são responsáveis pela vida de bandidos sob custódia, também. O maleiro tem razão de estar com medo da cadeia, de morrer por lá.
Porque panhar, já apanhou, quando esteve preso alguns meses preventivamente.

Uma outra "corrente" de achismo, dá conta que a reação de Valério tem a ver com a do chefe do bando mensaleiro, o também condenado Zé Dirceu, que teria mandado sua ex-mulher acusar o Lula em sua defesa e do Genoíno (matéria abaixo).

Outra "linha" ainda de palpites dá conta que o Judiciário está mostrando quem realmente são os condenados, diante da reação do PT contra o julgamento do mensalão do partido. É a mais proveitosa, por assim dizer. 

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31/10/2012 21:12
pagou pelo lula

Clara Becker, ex-mulher do condenado Zé Dirceu, soltou o verbo, sem chance do comissário e do petezéu negarem ou ajeitarem a espuma. A mãe do deputado Zeca Dirceu falou à Folha de São Paulo sobre a corrupção que "se ele pagou, foi pelos projetos do Lula, que mudou o Brasil".
É o ideário cínico, de penitenciária, vigente entre os petralhas. Mostrando-se "indignada" defendeu que petistas como Zé Dirceu e Zé Genoíno se sacrificaram para preservar "outra pessoa". "Eles estão pagando pelo Lula. Ou vocês acham que o Lula não sabia das coisas?" Sua expctativa sobre a prisão do ex-marido também é sombria: "Meu medo é que ele se mate na prisão".  

MENSALÃO E OS QUADRILHEIROS PETRALHAS



QUARTA-FEIRA-31.10.2012 - JORNAL O DIA (PAIS) PAG 30 - 

MARCOS VALÉRIO ENVIOU DOCUMENTO AO STF OFERECENDO DELAÇÃO PREMIADA!!!


SUJOU GERAL!

AGORA O PRATO DA BALANÇA COMEÇOU A PENDER NEGATIVAMENTE PARA O LADO DO MOLUSCO.

QUANDO PERGUNTARAM A ELE SOBRE O MENSALÃO, RESPONDEU QUE NÃO QUERIA NEM SABER DE MENSALÃO E ABANDONOU OS COMPANHEIROS.

MARCOS VALÉRIO SENTINDO-SE TRAÍDO PELO EX-CHEFE, DEU O TROCO.

(Clique sobre a imagem para ampliar)

"QUARTA-FEIRA-31.10.2012-JORNAL O DIA (PAIS) PAG 30 - MARCOS VALÉRIO ENVIOU DOCUMENTO AO STF OFERECENDO DELAÇÃO PREMIADA".

Fonte: Recebido por e-mail

Fala, Valério!

 31/10/2012 - 12:10:00   

Marcos Valério quer falar o que sabe sobre o mensalão. É certo que ainda há muito a revelar para esclarecer a fundo o maior escândalo de corrupção da história política do país. Não passa um dia sem que novas ramificações surjam. Até por esta razão, as autoridades deveriam voltar a ouvir o principal operador do esquema; ele deve ter muita coisa para contar e o PT muita coisa a temer.

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que, em setembro, Valério propôs a chamada delação premiada, ou seja, a possibilidade de colaborar com a Justiça em troca de benefícios, conforme revelara a revista Veja neste fim de semana. O operador do mensalão também pediu inclusão no programa de proteção a testemunhas, por se considerar sob risco de morte. Deveria ter suas solicitações acatadas.

Valério agora falaria como quem já foi condenado pelo Supremo a 40 anos, um mês e seis dias de cadeia por crimes como corrupção, peculato e formação de quadrilha. Isso significa que, provavelmente, não teria mais nada a perder e poderia abrir a boca que acertos de outrora com o PT mantiveram convenientemente fechada até agora.

Quem deve estar mais apreensivo é Luiz Inácio Lula da Silva. Em setembro, a Veja publicou que Valério teria dito que seu silêncio poupara o ex-presidente do desgosto de ter que se sentar no banco dos réus da mais alta corte de Justiça do país. Ele também teria revelado que o mensalão movimentou cifra bem maior do que a conhecida até agora: R$ 350 milhões ou quase três vezes mais do que já se provou até aqui.

Não é só Valério que diz que está faltando Lula na lista dos processados pela Procuradoria-Geral da República e condenados pelo STF. Até a ex-mulher do mensaleiro-mor, José Dirceu, não tem a menor dúvida disso: "Eles estão pagando pelo Lula. Ou você acha que o Lula não sabia das coisas?", afirma Clara Becker em entrevista publicada hoje por O Estado de S.Paulo. 

Lula já classificou estas insinuações como "golpe", sem explicar, porém, como alguém que já não ocupa qualquer cargo público pode ser alvo de destituições de qualquer natureza. O que se sabe é que o que ainda não foi revelado teria, isto sim, sido capaz de implodir o governo do petista. Vindo à luz agora, poderia pelo menos ajudar a passar a limpo este nefasto capítulo da história do país.

Deve ser por isso que o PT tem se apressado em tentar varrer, o mais rápido possível, a sujeira do mensalão para debaixo do tapete. O partido dos mensaleiros faz isso de maneiras mais ou menos ofensivas. Algumas delas são seus panfletários e ocos manifestos, que, com suas teses conspiratórias, só servem para insuflar a militância e tornar ainda mais ridículo o petismo - promete-se a divulgação de mais um papelucho nesta quinta-feira...

Mas há ações objetivas e de maior gravidade, sempre no sentido de reforçar a conivência do PT com os malfeitos. O partido dos mensaleiros informou ontem que não irá expulsar seus filiados condenados pelo STF, contrariando o que prevê seu estatuto. Mais que isso, também irá dar carta branca para que um deles, José Genoino, considerado culpado por corrupção e formação de quadrilha, tome posse como suplente na Câmara dos Deputados. É a velha leniência de sempre.

Mas, enquanto o PT se omite, os órgãos competentes seguem fazendo sua parte, ampliando as investigações e buscando as ramificações do mensalão. A Folha de S.Paulo revela hoje que ex-dirigentes do Banco do Brasil e da Visanet tiveram a quebra de sigilo bancário determinada pela Justiça. É dali que saiu a grossa dinheirama desviada dos cofres públicos pelo PT para irrigar o bolso de parlamentares comprados no Congresso. Por conta destas tenebrosas transações, Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do BB, já foi condenado pelo Supremo.

É fácil perceber que ainda há muito do escândalo do mensalão a ser investigado e punido. O julgamento não pode parar na imputação das penas aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Todas as evidências sugerem que gente graúda acabou fora das investigações, mas a cada dia surgem novas revelações a recomendar novas apurações. Ouçamos o que Marcos Valério tem a dizer. Só quem deve teme.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela


FONTE:


"Virei garoto-propaganda do regime militar", conta José Dirceu


30/08/2011 - 13h45


ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO



"(...) Em 1968, fui preso. Não fomos torturados. Pelo contrário, [os militares] fizeram tratamento de dente para mostrar que não havia tortura", conta o ex-ministro JOSÉ DIRCEU, 65, em primeira pessoa na seção "Quando Eu Tinha a Sua Idade", do Folhateen. 

* 

Quando saí de Passa Quatro [MG], fizeram festa. Eu bagunçava muito, era rebelde. Briguei muito na escola. Cheguei até a ser coroinha, mas me expulsaram --roubava hóstia para comer. 

Tirei calça curta, passei para calça comprida e virei adulto em seis meses. Vim para São Paulo com 14 anos para trabalhar de office boy na praça da República. Fui morar no edifício São Vito, demolido agora. 

Nunca mais pedi um centavo para o meu pai. 

Quando cheguei, já tinha lido os clássicos russos, ingleses, franceses... Era uma coisa difícil conviver com certos grupos, porque eu queria ir ao teatro, e eles, ver filme de guerra. 

[No 31 de março de 1964], estava trabalhando. Os estudantes do Mackenzie desceram comemorando [o golpe militar]. Falei: "Se os estudantes do Mackenzie estão a favor, estou contra". Era uma escola elitista, reacionária. 

Reprodução
José Dirceu com 21 anos (Folhateen) ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
José Dirceu com 21 anos: os amigos o chamavam de "Ronnie Von das massas"

Quando entrei na PUC [no curso de direito], em 1965, foi uma decepção. Centro acadêmico fechado, regime atrasado, separavam homem e mulher. Era quase um cemitério, e comecei a lutar contra isso. 

[O apelido "turma da canalha"] foi a direita que pôs. Tínhamos a turma atrás para fazer bagunça. 

Começamos a não levantar quando o professor chegava. Alguns queriam ensinar direito como se não tivesse ditadura, censura. Aí começou a dar choque. 

Diziam que eu parecia o Ronnie Von das massas, o Alain Delon dos pobres. Brincadeira do pessoal porque eu usava cabelo comprido, jeans, sapato sem meia. Mas eu tinha uma garupa de ternos. Para irritar a direita, de vez em quando eu ia bem elegante. 

Depois de 67 é que eu passo a viver clandestino. Já dormia em casas diferentes, andava armado. Tive amigos seguranças que, hoje, são os médicos e advogados mais importantes do país. 

Era improvável que eu perdesse [a presidência da UNE, no congresso de 1968]. Mas aí veio a repressão, fomos presos. 

No Dops [órgão de repressão do regime militar], foi uma pancadaria só. Deram corredor polonês, sobrou pra todo mundo. Nos mandaram para a delegacia de São Paulo, por uns 60 dias.

[Lá] você compra de tudo: sanduíche, cerveja... Tem jornal, rádio, livro. Depois, fomos para o quartel de Quitaúna [bairro de Osasco], onde a barra pesou. 

Não tínhamos sido torturados. Pelo contrário, [os militares] fizeram tratamento de dente para mostrar que não havia tortura. Viramos garotos-propaganda de uma mentira.

Eles não tinham condições de desaparecer conosco. Aí veio esse negócio do embaixador, e fomos soltos [sequestro de um embaixador americano, trocado por 15 presos políticos em setembro de 1969]. 

Me senti muito bem [no exílio] em Cuba. A gente tinha supostos empregos, mas fazíamos treinamento militar. Você podia [se especializar em] clandestinidade, explosivo, tiro, guerrilha. Fiz sem paixão, por dever de ofício. 

A plástica eu fiz em 1971. Mudei rosto, lábio, olhos, um nariz adunco com prótese. No espelho, foi: "Tô garantido, posso voltar para o Brasil!". 

Treinei para viver clandestino. É como construir um personagem. Escolhi um nome -Carlos Henrique-, a profissão, o modo de andar, o modo de falar. 

Vivi assim de 1974 a 1979, no Paraná. Casei, tive um filho, era empresário. Até hoje, chego lá e todo mundo me recebe muito bem, me chama de Carlos. 

Reprodução
José Dirceu na juventude (Folhateen) ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
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Fonte: FolhaTeen